Posts com a tag "teatro r7"

O mês chega ao fim e você, caro internauta do Atores & Bastidores, tem a missão de escolher quem merece o título de Musa e Muso do Teatro R7 em agosto de 2012.

O resultado da votação será publicado aqui no blog na próxima segunda (3). Depois, o blog fará um ensaio fotográfico e um perfil especial com os vencedores.

Veja, abaixo, as indicadas ao título de Musa do Teatro R7 e dê seu voto!

musa bibi ferreira Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Bibi Ferreira (Bibi, Histórias & Canções)
musa claudia raia Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Claudia Raia (Cabaret)
musa daniela rocha rosa Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Daniela Rocha Rosa (Boca de Ouro)
musa eloisa vitz Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Eloisa Vitz (Boca de Ouro)
musa kiara sasso Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Kiara Sasso (New York, New York)
musa louise helene schlemm Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Louise Helene Schlemm (Godspell)

Quem foi a musa do teatro em agosto de 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Bibi Ferreira (Bibi, Histórias & Canções)
    1.5%
  • Claudia Raia (Cabaret)
    1.6%
  • Daniela Rocha Rosa (Boca de Ouro)
    3.5%
  • Eloisa Vitz (Boca de Ouro)
    54.3%
  • Kiara Sasso (New York, New York)
    6.1%
  • Louise Helene Schlemm (Godspell)
    33%

Veja, abaixo, os atores indicados ao título de Muso do Teatro R7 e dê seu voto!

muso ivam cabral Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Ivam Cabral (Vestido de Noiva)
muso leandro luna Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Leandro Luna (Priscilla, Rainha do Deserto)
muso luiz antonio jr Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Luiz Antônio Jr. (Mar me Quer e Remendo, Remendó)
muso mario sergio cabral Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Mario Sergio Cabral (Viúva, porém Honesta)
muso valmir martins Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Valmir Martins (Mormaço)
muso vladimir brichta Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de agosto
Vladimir Brichta (Arte)

Quem foi o muso do teatro em agosto de 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Ivam Cabral (Vestido de Noiva)
    0.8%
  • Leandro Luna (Priscilla, Rainha do Deserto)
    2.7%
  • Luiz Antônio Jr. (Mar me Quer e Remendo, Remendó)
    33.7%
  • Mario Sergio Cabral (Viúva, porém Honesta)
    36.2%
  • Valmir Martins (Mormaço)
    26.3%
  • Vladimir Brichta (Arte)
    0.3%

[r7video http://videos.r7.com/saiba-tudo-o-que-vai-rolar-na-agenda-cultural-deste-fim-de-semana-1-e-2-/idmedia/5040fd83fc9b5f2856885a19.html]

 
 
 

 

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disparada Ator Luciano Quirino revela como é interpretar o cantor Jair Rodrigues no musical <i>Jair em Disparada</i>

Claudia Ohana viverá Elis Regina, já Luciano Quirino será Jair Rodrigues no musical - Divulgação

Por Ana Paula Xavier, do R7

São Paulo vai reviver os tempos áureos dos Festivais da MPB da Record na década de 1960 no espetáculo Jair em Disparada, o Musical, que estreia no próximo dia 6 de setembro, no Teatro Brigadeiro, com direção de Sebah Vieira.

O Atores & Bastidores conversou com exclusividade com Luciano Quirino sobre o desafio de viver nos palcos o ídolo Jair Rodrigues. Ele vai contracenar com Claudia Ohana, que será Elis Regina.

Leia a entrevista:

R7 - Como é que é ser Jair Rodrigues?
Luciano Quirino - Olha, é uma honra muito grade. Em primeiro lugar, porque ele é um dos nossos grandes ícones da musica popular brasileira, então, é um artista realmente espetacular, sensacional, além do talento, dessa questão toda profissional, ele é muito querido! É de uma energia, uma luminosidade... Ele é solar, né?

R7 - Como você tem se preparado?
Luciano Quirino - Eu tenho feito muitas pesquisas, ouvido muitas musicas... É uma pessoa, é um artista que transitou em todos os gêneros. Ele cantou desde bossa nova, música popular brasileira, samba, samba canção, samba partido alto. Ele inaugurou o rap no Brasil! Você vai descobrindo coisas ao longo dessa pesquisa. E além de tudo isso, desse grande artista, desse grande músico, compositor, ele é um cidadão na sua integridade. É um cara que conseguiu realmente uma família linda. Os dois filhos, também maravilhosos, seguem a mesma trilha do pai, e acho que isso deve dar muita alegria a ele. Espero conseguir interpretar um Jair Rodrigues na sua essência.

R7 - Você está a cara do Jair...
Luciano Quirino - [Risos] Eu já estou... Já tirei o bigode. Eu termino A Dama do Mar [espetáculo em cartaz no Teatro Nair Bello] no dia 3 e no dia 6 estreio o Jair. Mas fico feliz de você falar que eu estou a cara dele. A ideia é essa.

R7 - Você fez aulas de canto? Vai cantar em cena?
Luciano Quirino - Vou cantar, com auxílio de uma banda, ou melhor, uma orquestra, já que são 16 músicos. E temos outros atores que cantam também. A gente revive alguns momentos dos festivais, da época do Aírton Rodrigues e Lolita Rodrigues [casal que apresentava o célebre programa Almoço com as Estrelas] A gente reviu o Dois na Bossa que era ele com a Elis, que é a Claudia Ohana que faz, então, foi muito bacana. Realmente é um espetáculo bonito, que as pessoas vão gostar, porque a gente vem desde a época dele lá que ele imitava o Agostinho dos Santos, que ele era crooner.

R7 - Realmente é uma história riquíssima.
Luciano Quirino - É lindo demais. Estou pesquisando no Youtube... Eu descobri que ele cantou na abertura de uma novela que foi marco da teledramaturgia brasileira, que é Irmãos Coragem. Estou sendo auxiliado por uma coach que é a Maria da Glória Stevam, eu tenho uma pessoa que está fazendo toda pesquisa, me ajuda, a gente ensaia, batemos textos, enfim, estamos trabalhando, fazendo um trabalho bem bacana. Espero que o público goste, porque está sendo feito de coração.

R7 - Este espetáculo é totalmente diferente de tudo o que você já fez. Você curte cantar?
Luciano Quirino - Eu já fiz alguns musicais nos quais cantei, mas não com essa responsabilidade. O pessoal vai me ver cantando realmente. Eu canto o espetáculo inteiro. Estou sendo preparado vocalmente pela Bianca Tadini, tive aulas com a Fernanda Maia, uma professora minha que eu já comecei a me preparar quando me convidaram pra fazer. Trabalho corporal também. O Elias Jó é o nosso maestro, direção de Sebah Vieira. E temos vários atores no elenco, gente muito bacana que vai interpretar essas pessoas que estiveram orbitando em torno do Jair nessa Disparada.

R7 - Como é que foi seu primeiro contato com o Jair? Ele te ajuda, vocês conversam?
Luciano Quirino - Eu ainda não o conheci pessoalmente, por causa das nossas agendas. Ele é um cara que tá viajando, faz shows e tudo o mais, mas nosso encontro está marcadao. A gente tem um encontro essa semana agora, e depois, antes da estreia, vai ter uma making of com ele presente, com toda imprensa... Espero que ele goste, porque é realmente uma homenagem. E o que dá um friozinho na barriga é que ele está por aí. É um artista muito presente na vida de todos nós.

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“Ao celebrar centenário de Nelson Rodrigues, Brasil vê sua hipocrisia”, diz diretor Marco Antonio Braz

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nelson rodrigues Ao celebrar centenário de Nelson Rodrigues, Brasil vê sua hipocrisia, diz diretor Marco Antonio Braz

Centenário de nascimento de Nelson Rodrigues nesta quinta (23) provoca culto ao autor - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Nelson Rodrigues dizia que “toda unanimidade é burra”, mas acabou por se tornar uma. Falava que “quem pensa com a unanimidade não precisa pensar”. É claro que há muito disso no culto a seu nome por conta do centenário de seu nascimento, completo nesta quinta (23).

Com a grande quantidade de eventos comemorativos Brasil afora, com suas peças sendo encenadas dos teatros alternativos às mais ricas salas com atores globais (saiba como ver peças de graça), houve adeptos de última hora a seu nome.

Mas, em meio a tanto frenesi, há um homem que estuda e monta as peças de Nelson há tempos. Mesmo quando ele não era a última moda: Marco Antonio Braz.

O R7 conversou com o diretor, atualmente com duas montagens do autor ao mesmo tempo, Boca de Ouro e A Falecida, no Teatro do Sesi, em São Paulo. Ele deu opiniões fortes sobre tudo isso que anda acontecendo. Leia a entrevista.

marco antonio braz Ao celebrar centenário de Nelson Rodrigues, Brasil vê sua hipocrisia, diz diretor Marco Antonio Braz

Marco Antonio Braz - Foto: Francisco Cepeda/AgNews

R7 – O que você achou dessa quantidade de eventos em comemoração ao centenário de Nelson Rodrigues?
Marco Antonio Braz – Surpreendeu a receptividade e a quantidade de coisas em um nível mais profundo. De fato, o centenário tem feito jus ao Nelson, no sentido de tirar os estigmas e provocar uma avaliação da obra dele, bem como a promoção dela junto ao público, que a aceitou de olhos abertos.

R7 – Nelson virou moda...
Marco Antonio Braz – Todas as apresentações tem. O Nelson virou uma unanimidade inesperada. Quando eu tinha 21 anos de idade e entrei para a Unirio, lembro-me que, em uma palestra, a Barbara Heliodora [crítica teatral carioca] deixou claro que só considerava Vestido de Noiva e desprezava todas as outras obras dele. Em 2007, na Flip, ela já tinha mudado de ideia e considerava O Beijo no Asfalto e Vestido de Noiva. Nesta terça, na Casa Laura Alvim [centro cultural em Ipanema], ela diz que existe cinco pecas dele que ela considera. Ou seja, se ela viver mais cem anos, vai dizer que Nelson Rodrigues é melhor do que Shakespeare.

R7 – Mas não é só dona Bárbara quem mudou de ideia sobre Nelson...
Marco Antonio Braz – A matéria da Veja desta semana se parece com uma cena de Boca de Ouro. Tivemos quatro paginas de homenagem. Há 20 anos, a mesma Veja defenestrava o Nelson da primeira à última linha. Lembra-me a cena de Boca de Ouro quando se diz “vamos ligar para o editor para saber se ele é contra ou a favor do Boca de Ouro”.

R7 – Por que você resolveu dedicar boa parte de sua carreira à obra de Nelson Rodrigues?
Marco Antonio Braz – Estava na faculdade em 1988, 1989. Até então, tinha feito Woody Allen, Brecht e o Don Juan, do Molière, e fracassei. As falas não casavam com a boca dos atores. Decidi que iria fazer um autor brasileiro e seria o Nelson. Conheci O Beijo no Asfalto. Pra mim as melhores peças brasileiras são O Auto da Compadecida, O Pagador de Promessa e O Beijo no Asfalto. Meu professor orientador era o José Renato Pécora [diretor teatral morto em 2011], que me mandou ler as 17 peças do Nelson. Li no plano proposto pelo Sábato Magaldi [crítico teatral], na ordem cronológica em que foram escritas. Enlouqueci. O José Renato me falou que seria oportuno ter uma companhia de repertório de Nelson. Foi assim que surgiu o Círculo de Comediantes, que mais tarde virou o Círculo dos Canastrões. De 1989 para cá, não houve um ano em que não tenha relido todas as peças de Nelson Rodrigues.

R7 – Muita gente foi contra Nelson e sua obra porque ele atacou muito a esquerda nos tempos da ditadura.
Marco Antonio Braz – Hoje também ainda existe maluco com patrulhamento ideológico. Tem muita gente confundido personagens com autor. O Nelson levantou a lebre de uma hipocrisia que o país não podia aceitar. Hoje, ainda há pais que engravidam filhas, e na época em que ele escreveu Álbum de Família diziam que havia incestos demais na obra do Nelson.

R7 – Por que a obra de Nelson é tão popular?
Marco Antonio Braz – Acho que o país chegou ao limite, onde resolvemos encarar nossa própria hipocrisia. Aquilo que na geração de Nelson gerava uma reação, hoje é mais aceito. Na época dele, as pessoas precisavam eliminar o dedo que apontava. O Ruy Castro disse que o Brasil precisava de maioridade para compreender o Nelson.

R7 – Separar a obra do homem...
Marco Antonio Braz – O que é encantador é ver as várias facetas. O homem é tão falho como qualquer homem. O elogio do Nelson ao Médici [general presidente na ditadura militar], por exemplo, é um tiro no pé. Ele disse que “Emilio Garrastazu Médici um nome para não esquecer”, só que foi isso por outros motivos. Se algo pode ser dito, é que ele era um menino, essa era imagem que a Clarice [Lispector, escritora] tinha dele. Um menino que vê o mundo pelo buraco da ditadura e se espantava.

R7 – A obra de Nelson segue sendo atual?
Marco Antonio Braz – Claro. Bonitinha, mas Ordinária deveria ser feita na plenária do Congresso. Na construção de Brasília existia putaria. No Brasil, “quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte”, “o ser humano está de quatro diante do tutu”. No sentido universal o mundo não é melhor, está à beira do abismo. Hoje vale tudo. Esse tipo de coisa a gente pode purgar por meio do Nelson. Só reconhecendo a doença se começa o processo da cura.

R7 – As pessoas se identificam...
Marco Antonio Braz – Sim. As pessoas reconhecem que ele esta falando de algo que é real. No fundo, no fundo, todos sabem que entre um pensamento e outro pensamos em sexo. E ainda mantemos certa dose de hipocrisia. O que acontece, por exemplo, agora na montagem minha de A Falecida com a Maria Luisa Mendonça é incrível. Quando ela fala “eu odeio meu marido”, as mulheres da plateia começam a aplaudir. Parece até que eu ensaiei. Não é espantoso?

Veja, abaixo, belas atrizes que interpretaram as musas criadas por Nelson Rodrigues:

musas de nelson rodrigues Ao celebrar centenário de Nelson Rodrigues, Brasil vê sua hipocrisia, diz diretor Marco Antonio Braz

Algumas das grandes musas de Nelson Rodrigues (em sentido horário, a partir de cima): Lucélia Santos, em Bonitinha, mas Ordinária; Fernanda Montenegro, em A Falecida; Gabriela Duarte, em A Vida como Ela É; Sônia Braga, em A Dama do Lotação; Cleyde Yáconis, em Toda Nudez Será Castigada; Alessandra Negri, em A Engraçadinha; e Claudia Raia, também em A Engraçadinha - Fotos: Divulgação

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m2 Com violência familiar, skinheads e jovens tolos, peça Mormaço é retrato de uma geração perdida

Espetáculo de Ricardo Inhan tem cena de violência entre skinheads e punks - Foto: Bibi Piragibe

Por Miguel Arcanjo Prado

Foi o escritor norte-americano Ernest Hemingway quem popularizou, no livro O Sol Também se Levanta, lançado em 1927, o termo “geração perdida”, criado na verdade pela escritora Gertrude Stein, sua contemporânea e compatriota.

Se num primeiro momento a alcunha serviu para descrever aqueles que viveram a juventude entre a Primeira Guerra e a Grande Depressão de 1929, nas décadas seguintes a expressão foi tomada de empréstimo várias vezes para definir juventudes largadas no mundo. Gente sem eira nem beira.

O termo parece se encaixar com precisão nos personagens do espetáculo Mormaço, em cartaz no Teatro do Núcleo Experimental, em São Paulo, sob direção de Zé Henrique de Paula.

valmir Com violência familiar, skinheads e jovens tolos, peça Mormaço é retrato de uma geração perdida

Valmir Martins interpreta filho assassino

O jovem dramaturgo Ricardo Inham escreveu um texto cru e sem esperanças. Nele, três histórias se sucedem: um grupo de skinheads persegue um casal de lésbicas punks; dois irmãos interioranos órfãos de mãe planejam a morte do pai tirano e estuprador, e, por fim, dois jovens skatistas que “pegam” a mesma “mina” desmiolada entram em confronto.

Como todo escritor, Inham acaba por imprimir em seu espetáculo comportamento comum de seus contemporâneos, a chamada geração Y, nascida pós 1980. Esta, apesar do advento da internet e da conexão mundial em redes sociais, padece de isolamento, solidão e falta de perspectiva diante do excesso de possibilidades. Só que assim como a geração perdida de Hemingway, a retratada por Inham também acredita estar sem possibilidade nenhuma.

Talvez o grande acerto da dramaturgia seja demonstrar que, diante da falta de olhar para o futuro, acrescida da miséria intelectual vigente, parte dessa geração – apresentada no espetáculo – preferiu abraçar a pior forma de manifestar-se no mundo: a violência, que no espetáculo pode surgir a qualquer momento, impiedosa.

Como se fossem desprovidos do pensamento racional, os personagens de Inham agem como os ferozes cães da raça pitbull. A ótima metáfora do autor ganha vida no palco por atores completamente nus tranformados em cachorros, em um bom achado cênico-corporal proposto pela direção e executado com vigor pelo elenco.

Apesar de algumas obviedades – e quem disse que o mundo real não o é também? –, a peça de Inham, chamada por ele de dramaturgia de fricção, consegue fugir do reducionismo ao distribuir a violência em lugares distintos. Tal qual os noticiários comprovam, ela não mais é exclusividade das grandes metrópoles.

O espetáculo mostra que o perigo pode estar em qualquer lugar onde exista cabeça vazia, o que faz lembrar um dito popular muito comum na boca das mães e avós de Minas, de onde vem o autor, natural de Guaxupé: “cabeça vazia é oficina do diabo”.

laerte Com violência familiar, skinheads e jovens tolos, peça Mormaço é retrato de uma geração perdida

Voz do ódio burro, Laerte Késsimo é destaque

Zé Henrique de Paula consegue transpor a aridez do texto na ambientação assinada por ele: um cenário cru composto apenas por um banco e pequenos ramos de mato quase seco que teimam crescer na dureza do cimento. O cenário (ou a falta dele) dialoga com os modernos e duros figurinos também sob responsabilidade do diretor.

A “suja” iluminação de Fran Barros, quase sempre em contra-luz, ajuda a trazer para o público a sensação de aprisionamento no mormaço em que se encontram os personagens, sensação esta reforçada pela fumaça que inebria e sufoca a pequena sala na Barra Funda.

Apesar de ficar evidente a proposta de atuação que foge do realismo ou naturalismo, o elenco não funciona em sua totalidade. Laerte Késsimos se sobressai como o líder dos skinheads na primeira cena, bem como também quando se transforma em cão. Ainda na primeira, Juliana Calderón e Ana Elisa Mattos, as punks lésbicas, também convencem e comovem, sobretudo quando são espancadas. Na segunda cena, Valmir Martins e Stephanie Lourenço conseguem passar a sintonia que une os irmãos subjugados da segunda cena.

Apesar de poucos destaques no elenco, o recado seco da obra funciona. Mormaço é um soco seco na barriga da plateia, que sai da sala como quem escutou um grito mudo de uma geração perdida que parece não querer ser encontrada.

Mormaço
Avaliação: Bom
Quando: Sexta, sábado e segunda, às 21h. Domingo, às 19h. Até 27/8/2012
Onde: Teatro do Núcleo Experimental (r. Barra Funda, 637, Barra Funda, Metrô Marechal Deodoro, tel. 0/xx/11 3259-0898)
Quanto: R$ 30 (sexta é grátis; ingressos distribuídos uma hora antes)
Classificação: 16 anos

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spescola bobsousa8 Ivam Cabral e SP Escola de Teatro: um sonho real

Ivam Cabral é diretor executivo da SP Escola de Teatro - Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos Bob Sousa

Ivam Cabral chegou aonde muita gente do teatro sonha. Com 23 anos de carreira apresentando peças em teatros alternativos do Brasil e do mundo com seu grupo Os Satyros, que fundou ao lado do companheiro Rodolfo García Vázquez, hoje ocupa uma imponente sala no prédio da SP Escola de Teatro, no número 210 da praça Roosevelt, em São Paulo, onde é o diretor executivo.

Para chegarmos até ele foi preciso marcar horário com sua secretária. Assim que entramos no local, a recepcionista pede a mim e ao fotógrafo Bob Sousa nossos documentos, que são prontamente anotados antes de nossa subida ser anunciada. Lá em cima, na antessala do diretor, sua secretária nos pede para aguardar. Ele já termina uma reunião.

Mas logo, Ivam Cabral surge risonho e nos convida para entrar em sua sala, que tem vista para as copas das árvores da praça que virou sinônimo de seu nome, do grupo que lidera e – em breve – da escola que dirige.

De cara, pergunto como se sente, à frente de uma escola teatral que, apesar de jovem, já conquista o respeito de muita gente. Ele pensa e responde.

— Se eu soubesse que eu chegaria lá acho que não iria conseguir. A SP Escola de Teatro é mesmo um projeto ambicioso, desde o começo buscamos a excelência, seja em nossos formadores, seja em nossos aprendizes.

Vagas disputadas

Desde sua criação, em novembro de 2009, a instituição cresceu. E como. Hoje, conta com duas sedes. Além do prédio na praça Roosevelt, também ocupa um charmoso edifício histórico no bairro do Brás, também na região central paulistana. E Ivam já está de olho em outro edifício vago na praça teatral.

spescola bobsousa4 Ivam Cabral e SP Escola de Teatro: um sonho real
— O projeto ficou maior do que a gente imaginava.

Logo, a SP, como quem a frequenta a chama, começou a atrair gente interessada em seus oito cursos regulares e gratuitos: atuação, cenografia e figurino, direção, dramaturgia, humor, iluminação, sonoplastia e técnicas de palco. Fora os muitos cursos de extensão ao longo do ano.

Só no último processo seletivo, mais de 1.000 candidatos tentaram as cerca de 20 vagas do curso de atuação – o que dá uma média de 50 candidatos por vaga, índice semelhante ao de cursos como medicina e comunicação social nas universidades públicas brasileiras.

Ivam espera bater recorde de inscritos no novo processo seletivo, cujas inscrições terminam nesta quinta (23) [leia o edital e saiba como se inscrever].

Tanta concorrência, faz Cabral chamar seus aprendizes (o conceito pedagógico da escola nao usa a palavra aluno) de “pequenos gênios”.

Reuniões toda sexta pela manhã

A escola teve gênese nos projetos sociais dos Satyros. Os trabalhos do grupo no bairro Jardim Pantanal, na zona leste paulistana, foram cruciais. Por meio de pesquisa com espectadores, descobriu-se que boa parte do público vinha daquele bairro, onde havia fãs fervorosos da trupe. Com direito a cartazes de peças da companhia na parede de salões de beleza.

Foi lá que Ivam Cabral percebeu que havia uma grande demanda de gente com vontade de trabalhar com teatro, não só na atuação, mas, sobretudo, na parte técnica também.

— Na SP os técnicos têm o mesmo tratamento dos aprendizes de atuação. Isso foi pensado desde o começo.

Das primeiras oficinas no Jardim Pantanal surgiram reuniões a partir de 2005 da turma de Ivam Cabral. Eram todas as sextas, pela manhã.

— Éramos um monte de bicho grilo falando que teríamos uma escola de teatro, que teria bolsa para os alunos. A gente pensava algo do tipo: qual escola que a gente gostaria de ter estudado?

Logo, nomes expoentes do teatro brasileiro também se juntaram ao grupo, como JC Serroni, Marici Salomão, Guilherme Bonfanti, Erika Riedel, Raul Barreto, Raul Teixeira e Francisco Medeiros.

Direita ou esquerda?

Mas o sonho precisava de uma coisa para virar realidade: dinheiro. A concretização veio de modo inusitado. Um político importante passou a frequentar peças dos Satyros. Logo, foi chamado a tomar cerveja nas mesas do bar do grupo. Ivam Cabral faz questão de contar o nome dele.

— A idealização da SP é do José Serra. A escola é também um sonho dele.

spescola bobsousa1 Ivam Cabral e SP Escola de Teatro: um sonho real
Diante do impacto dessa frase é inevitável a pergunta: mas o que tem a ver um político tucano com uma turma que faz um teatro ligado ao submundo e, num primeiro olhar, naturalmente bem mais próximo da turma da esquerda do que de políticos da dita direita? Preparado para o questionamento, Ivam responde com toda calma do mundo.

—Olha, nós aqui sempre tivemos carta branca. Nunca teve interferência do poder político na escola. Sempre tivemos liberdade. Se este projeto fracassar um dia, a culpa é nossa. Creio que construímos um espaço apartidário, um lugar sem legenda. A SP não tem cunho eleitoreiro. Não fomos nem somos usados por ninguém.

Mas e como a turma do teatro político reage diante dessa proximidade com Serra? Ivam permanece tranquilo ao argumentar.

— Eu continuo muito próximo do Serra e tenho orgulho disso. Mas acho que temos que ficar distantes das questões partidárias. Na SP também cabe o pessoal da Companhia do Latão e da Cooperativa Paulista de Teatro [grupos ligados à esquerda]. É um lugar de arte.

Da SP para o mundo

Política à parte, a SP está cada vez mais internacional. Atualmente, o francês François Kahn, discípulo de Grotovksi [importante diretor polonês] dá aulas para a turma de atuação. A escola também fechou recentemente parceria com a Academia de Artes Dramáticas de Estocolmo, na Suécia.

ivam miguel Ivam Cabral e SP Escola de Teatro: um sonho real
Alberto Guzik teria ficado feliz com tais notícias. O jornalista e crítico teatral de respeito resolveu virar ator dos Satyros no fim da vida e fez parte do grupo embrionário da SP, mas morreu pouco depois da fundação da instituição, vítima do câncer, aos 66 anos.

Hoje, nomeia a revista da escola, a A[L]BERTO, cujo número 2 foi lançado há poucas semanas.

— O Guzik é nosso grande mestre. Nosso divisor de águas e pilar forte. Ele esteve desde o primeiro momento. Guzik, eu, Cléo [de Páris] e o Rodolfo [García Vázquez]. Vivemos histórias muito bonitas.

Normas e um pouco de burocracia

Em meio a lembranças, a SP Escola de Teatro vive ainda um dilema burocrático. Como é uma escola livre, seus cursos não são reconhecidos pelo Ministério da Educação nem pelo Ministério do Trabalho para a emissão do registro profissional.

Ivam explica que isso ocorre porque, oficialmente, a profissão de dramaturgo não existe. Mas já está mexendo os pauzinhos para mudar essa situação.

De forma provisória, adianta que acaba de celebrar um acordo com o Sated (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão de São Paulo) para que os aprendizes da SP conquistem registro profissional quando se formarem.

— O mercado está reconhecendo quem se forma aqui. Temos ex-aprendizes dando as caras no mercado, trabalhando em teatros como o Alfa e o Bradesco.

Mas logo me vêm à mente a figura da recepcionista pedindo documento para que pudéssemos entrar na SP. E pergunto a Ivam por que tanta norma em uma instituição de artes. Ele responde de pronto.

spescola bobsousa2 Ivam Cabral e SP Escola de Teatro: um sonho real
— A SP é muito mais sistematizada do que você possa imaginar. Temos até um manual de estilo.

Tanta sistematização, resultou em um modelo pedagógico próprio, que já foi importado por mestres suecos e hoje é objeto de estudo de Ivam em seu doutorado na USP [Universidade de São Paulo].

—Temos uma pedagogia singular, que é viva, continua a ser discutida todos os dias.

Sucesso de hoje e lembrança no futuro

Ivam Cabral tem plena ciência de suas responsabilidades e busca no passado a força para não perder o foco diante do sucesso.

— Venho de origem pobre, de uma família com seis filhos. Mas sempre meus pais nos fizeram estudar. Meus irmãos chegaram muito à frente de onde estou. Tenho os pés no chão. Agora que estou aqui, não posso fazer de conta. Sou o primeiro a chegar e o último a ir embora.

Resolvo provocar e pergunto: o que vão dizer de Ivam Cabral no futuro? Depois de pensar um pouco, ele começa a responder.

— Penso no Guzik... O blog dele é um diário de uma geração... Mas a história é esquisita. Fico pensando no Boi Voador [grupo teatral da década de 1980 dirigido por Ulysses Cruz, hoje diretor da Globo]. Era um grande grupo e hoje quase não aparece na história do teatro. Pode ser que no futuro, a história nem conte que um dia o Satyros ocupou a praça Roosevelt, que existiu a SP... Mas gostaria de ser lembrado como um cara ético, sério e honesto. Queria ser lembrado como um cara que fez coisas bacanas para seus contemporâneos artistas.

spescola bobsousa6 Ivam Cabral e SP Escola de Teatro: um sonho real

Ivam Cabral (de branco) posa com aprendizes de atuação, o mestre Francisco Medeiros (à esq.) e o francês François Khan (ao centro) na sede da SP Escola de Teatro na pça. Roosevelt, centro paulistano - Foto: Bob Sousa

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ines peixoto galpao bobsousa O Retrato do Bob: Inês Peixoto, a doçura sem fim do Grupo Galpão

Inês Peixoto posa para Bob Sousa pouco antes de encenar Romeu & Julieta do Galpão

Por Miguel Arcanjo Prado
Foto de Bob Sousa

A mineirinha Inês Peixoto é um doce de pessoa. De fala mansa e delicada, é uma das estrelas do Grupo Galpão, de Belo Horizonte, que celebra 30 anos de existência em São Paulo.

Está com a trupe há exatos 20 anos e completa 52 anos de vida no próximo 26 de agosto. Sempre solícita e simpática, conta que nasceu no bairro Carmo-Sion, na zona sul da capital mineira.

— Nasci na rua Rio Verde com Boa Esperança. Eu adoro o cruzamento das ruas do meu nascimento!

O talento cênico surgiu de pequena. Na escola, todos os seus trabalhos viravam peças. Na juventude, abraçou a profissão de vez, estudando no TU (Teatro Universitário da UFMG) e no curso de teatro do Palácio das Artes.

E se não fosse atriz, o que Inês seria?

— Acho que seria bióloga. Adoro tudo relacionado à natureza... Se bem que também gosto de estudar civilizações antigas, acho que poderia também ser arqueóloga ou historiadora...

Mas quis o destino que ela entrasse no Galpão, sua “segunda família”.

— Sabe quando você encontra uma turma que você ama? Estou junto de pessoas que confio e gosto de trabalhar. Gente em busca de fazer o teatro da melhor forma. No Galpão, me sinto acolhida.

Inês ficou surpresa com a força do retorno neste ano de Romeu & Julieta, seu primeiro espetáculo no Galpão, 20 anos atrás. A peça foi apresentada em Londres, antes das Olimpíadas, e também participou com sucesso do FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco & Rua de Belo Horizonte) e foi apresentado nas últimas semanas no Parque da Juventude e no Sesc Belenzinho, em São Paulo.

Agora, segue para Santos, onde participa do Mirada, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos.

—Descobrimos que é um espetáculo que tem uma força muito grande. Muitos pais que viram há 20 anos hoje trazem seus filhos. Estamos reencontrando quem já viu e também conhecendo a nova geração. É uma montagem que não envelheceu.

Inês também fez TV recentemente. Destacou-se na minisséria A Cura (Globo), como a perturbada Edelweiss. Ela não para. Para 2013, conta que o Galpão já prepara nova montagem. Será uma montagem de rua de O Gigante da Montanha, de Pirandello, dirigida por Gabriel Villela. Tanta satisfação tem motivo: é uma atriz realizada.

— É no palco onde eu me sinto feliz e me manifesto no mundo. É minha maneira de manifestar meus desejos e minha subjetividade. Tudo passa pelo caminho da atuação. E ainda bem. Muitas pessoas passam a vida inteira sem descobrir o que elas realmente gostam. É tão bom quando a gente tem a certeza de fazer o que gosta.

Saiba mais sobre o Grupo Galpão

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Pré Viúva 2 Magiluth em dois cliques: a volta dos filhos pródigos
Por Miguel Arcanjo Prado

Veja aí acima os seis meninos do Magiluth se aquecendo, já paramentados com elegante figurino, pouco antes de subir ao palco do tradicional Teatro Santa Isabel, em Recife, neste domingo (19).

Eles encenaram sua versão totalmente masculina de Viúva, porém Honesta, para celebrar os cem anos de Nelson Rodrigues, que serão completados nesta quinta (23). O dramaturgo pernambucano é o homenageado do 10º Festival Recifense de Literatura, do qual a apresentação fez parte.

Depois de impressionarem o público paulistano durante os meses de junho e julho, quando estiveram estiveram em cartaz na Funarte com três obras, os atores seis atores do Magitulh voltaram com tudo à terra natal.

Pedro Vilela, Lucas Torres, Mario Sergio Cabral, Giordano Castro, Erivaldo Oliveira e Pedro Wagner foram recebidos com pompas e honra.

O público não ficou de fora desta recepção calorosa. A fila na porta do Santa Isabel deu voltas no quarteirão. Muito gente ficou do lado de fora, com os 700 lugares do teatro ocupados. Ou seja: um grande sucesso.

E olha aí abaixo nossos garotos apaixonados por teatro fazendo pose exclusiva para o Atores & Bastidores. Pela cara, dá para ver que estão bem felizes. Que bom.

Pré Viúva 3 Magiluth em dois cliques: a volta dos filhos pródigos

Leia a reportagem do R7 sobre o grupo Magiluth em São Paulo

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dzi croquettes Dzi Croquettes reestreiam dia 4 de outubro no Rio

Com muita irreverência, o grupo Dzi Croquettes marcou a história do teatro brasileiro

Por Miguel Arcanjo Prado

A volta do famigerado grupo Dzi Croquettes já tem data marcada. 

A turma que causou furor na década de 1970 sobe ao palco do Theatro Net, no Rio, no dia 4 de outubro.

O espaço, chamado até hoje de Terezão pela classe artística, foi o lugar onde eles estrearam quatro décadas atrás. A montagem terá sessões especiais à meia-noite.

Da trupe original só restou Claudio Tovar, nos figurinos, e Ciro Barcelos, como autor, diretor e ator.

Quem assina a direção musical é Flavio de Lira, enquanto a coreografia é de Kiko Guarabyra.

dzi Dzi Croquettes reestreiam dia 4 de outubro no RioOs integrantes originais remanescentes participaram das audições com o novo elenco, tão rebolativo e chamativo quanto o original.

O grupo foi tema de um documentário homônimo em 2010, dirigido por Tatiana Issa e Raphael Alvarez. Além de servir de cartão de visitas do grupo para as novas gerações, o longa-metragem tornou-se item obrigatório para a turma que faz ou gosta de nosso teatro.

O novo Dzi Croquettes deve aportar em São Paulo em 2013.

Segundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, a produtora Cristal, responsável pela montagem, foi autorizada a captar R$ 2,1 milhão para viabilizar as apresentações do Dzi no Rio e na capital paulista.

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arte elenco Vladimir Brichta estreia <i>Arte</i> ao lado de Claudio Gabriel e Marcelo Flores em São Paulo

Elenco posa no camarim logo após a primeira sessão de Arte no Renaissance - Danilo Carvalho/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

O sorriso estampado no rosto de Claudio Gabriel, Marcelo Flores e Vladimir Brichta na foto acima demonstra como foi a estreia para convidados do espetáculo Arte no Teatro Renaissance, em São Paulo, neste sábado (18). Neste domingo (19), a peça é aberta ao público.

O espetáculo tem texto da parisiense Yasmina Reza, 53, uma das autoras mais disputadas por produtores teatrais de todo o mundo - já foi encenada em mais de 30 países. 

Escrita em 1994, Arte já foi encenada três vezes no Brasil, entre 1998 e 2006.

Desta vez, Vladimir Brichta (que, além de atuar, debuta na função de produtor de teatro), Claudio Gabriel e Marcelo Flores compõem o trio de atores da peça dirigida por Emílio de Mello, que traduziu a obra para o português.

O espetáculo faz uma discussão da amizade, algo tão caro ao mundo masculino. Os três amigos explicitam seus pontos de vista sobre a relação entre eles e com a arte, como revela o diretor.

— O texto apropria-se de situações corriqueiras para nos devolver uma discussão sobre as questões do mundo contemporâneo.

arte Vladimir Brichta estreia <i>Arte</i> ao lado de Claudio Gabriel e Marcelo Flores em São PauloBrichta explica por que quis produzir a obra, que teve preparação de elenco de Valéria Campos.

— Para mim, que venho exercitando a comédia na TV e no cinema com frequência, só justificaria voltar a ela no teatro se o riso fosse o meio e não o fim. E é isso que Yasmina faz com maestria.

Arte ainda tem figurinos de Marcelo Olinto, cenário de Aurora Campos, iluminação de Tomás Ribas e trilha de Lucas Marcier e Fabiano Krieger.

Claudio comemora trabalhar com Emílio de Mello.

Deus da Carnificina também contou com a direção do Emílio. Ele é um diretor maravilhoso que traz a vantagem de ser ator também. Já é a terceira peça que ele vai dirigir da mesma autora, então estamos entregues em ótimas mãos. Ele é um cara que conhece muito bem o universo da Yasmina e está nos guiando muito bem.

Intercalando momentos de comédia com mensagens pesadas, Arte começa com a história de Sérgio, um homem que gasta uma fortuna com uma pintura contemporânea completamente branca.

— Ele traz o amigo dele, o Marcos, para ver aquilo que ele acha maravilhoso. Ele é um cara categórico, conservador, e critica essa compra. O Sérgio fica muito magoado. A partir daí começa uma discussão, porque eles vão abrindo os corações um para o outro. O terceiro elemento é o Ivan, que é atrapalhado, um cara que tem problema com a sogra, com a mãe...

Uma das características da obra de Yasmina, segundo Claudio Gabriel, é trabalhar com conflitos. Por isso que alguns momentos da peça são “duros”, como explicita o ator.

— São conflitos como a gente tem na vida muitas vezes. Em determinadas situações a gente precisa engolir sapos em função da sociedade. Você não pode estourar o tempo todo. Tem hora que a gente não aguenta e desce a ladeira. A gente costuma falar que os personagens da Yasmina têm um verniz que os mantêm dentro de uma sociabilidade, mas em certos momentos esse verniz é rompido.

Arte
Quando:Sextas às 21h30, Sábados às 21h e Domingo às 18h. Até 7/10/2012
Onde: Teatro Renaissance (al. Santos, 2.233, Cerqueira César, São Paulo, tel. 0/xx/11 3069-2286)
Quanto: R$ 80,00
Classificação: 14 anos

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vanessa jackson divulgacao Vanessa Jackson faz show grátis em São Paulo

A cantora Vanessa Jackson ficou famosa ao vencer o reality Fama - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

A cantora Vanessa Jackson sobe ao palco do Teatro Nair Bello, no Shopping Frei Caneca (r. Frei Caneca, 569), em São Paulo, nesta semana.

Nos dias 22 e 23 de agosto, quarta e quinta, às 21h30, ela apresenta seu show Vanessa Jackson & Você.

A entrada é grátis.

Os ingressos serão distribuídos, dois por pessoa, duas horas antes do espetáculo, na bilheteria do teatro, que fica dentro da Escola de Atores Wolf Maya.

O show faz parte do projeto Cantores & Você, idealizado pelo produtor Daniel Torrieri Baldi. A direção é de Hudson Glauber.

Dona de um vozeirão, Vanessa Jackson ficou conhecida nacionalmente ao vencer o reality show musical Fama (Globo), em 2002.

Desde então, batalha sua carreira solo e é considerada um dos maiores nomes da música negra brasileira contemporânea.

Além de fazer shows sozinha, ela também integra a banda do cantor Seu Jorge.

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