Posts com a tag "teatro"

suassuna Ariano Suassuna vira polêmica ao deitar no chão de aeroporto; entenda por que o escritor fez isso

Ariano Suassuna deitado no chão do terminal de Brasília: "aeroportos são desconfortáveis" - Foto: Reprodução

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Uma verdadeira polêmica se instalou na imprensa depois que o escritor e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna foi flagrado deitado no chão do aeroporto de Brasília. A imagem foi divulgada na internet na última segunda (21) e provoca comoção por todo o País.

Veja o vídeo:

Em época de véspera de Copa do Mundo, vários terminais aéreos do País vivem um verdadeiro caos. Alguns, parecem campos de guerra.

Em conversa com a reportagem do R7 no Distrito Federal, a assessoria do autor de O Auto da Compadecida confirmou que a foto é mesmo de Suassuna e que ele considera os aeroportos, em geral, muito desconfortáveis e, por isso, mesmo que o voo não esteja atrasado, deita no chão para se esticar.

“Não importa se são dez minutinhos, mas ele faz isso sempre. Não há nada de errado”, informou o assessor.

Suassuna foi homenageado na 2ª Bienal do Livro e da Leitura, em Brasília, evento que fez parte das comemorações do aniversário de 54 anos da capital federal. O autor é um dos grandes nomes da literatura nacional e fará 87 anos no dia 16 de junho próximo.

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Como matar a m e em 3 atos 1455 20140316 0381 Léo Kildare Louback escarafuncha relação entre mãe e filho para criar Como Matar a Mãe   3 Atos

Léo Kildare Louback: relação com a mãe passada a limpo no palco - Foto: Guto Muniz

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Ao ver os primeiros ensaios para o texto que dissecava parte da relação que tem com o filho, a mãe não gostou. Ficou um ano sem falar com o filho artista. O tempo passou, o projeto tomou corpo. Agora, só lhe resta sentar-se na primeira fila da plateia.

As nuances da relação muitas vezes difícil entre mãe e filho estarão no palco do Teatro João Ceschiatti, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a partir desta quinta (24), em Como Matar a Mãe - 3 Atos, texto do mineiro Léo Kildare Louback.

Aos 29 anos completados no último dia 20, ele é um dos mais inquietos artistas da nova geração teatral de Minas Gerais. Na obra debutante de sua Sofisticada Companhia de Teatro, divide direção e atuação com as atrizes Fabiane Aguiar e Soraya Martins, suas colegas de grupo.

Além de ator e dramaturgo, Louback é formado em letras pela Universidade Federal de Minas Gerais, e atua ainda como tradutor de alemão. Atualmente, ainda faz pós-graduação em produção cultural.

Em conversa exclusiva com o Atores & Bastidores do R7, direto de Belo Horizonte, ele conta que o processo da peça foi difícil. "Investigamos limites entre ficção e memória. Nossas mães verdadeiras são tema, bem como mães da literatura e do teatro".

Como matar a mãe em 3 atos guto muniz Léo Kildare Louback escarafuncha relação entre mãe e filho para criar Como Matar a Mãe   3 Atos

Fabiane Aguiar, Soraya Martins e Léo Kildare Louback: Sofisticada Companhia de Teatro - Foto: Guto Muniz

O grupo está em processo desde julho de 2011. "Digo que esta peça foi a partir da minha mãe e das cartas não respondidas para meu pai", revela. Louback conta que nada foi fácil. "Minha mãe chegou a ver um esboço e ficou um ano sem conversar comigo. Mas, agora, já está mais tranquila. Tanto que ela e as mães das outras atrizes estarão na estreia".

Nome provocante

Sobre o provocante nome da obra, o ator e dramaturgo diz que vem da necessidade de "se livrar desse cordão umbilical eterno que aprisiona muitos". E ainda avançou em seu texto para uma visão da maternidade sem dogmas. "Queremos matar a ideia de amor romântico e humanizar essa mãe. Ela é uma pessoa e não um mito", define.

Trabalhar com memórias foi "superdramático" segundo o artista: "Porque mexe demais na caixa de pandora de cada um de nós". O cuidado também foi necessário na finalização, para não deixar "cenas muito fortes ou pesadas para as mães", já que sempre tiveram em mente convidá-las. "Sempre pensamos nelas, que elas estariam no palco se vendo retratadas", revela.

Em meio a tanto drama, a peça também guarda espaço para momentos bem-humorados, segundo Louback. "Há cenas muito cômicas, que diluem um pouco deste drama", entrega. E diz que, após BH, quer conquistar outras plateias: "Queremos viajar todo o Brasil".

Como matar a m e em 3 atos 1455 20140316 0129 Léo Kildare Louback escarafuncha relação entre mãe e filho para criar Como Matar a Mãe   3 Atos

Cena da peça Como Matar a Mãe - 3 Atos: dramaturgia mistura realidade e ficção - Foto: Guto Muniz

Peça, festival e livro

Além de Como Matar a Mae - 3 Atos, Léo Kildare Louback estreia no dia 29 de abril no Rio a peça Carolina de Lorca, com sua autoria e direção. "É um trabalho que une dança, teatro e performance. Busquei inspiração na mulher misteriosa que foi Clarice Lispector".

carol Léo Kildare Louback escarafuncha relação entre mãe e filho para criar Como Matar a Mãe   3 Atos

Léo Kildare Louback também é autor e diretor de Carolina de Lorca, com Carolina Correa - Foto: Guto Muniz

A peça foi feita a partir de uma proposição da atriz Carolina Correa, que faz o monólogo escrito e dirigido por Louback. Esta havia sido mãe e vivia o dilema de tocar a carreira artística e cuidar do filho bebê. "Tem muita espera, dor e sofrimento desta mulher social obrigada a parir o menino, a ser mãe, atenciosa, competente e tudo o que o papel social pede, enquanto que, muitas vezes, ela gostaria de estar em algum outro lugar de existência", define o autor.

Após o Rio, a peça será apresentada em julho na Argentina, onde Kildare dará uma oficina de dramaturgia baseada em biografias.

Em maio, ele lança o livro de contos Sobrevoo ou a Literatura Nasce com a Morte de um Pássaro, pela Editora Scriptum. O conto que dá título à obra já virou peça dirigida pelo autor e também um curta-metragem em 2009, sob direção de Cardes Amâncio.

Sobre em navegar em tantas vertentes artísticas, Louback define, de forma direta e ao mesmo tempo profunda: "Tento compreender pela arte o colapso que me habita".

Como Matar a Mãe - 3 Atos
Quando: Quinta a sábado, às 20h30, e domingo, às 19h. De 24/04/2014 a 18/05/2014
Onde: Teatro João Ceschiatti - Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, Belo Horizonte, tel. 0/xx/31 3236-7400)
Quanto: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
Classificação etária: 16 anos

Carolina de Lorca
Quando: 29/4/2014, terça - Única apresentação
Onde: Solar de Botafogo (r. General Polidoro, 180, Botafogo, Rio, tel. 0/xx/21 2543-5411)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Classificação etária: 16 anos

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iepe Trupe Temdona faz peça Iepe grátis no ônibus

Iepe: comédia da Idade Média em pleno ônibus no centro paulistano; e de graça - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os passageiros que circularem pelo Terminal Parque Dom Pedro 2º, na região central de São Paulo, têm oportunidade única nesta terça (22), às 20h, de assistir ao espetáculo Iepe.A peça é gratuita e vai acontecer dentro de um ônibus.A montagem tem texto assinado por Luis Alberto de Abreu e é dirigida por Pedro Alcântara.É uma "comédia popular", como dizem os integrantes da Trupe Temdona, com artistas egressos da Fundação Cultural de São Caetano do Sul, na região do ABC.

Eles foram convidados para a sessão especial desta terça pela Trupe Sinhá Zózima, que faz ocupação no terminal com seu ônibus-teatro.

A peça gira em torno do personagem Iepe (André Félix), que vive na Idade Média. Ele gosta de beber e é um camponês que se torna rico de uma forma inesperada. Na verdade, por conta de uma peça armada pelo poderoso Barão (Thais Irentti) e seus serviçais (Rodrigo Sampaio e Rosane Rodrigues).

A obra estreou em 2013 no Polo Cultural Casa de Vidro, em São Caetano do Sul. Ela também esteve no Tusp (Teatro da Universidade de São Paulo) e no Teatro Timotchenco Whebi, em janeiro deste ano.

O diretor da montagem comemora a apresentação no espaço intimista de um ônibus. "Nesta montagem, buscamos aproximar o público da cena, de forma que os espectadores viajem junto com os atores na história de Iepe”, afirma Alcântara.

Iepe
Quando: Terça, 20h. Única apresentação em 22/4/2014
Onde: ônibus da Trupe Sinhá Zózima no Terminal Parque Dom Pedro 2º, no centro de São Paulo
Quanto: Grátis (ingressos distribuídos uma hora antes)
Classificação etária: Livre

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vermelho amargo 1 Após sucesso no Festival de Curitiba, Cia. Aberta se muda para SP para trabalhar com Cibele Forjaz

Cena da peça Vermelho Amargo, primeiro trabalho da Companhia Aberta - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Após Curitiba, São Paulo. Este é o projeto da Companhia Aberta, formada por artistas mineiros radicados no Rio. O grupo chamou a atenção do público no último Festival de Teatro de Curitiba, com a montagem Vermelho Amargo, sobre um homem que revisita a infância difícil na mostra Fringe.

A peça é baseada no romance de Bartolomeu Campos de Queirós (1944-2012). Tem direção de Diogo Liberano, cenografia de Bia Junqueira e colaboração da atriz Vera Holtz. No elenco, Daniel Carvalho Faria, Davi de Carvalho e o ator convidado Luiz Paulo Barreto.

vermelho amargo 2 Após sucesso no Festival de Curitiba, Cia. Aberta se muda para SP para trabalhar com Cibele Forjaz

Sucesso do Fringe: Vermelho Amargo - Foto: Divulgação

Ao Atores & Bastidores do R7 o grupo comemora o êxito curitibano. "O espectador de Curitiba, jornalistas, curadores, críticos e pensadores das artes cênicas puderam conhecer nosso trabalho. Essa troca nos revelou coisas novas sobre o que estamos fazendo e contribuiu para oxigenar a nossa prática", diz Daniel Carvalho Faria.

A trupe afirma acreditar em um "processo permanente" e diz que seu objetivo é "dialogar diretamente com o público".

Aventura paulistana

Assim, chegam a São Paulo em breve com fôlego novo. Vão se instalar na Casa Livre, da Cia. Livre, na Barra Funda, onde criarão a peça O Homem Elefante, de Bernard Pomarence, que terá direção da experiente Cibele Forjaz. A previsão de estreia é para dezembro de 2014, no Teatro Oi Futuro, no Rio.

"Este intercâmbio é uma possibilidade de continuarmos um campo de trabalho que queremos investigar mais: o épico-dramático", revela Davi Carvalho. O grupo conta que a peça é "a história real da vida de um jovem homem deformado e excluído da sociedade, explorado em 'freak-shows'". Para o grupo, "é uma narrativa que reflete e questiona o homem contemporâneo diante da sociedade a partir do diferente, do preconceito".

cibele forjaz vandre silveira Após sucesso no Festival de Curitiba, Cia. Aberta se muda para SP para trabalhar com Cibele Forjaz

Cibele Forjaz e Vandré Silveira: diretora e novo integrante da Cia. Aberta - Fotos: Bob Sousa e Rodrigo Castro

Esta segunda montagem do grupo ainda vai marcar a entrada de um novo integrante, Vandré Silveira, que está fazendo sucesso com o monólogo Farnese de Saudade, na Caixa Cultural SP, após conquistar também os cariocas.

E a Companhia Aberta não parece querer saber de descanso. Planeja para 2015 a montagem do texto O Filho de Mil Homens, do escritor português Valter Hugo Mãe. Gostam de passar a literatura para o palco por tratar-se, ambos, de "um universo sem preconceitos", na visão do grupo. O diretor desta montagem ainda está sendo escolhido. Pelo jeito, estes artistas vão longe.
Leia a cobertura completa do R7 no Festival de Teatro de Curitiba!

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retratos bob sousa luciano andrey O Retrato do Bob: Luciano Andrey, múltiplo talento
Foto de BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Quem está acostumado a ver Luciano Andrey atuando em grandes palcos pode não saber que o artista também mostra seu talento nos bastidores do mundo teatral. Protagonista marcante para a montagem musical de Priscilla, Rainha do Deserto, ele agora é responsável, ao lado de Bianca Tadini, pela elogiada versão brasileira para o musical Jesus Cristo Superstar, sucesso no Teatro do Complexo Ohtake Cultural. Formado pela EAD (Escola de Arte Dramática) da USP (Universidade de São Paulo), ele faz teatro desde a adolescência. Já atuou em montagens como Ópera do Malandro, Mambo Italiano, A Madrinha Embriagada, Vingança, My Fair Lady, West Side Story e O Rei e Eu, estes três últimos de Jorge Takla, com quem voltou a trabalhar no musical sobre a vida de Cristo. Porque Luciano é artista de múltiplo talento.

Leia mais sobre Luciano Andrey!

Jesus Cristo Superstar
Quando:
quinta e sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 18h. 130 min. Até 8/6/2014.
Onde: Teatro do Complexo Ohtake Cultural (r. Coropés, 88, Pinheiros, tel. 0/xx/11 3728-4929)
Quanto: de R$ 25 (meia) a R$ 230
Classificação etária: 12 anos

Visite o site de Bob Sousa

Baixe o livro Retratos do Teatro, de Bob Sousa

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magiluth cadillac bob sousa2 Rita Cadillac ganha homenagem do Grupo Magiluth e manda beijinho no ombro pro recalque passar longe

Rita Cadillac entre os integrantes do Grupo Magiluth no palco da avenida Paulista - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos de BOB SOUSA

"Num tempo de Anittas e Valescas, ninguém entendeu o Brasil como Rita Cadillac", disse o diretor Pedro Vilela, do Grupo Magiluth, no palco do Itaú Cultural, na avenida Paulista, em São Paulo, na noite desta sexta (18). A frase foi dita após a sessão da peça Viúva, porém Honesta, antes que Vilela entregasse um buquê de rosas vermelhas a Rita Cadillac, presente na plateia.

A companhia teatral de Recife cumpre temporada na capital paulista com sua versão debochada para o texto clássico do dramaturgo e jornalista Nelson Rodrigues. Havia fila para ver a obra que dobrava a esquina e não era possível ver seu fim.

magiluth cadillac bob sousa3 Rita Cadillac ganha homenagem do Grupo Magiluth e manda beijinho no ombro pro recalque passar longe

Rita Cadillac diante do cartaz de Viúva, porém Honesta: sessões no Itaú Cultural e na Funarte SP - Foto: Bob Sousa

Rita assistiu, na primeira fila, à sessão da obra a convite do Atores & Bastidores do R7 e do Grupo Magiluth. Sua canção É Bom para o Moral é a principal da trilha sonora da obra teatral.

Ao ouvi-la, Rita se emocionou, assim como a plateia. Assim que a peça acabou, foi chamada ao palco para receber a homenagem.

A dançarina do Chacrinha revelou aos artistas que ama Pernambuco. "Só não fui morar lá porque a Gretchen foi antes, e iam dizer que eu tinha copiado ela", contou, enquanto posava para fotos.

Entrevista de Quinta: "Viramos o Pequeno Príncipe", diz Grupo Magiluth

Rita fez questão de posar com os integrantes do Magiluth: Pedro Vilela, Pedro Wagner, Mário Sergio Cabral, Giordano Castro, Erivaldo Oliveira, Thiago Liberdade e Lucas Torres.

"A peça me divertiu muito. Nunca imaginei que minha música poderia entrar em uma peça de teatro, que eu poderia ser lembrada por artistas tão bons", revelou, emocionada, à reportagem.

Convertida em ícone cult, Rita ainda lembrou da importância do texto. "Mesmo que eles revolucionem na montagem, ainda é Nelson Rodrigues. Amanhã, estes meninos vão fazer muito sucesso e eu vou dizer: eu estava lá, sendo homenageada por eles. É uma honra para mim. Obrigada, Magiluth", afirmou.

A ex-chacrete contou que a partir de agora virou fã de carteirinha da peça e do Grupo Magiluth. "Eu amei tanto que vou levar uma turma de amigos para ver na Funarte, nesta semana agora. Ainda quero chamar os meninos para comer algo comigo", prometeu Rita Cadillac.

Sobre receber a homenagem em um palco em plena avenida Paulista, Rita, aquela que inventou o beijinho no bumbum muito antes do beijinho no ombro, definiu: "Este é o meu beijinho no ombro para as outras!".

O Grupo Magiluth, que está completando dez anos, faz sessões gratuitas de Viúva, porém Honesta até domingo no Itaú Cultural (av. Paulista, 149, metrô Brigadeiro), sábado, 20h, e domingo, 19h. Entre 23 e 27 de abril, eles se apresentam sempre às 20h na Funarte de São Paulo (al. Nothamann, 1058, metrô Marechal Deodoro), também com entrada gratuita.

magiluth cadillac bob sousa1 Rita Cadillac ganha homenagem do Grupo Magiluth e manda beijinho no ombro pro recalque passar longe

Rita Cadillac se emociona com homenagem do Grupo Magiluth em Viúva, porém Honesta - Foto: Bob Sousa

Entrevista de Quinta: "Viramos o Pequeno Príncipe", diz Grupo Magiluth

Leia a crítica de Viúva, porém Honesta

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coluna Conversas com meu Pai Fernanda Preto 2 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Mergulho familiar: a atriz Janaina Leite fala sobre sua doença e a do pai em peça paulistana - Foto: Fernanda Preto

POR MIGUEL ARCANJO PRADO

Álbum de família
A atriz Janaina Leite, do Grupo XIX de Teatro, faz voo solo na peça Conversas com Meu Pai. Faz um verdadeiro mergulho familiar na obra. A peça levou sete anos para ficar pronta. O pai da atriz, que morreu em 2011, ficou sem poder falar por conta de uma traqueostomia. Já a artista descobriu que sofre de doença degenerativa que a está deixando surda. Pai e filha "conversam" por meio da montagem. A peça, que tem texto de Alexandre Dal Farra, estreia no dia 25 de abril, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, no Bom Retiro, em São Paulo. Estão todos convidados.

coluna celso akin Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Celso Akin: querido nas estreias paulistanas - Foto: Eduardo Enomoto

Luto nas estreias
A morte precoce nesta semana do fotógrafo Celso Akin, um dos mais queridos profissionais nas estreias teatrais paulistanas, deixa um vazio em toda a imprensa da maior cidade do Brasil. Celso, com sua calma e coleguismo de sempre, soube cativar a cada repórter e fotógrafo que cobriu algum evento a seu lado. Era muito querido da coluna e já está fazendo uma falta enorme. Que descanse em paz.

Agenda Cultural da Record News

Willkommen
A produção da peça Rózà foi trabalhosa. Contou com uma viagem de 15 dias das atrizes Martha Kiss Perrone e Lowri Evans e da diretora de fotografia Marilia Scharlach para Berlim, capital da Alemanha. Elas foram filmar cenas e gravar depoimentos que estão na montagem que estreia nesta sexta (18), às 20h, na Casa do Povo, no Bom Retiro, em São Paulo, após causar frisson no Festival de Teatro de Curitiba. A peça mergulha no universo de Rosa Luxemburgo, uma das principais teóricas da esquerda. O material colhido em terras germânicas foi farto: 37 horas de gravação. Eita!

De volta
O ator Laerte Késsimos fará sua primeira ida ao teatro no próximo domingo (20) após ter sofrido cirurgia no maxilar depois que levou um soco na rua Augusta. Ele verá Viúva, porém Honesta, do Grupo Magiluth, no Itaú Cultural. Leia entrevista com os artistas pernambucanos.

coluna farnese Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Vandré Silveira em cena de Farnese da Saudade: temporada grátis em SP - Foto: Rodrigo Castro

Artista na gaiola
O ator Vandré Silveira avisa que está esperando todo mundo na Caixa Cultural da praça da Sé, em São Paulo. Ele apresenta por lá até o dia 27 de abril, sempre de quinta a domingo, a peça Farnese de Saudade, que fez sucesso no Rio, sobre o artista plástico mineiro Farnese de Andrade (leia crítica de Átila Moreno). E o melhor: a entrada é de graça. A sessão começa sempre às 19h15. Combinado?

Sex and the City
O ator de musicais André Torquato está causando na primavera nova-iorquina.

Salve a MPB!
Edu Lobo e Chico Buarque são uma das maiores duplas da MPB. Ambos compuseram as músicas de O Grande Circo Místico, que fez história como trilha do balé do Teatro Guaíra. Entre as canções, estão clássicos como Beatriz e A História de Lily Brown. Agora, a obra vira musical com direção de João Fonseca no Theatro NET no Rio. O texto tem assinatura de Newton Moreno e Alessandro Toller. Estreia no dia 1º de maio. Merda.

Clássico
O diretor Marcelo Lazzarato mergulho na última peça de Anton Tchekhov para criar seu novo espetáculo. O Jardim das Cerejeiras estreia neste feriado de Tiradentes, 21 de abril, às 18h, no Sesc Bom Retiro, em São Paulo.

Criança feliz
Os Satyros vão mergulhar no mundo das crianças. A trupe da praça Roosevelt estreia em seu Espaço Um, no dia 26 a peça Mitos Indígenas. A fonte de inspiração é a cultura indígena guarani. Lendas como a da origem da mandioca estão na montagem que promete alegrar as crianças do centro paulistano. Rodolfo García Vázquez dirige o elenco formado por Bárbara Salomé, Breno da Matta, Gutho Vieira, Johnny Klein e Lívia Prestes. Turma boa reunida. Fica em cartaz até 10 de maio, sempre aos sábados, às 16h. O ingresso é baratinho: R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia-entrada. Ninguém precisa pedir convite.

Cumbia grátis
O ritmo colombiano da cumbia vai invadir o Memorial da América Latina, na Barra Funda, em São Paulo, no próximo dia 30 de abril, uma quarta-feira. A festa Sarau no Memorial será na praça, ao ar livre, ao som da banda El Cartel. Começa às 19h e ninguém paga nada.

Festibero
Falando em Memorial, acontece por lá de 22 a 27 de abril o 7º Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo. São 15 espetáculos de sete países. Todos com entrada gratuita. Veja a programação.

maria medeiros foto bob sousa 2013 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Maria de Medeiros: show em São Paulo no fim de semana - Foto: Bob Sousa

Solto a voz nas estradas...
Maria de Medeiros, nossa grande atriz e cantora portuguesa, faz o show de seu disco Pássaros Eternos nesta sexta (18) e sábado (19) na Casa de Francisca, em São Paulo. Estão todos convidados.

Celebração
A peça Operação Trem-Bala reestreia no dia 23 de abril no CIT-Ecum, em São Paulo. Ela marca os 70 anos de vida e 40 de carreira do dramaturgo e diretor Naum Alves de Souza.

 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Comédia Toc Toc está de volta ao Teatro APCD: 400 mil pessoas em seis anos - Foto: Divulgação

Eu voltei 1
A peça Toc Toc, dirigida por Alexandre Reinecke, está de volta ao Teatro APCD, em Santana, zona norte de São Paulo. Fica por lá até 8 de junho, sempre aos fins de semana. Já foi vista por 400 mil pessoas em seis anos.

Eu voltei 2
Consagrado pela crítica paulistana com o Prêmio APCA de melhor direção para Dagoberto Feliz, o espetáculo Folias Galileu volta ao cartaz neste sábado (19), no Galpão do Folias, ao lado do metrô Santa Cecília, São Paulo. Fica em cartaz até 1º de junho. Sempre sábado, 21h, e domingo, 19h. Quem ainda não viu tem oportunidade única de conferir.

coluna cristiano kunitake que talento Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Cristiano Kunitake (ao centro, agachado) com o elenco de Que Talento!, que estreia dia 24 - Foto: Divulgação

Japa na TV
Cristiano Kunitake, que já foi eleito Muso do Teatro R7 e integrou o elenco do espetáculo Barafonda, da Cia. São Jorge, está no elenco da primeira série brasileira do canal pago Disney Channel: Que Talento!. Estreia dia 24 de maio. Olha ele aí, o japonesinho no centro da foto, em pose para a coluna. Sucesso para todos!

Performance
O artista alemão Klaus Nomi, cuja morte faz 30 anos, será homenageado com a performance Obra_Dois na Casa de Zuleika, em São Paulo, nos próximos dias 26 e 27 de abril. O ingresso custa R$ 25. O criador do movimento New Wave foi a primeira celebridade vítima da Aids. Participam os artistas Klaus Kühn, Bret Frederick e Sirius Amen.

Ditadura no palco
Após encerrar temporada no CIT-Ecum na última quinta (17), a peça Morro como um País, da Kiwi Companhia de Teatro, faz temporada carioca. Eles estarão de 23 de abril a 2 de maio na Sede das Cias, na Lapa, no Rio. A peça tem a melhor atriz do Prêmio Shell, Fernanda Azevedo. A que levantou polêmica ao protestar contra a empresa ao receber o troféu. A obra fala sobre a ditadura civil-militar que dominou o Brasil entre 1964 e 1985 e seus efeitos até os dias atuais.

morro kiwi foto bob sousa1 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Fernanda Azevedo, em Morro como um País: no Rio - Foto: Bob Sousa

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miguel arcanjo agenda cultural 18 04 2014 Veja as dicas da Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 18/04/2014

Miguel Arcanjo Prado na Agenda Cultural do Hora News, na Record News: dicas para todo País - Foto: Divulgação

O jornalista e editor de Cultura do R7 Miguel Arcanjo Prado dá as melhores dicas na Agenda Cultural do Hora News, na Record News, nesta sexta (18). Tem o Festibero, com 15 peças grátis de sete países no Memorial da América Latina. Tem também sessões grátis da peça Viúva, porém Honesta, do Grupo Magiluth, no Itaú Cultural e na Funarte de São Paulo. E mais: show da banda de rock Cascadura em Salvador. Em Minas Gerais, tem o Rodeio Show de Pedro Leopoldo, com a dupla Fernando e Sorocaba. E ainda as estreias nos cinemas: o filme francês O Palácio Francês, do brasileiro Copa de Elite e do venezuelano Pelo Malo. Veja o vídeo:

Leia a coluna Por trás do pano - Rapidinhas teatrais

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satyros andre stefano3 Satyros faz maratona no Domingo de Páscoa

Os atores Ivam Cabral, Robson Catalunha e Julia Bobrow em cena no Satyros - Foto: André Stefano

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O grupo paulistano Os Satyros anuncia que vai fazer uma verdadeira maratona teatral neste Domingo de Páscoa (20).

satyros andre stefano22 Satyros faz maratona no Domingo de Páscoa

Samira Lochter e José Sampaio - Foto: André Stefano

Os artistas vão apresentar, uma atrás da outra, as sete peças da série E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias, do diretor Rodolfo García Vázquez. Cada peça tem um enredo independente.

Entre os autores estão nomes como Dráuzio Varella e Rosana Hermann.

Satyros faz peça com sexo ciborgue e diretor diz: "Não temos medo de polêmica"

As sessões começam às 14h e vão até o fim do dia. A trupe afirma que manterá as sete peças aos domingos até o dia 11 de maio.

A primeira é Não Permanecerás, às 14h. Depois, às 15h30, vem Não Morrerás, com Phedra D. Córdoba. Às 17h é a vez de Não Vencerás.

Já às 18h30 é a sessão de Não Salvarás. A noite ainda reserva Não Saberás, às 20h, Não Amarás, às 21h30, e Não Fornicarás, às 23h.

Phedra D. Córdoba canta Beatles e causa furor

As peças acontecem no espaço dos Satyros Um (praça Roosevelt, 214, metrô República, tel. 0/x/11 3258-6345).

O ingresso para cada obra custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).

satyros andre stefano Satyros faz maratona no Domingo de Páscoa

Público faz fila na Roosevelt para ver maratona E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias - Foto: André Stefano

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gabriel García Márquez sabia chegar ao coração do povo

Gabriel García Márquez com Cem Anos de Solidão na cabeça: um autor do povo - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A morte do escritor colombiano Gabriel García Márques, aos 87 anos, nesta quinta (17), deixa órfãos leitores do mundo todo.

Gente que aprendeu a se encantar com seus personagens cheios de vontade própria e, sobretudo, imersos em sonhos.

Ao ler Cem Anos de Solidão, sua obra de maior sucesso, ainda na adolescência, com o livro emprestado da biblioteca da Escola Estadual Santos Dumont, em Belo Horizonte, tive a sensação de que chamar esta história de realismo fantástico era uma balela.

No livro de 1967, Gabriel falava de um povoado tão comum, Macondo, um interior cheio de situações fantásticas com o qual nós, latino-americanos, tanto nos identificamos. E como disse Jean-Paul Sarte ao visitar o Brasil na década de 1960, coisa que repetia hoje mesmo ao fotógrafo Bob Sousa e sua mulher, Daniela: nós somos mesmos surreais.

Ao ler Cem Anos de Solidão, percebi que havia inúmeros personagens de minha vida real, alguns deles na própria família, que se pareciam, e muito, com aqueles que habitavam o livro.

E foi por ter esta capacidade de universalidade em sua escrita que a obra conquistou leitores em todo mundo em mais de 35 línguas e 50 milhões de exemplares vendidos.

Márquez conseguiu reproduzir como ninguém em sua obra este espírito do ser latino-americano, meio jogado de lado, injustiçado pela vida, que se acha mais do que se é, sempre mais afeito à fantasia do que a realidade.

O que ele reiterava, de forma doce, em sua narrativa, era: não somos europeus concretos, somos um novo povo, com um novo valor. É o que ele dizia em sua obra inventiva.

Além de artista, Márquez se destacou também como homem. O autor colombiano defendeu como ninguém seus ideais. Foi um dos principais intelectuais alinhados com a esquerda durante todo o século 20 e começo deste século 21. Enquanto muitos arrefeceram em seus princípios, ele manteve a coerência com seu pensamento.

Gabriel García Márquez era um dos últimos representantes do grande time de autores latino-americanos que conseguiram o panteão da literatura mundial, junto de nomes como o chileno Pablo Neruda, os argentinos Julio Cortázar e Jorge Luis Borges, e o brasileiro Jorge Amado. Todos foram celebridades escrevendo livros, coisa raríssima no mundo contemporâneo onde a leitura de qualidade é cada vez mais escassa.

E Márquez foi muito querido. Porque, mesmo diante de toda complexidade de sua criação, era simples em sua escrita e sabia chegar ao coração do povo.

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