Posts com a tag "sp escola de teatro"

maria alice vergueiro tres velhas bob sousa Consagrada, As Três Velhas volta a São Paulo com Maria Alice Vergueiro em três sessões imperdíveis

50 anos de carreira: Maria Alice Vergueiro, em cena da peça As Três Velhas - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de BOB SOUSA

Quem não viu a montagem de As Três Velhas, com Maria Alice Vergueiro e seu Grupo Pândega de Teatro, tem chance única de conferir a aclamada obra se estiver em São Paulo. Sobretudo porque a montagem é do tipo obrigatória.

A peça volta para apenas três apresentações na SP Escola de Teatro, na praça Roosevelt, centro paulistano. As datas já estão fechadas: serão nos dias 2, 9 e 16 de junho, sempre às 21h. Os ingressos prometem ser disputados a tapa.

Na peça, Vergueiro atua ao lado de Luciano Chirolli e Danilo Grangheia. Todos em grande performance.

Escrito pelo chileno Alejandro Jodorowsky e traduzido por Fábio Furtado, o espetáculo teve concorridas temporadas na cidade e arrebatou público e crítica. Tanto que Maria Alice Vergueiro recebeu o Prêmio Shell Especial em 2011 justamente por conta da obra.

A montagem já passou pelo Rio, Florianópolis, Belo Horizonte, Londrina, Brasília, Fortaleza e Recife, entre outras cidades. E também foi apresentada em Cuba.

A peça mistura tragédia e comédia e é definida pelo autor como "melodrama grotesco"; o enredo mostra duas nobres decadentes, vividas por Chirolli e Grangheia, que são acompanhadas por uma criada centenária, papel de Vergueiro, que também dirige a obra. O talento e a química dos três atores em cena consegue chamar ainda mais atenção do que o texto.

Além de Vergueiro, integram o Grupo Pândega de Teatro, que existe há cinco anos, os artistas Fábio Furtado e Luciano Chirolli, Danilo Grangheia, Carolina Splendore e Elisete Jeremias.

Maria Alice Vergueiro é um dos maiores nomes do teatro brasileiro. Ao lado de Cacá Rosset e Luiz Roberto Galízia, fundou o Teatro do Ornitorrinco, que marcou época na década de 1970.

Em mais de 50 anos de carreira, coleciona sucessos como O Rei da Vela, no qual foi dirigida por José Celso Martinez Corrêa, Mahagony Songspiel, dirigida por Cacá Rosset; Electra com Creta, sob comando de Gerald Thomas e Mãe Coragem, dirigida por Sérgio Ferrara.

Poder vê-la em cena é um privilégio que não se pode perder.

as tres velhas bob sousa Consagrada, As Três Velhas volta a São Paulo com Maria Alice Vergueiro em três sessões imperdíveis

Os atores Danilo Grangheia e Luciano Chirolli: dois parceiros à altura do talento de Maria Alice Vergueiro no espetáculo As Três Velhas; três sessões apenas - Foto: Bob Sousa

As Três Velhas
Avaliação: Muito bom
Quando: 2, 9 e 16/6/2014, às 21h. 70 min.
Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt (praça Roosevelt, 210, metrô República, 0/xx/11 3775-8600)
Quanto: R$ 30
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Consagrada, As Três Velhas volta a São Paulo com Maria Alice Vergueiro em três sessões imperdíveis

Leia também: Brasil abre o palco para teatro da América Latina

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mario espinosa enrique singer Paulistas têm chance de conhecer teatro mexicano

Os mexicanos Mario Espinosa (à esq.) e Enrique Singer estarão no Brasil - Fotos: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A dramaturgia mexicana poderá ser conhecida entre 6 e 9 de maio em São Paulo.

O Ciclo Tusp de Leituras Públicas apresenta nestes dias o tema Teatro Mexicano Contemporâneo.

O projeto gratuito é feito em parceria com a Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) e a SP Escola de Teatro, onde acontecerão as leituras, que serão mediadas por Otacílio Alacran, agente cultural do Tusp. O endereço é praça Roosevelt, 210, no centro paulistano, sempre às 19h30.

Os diretores Mario Espinosa e Enrique Singer, da Unan, estarão presentes no Brasil. Ferdinando Martins, diretor do Tusp, e Ivam Cabral, da SP Escola de Teatro, também participarão.

O projeto é uma contrapartida ao que aconteceu em 2013, quando o Tusp levou a dramaturgia recente brasileira para o México. Conheça a programação completa.

Circuito Tusp de Teatro

Além do intercâmbio com o México, acontece entre 21 de maio e 1º de junho o Circuito Tusp de Teatro. A 11ª edição do projeto acontecerá em Bauru, Piracicaba, Ribeirão Preto e São Carlos, cidades do interior paulista.

Participam as peças Outro Lado e Get Out, do grupo mineiro Quatroloscinco, BadenBaden, do Coletivo Baal, e Arqueologias do Presente - A Batalha da Maria Antônia, do coletivo OPOVOEMPÉ. Todos participaram da I Bienal Internacional de Teatro da USP, realizada em 2013. Todas as apresentações serão gratuitas. Saiba mais.

Fachada TUSP Foto Elcio Silva Paulistas têm chance de conhecer teatro mexicano

Histórico prédio do Tusp na rua Maria Antônia: centro de pensamento do teatro - Foto: Elcio Silva

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03 63270003 Domingou   Pela valorização dos nossos mestres

O teatro também está de olho na educação do País - Fotomontagem

Por BRUNA FERREIRA*

Admito que me sinto em casa quando encontro entrevistados que gostam de discutir a educação. Literalmente. Cresci em uma família de professores em que a questão da valorização do ensino sempre foi central. Talvez por isso mesmo tenho uma tendência a alinhar minhas ideias com pessoas que pensam da mesma forma.

Na primeira reportagem que escrevi para o Atores & Bastidores, durante as férias do Miguel Arcanjo, conversei com o Ivam Cabral, diretor-executivo da SP Escola de Teatro. Ele falava sobre a importância de promover o acesso à cultura e educação.

— Temos encarado que a pedagogia não está na sala de aula. Pedagogia nós fazemos ao atender ao telefone. Ela está no dia a dia. A gente está no terreno da educação, que é uma troca de saberes.

Em uma entrevista para a coluna Dois ou Um com o jovem ator Bruno Fracchia, que também é professor, ele falou até com certa poesia sobre o que é ensinar.

— Um verdadeiro professor está sempre a compartilhar tudo o que aprende e aprendendo também com seus alunos. Conheço muitos que sonegam conhecimento a seus aprendizes pelo medo de "secarem" o seu saber. Estes são apenas medíocres preguiçosos exercendo uma função docente. Ser professor é outra coisa. É como ser artista!

Nas Entrevistas de Quinta, tive a oportunidade de falar de educação em três oportunidades. A jovem atriz Ediana Souza, que está em cartaz com o espetáculo Nossa Cidade, exaltou a oportunidade de ser dirigida por Antunes Filho, que em suas palavras, “é um mestre”.

— Aprendi que é essencial estudar muito, sempre, ter técnica, domínio do que você está fazendo no palco. É preciso evoluir como artista e ser humano, alimentar o espírito, ver bons filmes, ouvir música, ler muitos livros. Ele sempre manda a gente visitar as exposições de arte que estão na cidade [risos].

Blota Filho, que está em cartaz com a peça Chá das 5, lembrou da importância daquela educação que, como a gente diz, “vem de casa”.

— Tenho muita coisa da personalidade de minha mãe. Dona Haydée e meu pai, o radialista Geraldo Blota, me ensinaram a ser o homem que sou hoje. De caráter, de simplicidade. Ver o outro como um igual, sem arrogância. Ser humilde, sem ser humilhante. Ela sempre me dizia: “Nunca esqueça de onde você saiu, chegando aonde você chegar”. E meu pai completava: “Mesmo porque você pode ter que voltar um dia”.

Para encerrar, pude perguntar ao diretor Alexandre Reinecke, que completa 30 anos de carreira este ano, o que poderia ser feito no Brasil para permitir que as pessoas tivessem acesso ao teatro. A resposta dele veio ao encontro de tudo o que acredito.

— Tem que começar com a educação para o povo. Em um País que trata as pessoas como um lixo, a educação vai ser um lixo. É preciso que as pessoas se interessem pela cultura, a gente está formando um País sem educação. Isso é gravíssimo.

Este post é uma despedida do blog, pois o colunista volta esta semana, mas é também um agradecimento pelos ensinamentos que pude adquirir durante o período. Pelas entrevistas generosas e pela luta diária que os profissionais do teatro travam diariamente por cultura e educação no País.

É também uma forma de deixar aqui registrado a imensa gratidão que tenho pelo Miguel Arcanjo, jornalista comprometido e que me transmitiu todas as suas verdades sobre a nossa profissão. Um dos meus mestres no jornalismo e na vida. Como todo aprendizado deve ser.

*Bruna Ferreira é repórter do R7. É formada em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP (Universidade de São Paulo), onde cursa mestrado. Ela escreve interinamente neste blog até 18/2/2014, período de férias do colunista Miguel Arcanjo Prado.

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1521353 588269131247285 1531641574 n Prêmio Acessibilidade 2013 quer superar o preconceito da inclusão social

Prêmio Acessibilidade 2013 abre votação até o dia 31 de janeiro no site da SP Escola de Teatro

Por BRUNA FERREIRA*

A SP Escola de Teatro — Centro de Formação das Artes do Palco vai realizar pela primeira vez em sua história o Prêmio Acessibilidade 2013, uma proposta que pretende homenagear e tornar visível a ação dos profissionais e projetos voltados ao acesso à cultura.

O prêmio é dividido em cinco categorias: artes do palco, políticas públicas, cidadania, equipamentos culturais e personalidade do ano. Os indicados foram escolhidos por um júri composto por Antenor José de Oliveira Neto, Cid Blanco Junior, Cássio Rodrigo, Ivam Cabral, Leandro Knopfholz, Leonidas Oliveira e Luiz Carlos Lopes.

A votação é aberta ao público no site da SP Escola de Teatro (www.spescoladeteatro.org.br/premio-acessibilidade/) até o dia 31 de janeiro. A entrega do prêmio será no dia 18 de março na sede da instituição, na Praça Roosevelt, em São Paulo.

Em entrevista ao Atores & Bastidores, o diretor executivo da escola, Ivam Cabral, falou sobre a necessidade de incentivar esse tipo de trabalho e explicou a escolha pelo termo acessibilidade em vez de inclusão.

— É a primeira edição do prêmio. Ele acabou de ser criado, mas se consolidou após muitas discussões sobre como deveria ser feito. Aqui na SP Escola de Teatro temos evitado falar em inclusão social, pois acreditamos que ninguém precisa ser incluído. O termo já é carregado de preconceito. O que acreditamos é que as pessoas precisam de acesso.

ivam cabral bob sousa Prêmio Acessibilidade 2013 quer superar o preconceito da inclusão social

Ivam Cabral: Personalidade Teatro R7 2013 - Foto: Bob Sousa

Ivam entende ainda o papel da  instituição nos debates sobre acesso à arte. Uma das ações da escola, por exemplo, será promover um curso sobre as palavras, estudando os termos que são pejorativos.

— Precisamos discutir se falamos preto ou negro, travesti ou transexual. Falar em deficiência física hoje é quase nojento. O nosso vocabulário está carregado com nossas próprias dificuldades em lidar com as questões. É preciso dialogar com as pessoas, não apenas querer inclui-las.

O diretor da instituição ainda acredita que a premiação coloca em evidência a capacidade de mobilização da classe artística.

— Nós temos encarado que a pedagogia não está na sala de aula. Pedagogia nós fazemos ao atender ao telefone. Ela está no dia a dia. A gente está no terreno da educação, que é uma troca de saberes. Eu não sei mais do que ninguém. De certa forma é uma função nossa discutir a sociedade. A gente precisa rediscutir o nosso lugar no mundo. A gente precisa falar de cidadania, pois é só partindo deste princípio que seremos capazes de entender as nossas diferenças.

*Bruna Ferreira é repórter do R7. É formada em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP (Universidade de São Paulo), onde cursa mestrado.  Ela escreve interinamente neste blog até 18/2/2014, período de férias do colunista Miguel Arcanjo Prado.

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carol rodrigues eduardo enomoto 1 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues: logo na primeira peça ela foi eleita Musa do Teatro R7 - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

Carol Rodrigues é boa atriz. E é linda. É também articulada. Fala bem, com um charmoso sotaque goiano.

Rodrigues é o sobrenome do avô paterno que acabou não saindo em seu nome oficial. Resolveu então adotá-lo e reinventar seu nome artístico, antes Carol Carolina. Quer coisas novas em 2014.

Termina agora o curso de atuação da SP Escola de Teatro e foi eleita Musa do Teatro R7 por sua atuação em seu primeiro espetáculo profissional: Entre Ruínas Quase Nada, do Teatro do Abandono, encenado na Casa do Povo, em São Paulo.

E isso ocorreu mesmo com sua beleza escondida atrás da feiura do fantasma de um homem com voz gutural que interpretava. Mas seu charme e vigor cênico estavam mais do que presentes.

carol rodrigues eduardo enomoto 2 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues é de Goiânia, mas vive em São Paulo desde 2008 - Foto: Eduardo Enomoto

Morou até os 24 anos em Goiânia, caçula dos quatro filhos do empresário Wilton Divino da Silva e da pedagoga Vânia Silva. Com os irmãos encaminhados, entrou para o curso de relações públicas da Universidade Federal de Goiás. Durante a graduação, chegou a morar um ano em Segóvia, onde cursou a Universidade de Valladolid.

Entretanto, o teatro era uma vontade desde criança. Aos 13, entrou para um curso de teatro da Escola Musyca, onde teve aulas com Mazé Alves. Mas a urgência do vestibular a fez deixar o palco para outro momento.

carol rodrigues eduardo enomoto 5 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Morena de beleza que hipnotiza quem está à sua volta, a goiana Carol Rodrigues quer viver da profissão de atriz; ela já conquistou os internautas do R7 e acaba de se formar em atuação - Foto: Eduardo Enomoto

Chegou a São Paulo em 2008, para fazer uma pós-graduação em comunicação empresarial. Foi morar com amigos. “São Paulo é assim: você chega e jogam um chumbo na sua cabeça”, lembra.

Aprendeu a andar de ônibus e de metrô, sofreu saudade da família, demorou a encontrar sua turma. Resolveu ser atriz. “O choque da cidade me fez olhar o que eu realmente queria”.

carol rodrigues eduardo enomoto 3 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues é relações públicas pela Universidade Federal de Goiás - Foto: Eduardo Enomoto

Aí o teatro apareceu. Após cursar uma escola para atores com a qual não se identificou, ficou sabendo pela amiga atriz Inara Vechina das inscrições para a SP Escola de Teatro, gratuita, o que fazia grande diferença. Passou. “Foi uma luz no fim do meu túnel”, conta.

Logo, foi conhecendo caras diversas do teatro brasileiro. E foi se compreendendo também. “Foi um crescimento que achei que nunca fosse alcançar. Entendi o que eu era e o que queria”, lembra.

carol rodrigues eduardo enomoto 4 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues acaba de concluir o curso de atuação da SP Escola de Teatro - Foto: Eduardo Enomoto

Aprendeu muitas coisas na marra. Conta que encontrou gente disposta a ajudá-la, como o coordenador de seu curso, Francisco Medeiros, o Chiquinho, e o diretor de sua peça, Filipe Brancalião.

Sobre qual é o lugar da beleza estonteante que tem, pensa, e responde: “A beleza sempre foi algo com que eu me preocupava. Sempre busquei trabalhos que pudessem me colocar em outro lugar que não fosse o da garota bonita. Fiz trabalhos assim durante todo o curso. O engraçado foi que no meu último experimento no curso, fiquei bonita em cena. Mas veio no momento certo. Já estava tranquila em relação a isso”, diz.

carol rodrigues eduardo enomoto 7 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Dona de beleza estonteante, Carol Rodrigues sempre buscou personagens complexos para interpretar, pois não quer ser apenas a garota bonita - Foto: Eduardo Enomoto

Com o diploma na mão, quer uma coisa só: “trabalhar muito”. Não tem preconceitos com seu ofício. “Quero fazer teatro, cinema e televisão. Ser atriz é algo que me faz ser quem sou, que me revelou como pessoa. Existe uma realidade sensível no artista que o coloca e o chama. Como atriz, faço uma expressão de vida. Se puder viver disso, vou ser muito feliz”.

Que assim seja.

carol rodrigues eduardo enomoto 6 Carol Rodrigues, o talento e a beleza da atriz

Carol Rodrigues apenas começa a subir escada de sua trajetória como atriz; ela vai longe - Foto: Eduardo Enomoto

Leia o blog de Carol Rodrigues!

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minidrama Atores voltam a ler peças de novos autores em SP

Priscila Gomes e Lauanda Varone no SP Dramaturgias em 2012 - Foto: Helio Dusk/SP Escola de Teatro

Por Miguel Arcanjo Prado

O projeto SP Dramaturgias, da SP Escola de Teatro, está de volta a partir desta terça (16).

A ação propõe a leitura de textos inéditos por aprendizes de atuação da instituição. Criado em junho de 2012, o projeto já apresentou ao público paulistano mais de uma dezena de textos teatrais.

O desta terça (16) é Nome, Vergos e Objetos, de Jairo Alves. A peça fala de uma gravata perdida que une um homem e uma mulher.

Maria Shu coordenou o processo. Vão se apresentar Fernanda Otaviano e José Motta, de atuação; André Mendes, Douglas Lima e Robson Salvador, de direção; Alexandre Gnniper, Lucas Iglesias, de dramaturgia; Marcelo Oriani, de humor, e Carlos Alves, de sonoplastia.

A supervisão do SP Dramaturgias é de Marici Salomão.

— Acredito que os aprendizes alcançaram uma autonomia maior, se comparado ao ano passado. É importante que o texto esteja completo, no entanto, não acabado, para que seja construído de maneira participativa e receba tratamento.

A temporada 2013 traz mudança: o projeto passa a ser mensal — antes era quinzenal. Segundo Salomão, com o novo tempo, os atores podem "se aprofundar no texto, ensair e discutir a dramaturgia com fôlego".

Para o próximo mês, quem tiver interesse em enviar seu texto teatral para análise pode mandá-lo para o e-mail: spdramaturgias@spescoladeteatro.org.br. Os textos selecionados são lidos apenas por aprendizes e formadores da SP Escola de Teatro.

SP Dramaturgias: “Nomes, verbos e objetos”
Quando: Terça-feira (16), às 19h30
Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt (praça Roosevelt, 210, Consolação, São Paulo, tel. 0/xx/11 3775-8600)
Quanto: Grátis e aberto ao público
Classificação etária: Livre

spdramaturgias antesquemorra Atores voltam a ler peças de novos autores em SP

Cenas da leitura dramática do texto Antes que Morra, no projeto SP Dramaturgias, em 2012 - Fotos: Helio Dusk/SP Escola de Teatro

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Veja a cobertura completa do R7 do Festival de Curitiba

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praca roosevelt eduardo enomoto Livro reúne peças de teatro criadas no Twitter

Pça. Roosevelt, no centro de SP, vai sediar lançamento de livro com minipeças - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado

A noite desta terça (27) vai ser dia de festa na SP Escola de Teatro na praça Roosevelt, 210, no centro de São Paulo.

O motivo é o lançamento do livro com os vencedores do concurso cultural Minidrama, o #Mdrama, promovido pela instituição. O evento está programado para começar às 19h, com entrada gratuita e aberta ao público.

mdrama capa livro Livro reúne peças de teatro criadas no Twitter

Capa do livro #Mdramas - Divulgação

Lançada em julho de 2010, a proposta instigava os participantes a criar uma peça de teatro no Twitter, com os diminutos 140 caracteres da rede social, utilizando sempre a hashtag #mdrama.

Um bando de gente se aventurou. A comissão julgadora, que foi presidida por Marici Salomão, que coordena o curso de dramaturgia da SP Escola de Teatro, teve gente tarimbada, como o jornalista Sérgio Roveri, a atriz Noemi Marinho e o ator Otávio Martins.

Dos 2.000 inscritos, cem foram escolhidos e estão no livro #Mdrama (Ed. Associação Amigos da Praça, 64 págs., R$ 15), com organização de Ivam Cabral e Marici Salomão.

Como não poderia deixar de ser, aprendizes de atuação da escola encenarão as cenas do livro, com direção de Gilberto Gawronski e trilha também feita por aprendizes de sonoplastia da SP.

Veja, abaixo, alguns textos vencedores:

everson bertucci Livro reúne peças de teatro criadas no Twitter

Everson Bertucci foi um dos cem escolhidos

- Mãe, pq ele tá dormino nessa caixa? (Silêncio) Mãe, pq ele tá dormino nessa caixa toda enfeitada de flor? (silêncio) acorda ele, mãe #mdrama
@eversonbertucci

- Eu sou filho biológico. O meu pai é o meu pai, mas a minha mãe...é uma lhama. Ensinou-me a cuspir para não ter medo das pessoas. #MDRAMA
@ferraciolifelip

- Pela manhã no café dividiam os sonhos. A imagem que eles esqueceriam anos depois, no enterro da mãe. Disputando seu espólio. #MDRAMA
@heiheitor

- I:Você já desejou um homem,Antenor? A:Que pergunta idiota, Idalina. I:Nem um assim de corpo bonito? A: Claro que não. I: Nem eu.#MDRAMA
@MarioGarrone

- Maria nasce, cresce, casa, 5 filhos, apanha, separa, passa fome, se prostitui, dança, contrai hiv, é avó e morre aos 36. #mdrama
@RafaelJoao

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foto 1 Estudantes de teatro experimentam nas Satyrianas

Luisa Juppe, aprendiz de direção da SP Escola de Teatro, estreia nas Satyrianas - Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

As Satyrianas, maratona de 78 horas culturais que ocorre a partir das 18h desta quinta (1º) na praça Roosevelt, em São Paulo, é alvo do interesse de estudantes de teatro. Gente que quer não apenas assistir, mas para experimentar encenar um espetáculo de uma forma profissional pela primeira vez.

Luisa Juppe (foto acima) faz parte deste time. Ela, que veio de Florianópolis para estudar direção na SP Escola de Teatro, se forma no fim do ano e vê no festival a oportunidade do encontro com o público fora do ambiente escolar.

A jovem dirige O Que Era para Ser Amor, peça que será apresentada às 17h30 desta sexta (2) no Espaço dos Satyros 1. Em conversa com o Atores & Bastidores do R7 ela demonstrou estar empolgada.

— Estou participando pela primeira vez. É a minha estreia como diretora. Vai ser bem importante para mim, porque vou ver como estou me saindo. A Satyrianas é um espaço democrático para toda a classe artística. Resolvi botar na prática mesmo para ver o que resulta dessa pesquisa que estou fazendo em cima de um teatro performático.

Leia a entrevista com o coordenador das Satyrianas, Gustavo Ferreira

Descubra as histórias mais engraçadas do evento teatral

Veja, abaixo, alguns trabalhos de aprendizes da SP Escola de Teatro que serão apresentados nas Satyrianas. Em todos o público paga quanto quiser:

Espetáculos:

Realismo – O Reality Show 
Baseada na experiência da guerra e sua reverberação que modifica o indivíduo, a peça revela a vida do soldado Luther através da figura do Exercito travestido em mulher-apresentadora de um programa de televisão. Luther um homem cuja experiência é transformada pela invasão de um programa sensacionalista, revela um showbusiness de horror, violência e humor negro que absorve a vida e atransforma em mercadoria. Texto: Criação Coletiva - Direção: Emerson Anunciação - Elenco: Aline Negra Silva e Denis Buenos - Quando: Quinta 1 de novembro, 20h - Onde: Satyros II. 

O Louco, a Caixa e o Homem
“Com licença, saberia me informar para onde estou indo?” – Um encontro entre um homem e um estranho portando uma caixa. A adaptação da história em quadrinhos homônima de Daniel Esteves se utiliza do encontro de duas linguagens artísticas, o teatro e os quadrinhos, para tratar do encontro com o outro. Texto: Daniel Esteves - Direção: Natasha Karasek - Elenco: André Haidamus e Willy Balieiro - Quando: Sexta 2 de Novembro 16h30 - Onde: Espaço dos Satyros I.

O que Era pra Ser Amor
O amor que cega, deixa o coração doendo, o estômago embrulhando, na opinião do poeta que insiste vivê-lo plenamente, da paixão à queda. Ou, pelo menos, o que era pra ser. Mas apenas senti-lo pode ser bem mais doloroso que vivê-lo, não fosse tão performático. Texto: Leandro Doregon - Direção: Luisa Juppe - Elenco: Ana Carolina Marinho e Marina Moreno - Sonoplastia: Carolina Guimaris e Luana Hansen - Iluminação: Leo Moreira Sá - Cenografia: Bruno Alves Manso - Quando: Sexta 2 de Novembro 17h30 - Onde: Espaço dos Satyros I. 

A.B.ismo
A história de um homem que procura um lugar para morar no Centro da cidade e o encontro dele com o proprietário de um apartamento. As cenas  foram escritas em partes, em decorrência da própria criação dos atores em contato com fragmentos do texto criado pelo autor, que modificava as cenas para criar um mosaico de relações: Quem é “A” e “B” um para o outro? São amigos? Irmãos? Parentes? Amantes? Texto: Lucas Arantes - Direção e Elenco: André Mendes e Giba Freitas - Quando: Sábado 3 de Novembro 17h30 - Onde: Espaço dos Satyros I. 

Placebo
O que escolher quando é necessário optar entre um realidade enlouquecedora e uma ilusão cómoda? Dois personagens em ruínas representam uma sátira da inercia humana. Texto e Direção: Bruno Carboni - Elenco: Juliana Spadot e Gutho Vieira dos Santos - Quando: Sexta 2 de Novembro 14h30 - Onde: Espaço dos Satyros I.

Alice 1.0
Três personagens, contadores de histórias, que se encontrarão a serviço da Srta. Alice. Com o auxílio de objetos do cotidiano destas três personagens, elas criarão e darão vida, através da técnica de animação de objetos, à personagem central Alice, que inicia a históriaconfessando ao público um segredo sobre si revelado ao se olhar no espelho. O que Alice viu? O que a deixou se sentindo tão culpada a ponto de querer se confessar a público? Texto: Criação Coletiva - Direção: Talita Rosa Elenco: Érica Caprotti, Ana Antunes e Negra Silva - Quando: Sexta 2 de Novembro 15h30 - Onde: Espaço dos Satyros I. 

Cabarezim do Humor
O espetáculo é formado por cenas de diferentes estilos a linguagem do humor, como mímica, clown, paródia, stand up e esquetes, e sempre conta com um Mestre de Cerimônia e seus assistentes de palco para apresentar e conduzir o magnífico espetáculo. Texto, Elenco e Direção: Aprendizes do Curso de Humor da SP Escola de Teatro. Quando: Quinta 1º . Horário: meia-noite. Sexta (2), 21h. Onde: Tenda Residência, praça Roosevelt.

Projeto Ouvi Contar 
(leituras dramáticas feitas em residências na região da praça Roosevelt)

118 Esquinas, de Débora Brenga
Um ciclista é atropelado por um carro em uma avenida movimentada da metrópole resultando em um congestionamento que alcança 118 esquinas. O caos é instaurado.  Texto e Direção: Débora Brenga - Elenco: Bruna Potenza, Fernando Alves, Priscilla Amaral, Véver Bertucci. Espectadores: 15. Data: Sexta-feira, 02 de novembro, 17h.

60 segundos, de Mariana de Menezes
Em polissituações de tantos espaços em poucos segundos, a cidade acontece e desacontece enquanto o meio dia é tocado pelo sino. As vozes e descrições são estilhaçadas, inaugurando imagens fragmentárias diluídas pela efemeridade dos acasos. 60 segundos condensados por um liquidificador do espaço social e subjetivo. Autora: Mariana de Menezes - Direção: Mariana de Menezes - Elenco: Adir Fonseca Jr., Beatriz Lopes, Tamiris Maróstica e Vanessa Ferreira Sousa - Sonoplastia: Carlos Ronchi - Espectadores: 15 pessoas - Data: Sábado, 03 de novembro, 20h e 21h.

Exercício para a Escrita do Nada – nº1, de Marcio Tito Pellegrini
Dois personagens percebem que são inventados enquanto falam e empreendem uma tentativa de fuga do rumo dramático -  Direção: Felipe Uchôa - Elenco: Heloísa Cardoso, Katia Calsavara - Espectadores: 10 - Data: Sábado, 03 de novembro, 16h e 18h.

Fragmentos de Um Dia Comum, de Victor Hugo Valois
Numa metrópole, pacientes sofrem com o descaso médico. Direção: Victor Ribeiro - Sonoplastia: Pammela Gentil - Elenco: Débora Ramos Ribeiro, Yuri Fernandes Lima e Victor Monteiro - Espectadores: 05 - Data: Sábado, 03 de novembro, 16h.

MANUAL doispontos Insaciável Barra Mórbida, de Heloísa Cardoso 
Uma mulher à beira da morte - Direção: Paulo Gircys - Elenco: Camilla Martinez, Carolina Decris, Clarissa Franchi, Heloísa Cardoso, Raquel Medici - Espectadores: 10 - Data: Sexta-feira, 02 de novembro, 18h.

O Mosquito, de Lucas Venturin
Um mosquito percorre a casa de várias personagens e revela os anseios existenciais de pessoas em conflito com a própria condição humana -  Direção: Jonas Mendes - Elenco: Rodrigo Mazzoni - Sonoplastia:Vitor Monaco - Espectadores: 5 - Data: Sábado, 03 de novembro, 19h.

Ronin, de Lucas Iglessias
A peça busca desvendar o suicídio de Yukio Mashima - Direção: Lucas Iglessias - Elenco: Cristiano Alfer, Lucas Iglessias, Melina Barbosa, Stella Menz, Thadeo Ibarra - Espectadores: 10 - Data: Sábado, 03 de novembro, 16h. (10 pessoas) e Domingo, 04 de novembro, 15h.

Vende-se, Marco Keppler
Desfazer-se de um bem é desfazer-se de memórias? - Direção: Aline Negra Silva. Elenco: Celso Amâncio, Viviane Corbani, Jackie Dolstoy - Espectadores: 05 - Data: Sexta-feira, 02 de novembro, 21h e Sábado, 03 de novembro, 21h.

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antonio peredo1 A Morte de Um Ator, do boliviano Antonio Peredo, arrebata público paulistano com angústia e verdade

Antonio Peredo Gonzales em seu espetáculo solo A Morte de Um Ator - Foto: Natalia Peña

Por Miguel Arcanjo Prado

Assim que entra no espaço, o público já se depara com Antonio Peredo Gonzales no centro do palco. Logo, ele coloca o nariz vermelho de palhaço e gira o relógio para que marque a exata uma hora que dura o espetáculo. Hora que vai condensar toda a vida de um ator.

Assim começa A Morte de Um Ator, monólogo intimista que o artista boliviano de La Paz apresentou no último dia 11, em São Paulo, na SP Escola de Teatro, onde faz intercâmbio até o próximo dia 1º (leia a entrevista que o R7 fez com o artista).

Com um tempo preciso, o palhaço de Peredo não precisa de tradutor. Mesmo falando castelhano, é compreendido por todos, porque é universal em sua construção — ele também assina dramaturgia e direção.

O personagem faz bromas com assunto sério e, muitas vezes, angustiante: o tortuoso caminho por onde anda a vida de um ator. Estão lá a incerteza da profissão, a dificuldade de subir ao palco e encarar o público, a convivência com o mundo das celebridades hoje tão em voga e que se confunde, muitas vezes, com o ofício real do artista.

Se poderia parecer um tema mais próximo aos artistas do que ao público comum, como tem sido constante em muitos espetáculos apresentados em São Paulo com tal temática, a obra de Peredo comunica com qualquer pessoa – os que costumam estar sobre o palco ou sentados em frente a ele. E isso acontece, sobretudo, por ele falar de sentimentos caros ao homem, sejam da Bolívia ou do Brasil. E mais, o faz com entrega visceral.

Ao destrinchar a história única de seu caminho como ator, sempre detrás do nariz de palhaço, Peredo vai fundo em suas emoções. Tem presença cênica vibrante. Carismático, faz o público comprar sua história. Ele se amiga com cada espectador.

Com recursos cenográficos e de iluminação diminutos, o artista segura com o olhar sua plateia. Chama para si a atenção, deixando nula a possibilidade de distração, coisa comum a monólogos. A história que conta é boa, tem alma. É viva.

Tal vivacidade é percebida com a capacidade de improviso do ator. Sem medo, se aproxima de seu público e reage aos estímulos recebidos. Bons ou não. Tem um tempo próprio que impressiona. Isso faz de cada sessão única, como se fosse uma metáfora do próprio teatro.

Ao fim, quando o palhaço se vai de forma abrupta e vemos, outra vez, Peredo de cara lavada, é que percebemos, assombrados, o tamanho do talento deste ator boliviano.

A Morte de Um Ator, com Antonio Peredo Gonzales
Avaliação: Muito bom

amortedeumator helio dusk spescoladeteatro A Morte de Um Ator, do boliviano Antonio Peredo, arrebata público paulistano com angústia e verdade

Antonio Peredo interage com a plateia paulistana - Foto: Helio Dusk/SP Escola de Teatro

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antonio peredo Filho de revolucionário boliviano, ator Antonio Peredo apresenta peça grátis em São Paulo

Boliviano Antonio Peredo faz apresentação única em SP - Foto: Helio Dusk/SP Escola de Teatro

Por Miguel Arcanjo Prado

O boliviano de La Paz Antonio Peredo, de 32 anos, vai apresentar o espetáculo A Morte de Um Ator, nesta quinta (11), às 20h, na SP Escola de Teatro (praça Roosevelt, 210), em São Paulo. A entrada é gratuita e aberta ao público.

No enredo, apresenta o encontro do palhaço com a morte. Em conversa com o R7, explica como o trabalho surgiu.

— Queria fazer um espetáculo para espaços alternativos, no qual pudesse trabalhar com a técnica de clown. Ao falar da morte do palhaço, eu também falo da morte do ator, já que o ator que escolhe trabalhar com clown tem de deixar o ego de lado.

Peredo revela que a peça tem um gosto de despedida. Ele é filho do jornalista, intelectual de esquerda e ex-deputado e senador da Bolívia Antonio Peredo, que morreu em junho deste ano, aos 76 anos. O pai viu a peça na estreia.

— De alguma maneira, meu pai me possibilitou fazer este trabalho. A peça fala de uma despedida. Sempre me orgulho de ser filho dele e carregar seu nome. Saber que ele me viu nesta obra na estreia e em várias sessões é uma das coisas que me deixam mais feliz neste momento. Eu dedico a ele não só esta apresentação, mas todo esse tempo que passei no Brasil.

Antonio Peredo é da Escola de Teatro de Santa Cruz de La Sierra e faz intercâmbio na SP Escola de Teatro desde o dia 15 de setembro. O ator, que mora temporariamente em um hostel na Vila Mariana, permanece na capital paulista até 1º de novembro, quando retorna à Bolívia.

— Este é o começo de um intercâmbio que eu espero que dure muitos anos. Adorei São Paulo, é uma cidade que é tão grande que eu comparo à Bolívia inteira. Tem uma vida cultural enorme. Quero voltar ao Brasil assim que puder, porque dessa vez não deu para conhecer as praias.

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