Posts com a tag "teatro"

OBranco fotoAnaRovati 6 Traição nas redes sociais vira tema de espetáculo

Rede social estabelece triângulo amoroso em O Branco dos Seus Olhos - Foto: Ana Rovati

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um marido frustrado começa a retomar uma relação por meio de uma rede social com uma amiga do passado. Este é o enredo do espetáculo O Branco dos Seus Olhos, que está em cartaz no Teatro Poeira (r. São João Batista, 104), no Rio.

A peça foi escrita por Alvaro Campos e tem direção de Alexandre Melo. A obra discute a traição nestes tempos pós-modernos. No elenco, estão Karine Teles, Fabiano Nunes e Amanda Vides Veras.

O autor lembra que “hoje, para se estabelecer uma relação não é preciso estar ao alcance físico”. É daí que o Facebook será mola propulsora da traição do personagem Romeu. A peça teve inspiração na vida real, repleta de reencontros virtuais que muitas vezes podem alterar a vida real.

As sessões acontecem de terça a quinta, até 26 de fevereiro, com entrada a R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia-entrada. Nos dias 17 e 18 de fevereiro não haverá peça por conta do Carnaval.

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MG 7142 Peter Pan da favela ocupa praça Roosevelt em SP

Cena da peça Peter em Fúria, que volta ao cartaz em São Paulo em fevereiro - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O grupo Pequeno Teatro de Torneado marcou para 7 de fevereiro próximo a reestreia do espetáculo Peter em Fúria, com dramaturgia e direção de William Costa Lima. A obra teve quatro distintas temporadas em 2014.

Dessa vez, a temporada será no Espaço dos Parlapatões, na praça Roosevelt, 158, em São Paulo.

A obra inaugura a sessão das 16h, sempre ao sábados, com obras voltada ao público infanto-juvenil. Ficará em cartaz até 28 de março.

A trama tem como base um assassinato que acontece em uma favela e é uma espécie de versão contemporânea para a história infantil Peter Pan.

Integrantes do elenco, os atores Beatriz Barros e Bruno Lourenço foram eleitos Musa e Muso do Teatro R7 pelos internautas do portal.

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MG 1146 Livro reúne peças do dramaturgo Flavio Goldman

Flavio Goldman lança suas peças em livro pela Editora Giostri - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Seus textos já foram encenados por importantes diretores da cena brasileira, como Francisco Medeiros, Marco Antônio Pâmio e Aimar Labaki. Agora, são reunidos em livro, para que sejam descobertos por gerações futuras.

O dramaturgo Flavio Goldman lança neste sábado (31), a obra O Teatro de Flavio Goldman, pela Editora Giostri. O autor estará no Espaço dos Parlapatões, entre 17h e 20h, quando autografará exemplares para seus leitores.

Na seleção do livro estão as peças Os Passageiros, Boa Memória e Produtos Perecíveis, entre outras.

Diplomata desde 1995 e atualmente trabalhando na Embaixada do Brasil na Grécia, Flavio Goldman estreou como dramaturgo em 2006, com a peça Desexílio, que abriu a temporada de leituras dramáticas no Centro da Cultura Judaica de São Paulo.

Como foi seu padrinho nos palcos, Labaki foi convidado pelo autor para assinar o prefácio do livro.

Nada mais justo.

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gilda nomacce bob sousa O Retrato do Bob: o charme de Gilda NomacceFoto BOB SOUSA*
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Gilda Nomacce transita como ninguém entre o teatro e o cinema — do qual é queridinha da nova geração de cineastas. Musa tanto dos palcos quanto dos sets, a atriz tem peso, carisma e, claro, talento de sobra. Paulista de Ituverava, estudou artes cênicas na USP. Também fez estudos na Inglaterra (no City Lit School of Arts), nos Estados Unidos (no Watermill Center coordenado por ninguém menos que Bob Wilson) e na Rússia (no Teatro de Tabakov de Moscou). É cosmopolista, ora bolas. No Brasil, integrou nada menos do que o CPT (Centro de Pesquisa Teatral) de Antunes Filho e o grupo Os Satyros. Se no palco é um furor, no cinema coleciona inúmeros prêmios abocanhados pelos festivais nos quais seus filmes passam. Porque, afinal de contas, ninguém é imune ao riso (e ao charme) de Gilda. Ainda bem.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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maria della costa 1952 funarte Classe teatral sofre com morte de Maria Della Costa; Ivam Cabral e Mario Viana lamentam perda

Maria Della Costa em 1952: atriz foi uma das mais belas do teatro brasileiro - Foto: Funarte

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A morte da atriz Maria Della Costa, neste sábado (24), aos 89 anos, no Rio, comoveu a classe teatral. Enquanto o Brasil se despede da grande atriz neste domingo (25), o Atores & Bastidores do R7 apresenta dois depoimentos sobre a atriz. O primeiro é do dramaturgo Mario Viana, que a entrevistou na década de 1980. No segundo, o ator Ivam Cabral conta como conheceu Maria, aos prantos, no camarim do Teatro Guaíra, em Curitiba. Viva a memória de Maria Della Costa!

“Uma das mais belas atrizes”
por Mario Viana, dramaturgo e jornalista

“Estive no apartamento de Maria Della Costa uma única vez, no finzinho dos anos 80, para uma entrevista. Era naquele condomínio bonito que tem no fim da Rua dos Franceses. Ela estava em cartaz com Temos que Refazer a Casa, uma peça espanhola sobre duas irmãs disputando uma herança - a outra atriz era Maria Luiza Castelli.

Não foi nenhum sucesso, mas um dos Civita, provavelmente o Roberto, mandou um jornalista da Vejinha entrevistar sua amiga Maria. E lá fui eu. Foi uma tarde ótima, Maria tinha excelentes histórias - e um apartamento decorado com dezenas (dezenas!!!!) de pinturas que a retratavam no auge da beleza. Di Cavalcanti, Portinari, Nery, Cícero, pense em um artista plástica bom dos anos 50 em diante e ele tinha retratado Maria Della Costa, uma das mais belas atrizes a pisar os palcos brasileiros.

Ligada ao Partido Comunista, ela inspirou Jorge Amado a criar a personagem da bailarina de Os Subterrâneos da Liberdade. Atirada, Maria conseguiu erguer um belo teatro no Bixiga, o mesmo que hoje estrebucha, mal administrado por uma associação incompetente.

Destemida, Maria divulgou artistas estrangeiros e brazucas, levando suas montagens em turnês internacionais. Com Gimba, de Guarnieri, montada em 1959, ela rodou o mundo, fazendo uma mulata! Foi-se mais uma figura importante de nossa história teatral.”

“Nos abraçamos no choro de Maria”
por Ivam Cabral, ator, fundador do grupo Os Satyros e diretor da SP Escola de Teatro

“Em 1987 eu nunca tinha visto Maria Della Costa. E, num belo dia, ela aparece em Curitiba para apresentar Alice que Delícia, o texto do Bivar, dirigido por Odavlas Petti. No elenco, além de Maria, o talentoso ator Enio Gonçalves.

Fui sozinho àquela sessão e, na plateia do Guairinha, na estreia de Maria, não tinha mais do que 30 pessoas. E o espetáculo, uma comédia, não fluiu muito bem, não. Ao término, esperei que o público saísse do teatro e me dirigi ao camarim para dar um beijo no elenco.

O que encontrei, no entanto, foi um clima devastador. Maria estava chorando, consolada pelo Enio. Teria dado meia volta se Maria não me chamasse para o abraço. Assim, nós três nos abraçamos no choro de Maria.

Ficamos ali por vários minutos. E eu até me sentia um tanto desconfortável porque não os conhecia e me imaginava intruso ali.

Ao término do abraço, não houve as apresentações. E foi Maria quem começou a falar. Contou que naquela noite haviam acontecido duas coisas importantes. Uma boa, outra má. A má, que o seu produtor e companheiro de anos, Sandro Polônio, estava muito mal num hospital em São Paulo. A boa, que Enio havia ganhado o Kikito de ouro, em Gramado, como melhor ator por “Filme Demência”.

– E veja como é a vida. O Enio, aqui, celebrando o futuro com o prêmio de melhor ator e eu, o meu fracasso. Afinal, vida e morte caminham juntos.

Enio se morreu em outubro de 2013. Hoje, foi a vez de Maria...”

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sao paulo eduardo enomoto 2 Personalidades do teatro revelam votos para SP

SP, 461 anos: vista do centro de São Paulo do alto do Edifício Itália - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

São Paulo é a capital do teatro brasileiro. Nenhuma outra cidade do país se compara à fartura cênica que há em seus palcos. Por isto, neste domingo (25), quando a cidade completa 461 anos, o Atores & Bastidores do R7 perguntou a personalidades de nossas artes cênicas o que desejam à metrópole em seu aniversário. Veja quanta coisa boa:

marba goicochea foto eduardo enomoto Personalidades do teatro revelam votos para SP

A atriz peruana Marba Goicochea: mais tolerância, menos indiferença - Foto: Eduardo Enomoto

"São Paulo é a cidade que escolhi para viver e que representa algo muito importante em minha vida. Foi aqui onde realmente me encontrei como atriz; lhe devo muito, igual que à sua gente. Meu desejo é ver São Paulo com mais tolerância, menos indiferença . Que a diferença seja vista como riqueza; que se veja além do preconceito, que se enxergue a beleza da diversidade. Viva São Paulo. Viva seu povo."
Marba Goicochea, atriz, natural do Peru e paulistana há 12 anos

tony reis foto eduardo enomoto Personalidades do teatro revelam votos para SP

O ator baiano Tony Reis no Teat(r)o Oficina: natureza ligando pessoas - Foto: Eduardo Enomoto

"Sonho com teatro com público ativo e desejo que os rios que cortam a cidade e que estão escondidos, possam ser vistos novamente. Além de serem natureza viva, são elo de ligação para as pessoas!"
Tony Reis, ator, natural de Salvador (BA) e paulistano há oito anos

rachel ripani Personalidades do teatro revelam votos para SP

A atriz paulistana Rachel Ripani: água e energia (elétrica e pessoal) - Foto: Arquivo pessoal

"Sou paulistana, nascida na maternidade São Paulo, família da Moóca e Ipiranga. Amo minha cidade, urbana, apressada, urgente e antenada. A cidade que de fato melhor recebe quem for motivado, interessado, empenhado e honesto. Eu desejo nesse aniversário que tenhamos água para continuarmos movendo a economia de São Paulo adiante. Que tenhamos energia (elétrica e pessoal) para continuarmos batalhando pelas demandas que a cultura da cidade exige. Que tenhamos bom trânsito para que o público consiga chegar aos nossos tantos e belos teatros. E que mereçamos a dignidade que tanto buscamos, nós paulistanos de coração ou de nascença. Parabéns, SP, meu amor!
Rachel Ripani, atriz e tradutora, paulistana desde o nascimento

angela ribeiro foto bob sousa Personalidades do teatro revelam votos para SP

A atriz paraense Angela Ribeiro: desejo de água para SP - Foto: Bob Sousa

"Sou alucinada pela loucura desta cidade e pelo leque de possibilidades que ela oferece. O que eu mais desejo nesse aniversário é que ela seja regada por uma consciência coletiva. Desejo água para São Paulo, que as pessoas entendam que esse problema não é só do 'outro'. Ele depende de cada um de nós. Que chova amor pela cidade!"
Angela Ribeiro, atriz, natural de Belém (PA) e paulistana há 16 anos

kil abreu foto miguelarcanjoprado Personalidades do teatro revelam votos para SP

O crítico teatral paraense Kil Abreu no Centro Cultural São Paulo: 20 anos em SP - Foto: Miguel Arcanjo Prado

"Desembarquei na rodoviária do Tietê depois de dois dias de estrada no invernal julho de 1995 (vinte anos logo mais, pois). O que São Paulo me ensinou de melhor nesse tempo foi a condição – para sempre – do estrangeiro. Agora em qualquer lugar, inclusive em Belém, de onde vim. Celebro isso, o espaço da ignorância libertadora que essa condição nos dá em uma cidade como São Paulo. O que desejo? Que a grandeza econômica se derrame radicalmente sobre a paisagem humana, sobretudo nas quebradas. Que o nosso provincianismo seja imenso, mas que a imensidão seja feita só com a ingenuidade das conversas de porta de casa e nada mais; que lâmpadas existam pra iluminar caminhos, jamais pra serem espatifadas na cabeça de outro ser humano. Que sejamos grandes no reconhecimento do outro como outro. Que tenhamos governos que se recusem a ler as pesquisas de opinião porque nossa opinião só piora. Que sejam capazes de vir pra briga não só conosco como também contra nós; que tenhamos, todos, topete grande pra nos corrigirmos sempre que pensarmos apenas com o umbigo. Que saibamos inventar esse caminho de contramão, hoje utópico, mas que existe inteiro, pedindo pra ser construído."
Kil Abreu, jornalista e crítico, natural de Belém (PA) e paulistano há quase 20 anos

fransergio araujo Personalidades do teatro revelam votos para SP

O ator mineiro Fransérgio Araújo: selvageria e poesia em SP - Foto: Arquivo pessoal

"São Paulo sempre foi a cidade dos meus sonhos uma mistura de diversidade e atitude, as pessoas aqui são mais livres do que em qualquer outra cidade do Brasil . Neste novo aniversário, eu desejo que as ruas se tornem cada vez mais um lugar de encontro de opiniões e desejos do que um local onde as pessoas praticam as piores posturas do seu comportamento social. Este é meu desejo . São Paulo, feliz aniversário, te amo com toda sua selvageria e poesia."
Fransérgio Araújo, ator, natural de Uberlândia (MG) e paulistano há 12 anos

viviane roesil2 Personalidades do teatro revelam votos para SP

A dramaturga e roteirista paulistana Viviane Roesil: SP abraça o mundo - Foto: Arquivo pessoal

"São Paulo abraça o mundo dentro de suas fronteiras. As mais diversas nacionalidades convivem diariamente com os migrantes de todo o País, juntamente com os nascidos aqui, mas infelizmente, a cidade carece de respeito. E é isso que desejo a Sampa. Respeito para com tudo e com todos, no macro e no micro, com todas as honrarias que o verbete abrange."
Viviane Roesil, dramaturga, advogada, roteirista e paulistana desde o nascimento

andre fusko Personalidades do teatro revelam votos para SP

O ator paulistano André Fusko: boa educação para todos em SP - Foto: Divulgação

"Eu desejo uma população com acesso a uma boa educação, que ensine a pensar e questionar e não apenas executar. Desejo fios de alta tensão subterrâneos e muito metrô para não usarmos carro, desejo também menos corrupção e que os políticos trabalhem para a cidade e para os cidadãos, ao invés de trabalharem para atender interesses de 'patrocinadores' e parceiros de corrupção."
André Fusko, ator e médico, paulistano desde o nascimento

stella menz nayara zattoni Personalidades do teatro revelam votos para SP

A atriz paulistana Stella Menz: respeito às diferenças - Foto: Nayara Zattoni

"São Paulo completa 461 anos neste domingo em que comemoraremos com a primeira festa da chegada de Beatriz. Às duas, nosso mais profundo amor. Que cresçam respeitando as diferenças e aprendendo com elas, sejam amigas e trabalhem uma pela outra. Vida longa às jovens meninas!"
Stella Menz, atriz, paulistana desde o nascimento e mãe de Beatriz (ainda em sua barriga)

vanessa goulartt Personalidades do teatro revelam votos para SP

A paulistana Vanessa Goulartt: pra SP, o básico, água e luz - Foto: Arquivo pessoal

"Nasci em São Paulo , capital, em plena avenida Paulista, posso me considerar uma paulistana da "clara". Morei no Rio por alguns períodos. Mas minha presença em Sampa é mais constante. Meu desejo para São Paulo é que a cidade tenha o básico: água (sei que é chover no molhado) e luz! Já senti na pele a falta de luz e a sensação de impotência é terrível! Tendo o essencial, podemos sonhar além do básico!"
Vanessa Goulartt, atriz, paulistana desde o nascimento

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marcio tito pellegrini Marcio Tito Pellegrini conta seu desejo pra SP

Marcio Tito Pellegrini nos 461 anos de São Paulo - Foto: Arquivo pessoal

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

São Paulo completa 461 anos neste domingo (25). Para antecipar a comemoração, o blog Atores & Bastidores do R7 resolveu convocar um paulistano de apenas 23 anos, mas que já faz um barulho danado no teatro da cidade. O dramaturgo e diretor Marcio Tito Pellegrini aceitou o convite e abre o jogo: revela o que deseja pra SP. Veja só que beleza:

"Mano, no parque do Ibirapuera às vezes toca Tom Jobim, mas neste final de semana vai rolar O Maestro do Canão!

Parque Augusta sozinho não faz verão, mas Parque Augusta e Jardim Suspenso no Minhocão, quem sabe?

Meu sonho para SP é que todos os malucos realizem suas histórias e sonhos. Afinal, como não disse Marx, os malucos são a locomotiva da história.

461 anos depois, estamos aqui.

É certo que somos os primeiros seres humanos a contemplarem e viverem os restos do passado e os projetos de um futuro megalomaníaco.

Num presente feroz, São Paulo quer ser Casa Grande, mas a Senzala vai chegar.

Flávio de Carvalho, o 'maluco' do viaduto do Chá, que em 1956 caminhava vestindo saia por entre os homens de sua geração.  MALUCO!

E eu, paulista, paulistano, não conheci Flávio, mas sei de outros 'malucos' que vestindo saias ou não, lutam por um transporte publico de qualidade com tarifa zero para toda população e ainda argumentam “saúde, transporte e educação não podem gerar lucro para o patrão”. Né, não?

Esperávamos os skates voadores, no entanto, o que temos articula maiores realizações; o primeiro prefeito filósofo do qual tive notícia, e prefeito de onde? De SP, aquela sem amor, ou aquela que tem muito amor, mas que ninguém vê.

Malucos que querem desmilitarizar a polícia truculenta, malucxs contra o machismo que não cansa, malucos democratizando a educação, malucos artistas e malucas escolas de teatro. Malucos poetas, escritores, MC’s.

Que os malucos se encontrem e num parecer exato sobre a modernidade: Revolucionem!

Para São Paulo eu desejo o que já nos acontece, eu quero as elites escutando aquele MC do Grajaú, do Capão, o gosto da burguesia misturado com o gosto da plebe, “Gosto de sentir a minha língua roçando a língua de Luiz de Camões”, assim como gosto de sentir São Paulo roçar a modernidade, de Caetano pra Criolo, de peito aberto, seguindo pela ciclofaixa que fará sentido num futuro próximo, eu sei.

Qual cidade do mundo tem um coletivo apenas com autores de teatro que de tempos em tempos leem publicamente seus textos e ali o que se define é a produção de dramaturgia nova, atuante, e não a encenação, qual? Isso não diz a você que somos a cidade do futuro, com sonhos do futuro e realizações que encheriam os olhos do próprio Molière? Ah, os malucos, os malditos malucos, os Malditos Dramaturgos!

Quando falamos de conquistas falamos de sofisticação da alma, chegarmos longe com nosso aparato humano, indo longe no amor, na arte, na política, na ciência e na filosofia. E vamos!

Sonho com integração, trânsito de pessoas e bom 'dia com dois beijinhos'.

Mais PicNic e menos 'passa em casa'.

Mais noite na rua que noite com televisão, São Paulo vai sair, foi saindo, tá vindo, São Paulo começou (a milhão)."

Marcio Tito Pellegrini, paulistano, 23 anos, fundador e dramaturgo do coletivo Tragédia Pop de Teatro

sao paulo eduardo enomoto Marcio Tito Pellegrini conta seu desejo pra SP

"Sonho com integração, trânsito de pessoas e bom 'dia com dois beijinhos'", diz Tito - Foto: Eduardo Enomoto

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teatro augusta roberto ikeda Nicette Bruno se emociona ao dar nome de Paulo Goulart a sala teatral em São Paulo

Nicette Bruno foi com a filha Bárbara, da neta Vanessa e do filho Paulo Goulart Filho - Foto: Roberto Ikeda

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos ROBERTO IKEDA

Foi com muita emoção que Nicette Bruno inaugurou a Sala Paulo Goulart, novo nome da sala nobre do Teatro Augusta, na noite da última segunda (19), em São Paulo. Boa parte da classe teatral paulistana marcou presença na cerimônia.

A primeira peça a ocupar o novo espaço teatral da capital paulista é a comédia Por Que os Homens Mentem, da Cia. Nósmesmos. A peça dirigida por Heyttor Barsalini e inspirada em texto de Luís Fernando Veríssimo já foi vista por 500 mil pessoas e ficará por lá até 22 de fevereiro, sempre sábado, 21h, e domingo, 19h, com ingresso a R$ 50 a inteira.

Em tempo: o Teatro Augusta fica na rua Augusta, 943.

Veja, abaixo, quem prestigiou o evento:

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Família de Paulo Goulart ouve a homenagem do ator Eduardo Pelizzari - Foto: Roberto Ikeda

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Eduardo Pelizzari foi o mestre de cerimônias da noite cercada de emoção - Foto: Roberto Ikeda

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Nicette Bruno discursou, agradecendo a homenagem a Paulo Goulart - Foto: Roberto Ikeda

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A noite teve personalidades do teatro, como a diva Phedra D. Córdoba - Foto: Roberto Ikeda

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A noite contou com a leitura da peça Efeito dos Raios Gama nas Margaridas do Campo - Foto: Roberto Ikeda

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O carioca Lucianno Maza foi o responsável pela direção da leitura - Foto: Roberto Ikeda

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Ao lado de sua família, Nicette aplaudiu de pé a leitura da peça que ela fez em 1974 - Foto: Roberto Ikeda

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Nicette, ao lado dos atores Tiago Pessoa e Luciana Garcia, que dirigem o Teatro Augusta - Foto: Roberto Ikeda

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Nicette Bruno recebe o abraço do jornalista e assessor Fabio Camara - Foto: Roberto Ikeda

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Vanessa Goulartt, Elizabete Kobayashi e Bárbara Bruno durante o coquetel - Foto: Roberto Ikeda

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Nicette se emociona: noite já entrou para a história do teatro - Foto: Roberto Ikeda

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maria alice vergueiro 3 bob sousa Maria Alice Vergueiro faz 80 anos: veja 7 fotos da trajetória da grande atriz

Maria Alice Vergueiro completa 80 anos de vida: ícone dos palcos - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Esta segunda (19) é uma data especial para o teatro brasileiro. Afinal, é o dia em que a atriz Maria Alice Vergueiro completa 80 anos. Ela está nos palcos desde 1962, quando estreou em A Mandágora, dirigida por Augusto Boal. Desde então, a paulistana se tornou um dos nomes mais corajosos e propositivos de nossos palcos. Integrou o elenco de montagens consagradas, como O Rei da Vela, dirigida por Zé Celso Martinez Correa em 1967. Trabalhou com os maiores nomes do teatro brasileiro e seu grupo, o Teatro do Ornintorrinco, entrou para a história. É chamada de "A Dama do Underground" e também de "A Velha Dama Indigna". Em 2011, recebeu, emocionada, o Prêmio Shell de Teatro Especial, como "paladino do teatro experimental brasileiro". Para celebrar as oito décadas de vida de uma atriz tão importante, o blog Atores & Bastidores selecionou sete fotos de sua trajetória. Porque ela merece.

 Maria Alice Vergueiro faz 80 anos: veja 7 fotos da trajetória da grande atriz

Maria Alice Vergueiro na adolescência: motor do teatro paulistano - Foto: Arquivo pessoal

maria alice vergueiro 6 victor nosek Maria Alice Vergueiro faz 80 anos: veja 7 fotos da trajetória da grande atriz

Fazendo história no palco com o Teatro do Ornintorrinco: ousadia pura - Foto: Victor Nosek

maria alice vergueiro 5 opera do malandro Maria Alice Vergueiro faz 80 anos: veja 7 fotos da trajetória da grande atriz

Primeira, da direita p/ a esquerda: no elenco potente da estreia do musical Ópera do Malandro, de Chico Buarque, em 1978, sob direção de Luiz Antonio Martinez Corrêa - Foto: Arquivo pessoal

maria alice vergueiro 7 tapa na pantera Maria Alice Vergueiro faz 80 anos: veja 7 fotos da trajetória da grande atriz

No curta Tapa na Pantera, dirigido por Esmir Filho, Mariana Bastos e Rafael Gomes em 2006: um dos primeiros vídeos virais da internet brasileira - Foto: Reprodução

maria alice vergueiro 4 bob sousa as tres velhas Maria Alice Vergueiro faz 80 anos: veja 7 fotos da trajetória da grande atriz

No sucesso As Três Velhas, em 2011: uma grande atriz no palco - Foto: Bob Sousa

maria alice vergueiro 2 Maria Alice Vergueiro faz 80 anos: veja 7 fotos da trajetória da grande atriz

Emocionada ao receber em São Paulo o Prêmio Shell de Teatro Especial em 2011 - Foto: Marcos Issa/Argosfoto

 

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 Crítica: As Noviças Rebeldes é volta melancólica a sucesso do passado

As Noviças Rebeldes: falta tempo de humor ao novo elenco de Wolf Maya - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Como diz Gilberto Gil, “toda menina baiana tem um jeito, que Deus dá”. E todo menino baiano também.

Por isso, a versão dos anos 1990 para As Noviças Rebeldes de Wolf Maya, com os atores da Cia. Baiana de Patifaria, entrou para a história do teatro brasileiro recente, tamanha a quantidade de gargalhadas que a plateia dava.

O êxito foi tanto que os baianos foram com Wolf para Nova York, onde ficaram hospedados na casa do autor, Dan Goggin, e conquistaram o circuito off-Broadway por duas semanas, rendendo elogios até do sisudo The New York Times.

Pois a nova versão da peça, dirigida pelo mesmo Wolf, mas com um elenco absolutamente técnico, não tem o apelo da montagem anterior. É uma espécie de volta melancólica a um sucesso do passado.

Na nova versão, até sobra precisão vocal, mas falta alma, graça, caco. Falta vida pulsante e real no palco. E este era o segredo do sucesso da versão brasileira-baiana da peça.

O novo elenco é formado por Soraya Ravenle, Sabrina Korgut, Helga Nemeczyk, Carol Puntel, Simony Lino e Mauricio Xavier — único homem do elenco e espécie de homenagem à versão consagrada.

O texto de Dan Goggin, adaptado por Flávio Marinho, mostra um grupo de cinco freirinhas que resolvem fazer uma “apresentação artística” para angariar fundos para o enterro de um grupo de irmãs falecidas após tomar sopa com data de validade vencida.

O enredo é mesmo absurdo. Trata-se apenas uma deixa para que o show das irmãs aconteça, desvendando as estrelas que habitam dentro de cada uma delas e levando o público a se divertir com o inusitado.

O novo elenco, garimpado no mercado dos musicais recentes, tem domínio técnico e canta bem. Mas não consegue segurar o tempo de comédia.

Quando falam, quase tudo soa forçado e artificial, tal qual o cenário que está mais para mesquita muçulmana do que para convento católico.

Sabrina Korgut é a única que consegue algum grau de verdade,  quando faz dueto consigo mesma e seu fantoche de freira desbocada — número que já tem meio caminho andado para divertir o público.

A falta de precisão nas coreografias provoca a dúvida: será que o elenco está dançando mal porque as freirinhas não sabem dançar direito ou será que realmente a coreografia está suja?

As Noviças Rebeldes é um espetáculo que só funciona quando tem atuadores com tempo nato de comédia, aquele talento único que se nasce com ele, ou não há conversa. E é a falta gritante desta dádiva divina o grande problema da montagem atual.

As Noviças Rebeldes
Avaliação: Regular
Quando: Sexta e sábado, 21h30, domingo, 19h. 80 min. Até 8/3/2015
Onde: Theatro NET São Paulo (r. Olimpíadas, 360, shopping Vila Olímpia, São Paulo, tel. 0/xx/11 4003-1212)
Quanto: R$ 150 (plateia) e R$ 100 (balcão)
Classificação etária: 12 anos
Avalicacao Regular R7 Teatro PQ Crítica: As Noviças Rebeldes é volta melancólica a sucesso do passado

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