Posts com a tag "teatro"

the old woman 8 lucie jansch Crítica: Com Baryshnikov e Dafoe, Wilson traz o absurdo com pitada surreal em The Old Woman

Willem Dafoe e Mikhail Baryshnikov estão na nova peça de Bob Wilson em SP - Foto: Lucie Jansch; veja galeria

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Certo frenesi tomou conta da classe artística e do público teatral paulistano nos últimos dias. Todos imbuídos de um só objetivo: ver a peça The Old Woman (A Velha), de Robert Wilson, ou apenas Bob Wilson para os mais íntimos, e depois exibir o ingresso nas redes sociais, é claro.

the old woman 1 Crítica: Com Baryshnikov e Dafoe, Wilson traz o absurdo com pitada surreal em The Old Woman

The Old Woman fica em SP até 3/8 - Foto: Lucie Jansch

Nos novos tempos é preciso provar que realmente esteve em uma das disputadas sessões no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros. Vai que alguém duvida.

Também pudera tamanho afoitamento: o novo espetáculo do diretor texano traz um duelo cênico potente entre dois grandes nomes das artes cênicas: o russo Mikhail Baryshnikov, considerado um dos maiores bailarinos da história, e o ator estadunidense Willem Dafoe, estrela do cinema e também do teatro, já que foi integrante até 2005 do cultuado grupo nova-iorquino The Wooster Group.

Wilson, que já virou habitué da cena paulistana após bem-sucedida parceria com o Sesc São Paulo, desta vez apresenta uma obra de ritmo desconexo, mergulhada no absurdo, mas, ainda assim, presa de alguma forma à estética que dá fama ao diretor há quatro décadas.

Como bem definiu Zé Celso na semana passada, Bob Wilson é um artista plástico do teatro. E é bom lembrar que, apesar de ele estar há tanto tempo na estrada teatral, boa parte do público brasileiro só agora tem oportunidade de ver seu trabalho de perto. Assim, é até compreensível o deslumbre.

Mesmo tendo duas estrelas a seu dispor, Wilson as trata como marionetes, por mais que haja uma rebelião interna em cada uma delas. As 12 cenas-instalação são comandada pela figura de dois palhaços, diferentes e iguais ao mesmo tempo.

A sofisticação está no cenário minimalista de pitadas surreais, bem como na luz bem marcada de A.J. Weissbard ou nos figurinos de Jacques Reynaud – com a dupla usando o mesmo surrado terno, mas com gravatas diferenciadas: a de Dafoe é borboleta, a de Baryshnikov, tradicional.

the old Crítica: Com Baryshnikov e Dafoe, Wilson traz o absurdo com pitada surreal em The Old Woman

Dafoe e Baryshnikov fazem dupla no palco do Teatro Paulo Autran, em SP - Foto: Lucie Jansch; veja galeria

A peça foi criada a partir do livro escrito pelo russo surrealista Daniil Kharms, que morreu de fome em 1942 em um hospital psiquiátrico de Leningrado (hoje São Petersburgo), então cercada por tropas nazistas.

Mas, apesar de começar a obra justamente com um texto sobre a sensação cortante da fome, Wilson imprime ironia perspicaz ao espetáculo, ao estabelecer um jogo de sentido com o espectador, aproximando-se neste absurdo do surreal do próprio autor, a quem o próprio Wilson confessou não ter entendido bulhufas. E esse desentendimento desesperado acompanha a montagem.

the old woman 2 Crítica: Com Baryshnikov e Dafoe, Wilson traz o absurdo com pitada surreal em The Old Woman

Peça de Bob Wilson foi inspirada por livro de russo surrealista - Foto: Lucie Jansch; veja galeria

Se alguém aí exige uma dramaturgia linear tudo gira em torno de um escritor que encontra um cadáver de uma velha em seu apartamento. Pode ser uma dessas que caem pela janela. Ele resolve, então, guarda-lo em uma mala, com a qual parte em uma viagem de trem, onde a mala desaparece. Simples assim.

Em meio a esta simplicidade caótica, próxima ao desenho animado, observações ferinas surgem, como sobre a afetação feminina, as crianças com seu excesso de movimentação irritante ou mesmo a impossibilidade de contar até oito. Nos devaneios cabem até teoremas geométricos. É tudo um delírio, e os dois atores em cena embarcam no jogo proposto pelo diretor.

A entrega de ambos é total. Há trabalho evidente. E mais: conseguem colocar-se também como artistas diante da redoma que as obras de Wilson têm. Mesmo amarrados ao rigor técnico, Baryshnikov e Dafoe apresentam novas propostas e dialogam o tempo todo: com a obra, com o público, com o autor e com o severo diretor. Estão presentes, se divertem.

Há um ar cartoon na mútua destruição, tal qual Tom & Jerry, seguida do riso, da fuga permanente, do recurso das reiterações. Tem espaço até para o canto e a dança, humanos e patéticos em sua espetacularização. Até porque a realidade achata a vida. E o surrealismo imerso no absurdo a liberta de todos os limites, como é próprio do teatro.

The Old Woman (A Velha)
Avaliação: Muito bom
Quando: Quarta a sexta, 21h; sábado, 16h e 21h; domingo, 18h. 100 min. Até 3/8/2014
Onde: Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros (r. Paes Leme, 195, metrô Faria Lima, São Paulo, tel. 0/xx/11 3095-9400)
Quanto: R$ 60 (ingressos esgotados)
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Com Baryshnikov e Dafoe, Wilson traz o absurdo com pitada surreal em The Old Woman

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

gerald thomas fotos emi hoshi DSC 2875 Teatro brasileiro é mesquinho, bobo e provinciano, diz Gerald Thomas

Gerald Thomas resolveu abrir o jogo sobre o que pensa do teatro brasileiro - Foto: Emi Hoschi/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O diretor Gerald Thomas resolveu vociferar parte do teatro brasileiro nesta quinta (31).

Em seu desabafo, entre outras coisas, Thomas criticou o frenesi atual em torno de Bob Wilson em São Paulo e a reiteração de velhas discussões, em vez de se pensar temas mais atuais.

Justiça seja feita: Thomas estreou neste ano a peça Entredentes em São Paulo, na qual colocou em discussão no palco a situação tensa entre Israel e Palestina, antes de a guerra atual começar, e também entre Rússia e Ucrânia, antes do avião comercial ser abatido.

Leia, abaixo, o que ele disse:

"Sabe o que me deixa realmente PASMO? É que quase NINGUÉM da "comunidade" teatral brasileira queira discutir esses assuntos : Hamas X Israel e vice versa - EBOLA - Ucrânia. Ou seja, coisas do interesse mundial Ao invés disso , discutem (é inacreditável) (AINDA) o teatro de Bob Wilson. Que vergonha!!!! Que gente retardada. Não é a toa que o teatro brasileiro é MESQUINHO, bobo e provinciano. Sempre foi, me dói o fato de insistirem em continuar a .....entenderam, né? QUE VERGONHA ! Eles estão discutindo "Beckett" meu deus do céu! E Bob Wilson - não é à toa que essa província ai não progride! É gente do passado com discussões (inúteis, inverteis ) do passado. Vivam de relíquias e morem numa loja de antiguidades. Abaixo, foto de capa do Estadão: GROW UP you mental retards!

Gerald"

1506225 10204368102382523 8441558751338429280 o Teatro brasileiro é mesquinho, bobo e provinciano, diz Gerald Thomas

Imagem de 17 anos atrás: Gerald Thomas na capa do Caderno 2, do Estadão, em 1987 - Foto: Reprodução

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

ronnie von 2 Entrevista de Quinta: Ronnie Von libera tudo; autor diz: Medo de biografia é pra quem tem rabo preso

Ronnie Von, nos tempos em que ganhou o apelido Pequeno Príncipe - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Elegante é ser amante dos livros; não proibi-los. Pois um dos homens mais sofisticados da história da Música Popular Brasileira resolveu fechar os olhos para o que diziam dele. Ou melhor, para o que escreviam sobre ele.

O cantor emblemático da década de 1960 e 1970, aquele que descobriu os Beatles por estas bandas, que deu o nome do grupo Os Mutantes e que muito tempo depois se tornaria o apresentador comportado da atualidade preferiu deixar a cargo dos jornalistas Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel a missão de contar sua história, repleta de altos e baixos.

livro Entrevista de Quinta: Ronnie Von libera tudo; autor diz: Medo de biografia é pra quem tem rabo preso

Capa da biografia de Ronnie Von - Foto: Divulgação

Tudo está condensado no livro Ronnie Von - O Príncipe que Podia ser Rei (Editora Planeta, R$ 34,90). O lançamento é nesta sexta (1º), na Livraria Fnac (av. Paulista, 901), em São Paulo, a partir das 19h. Com direito até a pocket show do biografado.

A obra celebra os 70 anos de vida de Ronnie Von, completados no dia 17 deste mês. Durante a feitura do livro, ele colaborou com memórias doces e também amargas, em mais de cem horas de entrevistas — outras cem horas foram dedicadas a 50 pessoas que o rodeiam.

Após tanta conversa, os biógrafos encontraram fôlego para esta Entrevista de Quinta. Guerreiro, diretor-geral de Novas Mídias da Record e diretor-geral do R7, e Pimentel, diretor de conteúdo do mesmo portal, contaram como foi o trabalho de recriar a vida do Pequeno Príncipe, apelido dado por Hebe Camargo.

Revelam dificuldades, fatos marcantes e a surpreendente liberdade dada pelo personagem central. Quem ganha é o futuro.

Leia com toda a calma do mundo.

Miguel Arcanjo Prado — Qual foi a história mais difícil de arrancar de Ronnie Von?
Antonio Guerreiro — Não posso dizer que houve história difícil. Houve momentos mais tensos, mas que é natural na vida de qualquer pessoa. Ronnie conduz a narrativa de maneira tão elegante que mesmo os temas mais áridos ganhavam contornos mais leves. E isso acaba por ser um grande desafio para quem escreve o livro.
Luiz Cesar Pimentel — Ronnie tem uma postura muito positiva em relação à vida, o que acaba transferindo para as pessoas e, por sua vez, acaba contaminando até seu modo de enxergar adversidades. Dito isso, o mais difícil foi trazer à tona os assuntos nas suas reais dimensões, pois ele sempre tende a, talvez por defesa, editar na memória afetiva o que foi positivo de cada coisa. Assuntos de carreira não foram difíceis, mas os sentimentais sempre existia um certo desconforto, como os quatro casamentos por que passou.

Guerreiro  045 foto Edu Moraes Entrevista de Quinta: Ronnie Von libera tudo; autor diz: Medo de biografia é pra quem tem rabo preso

Antonio Guerreiro: "Houve momentos tensos, mas é natural na vida de qualquer pessoa" - Foto: Edu Moraes

Miguel Arcanjo Prado — Quais são os três fatos que consideram mais marcantes na vida dele?
Luiz Cesar Pimentel — Os pais, principalmente o pai, pois foi quem o levou indiretamente à música. Essa história é sensacional e está, claro, no livro. A doença “incurável” (aspas necessárias), que ele venceu em 1980. A biografia dele. Já leu? [risos] Brincadeira. Colocaria como terceiro a sequência de discos psicodélicos que gravou no final dos 1960 e inídico da década de 1970, e que foram redescobertos recentemente e o posicionaram junto à nova geração.
Antonio Guerreiro — Concordo com o que o Luiz disse, mas existem vários top 3 como o momento do boom como cantor, a separação de sua primeira mulher e a carreira como apresentador.

Miguel Arcanjo Prado — Os dois atualmente ocupam postos de gerenciamento à frente da redação do R7. Como foi, ao fazer o livro, voltar ao lugar de repórter, de entrevistador?
Luiz Cesar Pimentel — Você bem sabe que uma vez repórter, sempre repórter. A gente (ou eu, pois posso falar por mim) acaba exercendo isso todos os dias na função dentro de um veículo de comunicação. Quanto mais próximo do administrativo, mais há que se ter atenção em exercitar essa musculatura, tanto de repórter quanto de redator. E, cá entre nós, não é sacrifício nenhum. Aliás, são as coisas que mais gosto na nossa profissão – conversar, cavar e contar uma boa história. Foi isso que nos levou à faculdade de jornalismo, né?
Antonio Guerreiro — Confesso que se pensar nisso eu não escreveria nem a biografia nem qualquer outra coisa. A solução é dormir três horas por dia.

pimentel Entrevista de Quinta: Ronnie Von libera tudo; autor diz: Medo de biografia é pra quem tem rabo preso

O jornalista Luiz Cesar Pimentel: "Medo de biografia é pra quem tem o rabo preso"- Foto: Divulgação

Miguel Arcanjo Prado — Vi que Ronnie não fez o papel de censor de sua própria história, como querem outros grandes nomes da MPB. Qual a importância de terem tido essa liberdade e também deste exemplo do Ronnie para a futura relação entre outros artistas e futuros biógrafos?
Luiz Cesar Pimentel — Claro que é o mundo ideal. Te dá liberdade plena de exercício. Mas por outro lado, para biografar um cara como ele, se torna até arriscado. Calma que explico. O Ronnie é um cara dificílimo de encontrar alguém que fale mal. Não por ele ser sobrehumano, nada disso. Mas porque ele tem um bom caráter. Ótimo, aliás. Pessoas assim não prejudicam deliberadamente ninguém. Nessa, as referências que íamos encontrando nas entrevistas com pessoas que participaram da vida dele sempre eram positivas. O que poderia tender a uma chapa-branca no veículo que pilotamos. Sendo que tudo que queríamos era humanizá-lo, sem julgamento. E conseguimos, com boa parte de falhas que o próprio nos forneceu em sua trajetória. Medo de biografia, cá pra nós, é pra quem tem o rabo preso, né, não?

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

 

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

tempos de marilyn 1 Peça desnuda o mito Marilyn Monroe no palco

Muitas visões sobre uma mesma estrela chamada Marilyn Monroe: as atrizes Bia Borin, Débora Vivan e Priscila Oliveira estão em cena no espetáculo Tempos de Marilyn, de Sérgio Roveri - Foto: Victor Affaro

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O vestido esvoaçante ficou no imaginário sensual do mundo. Seu canto de Parabéns pra Você também. E as pernas. E a pinta. Tudo isso reforçado pela morte repentina, aos 36 anos. Uma menina, como nossa Elis. Se todos comungam do mito, poucos refletem sobre a mulher. Quem seria a pessoa detrás da estrela?

Tempos de Marilyn, peça escrita pelo dramaturgo Sérgio Roveri, se propõe justamente a isso: desnudar no palco a mulher Marilyn.

tempos de marilyn 2 Peça desnuda o mito Marilyn Monroe no palco

Peça no Viga Espaço Cênico tem direção de José Roberto Jardim - Foto: Victor Affaro

José Roberto Jardim assume a direção da obra, que estreia na próxima terça (5), no Viga Espaço Cênico, em São Paulo. Ele assina ainda a cenografia, a iluminação e a trilha sonora.

No tablado, Marilyn se encontra com Norma Jean, o nome real da estrela de Hollywood.

Marilyn foi muita coisa em pouco tempo. E fica a cargo das atrizes Bia Borin, Débora Vivan e Priscila Oliveira darem espaço para que as facetas de Marilyn brotem sob o holofote.

A diva foi de loura burra à mulher de um dos mais prestigiados dramaturgos na cena nova-iorquina. Sempre tomada por amores fatais, como o célebre caso extraconjugal que teve com o presidente Kennedy.

Caio da Rocha, que assina figurino e a direção de arte da obra, esnobou a caracterização costumeira de Marilyn para apresentar uma nova ótica sobre a atriz.

Para Sérgio Roveri, "nenhuma outra mulher ofereceu tanto combustível à cultura pop quanto Marilyn; sua imagem é tão conhecida quanto a embalagem da Coca-Cola".

José Roberto Jardim, por sua vez, conta que não tremeu diante do nome potente no cartaz. "Queria extrair um olhar que fugisse do ícone já estabelecido. Concentrei-me no que transbordava dolorosamente de sua alma”, afirma.

Tempos de Marilyn
Quando: Terça e quarta, 21h. 50 min. De 5/8/2014 a 29/10/2014
Onde: Viga Espaço Cênico (r. Capote Valente, 1.323, metrô Sumaré, São Paulo, tel. 0/xx/11 3801-1843)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

tocadocoelho Três atores deixam peça de Gianecchini

A Toca do Coelho: os três da esquerda saíram; só ficaram Gianecchini e Simone Zucato (ambos à direita) - Foto: João Caldas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um furacão passou no elenco da peça A Toca do Coelho, com Reynaldo Gianecchini.

Após temporadas de sucesso em São Paulo e no Rio, além da participação no último Festival de Teatro de Curitiba, a peça praticamente reestreia em Vitória, no Espírito Santo, já que há fortes mudanças no elenco.

As sessões, promovidas pela WP Produções, serão nos dias 15 (para convidados), 16 e 17 de agosto, para o público em geral, no Teatro Universitário da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo).

Três dos cinco atores da peça deixaram a montagem. A saída mais sentida é de Maria Fernanda Cândido, que protagonizava a obra ao lado de Gianecchini. Foi substituída por Bárbara Paz.

Outra saída foi de Selma Egrei, que fazia a sogra de Gianecchini. Em seu lugar, entrou Neusa Maria Faro.

Para completar a debandada, até o jovem ator Felipe Hintze pediu para deixar o espetáculo após passar em um teste na Globo. Será substituído por Rafael de Bona.

Do elenco original, além de Gianecchini, só ficou a atriz Simone Zucato, que também é produtora da peça dirigida por Dan Stulbach.

Simone, que não perde tempo, já tem nova produção na manga para 2015: a peça Falling, de Deanna Jent, que fez sucesso na Broadway.

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

pandolfo bereba Príncipe feio e chato mostra o avesso do galã

Peça Pandolfo Bereba será apresentada gratuitamente em bibliotecas de São Paulo - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O mundo dos contos de fadas é povoado por príncipes galãs, repletos de dádivas. Só que, na vida real, a qualidade nem sempre vem conjunta com a beleza. Muitas vezes, estão até separadas.

E é bom que as crianças saibam disso desde pequeninas, para não comprar gato por lebre no futuro.

Pois a peça infantil Pandolfo Bereba justamente descontrói o mito do príncipe encantado. A montagem será apresentada gratuitamente em bibliotecas de São Paulo [veja serviço abaixo].

A obra da Cia. Circo de Trapo tem direção de Fábio Brandi Torres e conta a história baseada no livro homônimo escrito por Eva Furnari.

Pandolfo não é bonito, nem encantador. Mas, é príncipe. Assim, vive solitário em seu castelo. Como adora julgar os outros, não tem muitos amigos. Até que conhece uma garota que modifica sua visão de mundo.

No elenco, estão artistas saídos de importantes escolas de artes cênicas do Estado de São Paulo: Marco Ponce, Rosana Borges e Verônica Nóbili, vindos, respectivamente, do Teatro-Escola Macunaíma, da ELT (Escola Livre de Teatro) e da EAD (Escola de Arte Dramática) da USP (Universidade de São Paulo).

O diretor afirma que a peça quer mesmo revê padrões e que seu protagonista “mostra que toda imagem pode ter o seu avesso, até mesmo um príncipe encantado”.

Está coberto de razão.

Pandolfo Bereba
Quando: 2/8/2014 (sábado), 14h
Onde: Biblioteca Pública Hans Christian Anderson (av. Celso Garcia, 4.142, Tatuapé, São Paulo, tel. 0/xx/11 2295-3447)
Quando: 3/8/2014 (domingo), 11h
Onde: Biblioteca Pública Padre José de Anchieta (r. Antônio Maia, 651, Perus, São Paulo, tel. 0/xx/11 3917-0751)
Quanto: Grátis
Classificação etária: livre

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

antonio petrin foto bob sousa2 O Retrato do Bob: Antônio Petrin, ator de qualidadeFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Aos 76 anos, o ator Antônio Petrin, nascido em Laranjal Paulista, não quer saber de pausa no trabalho. Nome forte do nosso teatro, acaba de fazer o personagem Viriato, na novela Em Família, de Manoel Carlos. Na TV, fez papeis emblemáticos, como o Tenório de Pantanal, na Manchete, em 1990. Só no SBT, atuou em dez novelas. Na Record, esteve em Marcas da Paixão, em 2000, e Essas Mulheres, de 2005. No cinema, entre outros, atuou no clássico O Beijo da Mulher-Aranha, de Hector Babenco, de 1985. É formado em 1967 pela Escola de Arte Dramática, a EAD, então dirigida por Alfredo Mesquita. Desde então, trabalhou com uma constelação de nomes dos nossos palcos: Gianni Ratto, Flávio Rangel, Ulisses Cruz, Mauro Rasi, José Renato, Marcio Aurélio, Sérgio Ferrara, Francisco Medeiros, Roberto Bomtempo, Roberto Lage e Alexandre Reinecke, entre outros. Com currículo potente, vive lutando por inteligência na dramaturgia. Por essas e outras, é um ator de qualidade.

Visite o site de Bob Sousa

Baixe o livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Fique por dentro do que rola no mundo teatral

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer ler está em um só lugar. Veja só!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

joao ubaldo rubem alves ariano suassuna Domingou: E o que a gente faz sem eles?

João Ubaldo Ribeiro, Rubem Alves e Ariano Suassuna: o que nós faremos sem eles? - Fotos: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO*

O ano está sendo cruel com nossos grandes nomes da literatura. Acabamos de perder Ariano Suassuna, Rubem Alves e João Ubaldo Ribeiro. Numa tacada só, cruel, de uma vez.

A chaga do Gabriel García Márquez ainda não havia sido fechada... Tampouco a do Jorge Amado e a de Zélia Gattai, que já se foram há mais tempo, mas ainda fazem muita falta.

Foi nas bibliotecas das escolas públicas de Belo Horizonte onde estudei que conheci e me apaixonei por todos eles.

Ficavam lá, na estante, à espreita, esperando que os escolhesse. E não titubeava nunca. Alguns, a leitura se dava fácil, de cara. Outros, demandavam tempo. Em ambos os casos, sempre era bom.

Sempre é bom ter um bom livro de companhia.

E eles estão desaparecendo, diante da urgência do novo, do rápido, do tecnológico, da pouca paciência para se dialogar realmente com um autor.

A pergunta fica no ar: será que os tempos atuais, tão velozes e líquidos, não nos deixa mais ter tempo de conhecer os novos gênios da literatura? Ou será que eles não existem mais?

E o que faremos sem eles? Como vamos nos entender? Como vamos nos enxergar?

Será que o que nos resta é ficar no limbo da falta de palavras, da falta de poesia, em um luto constante?

*Miguel Arcanjo Prado é jornalista e gosta de ler. A coluna Domingou, uma crônica semanal, é publicada todo domingo no blog Atores & Bastidores do R7.

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Jose Sampaio 014 Dois ou Um com José Sampaio

O ator paulistano José Sampaio é destaque na peça Adormecidos, do Satyros - Foto: Thiago Abe

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O paulistano José Sampaio é ator da Cia. Os Satyros. Neste sábado (26), às 19h, encerra a temporada da peça Adormecidos (leia a crítica), com texto do norueguês Jon Fosse e direção do brasileiro Rodolfo García Vázquez, no Espaço dos Satyros Um, na praça Roosevelt, no centro de São Paulo. Vive um homem apaixonado do começo ao fim. Sua atuação é um dos destaques da obra. Na TV, esteve em 2013 na premiada série A Menina sem Qualidades, da MTV, dirigida por Felipe Hirsch. O ator aceitou o convite do Atores & Bastidores do R7 para participar de nossa coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

E agora, José ou mundo mundo vasto mundo?
Engraçado que os dois poemas sempre me acompanharam pela vida. José, claro, por meu nome, e o Poema de Sete Faces, pela ideia de ser gauche na vida, essa coisa de fim de festa e época errada, de alguma forma sempre me pegou. Me vi muito neles e aprendi. Sempre achei Drummond um dos maiores gênios de todos os tempos, com essa capacidade de fazer caber o aperto no peito em suas palavras. Escolho os dois e mais tantos outros.

O rei da brincadeira ou o rei da confusão?
Sempre evitei confusão, ê José...

Satyros Um ou Satyros Dois?
No Dois eu comecei, tenho grande carinho pelo espaço, pelo porão, as memórias e aquela carga pesada de lá. No Um eu me encontrei, me desenvolvi, e encontrei muitos amigos. O Dois tá na memória, o Um no agora.

Dilma ou Aécio?
Um outro modelo de democracia.

Israel ou Palestina?
Tenho ótimos amigos judeus, mas não dá pra respeitar a atitude do Estado de Israel e a loucura que isso virou. Eles só estão querendo acabar com tudo logo, destruir de uma vez a Palestina. É só ver como a ofensiva deles foi avançando durante os anos, até deixar o povo palestino sem saída. E ninguém vislumbrará saída enquanto a humanidade permanecer dividida em religiões (todas as religiões) e Estados (todos os Estados), porque ambos só existem para cegar as pessoas e difundir o ódio e o medo. Não há diplomacia que dê jeito nisso.

Ucrânia ou Rússia?
Outro triste exemplo de divisão, étnica, política e econômica, que gera apenas guerra e morte. Enquanto uma estúpida crença étnica existir, haverá tantos outros casos de Ucrânia x Russa, Palestina x Israel. A salvação é que existem pessoas por aí que compreendem o fato de existir uma única humanidade, uma única raça humana. Sem países, sem religiões, sem dominação étnica. Só assim a guerra pode terminar.

Lars von Trier ou Quentin Tarantino?
Trier para encontrar a sombra. Tarantino para rir dela.

Elis ou Rita?
Elis.

Praia carioca ou interior de Minas?
Não sou lá muito afeito a praia. E Minas está no meu coração... então...

Todas as mulheres do mundo ou eu quero a sorte de um amor tranquilo?
Tenho a sorte de um amor tranquilo. Bjoteamo, minha nega!

Leia outras edições da coluna Dois ou Um

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Adormecidos José Alessandro Sampaio Foto de Rodrigo Dionisio Frame1 Crítica: Satyros se dá bem com drama Adormecidos

José Sampaio, em Adormecidos: ator conquista respeito como idoso apaixonado - Foto: Rodrigo Dionisio

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A gente acaba sempre querendo muita coisa. O te amo pra sempre junto do te amo demais é uma das nossas obsessões. Às vezes, é possível. Às vezes, não. Na cidade fria erguida no concreto, essas dores podem ser mais intensas.

A Cia. Os Satyros, acostumada a desvendar tabus no palco, resolveu mergulhar na simplicidade do relacionamento a dois na peça Adormecidos.

Referência do teatro underground brasileiro, o diretor Rodolfo García Vázquez imprime seu olhar ao drama burguês contemporâneo.

O texto é do minimalista Jon Fosse, dramaturgo norueguês de 54 anos que vem conquistando espaço na cena mundial com suas peças.

Apresenta um jovem filho que conta a história de amor de seus pais e a de desamor de um outro casal que também morou naquele lugar. O primeiro casal está em constante sintonia fina por toda a vida; o outro se afoga na falta de comunicabilidade.

O amor intenso, a aventura barata, a traição, o cuidar do outro e o passar dos anos — sempre implacável — é acentuado na montagem, na qual inventivamente a direção brinca com espelhos —um acertado cenário criado por Luiza Gottschalk. Isso cria e desconstrói atmosferas e, mais, joga o público para dentro daqueles conflitos, que são de todos nós.

Adormecidos é simples, mas não superficial, sobretudo porque dialoga com expectativas que trazemos conosco.

adormecidos andrestefano Crítica: Satyros se dá bem com drama Adormecidos

Elenco se destaca em Adormecidos, do Satyros: em primeiro plano, o casal formado por Tiago Leal e Katia Calsavara, ao fundo e ao centro, o casal formado pelos atores José Sampaio e Luiza Gottschalk - Foto: André Stéfano

O elenco está afinado. Joga junto. Henrique Mello, na pele do filho e ao mesmo tempo executor da trilha, em cena, dialoga com aquele entorno onde a perda está sempre à espreita. Vai, acertadamente, no mínimo.

Atores experientes, Katia Calsavara e Tiago Leal concretizam o desencontro constante do casal que interpretam. Há um certo enfado no ar, de ambos, com aquela situação de amor forçado. Exigido. Os atores passam todos estes sentimentos com propriedade.

Com uma atuação repleta de força, Calsavara é um dos destaques da peça, ao lado do ator José Sampaio, que vive o casal eternamente apaixonado ao lado de Luiza Gottschalk. Sampaio está tão presente e intenso em cada cena que conquista o respeito do público, sobretudo quando seu personagem chega à velhice. Neste momento, o ator se impõe ainda mais, com uma atuação comovente.

O ar alternativo dos Satyros se fez presente na sessão vista pelo R7. A lanterna empunhada por Katia Calsavara não acendeu em uma cena em que era fundamental que isso ocorresse. Os Satyros precisa se dar conta que, em certos aspectos, não é preciso levar o espírito underground às últimas consequências. Ou não, que fique assim mesmo. Talvez seja já charme e parte do folclore.

Entretanto, antes que esta crítica termine, é preciso ressaltar a delicadeza com que Daise Neves compôs os figurinos da obra. Eles dialogam intensamente com a encenação. São belos e frágeis como o amor e a vida.

Leia a coluna Dois ou Um com o ator José Sampaio!

Adormecidos
Avaliação: Muito bom
Quando: Sábado (26/7/2014), 19h, última apresentação
Onde: Espaço dos Satyros Um (praça Roosevelt, 214, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-6345)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Satyros se dá bem com drama Adormecidos

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A
exceda.com