Posts com a tag "sp escola de teatro"

 

minidrama Atores voltam a ler peças de novos autores em SP

Priscila Gomes e Lauanda Varone no SP Dramaturgias em 2012 - Foto: Helio Dusk/SP Escola de Teatro

Por Miguel Arcanjo Prado

O projeto SP Dramaturgias, da SP Escola de Teatro, está de volta a partir desta terça (16).

A ação propõe a leitura de textos inéditos por aprendizes de atuação da instituição. Criado em junho de 2012, o projeto já apresentou ao público paulistano mais de uma dezena de textos teatrais.

O desta terça (16) é Nome, Vergos e Objetos, de Jairo Alves. A peça fala de uma gravata perdida que une um homem e uma mulher.

Maria Shu coordenou o processo. Vão se apresentar Fernanda Otaviano e José Motta, de atuação; André Mendes, Douglas Lima e Robson Salvador, de direção; Alexandre Gnniper, Lucas Iglesias, de dramaturgia; Marcelo Oriani, de humor, e Carlos Alves, de sonoplastia.

A supervisão do SP Dramaturgias é de Marici Salomão.

— Acredito que os aprendizes alcançaram uma autonomia maior, se comparado ao ano passado. É importante que o texto esteja completo, no entanto, não acabado, para que seja construído de maneira participativa e receba tratamento.

A temporada 2013 traz mudança: o projeto passa a ser mensal — antes era quinzenal. Segundo Salomão, com o novo tempo, os atores podem "se aprofundar no texto, ensair e discutir a dramaturgia com fôlego".

Para o próximo mês, quem tiver interesse em enviar seu texto teatral para análise pode mandá-lo para o e-mail: spdramaturgias@spescoladeteatro.org.br. Os textos selecionados são lidos apenas por aprendizes e formadores da SP Escola de Teatro.

SP Dramaturgias: “Nomes, verbos e objetos”
Quando: Terça-feira (16), às 19h30
Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt (praça Roosevelt, 210, Consolação, São Paulo, tel. 0/xx/11 3775-8600)
Quanto: Grátis e aberto ao público
Classificação etária: Livre

spdramaturgias antesquemorra Atores voltam a ler peças de novos autores em SP

Cenas da leitura dramática do texto Antes que Morra, no projeto SP Dramaturgias, em 2012 - Fotos: Helio Dusk/SP Escola de Teatro

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praca roosevelt eduardo enomoto Livro reúne peças de teatro criadas no Twitter

Pça. Roosevelt, no centro de SP, vai sediar lançamento de livro com minipeças - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado

A noite desta terça (27) vai ser dia de festa na SP Escola de Teatro na praça Roosevelt, 210, no centro de São Paulo.

O motivo é o lançamento do livro com os vencedores do concurso cultural Minidrama, o #Mdrama, promovido pela instituição. O evento está programado para começar às 19h, com entrada gratuita e aberta ao público.

mdrama capa livro Livro reúne peças de teatro criadas no Twitter

Capa do livro #Mdramas - Divulgação

Lançada em julho de 2010, a proposta instigava os participantes a criar uma peça de teatro no Twitter, com os diminutos 140 caracteres da rede social, utilizando sempre a hashtag #mdrama.

Um bando de gente se aventurou. A comissão julgadora, que foi presidida por Marici Salomão, que coordena o curso de dramaturgia da SP Escola de Teatro, teve gente tarimbada, como o jornalista Sérgio Roveri, a atriz Noemi Marinho e o ator Otávio Martins.

Dos 2.000 inscritos, cem foram escolhidos e estão no livro #Mdrama (Ed. Associação Amigos da Praça, 64 págs., R$ 15), com organização de Ivam Cabral e Marici Salomão.

Como não poderia deixar de ser, aprendizes de atuação da escola encenarão as cenas do livro, com direção de Gilberto Gawronski e trilha também feita por aprendizes de sonoplastia da SP.

Veja, abaixo, alguns textos vencedores:

everson bertucci Livro reúne peças de teatro criadas no Twitter

Everson Bertucci foi um dos cem escolhidos

- Mãe, pq ele tá dormino nessa caixa? (Silêncio) Mãe, pq ele tá dormino nessa caixa toda enfeitada de flor? (silêncio) acorda ele, mãe #mdrama
@eversonbertucci

- Eu sou filho biológico. O meu pai é o meu pai, mas a minha mãe...é uma lhama. Ensinou-me a cuspir para não ter medo das pessoas. #MDRAMA
@ferraciolifelip

- Pela manhã no café dividiam os sonhos. A imagem que eles esqueceriam anos depois, no enterro da mãe. Disputando seu espólio. #MDRAMA
@heiheitor

- I:Você já desejou um homem,Antenor? A:Que pergunta idiota, Idalina. I:Nem um assim de corpo bonito? A: Claro que não. I: Nem eu.#MDRAMA
@MarioGarrone

- Maria nasce, cresce, casa, 5 filhos, apanha, separa, passa fome, se prostitui, dança, contrai hiv, é avó e morre aos 36. #mdrama
@RafaelJoao

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foto 1 Estudantes de teatro experimentam nas Satyrianas

Luisa Juppe, aprendiz de direção da SP Escola de Teatro, estreia nas Satyrianas - Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

As Satyrianas, maratona de 78 horas culturais que ocorre a partir das 18h desta quinta (1º) na praça Roosevelt, em São Paulo, é alvo do interesse de estudantes de teatro. Gente que quer não apenas assistir, mas para experimentar encenar um espetáculo de uma forma profissional pela primeira vez.

Luisa Juppe (foto acima) faz parte deste time. Ela, que veio de Florianópolis para estudar direção na SP Escola de Teatro, se forma no fim do ano e vê no festival a oportunidade do encontro com o público fora do ambiente escolar.

A jovem dirige O Que Era para Ser Amor, peça que será apresentada às 17h30 desta sexta (2) no Espaço dos Satyros 1. Em conversa com o Atores & Bastidores do R7 ela demonstrou estar empolgada.

— Estou participando pela primeira vez. É a minha estreia como diretora. Vai ser bem importante para mim, porque vou ver como estou me saindo. A Satyrianas é um espaço democrático para toda a classe artística. Resolvi botar na prática mesmo para ver o que resulta dessa pesquisa que estou fazendo em cima de um teatro performático.

Leia a entrevista com o coordenador das Satyrianas, Gustavo Ferreira

Descubra as histórias mais engraçadas do evento teatral

Veja, abaixo, alguns trabalhos de aprendizes da SP Escola de Teatro que serão apresentados nas Satyrianas. Em todos o público paga quanto quiser:

Espetáculos:

Realismo – O Reality Show 
Baseada na experiência da guerra e sua reverberação que modifica o indivíduo, a peça revela a vida do soldado Luther através da figura do Exercito travestido em mulher-apresentadora de um programa de televisão. Luther um homem cuja experiência é transformada pela invasão de um programa sensacionalista, revela um showbusiness de horror, violência e humor negro que absorve a vida e atransforma em mercadoria. Texto: Criação Coletiva - Direção: Emerson Anunciação - Elenco: Aline Negra Silva e Denis Buenos - Quando: Quinta 1 de novembro, 20h - Onde: Satyros II. 

O Louco, a Caixa e o Homem
“Com licença, saberia me informar para onde estou indo?” – Um encontro entre um homem e um estranho portando uma caixa. A adaptação da história em quadrinhos homônima de Daniel Esteves se utiliza do encontro de duas linguagens artísticas, o teatro e os quadrinhos, para tratar do encontro com o outro. Texto: Daniel Esteves - Direção: Natasha Karasek - Elenco: André Haidamus e Willy Balieiro - Quando: Sexta 2 de Novembro 16h30 - Onde: Espaço dos Satyros I.

O que Era pra Ser Amor
O amor que cega, deixa o coração doendo, o estômago embrulhando, na opinião do poeta que insiste vivê-lo plenamente, da paixão à queda. Ou, pelo menos, o que era pra ser. Mas apenas senti-lo pode ser bem mais doloroso que vivê-lo, não fosse tão performático. Texto: Leandro Doregon - Direção: Luisa Juppe - Elenco: Ana Carolina Marinho e Marina Moreno - Sonoplastia: Carolina Guimaris e Luana Hansen - Iluminação: Leo Moreira Sá - Cenografia: Bruno Alves Manso - Quando: Sexta 2 de Novembro 17h30 - Onde: Espaço dos Satyros I. 

A.B.ismo
A história de um homem que procura um lugar para morar no Centro da cidade e o encontro dele com o proprietário de um apartamento. As cenas  foram escritas em partes, em decorrência da própria criação dos atores em contato com fragmentos do texto criado pelo autor, que modificava as cenas para criar um mosaico de relações: Quem é “A” e “B” um para o outro? São amigos? Irmãos? Parentes? Amantes? Texto: Lucas Arantes - Direção e Elenco: André Mendes e Giba Freitas - Quando: Sábado 3 de Novembro 17h30 - Onde: Espaço dos Satyros I. 

Placebo
O que escolher quando é necessário optar entre um realidade enlouquecedora e uma ilusão cómoda? Dois personagens em ruínas representam uma sátira da inercia humana. Texto e Direção: Bruno Carboni - Elenco: Juliana Spadot e Gutho Vieira dos Santos - Quando: Sexta 2 de Novembro 14h30 - Onde: Espaço dos Satyros I.

Alice 1.0
Três personagens, contadores de histórias, que se encontrarão a serviço da Srta. Alice. Com o auxílio de objetos do cotidiano destas três personagens, elas criarão e darão vida, através da técnica de animação de objetos, à personagem central Alice, que inicia a históriaconfessando ao público um segredo sobre si revelado ao se olhar no espelho. O que Alice viu? O que a deixou se sentindo tão culpada a ponto de querer se confessar a público? Texto: Criação Coletiva - Direção: Talita Rosa Elenco: Érica Caprotti, Ana Antunes e Negra Silva - Quando: Sexta 2 de Novembro 15h30 - Onde: Espaço dos Satyros I. 

Cabarezim do Humor
O espetáculo é formado por cenas de diferentes estilos a linguagem do humor, como mímica, clown, paródia, stand up e esquetes, e sempre conta com um Mestre de Cerimônia e seus assistentes de palco para apresentar e conduzir o magnífico espetáculo. Texto, Elenco e Direção: Aprendizes do Curso de Humor da SP Escola de Teatro. Quando: Quinta 1º . Horário: meia-noite. Sexta (2), 21h. Onde: Tenda Residência, praça Roosevelt.

Projeto Ouvi Contar 
(leituras dramáticas feitas em residências na região da praça Roosevelt)

118 Esquinas, de Débora Brenga
Um ciclista é atropelado por um carro em uma avenida movimentada da metrópole resultando em um congestionamento que alcança 118 esquinas. O caos é instaurado.  Texto e Direção: Débora Brenga - Elenco: Bruna Potenza, Fernando Alves, Priscilla Amaral, Véver Bertucci. Espectadores: 15. Data: Sexta-feira, 02 de novembro, 17h.

60 segundos, de Mariana de Menezes
Em polissituações de tantos espaços em poucos segundos, a cidade acontece e desacontece enquanto o meio dia é tocado pelo sino. As vozes e descrições são estilhaçadas, inaugurando imagens fragmentárias diluídas pela efemeridade dos acasos. 60 segundos condensados por um liquidificador do espaço social e subjetivo. Autora: Mariana de Menezes - Direção: Mariana de Menezes - Elenco: Adir Fonseca Jr., Beatriz Lopes, Tamiris Maróstica e Vanessa Ferreira Sousa - Sonoplastia: Carlos Ronchi - Espectadores: 15 pessoas - Data: Sábado, 03 de novembro, 20h e 21h.

Exercício para a Escrita do Nada – nº1, de Marcio Tito Pellegrini
Dois personagens percebem que são inventados enquanto falam e empreendem uma tentativa de fuga do rumo dramático -  Direção: Felipe Uchôa - Elenco: Heloísa Cardoso, Katia Calsavara - Espectadores: 10 - Data: Sábado, 03 de novembro, 16h e 18h.

Fragmentos de Um Dia Comum, de Victor Hugo Valois
Numa metrópole, pacientes sofrem com o descaso médico. Direção: Victor Ribeiro - Sonoplastia: Pammela Gentil - Elenco: Débora Ramos Ribeiro, Yuri Fernandes Lima e Victor Monteiro - Espectadores: 05 - Data: Sábado, 03 de novembro, 16h.

MANUAL doispontos Insaciável Barra Mórbida, de Heloísa Cardoso 
Uma mulher à beira da morte - Direção: Paulo Gircys - Elenco: Camilla Martinez, Carolina Decris, Clarissa Franchi, Heloísa Cardoso, Raquel Medici - Espectadores: 10 - Data: Sexta-feira, 02 de novembro, 18h.

O Mosquito, de Lucas Venturin
Um mosquito percorre a casa de várias personagens e revela os anseios existenciais de pessoas em conflito com a própria condição humana -  Direção: Jonas Mendes - Elenco: Rodrigo Mazzoni - Sonoplastia:Vitor Monaco - Espectadores: 5 - Data: Sábado, 03 de novembro, 19h.

Ronin, de Lucas Iglessias
A peça busca desvendar o suicídio de Yukio Mashima - Direção: Lucas Iglessias - Elenco: Cristiano Alfer, Lucas Iglessias, Melina Barbosa, Stella Menz, Thadeo Ibarra - Espectadores: 10 - Data: Sábado, 03 de novembro, 16h. (10 pessoas) e Domingo, 04 de novembro, 15h.

Vende-se, Marco Keppler
Desfazer-se de um bem é desfazer-se de memórias? - Direção: Aline Negra Silva. Elenco: Celso Amâncio, Viviane Corbani, Jackie Dolstoy - Espectadores: 05 - Data: Sexta-feira, 02 de novembro, 21h e Sábado, 03 de novembro, 21h.

Confira a programação completa das Satyrianas

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antonio peredo1 A Morte de Um Ator, do boliviano Antonio Peredo, arrebata público paulistano com angústia e verdade

Antonio Peredo Gonzales em seu espetáculo solo A Morte de Um Ator - Foto: Natalia Peña

Por Miguel Arcanjo Prado

Assim que entra no espaço, o público já se depara com Antonio Peredo Gonzales no centro do palco. Logo, ele coloca o nariz vermelho de palhaço e gira o relógio para que marque a exata uma hora que dura o espetáculo. Hora que vai condensar toda a vida de um ator.

Assim começa A Morte de Um Ator, monólogo intimista que o artista boliviano de La Paz apresentou no último dia 11, em São Paulo, na SP Escola de Teatro, onde faz intercâmbio até o próximo dia 1º (leia a entrevista que o R7 fez com o artista).

Com um tempo preciso, o palhaço de Peredo não precisa de tradutor. Mesmo falando castelhano, é compreendido por todos, porque é universal em sua construção — ele também assina dramaturgia e direção.

O personagem faz bromas com assunto sério e, muitas vezes, angustiante: o tortuoso caminho por onde anda a vida de um ator. Estão lá a incerteza da profissão, a dificuldade de subir ao palco e encarar o público, a convivência com o mundo das celebridades hoje tão em voga e que se confunde, muitas vezes, com o ofício real do artista.

Se poderia parecer um tema mais próximo aos artistas do que ao público comum, como tem sido constante em muitos espetáculos apresentados em São Paulo com tal temática, a obra de Peredo comunica com qualquer pessoa – os que costumam estar sobre o palco ou sentados em frente a ele. E isso acontece, sobretudo, por ele falar de sentimentos caros ao homem, sejam da Bolívia ou do Brasil. E mais, o faz com entrega visceral.

Ao destrinchar a história única de seu caminho como ator, sempre detrás do nariz de palhaço, Peredo vai fundo em suas emoções. Tem presença cênica vibrante. Carismático, faz o público comprar sua história. Ele se amiga com cada espectador.

Com recursos cenográficos e de iluminação diminutos, o artista segura com o olhar sua plateia. Chama para si a atenção, deixando nula a possibilidade de distração, coisa comum a monólogos. A história que conta é boa, tem alma. É viva.

Tal vivacidade é percebida com a capacidade de improviso do ator. Sem medo, se aproxima de seu público e reage aos estímulos recebidos. Bons ou não. Tem um tempo próprio que impressiona. Isso faz de cada sessão única, como se fosse uma metáfora do próprio teatro.

Ao fim, quando o palhaço se vai de forma abrupta e vemos, outra vez, Peredo de cara lavada, é que percebemos, assombrados, o tamanho do talento deste ator boliviano.

A Morte de Um Ator, com Antonio Peredo Gonzales
Avaliação: Muito bom

amortedeumator helio dusk spescoladeteatro A Morte de Um Ator, do boliviano Antonio Peredo, arrebata público paulistano com angústia e verdade

Antonio Peredo interage com a plateia paulistana - Foto: Helio Dusk/SP Escola de Teatro

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antonio peredo Filho de revolucionário boliviano, ator Antonio Peredo apresenta peça grátis em São Paulo

Boliviano Antonio Peredo faz apresentação única em SP - Foto: Helio Dusk/SP Escola de Teatro

Por Miguel Arcanjo Prado

O boliviano de La Paz Antonio Peredo, de 32 anos, vai apresentar o espetáculo A Morte de Um Ator, nesta quinta (11), às 20h, na SP Escola de Teatro (praça Roosevelt, 210), em São Paulo. A entrada é gratuita e aberta ao público.

No enredo, apresenta o encontro do palhaço com a morte. Em conversa com o R7, explica como o trabalho surgiu.

— Queria fazer um espetáculo para espaços alternativos, no qual pudesse trabalhar com a técnica de clown. Ao falar da morte do palhaço, eu também falo da morte do ator, já que o ator que escolhe trabalhar com clown tem de deixar o ego de lado.

Peredo revela que a peça tem um gosto de despedida. Ele é filho do jornalista, intelectual de esquerda e ex-deputado e senador da Bolívia Antonio Peredo, que morreu em junho deste ano, aos 76 anos. O pai viu a peça na estreia.

— De alguma maneira, meu pai me possibilitou fazer este trabalho. A peça fala de uma despedida. Sempre me orgulho de ser filho dele e carregar seu nome. Saber que ele me viu nesta obra na estreia e em várias sessões é uma das coisas que me deixam mais feliz neste momento. Eu dedico a ele não só esta apresentação, mas todo esse tempo que passei no Brasil.

Antonio Peredo é da Escola de Teatro de Santa Cruz de La Sierra e faz intercâmbio na SP Escola de Teatro desde o dia 15 de setembro. O ator, que mora temporariamente em um hostel na Vila Mariana, permanece na capital paulista até 1º de novembro, quando retorna à Bolívia.

— Este é o começo de um intercâmbio que eu espero que dure muitos anos. Adorei São Paulo, é uma cidade que é tão grande que eu comparo à Bolívia inteira. Tem uma vida cultural enorme. Quero voltar ao Brasil assim que puder, porque dessa vez não deu para conhecer as praias.

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coluna aquelesdois Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Aqueles Dois é o espetáculo de maior sucesso nacional da Luna Lunera - Foto: Diego Pisante

Por Miguel Arcanjo Prado

Mineiros no Rio
Os meninos da Luna Lunera, companhia teatral de Belo Horizonte, estão fazendo as malas. O destino é o Rio, onde ficam em temporada de 4 a 21 de outubro na Caixa Cultural. A Mostra Comemorativa de 10 anos da Luna Lunera levará aos cariocas os espetáculos Cortiços, Nesta Data Querida e Aqueles Dois (foto). Este último conta a história de Caio Fernando Abreu sobre a forte amizade entre dois amigos de uma repartição do centro de São Paulo. Tem uma poética cena de nudez masculina dos quatro atores do elenco. Imperdível.

Culpa do público
Atreva-se, de Jô Soares, prorrogou temporada no Teatro das Artes, em São Paulo, até 25 de novembro.

Acabou
Os Satyros encerram nesta sexta (28), às 21h, no Sesc Santo André (SP) a temporada da peça Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues. Leia mais sobre o adeus.

Quase no fim
Só vão até domingo (30), as inscrições para as Satyrianas 2012, que acontece de 1º a 4 de novembro, na praça Roosevelt, em São Paulo. Quem tem um projeto artístico pode participar. Basta mandar e-mail pedindo a ficha de inscrição para inscricoesprojetos@gmail.com.

 Agenda Cultural
[r7video http://videos.r7.com/confira-destaques-da-agenda-cultural-em-sao-paulo/idmedia/5065c4a592bbdc2dfb1e2cdb.html]

O motivo
A turma da mundana companhia afirma que adiou a estreia da peça Pais e Filhos, desta sexta (28) para sábado (29), no Sesc Pompeia, em São Paulo, por “motivos técnicos”. Hoje, fazem uma espécie de ensaio abertos. Para jornalistas e convidados, só amanhã. Ah, leia a nossa entrevista exclusiva com o diretor, o russo Adolf Shapiro!

nabia Por trás do pano – Rapidinhas teatraisCadê Cabul?
A antiga peça Casa Cabul, dirigida por Zé Henrique de Paula, foi readaptada e mudou de nome: vai se chamar No Coração do Mundo. Estreia 16 de outubro, no Teatro do Núcleo Experimental, na Barra Funda, com entrada grátis. Houve uma ceifa no elenco. Chris Couto permanece na obra. Um dos novos destaque é entrada da atriz mineira Nábia Villela (foto), que vai cantar em cena. Como o sobrenome entrega, a menina é sobrinha do diretor Gabriel Villela.

De menor
Começa nesta sexta (28) o 6º Festival Internacional de Teatro Infanto-juvenil Paidéia. Tem grupos da Alemanha, Chile, Holanda, Suíça e Turquia. Vai até dia 2 de outubro. Na sede da Cia. Paidéia (r. Darwin, 153, Alto da Boa Vista) e no Sesc Santo Amaro (r. Amador Bueno, 505), em São Paulo. Os ingressos são baratinhos, com preços de R$ 10 a R$ 20. Veja a programação completa.

Escurinho
A República Ativa de Teatro marcou para o dia 6 de outubro, às 16h, a estreia do espetáculo infantil Quem Apagou a Luz?. Será no Teatro Cacilda Becker (r. Tito, 295, Lapa), em São Paulo. Ficam por lá até 11 de novembro. O grupo é formado por ex-alunos do curso de artes cênicas da FPA, a Faculdade Paulista de Artes. Que graça.

coluna sim sergio baia Por trás do pano – Rapidinhas teatraisRumo ao altar
De olho no filão de moças desesperadas para usar vestido branco, véu e grinalda, estreia no Rio neste sábado (29), SIM – Senhoritas Interessadas em Matrimônio. A peça dirigida por Alexandre Brito fica no Teatro Cândido Mendes, de sexta a domingo. No elenco, Amanda Vides Veras, Lara Gay, Paula Mello e Thais Belchior. Detalhe curioso: parte do texto foi escrito por Thiago Bomilcar Braga a partir de vivências das próprias atrizes. Vai encarar?

Nirvana
O dramaturgo amigo da coluna Sergio Roveri manda avisar que sua peça Aberdeen – Um Possível Kurt Cobain reestreia dia 6 de outubro, no Armazém XIX (r. Mário Costa, 13, Vila Maria Zélia), em São Paulo. Fica até 21 de outubro, sábado, às 20h, e domingo, às 19h. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). José Roberto Jardim dirige o ator Nicolas Trevijano na viagem rumo ao Nirvana...

Recado do Zé Celso
A turma do Oficina está com inscrições abertas para a segunda turma da Universidade Antropófaga. A primeira fez o espetáculo Macumba Antropofágica. Quem estiver a fim devem encaminhar até 1º de outubro o material solicitado por Zé Celso para o e-mail acordes@teatroficina.com.br. Para saber o que o decano mestre quer (ele nomeia “chamamento”) tem de entrar no site do Oficina.

Tablado falante
Como Transformar a Cidade em um Grande Palco é o tema da palestra que Gilberto Dimenstein dará neste sábado (29), às 18h, na sede da praça Roosevelt da SP Escola de Teatro.

Praça aberta
Falando na famigerada praça, ela será devolvida à população paulistana, reformada, neste sábado (29). A turma do teatro vai marcar presença. E fazer barulho. Leia mais sobre a reforma.

Até logo, Lume!
O Grupo Lume encerra domingo (30) a peça Os Bem-Intencionados, no Sesc Pompeia, em São Paulo. O espetáculo dirigido por Grace Passô fez tanto sucesso que não há mais nenhuma entrada. Todas foram vendidas. Agora, rumam para Campinas, terra natal da trupe. Mas sonham em voltar em 2013 a Sampa, além de participar de festivais, é claro. Leia a crítica da peça!

Maravilha
Uma Alice Imaginária, peça da Cia. dos Imaginários concebida e dirigida por René Piazentin, estreia dia 5, no Teatro Commune, em São Paulo. Abaixo, imagem exclusiva para a coluna feita pela fotógrafa Lilian Segui.
Alice Imaginária cred LilianSegui Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Polêmica no interior
O dramaturgo e diretor Mateus Barbassa apresenta o espetáculo Nós Somos Jovens (foto abaixo), neste sábado (29), às 20h30, no Teatro Marista de Ribeirão Preto. Com Fernando Cardoso, Paloma Arantes, Laílson Nunes, Rayana Rodrigues, Guilherme Tsuji e Léo Fochi, a peça fala de temas polêmicos como bullying, suicídio e assédio sexual. Promete causar.
coluna nos somos jovens Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

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Veja a Agenda Cultural do telejornal Record News São Paulo:

(Com Nathalia Boscolo, editora da Record News)

[r7video http://videos.r7.com/confira-destaques-da-agenda-cultural-em-sao-paulo/idmedia/5065c4a592bbdc2dfb1e2cdb.html]

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Por Miguel Arcanjo Prado

O projeto SP Dramaturgias chegou à leitura de seu sexto texto, nesta terça (11), na SP Escola de Teatro, na praça Roosevelt, no centro paulistano.

Mariana de Menezes, aprendiz de dramaturgia da instituição, apresentou sua peça Antes que Morra, que ganhou direção de Rodolfo García Vázquez.

Os personagens do complexo texto, cheio de palavras rebuscadas e de difícil compreensão, foram interpretados pelos bravos atores Fabiana Pinotti, Carol Carolina, Juan Manuel Tellategui, Henrique Figueiredo e Thadeo Ibarra, todos aprendizes do curso de atuação da escola.

Quem tem peça escrita pode participar do projeto. Basta enviar o texto neste e-mail: spdramaturgias@spescoladeteatro.org.br

Além de Antes que Morra, já foram lidos os textos Três, de Camila Damasceno, O Clube, de Afonso Júnior Ferreira de Lima, Estige, de Lucas Iglessias, Metaplágio, de Leandro Doregon e O Fim da História, de Tadeu Renato.

O fotógrafo Helio Dusk, da SP Escola de Teatro, registrou para o blog com sensibilidade a apresentação de Antes que Morra. Veja como foi:

spdramaturgias antesquemorra SP Dramaturgias dá espaço a jovens autores

Cenas da leitura de Antes que Morra, no projeto SP Dramaturgias - Fotos: Helio Dusk/SP Escola de Teatro

 

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spescola bobsousa8 Ivam Cabral e SP Escola de Teatro: um sonho real

Ivam Cabral é diretor executivo da SP Escola de Teatro - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos Bob Sousa

Ivam Cabral chegou aonde muita gente do teatro sonha. Com 23 anos de carreira apresentando peças em teatros alternativos do Brasil e do mundo com seu grupo Os Satyros, que fundou ao lado do companheiro Rodolfo García Vázquez, hoje ocupa uma imponente sala no prédio da SP Escola de Teatro, no número 210 da praça Roosevelt, em São Paulo, onde é o diretor executivo.

Para chegarmos até ele foi preciso marcar horário com sua secretária. Assim que entramos no local, a recepcionista pede a mim e ao fotógrafo Bob Sousa nossos documentos, que são prontamente anotados antes de nossa subida ser anunciada. Lá em cima, na antessala do diretor, sua secretária nos pede para aguardar. Ele já termina uma reunião.

Mas logo, Ivam Cabral surge risonho e nos convida para entrar em sua sala, que tem vista para as copas das árvores da praça que virou sinônimo de seu nome, do grupo que lidera e – em breve – da escola que dirige.

De cara, pergunto como se sente, à frente de uma escola teatral que, apesar de jovem, já conquista o respeito de muita gente. Ele pensa e responde.

— Se eu soubesse que eu chegaria lá acho que não iria conseguir. A SP Escola de Teatro é mesmo um projeto ambicioso, desde o começo buscamos a excelência, seja em nossos formadores, seja em nossos aprendizes.

Vagas disputadas

Desde sua criação, em novembro de 2009, a instituição cresceu. E como. Hoje, conta com duas sedes. Além do prédio na praça Roosevelt, também ocupa um charmoso edifício histórico no bairro do Brás, também na região central paulistana. E Ivam já está de olho em outro edifício vago na praça teatral.

spescola bobsousa4 Ivam Cabral e SP Escola de Teatro: um sonho real
— O projeto ficou maior do que a gente imaginava.

Logo, a SP, como quem a frequenta a chama, começou a atrair gente interessada em seus oito cursos regulares e gratuitos: atuação, cenografia e figurino, direção, dramaturgia, humor, iluminação, sonoplastia e técnicas de palco. Fora os muitos cursos de extensão ao longo do ano.

Só no último processo seletivo, mais de 1.000 candidatos tentaram as cerca de 20 vagas do curso de atuação – o que dá uma média de 50 candidatos por vaga, índice semelhante ao de cursos como medicina e comunicação social nas universidades públicas brasileiras.

Ivam espera bater recorde de inscritos no novo processo seletivo, cujas inscrições terminam nesta quinta (23) [leia o edital e saiba como se inscrever].

Tanta concorrência, faz Cabral chamar seus aprendizes (o conceito pedagógico da escola nao usa a palavra aluno) de “pequenos gênios”.

Reuniões toda sexta pela manhã

A escola teve gênese nos projetos sociais dos Satyros. Os trabalhos do grupo no bairro Jardim Pantanal, na zona leste paulistana, foram cruciais. Por meio de pesquisa com espectadores, descobriu-se que boa parte do público vinha daquele bairro, onde havia fãs fervorosos da trupe. Com direito a cartazes de peças da companhia na parede de salões de beleza.

Foi lá que Ivam Cabral percebeu que havia uma grande demanda de gente com vontade de trabalhar com teatro, não só na atuação, mas, sobretudo, na parte técnica também.

— Na SP os técnicos têm o mesmo tratamento dos aprendizes de atuação. Isso foi pensado desde o começo.

Das primeiras oficinas no Jardim Pantanal surgiram reuniões a partir de 2005 da turma de Ivam Cabral. Eram todas as sextas, pela manhã.

— Éramos um monte de bicho grilo falando que teríamos uma escola de teatro, que teria bolsa para os alunos. A gente pensava algo do tipo: qual escola que a gente gostaria de ter estudado?

Logo, nomes expoentes do teatro brasileiro também se juntaram ao grupo, como JC Serroni, Marici Salomão, Guilherme Bonfanti, Erika Riedel, Raul Barreto, Raul Teixeira e Francisco Medeiros.

Direita ou esquerda?

Mas o sonho precisava de uma coisa para virar realidade: dinheiro. A concretização veio de modo inusitado. Um político importante passou a frequentar peças dos Satyros. Logo, foi chamado a tomar cerveja nas mesas do bar do grupo. Ivam Cabral faz questão de contar o nome dele.

— A idealização da SP é do José Serra. A escola é também um sonho dele.

spescola bobsousa1 Ivam Cabral e SP Escola de Teatro: um sonho real
Diante do impacto dessa frase é inevitável a pergunta: mas o que tem a ver um político tucano com uma turma que faz um teatro ligado ao submundo e, num primeiro olhar, naturalmente bem mais próximo da turma da esquerda do que de políticos da dita direita? Preparado para o questionamento, Ivam responde com toda calma do mundo.

—Olha, nós aqui sempre tivemos carta branca. Nunca teve interferência do poder político na escola. Sempre tivemos liberdade. Se este projeto fracassar um dia, a culpa é nossa. Creio que construímos um espaço apartidário, um lugar sem legenda. A SP não tem cunho eleitoreiro. Não fomos nem somos usados por ninguém.

Mas e como a turma do teatro político reage diante dessa proximidade com Serra? Ivam permanece tranquilo ao argumentar.

— Eu continuo muito próximo do Serra e tenho orgulho disso. Mas acho que temos que ficar distantes das questões partidárias. Na SP também cabe o pessoal da Companhia do Latão e da Cooperativa Paulista de Teatro [grupos ligados à esquerda]. É um lugar de arte.

Da SP para o mundo

Política à parte, a SP está cada vez mais internacional. Atualmente, o francês François Kahn, discípulo de Grotovksi [importante diretor polonês] dá aulas para a turma de atuação. A escola também fechou recentemente parceria com a Academia de Artes Dramáticas de Estocolmo, na Suécia.

ivam miguel Ivam Cabral e SP Escola de Teatro: um sonho real
Alberto Guzik teria ficado feliz com tais notícias. O jornalista e crítico teatral de respeito resolveu virar ator dos Satyros no fim da vida e fez parte do grupo embrionário da SP, mas morreu pouco depois da fundação da instituição, vítima do câncer, aos 66 anos.

Hoje, nomeia a revista da escola, a A[L]BERTO, cujo número 2 foi lançado há poucas semanas.

— O Guzik é nosso grande mestre. Nosso divisor de águas e pilar forte. Ele esteve desde o primeiro momento. Guzik, eu, Cléo [de Páris] e o Rodolfo [García Vázquez]. Vivemos histórias muito bonitas.

Normas e um pouco de burocracia

Em meio a lembranças, a SP Escola de Teatro vive ainda um dilema burocrático. Como é uma escola livre, seus cursos não são reconhecidos pelo Ministério da Educação nem pelo Ministério do Trabalho para a emissão do registro profissional.

Ivam explica que isso ocorre porque, oficialmente, a profissão de dramaturgo não existe. Mas já está mexendo os pauzinhos para mudar essa situação.

De forma provisória, adianta que acaba de celebrar um acordo com o Sated (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão de São Paulo) para que os aprendizes da SP conquistem registro profissional quando se formarem.

— O mercado está reconhecendo quem se forma aqui. Temos ex-aprendizes dando as caras no mercado, trabalhando em teatros como o Alfa e o Bradesco.

Mas logo me vêm à mente a figura da recepcionista pedindo documento para que pudéssemos entrar na SP. E pergunto a Ivam por que tanta norma em uma instituição de artes. Ele responde de pronto.

spescola bobsousa2 Ivam Cabral e SP Escola de Teatro: um sonho real
— A SP é muito mais sistematizada do que você possa imaginar. Temos até um manual de estilo.

Tanta sistematização, resultou em um modelo pedagógico próprio, que já foi importado por mestres suecos e hoje é objeto de estudo de Ivam em seu doutorado na USP [Universidade de São Paulo].

—Temos uma pedagogia singular, que é viva, continua a ser discutida todos os dias.

Sucesso de hoje e lembrança no futuro

Ivam Cabral tem plena ciência de suas responsabilidades e busca no passado a força para não perder o foco diante do sucesso.

— Venho de origem pobre, de uma família com seis filhos. Mas sempre meus pais nos fizeram estudar. Meus irmãos chegaram muito à frente de onde estou. Tenho os pés no chão. Agora que estou aqui, não posso fazer de conta. Sou o primeiro a chegar e o último a ir embora.

Resolvo provocar e pergunto: o que vão dizer de Ivam Cabral no futuro? Depois de pensar um pouco, ele começa a responder.

— Penso no Guzik... O blog dele é um diário de uma geração... Mas a história é esquisita. Fico pensando no Boi Voador [grupo teatral da década de 1980 dirigido por Ulysses Cruz, hoje diretor da Globo]. Era um grande grupo e hoje quase não aparece na história do teatro. Pode ser que no futuro, a história nem conte que um dia o Satyros ocupou a praça Roosevelt, que existiu a SP... Mas gostaria de ser lembrado como um cara ético, sério e honesto. Queria ser lembrado como um cara que fez coisas bacanas para seus contemporâneos artistas.

spescola bobsousa6 Ivam Cabral e SP Escola de Teatro: um sonho real

Ivam Cabral (de branco) posa com aprendizes de atuação, o mestre Francisco Medeiros (à esq.) e o francês François Khan (ao centro) na sede da SP Escola de Teatro na pça. Roosevelt, centro paulistano - Foto: Bob Sousa

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mostranelson Exposição recria em maquetes ambientes da obra de Nelson Rodrigues na praça Roosevelt (SP)

Uma das maquetes da mostra sobre Nelson Rodrigues - Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Tudo bem. O centenário de Nelson Rodrigues, no próximo dia 23, provocou uma avalanche de homenagens ao mestre. Mas não poderia ser diferente diante da importância da obra dele para nosso teatro.

É bom aproveitar a maré para conhece-lo melhor e ver novas possibilidades e inspirações que surgem diante de seus textos, já clássicos.

Foi pensando nisso que a SP Escola de Teatro resolveu transformar as influências de um texto rodrigueano em uma exposição, que será aberta neste sábado (11).

Nelson Rodrigues: Toda Nudez Será Castigada poderá ser vista até 8 de setembro, de terça a sexta, das 10h às 21h, e aos sábados, das 10h às 18h. Com entrada gratuita na sede da escola na praça Roosevelt, 210, no centro de São Paulo.

A mostra tem 15 maquetes criadas ao longo do primeiro semestre por alunos da escola, sob comando de J.C. Serroni, que coordena os cursos de cenografia, figurino e técnicas de palco da instituição e assina a curadoria da exposição.

Elas foram inspiradas na obra Toda Nudez Será Castigada, como conta Serroni em conversa exclusiva com o R7.

— São 15 projetos ao todo. Cada um é composto pela maquete, texto e todo o processo de criação ilustrado.

O curador revela que os aprendizes de técnicas de palco criaram uma cenografia especial para a exposição, que recria o universo de Nelson Rodrigues. A maioria deles faz sua primeira exposição.

— A mostra tem a atmosfera dele; a escrivaninha, a máquina de escrever, grandes frases e 30 fotos do artista. O pessoal da iluminação fez uma luz especial, e a turma da sonoplastia criou uma trilha especial com músicas e falas do autor.

A exposição vai inaugurar o espaço do teatro, no primeiro andar da sede da Roosevelt da SP Escola de Teatro, que também tem outra sede no bairro Brás.

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bibi ferreira studio prime Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Imperdível: nossa diva Bibi Ferreira no palco em São Paulo - Foto: Studio Prime

Por Miguel Arcanjo Prado

Bibi 90
Diva de nossos palcos, Bibi Ferreira estreia nesta sexta (10) em São Paulo o espetáculo Bibi Ferreira – Histórias e Canções, que celebra seus 90 anos de vida. No Teatro do Shopping Frei Caneca. Com agenda movimentadíssima, depois de Sampa, vai para Portugal e Nova York. Coisa de quem pode. A temporada paulistana vai até 30 de setembro, sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 19h. O ingresso é salgado: R$ 120. Mas é Bibi. Ou seja, tente juntar um dinheirinho e ir.

Três galãs
Lilia Cabral faz estreia para convidados de Maria do Caritó, neste sábado (11), no Teatro Faap, em São Paulo. Três galãs que contracenaram com ela na TV estarão na plateia. Domingos Montagner, Malvino Salvador e Paulo Rocha confirmaram presença. O marido, Ivan Figueiredo, e a filha Giulia, viajaram do Rio especialmente para estreia.

Peraltice boa
Levar as crianças ao mundo das artes plásticas é sempre motivo de aplauso. É isso que o espetáculo Fazer a Arte, escrito por Eliana Teruel, pretende concretizar ao mostrar 40 mil anos da relação do homem com a arte. Vão da pintura rupestre a Tomie Ohtake. A direção é de Marilia Risi. Estreia dia 18, às 16h, no Teatro APCD, em Santana, São Paulo.

Ser ou não ser
São Paulo ganha neste mês mais um instituição para o ensino do teatro, a Escola de Artes Cênicas, criada pelo produtor Marcos Thadeus. A instituição dará, entre 18 e 25 de agosto, workshop gratuito de iniciação teatral. O endereço é rua Santo Antonio, 1025 A, na Bela Vista, próximo ao metrô Anhangabaú. Inscrições pelo telefone 0/xx/11 3159-0484 ou pelo email secretaria@escoladeartescenicas.com.br .

O Líquido Tátil 03 Crédito Guto Muniz Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Cena da nova peça do Espanca! - Foto: Guto Muniz

Minas com Argentina
Já tem data marcada a estreia do novo espetáculo do Grupo Espanca!, com texto e direção do consagrado diretor argentino Daniel Veronese. No elenco, os mineirinhos Grace Passô, Gustavo Bones e Marcelo Castro. O Líquido Tátil aporta no Teatro Espanca!, em Belo Horizonte, em 1º de setembro. Fica até dia 23 do mesmo mês. Depois, segue para o Rio, onde faz temporada no CCBB carioca.

Galpão informa
Quem anda perdendo as apresentações em São Paulo do trintão Grupo Galpão precisa ficar esperto. No dia 18, às 19h, e 19h, às 18h, eles apresentam de graça a peça Till, A Saga de um Herói na praça do Sesc Belezinho. Já entre 24 e 26 de agosto, fazem Tio Vânia – Aos que Vierem Depois de Nós no Sesc Vila Mariana, com ingressos a R$ 24. A direção deste último é da amiga do blog Yara de Novaes.

Stand-up às quintas
André Bernardes, Rafael Marinho e Dinho Machado são os três comediantes do espetáculo de stand-up no Diquinta (r. Baumann, 1.435, Vila Leopoldina, tel. 0/xx/11 3715-4801; R$ 30 para quem chegar até 21h30). Como o nome diz, acontece toda quinta, às 21h, até 4 de outubro. Riso garantido.

claudia jarbas Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello - AgNews

Dupla função
Namorado de Claudia Raia e estrela do musical Cabaret, Jarbas Homem de Mello dirige, ao lado de Rogério Matias, o musical infantil O Chapeleiro Maluco, do qual assina também a coreografia. O texto de Walter Junior é inspirado em Alice no País das Maravilhas. A superprodução estreia no próximo dia 25, no Teatro GEO, em São Paulo. No elenco, Beto Marden, como Coelho, e Negra Li, como a Rainha Branca. Coisa boa.

Nova na turma
A comédia Il Viaggio reestreia no dia 14 de agosto, no Espaço Parlapatões com uma novidade: a entrada de Carla Candiotto no elenco, no lugar de Bete Dorgam. O texto é de Marcelo Rubens Paiva, inspirado na obra do cineasta italiano Federico Fellini.

Teatro na rede
O mestre da crítica teatral Kil Abreu manda avisar que dará novo curso para os críticos de plantão na SP Escola de Teatro. O foco agora será a crítica na web. Será de 3 de setembro a 24 de outubro, na sede da escola na praça Roosevelt. As inscrições online vão até o dia 23. Também há cursos livres de Haikai (o pequenino poema oriental) e Composição Original para Teatro, Cinema e Balé. Tudo de graça.

Quer ser aprendiz?
A SP também está com inscrições abertas para seu processo seletivo dos cursos regulares gratuitos. Leia o edital e saiba tudo. 

Viva João do Rio
Cabeça de Papelão, texto clássico do jornalista carioca João do Rio, volta ao cartaz no dia 18 no Miniteatro, na praça Roosevelt. A obra foi indicada ao prêmio Shell de melhor texto para Ana Roxo. Viva.

Burburinho
Foi um frenesi a estreia de Rabbit no Teatro Eva Herz nesta quinta (9). O povo ficou impressionado com o cenário, assinado por Mira Haar, que também fez o figurino. A piscina de bolinhas transparente com a luz de Wagner Freire causou burburinho na plateia.

O Hamlet de Lacerda
Começaram nesta semana em São Paulo os ensaios de Hamlet, com Thiago Lacerda. A direção Ron Daniels, brasileiro radicado em Londres. No elenco, estão também Eduardo Semerjian e Selma Egrei. A produção é de Claudio Fontana. A estreia está prevista para este segundo semestre.

thiago lacerda Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Thiago Lacerda toma banho de mar antes de encarar Hamlet - Foto: Delson Silva/AgNews

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