Posts com a tag "teatro"

ivam cabral bob sousa6 O diagnóstico veio uma dia antes da Satyrianas, diz Ivam Cabral

Ator e dramaturgo do grupo Os Satyros e diretor da SP Escola de Teatro, o paranaense Ivam Cabral é uma das forças que movem o teatro brasileiro contemporâneo - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto BOB SOUSA

A chuva se anuncia, enquanto funcionários da Prefeitura colocam luzes de Natal nas árvores da praça Roosevelt. A mesma praça que num passado recente era um lugar perigoso e violento, antes da chegada do grupo Os Satyros e seu teatro em diálogo constante com a cidade. É meio da tarde, faz um pouco de calor. No prédio ao lado do Espaço dos Satyros, ocupado pela SP Escola de Teatro, no terceiro andar uma porta se abre. Ivam Cabral surge com um sorriso no rosto. Dá boas vindas, pede que fiquemos à vontade. Tenta desanuviar o peso de uma notícia que precisa contar.

Paranaense de Ribeirão Claro, Ivam Cabral, 51 anos, é um dos mais bem sucedidos artistas do teatro brasileiro. Atuando apenas nos palcos, viu o Satyros conquistar o respeito do público, da crítica e da sociedade, além de atualmente comandar uma das mais importantes escolas artísticas do Brasil, onde nos recebeu para esta exclusiva Entrevista de Quinta ao Atores & Bastidores do R7.

Na quarta-feira passada, 19 de novembro de 2014, enquanto se preparava para realizar a maior edição do festival Satyrianas da história de São Paulo, ele recebeu o diagnóstico de que estava com um tumor maligno na tireoide. A ordem médica foi cirurgia imediata, marcada para a próxima terça (2), no Hospital Sírio-Libanês. Ele ainda aprende a lidar com esta realidade.

Com fala marcada pela emoção misturada à coragem, Ivam comemorou o ano intenso e falou sobre o delicado momento que vive.

Leia com toda a calma do mundo.

ivam cabral bob sousa5 O diagnóstico veio uma dia antes da Satyrianas, diz Ivam Cabral

Ivam Cabral, em sua sala na SP Escola de Teatro, na praça Roosevelt, aquela que foi transformada por seu grupo Os Satyros de um lugar perigoso e violento em polo cultural do teatro brasileiro - Foto: Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como que você recebeu a indicação de Pessoas Perfeitas para o APCA de melhor espetáculo?
IVAM CABRAL — Foi surpreendente. A gente não esperava... É uma peça que a gente fez de forma despretensiosa, sem expectativa. Então, tudo o que acabou acontecendo com a peça foi surpreendente. A gente fez uma peça e, de repente, fez um sucesso. Estamos convidados, e isso te dou em primeira mão, para os festivais de Havana, Cabo Verde, Curitiba, Rio, Brasília e Porto Alegre. É maravilhoso que isso se deu de uma forma tão digna e espontânea.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Vocês fizeram um ano vibrante para o Satyros, cheio de projetos. Como deu conta ?
IVAM CABRAL — Foi um ano surpreendente. Mas muitos projetos começaram antes. A gente viu o Satyros Cinema estrear com o filme Hipóteses para o Amor e a Verdade na Mostra Internacional de Cinema, mas o filme começou muito antes. O projeto E Se Fez a Humanidade Ciborgue em 7 Dias também foi gestado ano passado. 2014 foi um ano em que fizemos de tudo: livro, cinema e muito teatro, foram 12 peças inéditas! É uma equipe muito apaixonada. Mas também foi um ano que tivemos condições mínimas para trabalhar, pois tínhamos o incentivo do Fomento ao Teatro. Não é sempre assim. Agora vamos começar uma fase mais complicada, porque não temos subsídios. Mas isso também a gente já conhece, faz parte da nossa rotina ter momentos mais bacanas e momentos de maior aperto.

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O ator Ivam Cabral; no detalhe, capa do livro da peça Pessoas Perfeitas - Foto: Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — A Satyrianas 2014 foi um grande sucesso, que sei que não aconteceu da noite para dia, afinal Os Satyros tem 25 anos e o festival, 15 edições. Mas é fato que hoje vocês chegaram a um lugar de muita importância na cidade. Como o  underground lida com agora ser mainstream?
IVAM CABRAL — Teve uma coisa que eu considero divisor de águas neste ano: a apropriação da Satyrianas pela classe teatral. Muitas companhias incríveis, que não participariam em edições passadas, agora procuraram a gente, quiseram estar juntas. E estar juntos não é só levar este selo da Satyrianas, mas estar junto na apropriação de um espaço público. Então, conquistar isso para nós foi surpreendente. Foi o ano que tivemos a relação mais legal com vizinhos. Por isso, foi surpreendente quando anunciei: 60 mil pessoas e zero de ocorrência policial. Não que a gente esperasse alguma coisa, mas estamos falando de um evento que acontece na rua, então, é involuntário que algum problema pudesse acontecer. Por isso, não ter nenhum registro policial é para se vibrar muito. É o teatro chegando num lugar onde ele tem saúde, tem maturidade. A gente recebe isso com uma alegria que você não tem ideia. Todo mundo que estava na Satyrianas, como você mesmo com sua cobertura no seu blog, estava se sentindo responsável por aquilo dar certo. Acho que o melhor não foi ter crescido em números, mas crescido em projetos, ideias, em maturidade do público e da classe teatral.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Por que vocês do Satyros vão encerrar mais cedo a temporada de Pessoas Perfeitas?
IVAM CABRAL — Então..., eu já algum tempo estava investigando... E eu descobri um tumor na tireoide. E daí a gente tem de parar para ver o que é que é, né? E eu comecei a ir atrás... E é maligno, e ele tem de ser retirado imediatamente. Não posso esperar mais nem uma semana. Então, eu vou fazer uma cirurgia na semana que vem, morrendo de medo... Mas vamos embora,  vamos ver o que é que é. Dos cânceres é o mais tranquilo, estou falando pelo que meus médicos me falaram. Pode parar aí e não ter nenhum problema, mas pode ter o problema da metástase, então, é isso que eu tenho de cuidar agora, para que não vá para outro lugar do meu corpo e essa história se encerre aí.

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O ator Ivam Cabral conversa com o jornalista Miguel Arcanjo Prado - Foto: Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como você recebeu a notícia?
IVAM CABRAL — Eu parei de fumar e quis ver como estava meu pulmão e quando você faz o exame, mostra daqui pra baixo [apontando o pescoço]. Daí meu pulmão estava ótimo, mas apareceu esse nódulo. Num primeiro momento, quando falava para as pessoas, elas diziam: "fulano tem, não é nada". Desde abril estou investigando, sempre achando que não era nada. Aí, fiz umas punções e as primeira não davam nada. E a última foi na véspera da Satyrianas. Passei a Satyrianas medindo pressão e coração, fugindo da muvuca... O diagnóstico veio um dia antes da Satyrianas... Voltando a falar deste ano incrível, parar a peça no dia 14 de dezembro já era muito cedo, a gente sempre pensou até próximo do dia 20 de dezembro. Ter de parar agora, então, é brochante. Dá uma dor, até porque tem uma equipe. São muitas pessoas trabalhando com você e de repente você ser responsável porque esse trem pare é chato, você ser o responsável por parar.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Nao tem de ter culpa nenhuma, Ivam. A saúde é o mais importante... Como você viu isso logo no fim de um ano que foi tão produtivo?
IVAM CABRAL — Será que são sinais para dar uma freada e parar? É muito trabalho, eu não fico menos do que oito, nove, dez, 11 horas aqui na SP Escola de Teatro. É todo dia. E daí tem os Satyros, e daí tem os meus projetos pessoais... Eu passei este ano dormindo quatro, cinco horas por noite e achando que isso era normal. Eu nunca achei que dormir menos do que cinco horas por noite não era normal. Pensava: "estou no meu pique, que legal". Talvez isso tudo venha para... Eu tive um problema de saúde muito grande, há três anos, que eu perdi a visão do meu olho direito. Aconteceu durante a peça Cabaret Stravaganza. Na época, poderia ser um tumor, mas não era, o doutor Drauzio Varella me ajudou muito. Mas eu cheguei perto desse horror da vida. Perder uma visão é muito cruel. Então, cara, na época do Cabaret isso já tinha sido um pouco um recado, mas agora vem de verdade. Porque agora é um câncer. E foda-se que ele ele é pequenininho, foda-se que eu vou sair dessa... Mas é para dormir mais, é para ter uma alimentação mais saudável, porque na onda de tudo isso, você não tem tempo para se cuidar, come em qualquer lugar...

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você tem de sair de São Paulo, parar de respirar esse ar, parar com tanta coisa...
IVAM CABRAL — Eu tenho uma casinha em Parelheiros [extremo sul de São Paulo], no meio do mato, que é uma delícia, mas eu não tenho tempo de ir para lá. Termina a peça aqui, eu vou para lá, só durmo, para acordar ouvindo o passarinho cantando, mas já volto para cá, porque tenho muitas coisas para resolver.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você tem fé?
IVAM CABRAL — Daí vem o lado caipira do Ivam... Eu sou do interior do Paraná [risos].

MIGUEL ARCANJO PRADO — E eu sou de Minas.
IVAM CABRAL — A minha colonização é toda mineira. A minha região foi ocupada pelos mineiros e a gente é muito mineiro nesse sentido. Eu sou muito cristão. Eu acredito em muitas coisas, não acredito só em uma. Então, eu tenho uma força muito grande. Puta que pariu, eu quero viver muito! Tem muita coisa que eu quero fazer! A SP Escola de Teatro está só engatinhando... Aqui na SP foi um ano de muitos projetos, a gente tem aprendizes dirigindo na Polônia, temos gente na África, na Europa, enfim, a gente quer abrir aqui a Coordenação de Cinema, a de Circo já começa a existir.. No Satyros temos planos de produzir e, sobretudo, levar adiante o Satyros Cinema que está começando. Então, eu tenho muita coisa para fazer, eu não posso ficar mal. Para eu continuar acreditando, o melhor é me apagar aos meu projetos e pensar que a vida segue, entende?

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Ivam Cabral: "O que todo mundo pode fazer é torcer para mim pra caramba" - Foto: Bob Sousa

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como as pessoas do seu entorno reagiram?
IVAM CABRAL — Na verdade, nem todo mundo ainda sabe. Você tem uma coisa entre a vítima e o herói nessa hora. Eu posso falar, ai, Miguel, ninguém carrega um peso maior do que suporta. Você conhece a Andrea Zanelato [funcionária da SP Escola de Teatro que enfrenta um câncer]? Então, ela tem vivido essa história com um heroísmo absurdo. E você tem o extremo disso, que é aquela pessoa que começa a reclamar, "ai, vou morrer". Eu não queria ser protagonista nessa hora, eu não sei o que fazer. Aqui na escola pouca gente sabe. Então, é difícil você encontrar um equilíbrio... Eu fico pensando em tantas histórias. Imagina o que a Drica Moraes passou [atriz que enfrentou a leucemia]? O meu diagnóstico é uma fagulhazinha perto do que ela viveu. Se essa mulher chegou nesse ponto de superação, a gente vai encontrando bons exemplos pela vida para ir se inspirando neles para poder também pensar que a gente vai continuar aqui. Mas ainda eu não sei o que fazer com essa história.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Muita gente vai ler esta entrevista e ficar mexido com essa história, porque muita gente gosta de você. O que você diz a essas pessoas?
IVAM CABRAL — O que elas podem fazer é torcer por mim pra caramba, que seja só um susto e um aviso para eu ir mais devagar. Porque eu tenho muita coisa para fazer ainda. Eu estou muito tranquilo, não quero entrar nesse lugar, "ai, meu Deus", e nem de herói. Aí, cara, é só uma virada de história. Espero ainda rir disso, desse nosso encontro, de falar: "meu Deus eu pensava assim naquela época"...

MIGUEL ARCANJO PRADO — O que você quer agora?
IVAM CABRAL — Eu quero ficar bom de saúde. É só o que me interessa. E o que eu quero para o futuro é saúde. Porque capacidade de trabalho eu tenho. Eu costumo dizer que cheguei muito mais longe do que eu imaginaria, pela minha origem, da pobreza, do lugar de onde eu venho. Essa disposição é tudo na vida. E ela só vem se você pode respirar, levantar, ir à luta. Ter saúde. Porque aí eu posso sonhar. E sonho eu consigo transformar em algo real e vital. Agora, sem saúde é terrível. Torçam por mim.

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O ator Ivam Cabral brinca com sua cachorra Cacilda, mascote da SP Escola de Teatro: "Eu quero ficar bom de saúde. É só o que me interessa", diz o artista - Foto: Bob Sousa

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capa Livro desvenda 12 anos do Fomento ao Teatro

Capa do livro Fomento ao Teatro: 12 Anos registra história do incentivo teatral - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A Lei do Fomento ao Teatro, lançada há 12 anos pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, mudou o cenário do teatro alternativo paulistano, dando a grupos da cidade a possibilidade de montarem seus trabalhos artísticos.

Desde seu surgimento, em 2002, foram 12.560 apresentações de 719 obras. Assim, a Lei do Fomento ajudou a desenvolver tanto o teatro feito na metrópole que hoje já é insuficiente e precisa ser expandida com urgência.

O livro Fomento ao Teatro: 12 Anos descortina estes 12 anos de história e revela que São Paulo tem atualmente 976 lugares de apresentações teatrais.

A organização é de Carlos Antonio Moreira Gomes e Marisabel Lessi de Mello. O livro é dedicado ao crítico e pesquisador teatral Sebastião Milaré, que morreu neste ano e integrou 11 comissões julgadoras do Fomento ao Teatro, nove delas como presidente. A edição inicial é de 5.000 exemplares. Cada um traz mais de 50 fotos.

O lançamento será na próxima segunda (1º), a partir das 19h, na Praça das Artes (av. São João, 281, centro, São Paulo).

A Banda da Cia. do Tijolo será responsável pela música da festa, que tem entrada gratuita.

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José Cetra by Bob Sousa Crítico reclama que não recebeu do FIT Rio Preto

O crítico José Cetra Filho: trabalhou para o FIT Rio Preto, mas não recebeu - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto BOB SOUSA

O crítico teatral José Cetra Filho está indignado porque não recebeu por serviços prestados à edição 2014 do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, o FIT Rio Preto, no interior de São Paulo. O evento é organizado pela Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São José do Rio Preto.

Em entrevista exclusiva ao Atores & Bastidores do R7, Cetra conta que foi contratado para fazer pesquisa e textos sobre 45 espetáculos e grupos participantes. E que realizou o serviço a pedido de Marcelo Zamora, coordenador artístico do evento. Contudo, até o momento não recebeu pelo trabalho.

Esta não é a primeira vez que o FIT Rio Preto atrasa o pagamento de profissionais contratados. Em 2013, o R7 realizou reportagem denunciando que artistas ainda não tinham recebido o cachê referente à participação na edição de 2012.

O R7 apurou que, por conta desta situação de não pagamento por parte da Prefeitura de Rio Preto aos profissionais, o Sesc São Paulo, que era parceiro do evento, resolveu retirar seu nome do festival neste ano, preferindo investir no Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente, o Fentepp, também no interior paulista.

Cetra revela que não sabia da "fama de mau pagador" do FIT Rio Preto.

— Se soubesse, não teria agido de boa fé só me baseando nas palavras do e-mail do senhor Marcelo Zamora, coordenador artístico do Festival, ligado à Secretaria da Cultura. Sinto-me, em primeiro lugar, indignado por ser tratado de maneira tão negligente, já que eles não atendem telefonemas, quase nunca respondem os e-mails de cobrança e, quando o fazem, é de forma evasiva, sem nada de concreto.

"Quero receber"

O crítico teatral conta que trabalhou cerca de um mês sem parar, "para escrever os 45 textos, pesquisando sobre os grupos e seus espetáculos, assistindo aos seus vídeos e até entrevistando os grupos de Rio Preto, dos quais havia pouca informação disponível".

— Entreguei tudo em dia para, finalmente, ser tratado dessa maneira. Além do mais, o catálogo não foi publicado, o que abortou a difusão do meu trabalho. Lamentável.

Para receber, o crítico pensa em entrar com uma ação judicial contra o FIT Rio Preto, já que tem guardada todas as mensagens de e-mail trocadas com o coordenador do festival.

— Não creio que amigavelmente eu receba, ainda mais agora que  tornei público o assunto. Mas vou lutar até o fim e, se houver Justiça, vou receber. Quero receber.

O R7 entrou em contato com a assessoria de imprensa do FIT Rio Preto, que indicou a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Rio Preto, que, procurada, também não comentou o caso. A 14ª edição do FIT - Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto foi realizada de 21 a 30 de agosto de 2014 e contou com mais de 40 espetáculos na programação.

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ENO 0317 Satyrianas tem 60 mil pessoas e zero violência

Movimentação do público na praça Roosevelt durante a Satyrianas 2014 - Foto: Eduardo Enomoto; veja galeria

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto EDUARDO ENOMOTO

A Satyrianas 2014 teve público de 60 mil pessoas e nenhuma ocorrência policial em suas 78 horas de arte entre 20 e 23 de novembro, informou o grupo Os Satyros, organizador do evento.

O ator Ivam Cabral, criador da festa ao lado do diretor Rodolfo García Vázquez, diz ao R7 que o clima é de comemoração.

satyrianas 2014 Satyrianas tem 60 mil pessoas e zero violência

Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez (ambos de coroa) no encerramento da Satyrianas 2014; à esq., a produtora Carina Moutinho, e ao fundo os atores Fábio Penna e Tiago Leal- Foto: Luciana Camargo/Coletivo Fotomix

— Ver um evento dessa proporção, com 60 mil pessoas, sem nenhum problema de violência, é maravilhoso, até porque a festa acontece em grande parte na rua. É motivo de brinde. Isso mostra que a sensação de pertencimento faz parte da Satyrianas; todo mundo que participa tem certeza que a festa é dele também. Não à toa fazemos peças até na casa das pessoas, no projeto Ouvi Contar.

Para que tudo desse certo, Gustavo Ferreira, coordenador geral da Satyrianas, esteve à frente de uma equipe com mais de 200 pessoas: 120 colaboradores na equipe de apoio, 50 técnicos, 20 produtores e 15 curadores. Robson Catalunha assinou a produção geral do evento.

Foi uma média de oito atividades por hora, totalizando 602 produções artísticas apresentadas, reunindo cerca de 2.500 artistas não só de São Paulo como de outras partes do País e até internacionais.

Veja galeria de fotos da Satyrianas 2014

GAROTA SATYRIANAS Satyrianas tem 60 mil pessoas e zero violência

Phedra D. Córdoba e Cléo De Páris ganham o título de Garota Satyrianas no encerramento da festa - Foto: Luciana Camargo/Coletivo Fotomix

A festa também contou com imprevistos e problemas de produção de última hora. A reportagem do R7 viu algumas peças serem canceladas. Sessões do projeto Autopeças deixaram de ser realizadas por falta de carro — a proposta divulgada era fazer teatro dentro de automóveis. Atrasos de cerca de uma hora nos espetáculos da praça Roosevelt também foram uma constante. Observações importantes para uma melhora nas próximas edições.

Esta foi a 15ª edição da festa, que celebrou os 25 anos do Satyros em 50 espaços paulistanos.

No encerramento, a diva cubana Phedra D. Córdoba, integrante do Satyros, foi eleita Garota Satyrianas e celebrou os 25 anos da trupe. Cléo De Páris também levou o título como debutante pelos 15 anos do evento.

Ambas passaram as coroas recebidas para os idealizadores da festa: Rodolfo Gracía Vázquez e Ivam Cabral. Os aplausos foram fartos.

Veja a cobertura completa do R7 na Satyrianas

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denise fraga O Retrato do Bob: Denise Fraga, de todos nósFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Desde que surgiu no palco como a divertida empregada Olímpia, na peça Trair e Coçar É Só Começar, de Marcos Caruso, a gente aprendeu a rir com Denise Fraga. Ela sempre pareceu muito perto, alguém da família. Carioca de nascimento, virou paulistana por adoção. Mesmo com o sucesso na TV, jamais abandonou os palcos, onde bate ponto sempre. Querida da classe, posou para nosso Bob Sousa no lugar onde se sente mais à vontade: o camarim do teatro. Afinal, ela é daquele tipo de pessoa com quem a gente se sente à vontade, porque parece ser de todos nós.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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ENO 03071 Satyrianas tem peça em carro, bicicleta e guindaste

Carros estacionados na praça Roosevelt, em São Paulo, viram cenário das Autopeças - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos EDUARDO ENOMOTO

Experiência de teatro intimista não faltam na Satyrianas 2014. O evento chega ao fim à meia-noite deste domingo (23), tendo exibido mais de 600 atrações com participação de 2.500 artistas.

Um dos projetos de teatro exclusivo é o Autopeças. Nele, após pegar ingresso para as disputadas sessões na bilheteria da praça Roosevelt, ao preço de pague quanto puder, os espectadores têm a chance de vivenciar uma experiência única: ver peças encenadas dentro de um automóvel ou ainda na garupa de uma bicicleta, como acontece na peça Volume Morto, escrita por Zen Salles. Na obra, o ator Adriano Carmona levará apenas um espectador em sua bicicleta pelas ciclovias do centro paulistano, tudo devidamente filmado e depois disponibilizado pela internet. Tem sessão única neste domingo (23), às 19h.

Em A Inevitável Seita do Vazio, os atores Marcio Tito Pellegrini, Lívia Carvalheiro e Malu Rodrigues, também autores e diretores da obra, abordam o desconforto que muitos sentem quando chega o fim do ano e surge aquele enorme vazio no peito. A apresentação é neste domingo (23), às 21h.

Corpos, peça escrita pelo dramaturgo Afonso Jr. de Lima, questiona o lugar do homem no mundo contemporâneo a partir do corpo em experiência, com atuação e direção de Léo Kildare Louback e Juan Manuel Tellategui. Tem sessões neste domingo (23), às 18h30, 19h, 19h30 e 20h.

Também foram apresentadas nas Satyrianas 2014 as autopeças Alfred, com texto e direção de Danilo Dal Lago e Fábio Melo, com atuação de Camilo Schaden, Leonardo Oliveira e Felipe Ferracioli; e também De Quem Você Ri, com texto de Célia Regina Forte e direção de Henrique Mello e Thiago Mendonça, com Dani Moreno e Julia Bobrow no elenco.

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Guindaste do Grupo Sensus é atração concorrida na Satyrianas - Foto: Eduardo Enomoto

15 metros de altura

Além de carro e bicicleta, um guindaste com dois artistas do Grupo Sensus chamou a atenção do público na praça Roosevelt.

Ele elevou um espectador de cada vez, vendado, a 15 metros de altura, enquanto ouvia um texto exclusivo. A exclusividade fez dela uma das atrações mais concorridas da Satyrianas 2014.

ENO 00481 Satyrianas tem peça em carro, bicicleta e guindaste

Guindaste eleva público a 15 metros de altura: Grupo Sensus na Satyrianas 2014 - Foto: Eduardo Enomoto

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como matar guto muniz3 Como Matar a Mãe fecha a Satyrianas 2014

Léo Kildare Louback em cena de Como Matar a Mãe - 3 Atos: última peça da Satyrianas - Foto: Guto Muniz

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Como Matar a Mãe - 3 Atos, que será encenada neste domingo (23), às 23h, na SP Escola de Teatro (praça Roosevelt, 210), é a última peça a ser apresentada na Satyrianas 2014.

A montagem da Sofisticada Cia. de Teatro, de Belo Horizonte, encerra o festival que contou com participação de cerca de 2.500 artistas em mais de 600 atrações em 78 horas de arte deste as 18h da última quinta (20). Até a meia-noite deste domingo, a praça Roosevelt e outros 50 espaços de São Paulo abrigam ações de teatro, cinema, música, artes plásticas e intervenções urbanas.

A peça tem direção conjunta dos atores Fabiane Aguiar, Soraya Martins e Léo Kildare Louback — este último também responsável pela dramaturgia. Com contribuições biográficas, a peça disseca a relação de mãe e filho, buscando fontes ainda em clássicos teatrais como Medeia, Mãe Coragem e as mulheres de Beckett.

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A atriz Fabiane Aguiar em cena da peça mineira Como Matar a Mãe - 3 Atos - Foto: Guto Muniz

Esta é a primeira vez que o grupo participa da Satyrianas. Louback diz que o grupo quer mexer com São Paulo.

— Trazer para São Paulo a experiência de quebra de paradigmas da família mineira é uma possibilidade muito rica para um artista, ainda mais quando se trata de sua própria biografia. Qual é a família da grande metrópole que precisa ser esfacelada?

Louback também dirigiu, ao lado de Antônia Claret, a peça Carolina de Lorca, apresentada na Satyrianas neste sábado, também na SP Escola de Teatro. No monólogo com a atriz Carolina Corrêa, que fez o texto junto do diretor, o universo da artista que se torna mãe é descortinado ao público.

carolina de lorca Como Matar a Mãe fecha a Satyrianas 2014

Carolina Corrêa em cena da peça Carolina de Lorca, apresentada na Satyrianas - Foto: Divulgação

Garota Satyrianas e Gambiarra

Na reta final da Satyrianas 2014, o fim da noite deste domingo (23) ainda tem às 23h o concurso Garota Satyrianas, na Tenda Música da praça Roosevelt. A última performance é Humanus Higiênicus, dentro do projeto Performix, na Estação Satyros (antigo Satyros 2), às 23h30.

Já a grande festa de encerramento, uma edição especial da Gambiarra, está marcada para começar às 23h59, no Open Bar Club (r. Henrique Schaumann, 794, Pinheiros). No caderno com a programação da Satyrianas que é distribuído ao público em vários pontos da praça Roosevelt há cupons de desconto que permitem o pagamento de R$ 10 para entrar na festa.

gambiarra divulgacao Como Matar a Mãe fecha a Satyrianas 2014

Festa Gambiarra tem edição especial para encerrar a Satyrianas às 23h59 deste domingo (23) - Foto: Divulgação

Veja a cobertura completa do R7 na Satyrianas

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ENO 0417 Satyrianas 2014 no olhar de Eduardo Enomoto

Rodolfo García Vázquez, fundador da Satyrianas ao lado de Ivam Cabral, na porta de seu teatro, o Satyros 1, na praça Roosevelt, na noite desta quinta (20) - Foto: Eduardo Enomoto

Fotos EDUARDO ENOMOTO

O fotógrafo do R7 Eduardo Enomoto acompanhou de perto a primeira noite da Satyrianas 2014 na praça Roosevelt, centro de São Paulo. O evento vai até meia-noite de domingo (23), com mais de 600 atrações e 2.500 artistas participantes. A maioria das atrações tem entrada a pague quanto puder. Em sua andança pela festa cultural que envolve teatro, música, dança e circo e artes visuais, nosso fotógrafo clicou a potência do evento, além de revelar algumas das muitas de suas caras. Veja só que beleza!

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Público acompanha apresentação de circo na praça Roosevelt - Foto: Eduardo Enomoto

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A dramaturga e roteirista Viviene Roesil na primeira noite da Satyrianas - Foto: Eduardo Enomoto

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Bruno Carboni, Regi Ferreira, Flávio Moarbach e Daniela Aoki, da equipe da peça Placebo, da Cia. Rizomática, no Estação Satyros, na praça Roosevelt - Foto: Eduardo Enomoto

ENO 0048 Satyrianas 2014 no olhar de Eduardo Enomoto

Artistas se apresentam no alto de um guindaste na iluminada praça Roosevelt - Foto: Eduardo Enomoto

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O ator Wilson de Santos em frente ao Espaço dos Parlapatões, na Roosevelt - Foto: Eduardo Enomoto

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A atriz do Oficina e cantora do grupo Revista do Samba Letícia Coura - Foto: Eduardo Enomoto

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O ator Fernando Lufer, na bilheteria do Espaço dos Satyros 1 - Foto: Eduardo Enomoto

ENO 0040 Satyrianas 2014 no olhar de Eduardo Enomoto

O produtor geral da Satyrianas Robson Catalunha, durante andança na Roosevelt - Foto: Eduardo Enomoto

ENO 0543 Satyrianas 2014 no olhar de Eduardo Enomoto

A assessora do teatro Beth Gallo, no recém reformado Estação Satyros - Foto: Eduardo Enomoto

ENO 01051 Satyrianas 2014 no olhar de Eduardo Enomoto

Daniela Jaime Levino cospe artigo da Constituição na apresentação do Corpos em Fluxo - Foto: Eduardo Enomoto

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A dramaturga e produtora teatral Célia Regina Forte recebe o abraço do ator e coordenador da Satyrianas Gustavo Ferreira, logo após ela apresentar a peça Tudo Certo, Tudo Bem, Tanto Faz, na abertura do Dramamix - Foto: Eduardo Enomoto

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As atrizes Lauanda Varone e Liza Caetano, da peça Hermanas Son Las Tetas, posam em frente ao Espaço dos Satyros 1 onde se apresentaram - Foto: Eduardo Enomoto

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Gente bonita: público acompanha maratona de peças da Satyrianas - Foto: Eduardo Enomoto

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Balão colore o céu da praça Roosevelt durante a Satyrianas - Foto: Eduardo Enomoto

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O jornalista Wanderley Sanches e o dramaturgo Mario Viana na praça Roosevelt - Foto: Eduardo Enomoto

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Equipe da peça Hermanas Son Las Tetas: Lauanda Varone, Liza Caetano, Allan Christos, Jamile Nunes, Osvaldo Stevnv e o autor e diretor Juan Manuel Tellategui (com o frango) - Foto: Eduardo Enomoto

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O diretor José Sampaio, diante da apresentação de seu grupo Corpos em Fluxo - Foto: Eduardo Enomoto

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Público embarca na viagem sensorial promovida pelo Grupo Sensus - Foto: Eduardo Enomoto

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O ator Allan Christos no camarim do Espaço dos Satyros 1, onde se apresentou em Hermanas Son Las Tetas - Foto: Eduardo Enomoto

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O ator Rodrigo Sampaio e o jornalista Bruno Machado no Espaço dos Satyros 1 - Foto: Eduardo Enomoto

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Do alto de um guindaste na praça Roosevelt, artistas Juliano Ollivier e Thereza Piffer, do Grupo Sensus, apontam o público abaixo - Foto: Eduardo Enomoto

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Os atores Raphael Bueno e Régis Santos na escadaria da praça Roosevelt - Foto: Eduardo Enomoto

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O dramaturgo Leandro Nunes, que participa da Satyrianas com a peça Zodíaco - Foto: Eduardo Enomoto

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Andrea Zanelato, funcionária da SP Escola de Teatro, abraça a mãe, Tereza Zanelato - Foto: Eduardo Enomoto

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Público descansa e bate-papo na escadaria da praça Roosevelt, em frente aos teatros - Foto: Eduardo Enomoto

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Liza Caetano e Lauanda Varone em cena de Hermanas Son Las Tetas - Foto: Eduardo Enomoto

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Lauanda Varone posa com o aquário-altar de mestres do teatro da peça Hermanas Son Las Tetas, pouco antes de a encenação começar no Satyros 1 - Foto: Eduardo Enomoto

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O jornalista e editor deste blog Miguel Arcanjo Prado no encontro com o coordenador geral da Satyrianas, o ator Gustavo Ferreira, na sala de imprensa do evento - Foto: Eduardo Enomoto

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Iluminado de azul, guindaste se transforma em palco aéreo na Satyrianas - Foto: Eduardo Enomoto

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Eduardo Enomoto (à direita), em "selfie" iluminada com os artistas Juliano Ollivier e Thereza Piffernas alturas - Foto: Eduardo Enomoto

 

Veja programação completa da Satyrianas

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ENO 0105 Corpos em Fluxo faz performance protesto na Satyrianas

Daniela Jaime Levino cospe um artigo da Constituição: protesto na praça; veja galeria - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto EDUARDO ENOMOTO

Uma das performances mais interessantes da primeira noite da Satyrianas 2014, nesta quinta (20), foi a apresentação do Grupo de Intervenção Urbana Corpos em Fluxo, dirigido por José Sampaio, na praça Roosevelt. O grupo de artistas levou para o epicentro do evento um recado político potente. "Colocamos na praça as nossas urgências", define a atriz Débora Tieppo, que interpretou uma lavadeira que tentou limpar a bandeira do Estado de São Paulo durante toda a noite. Sampaio diz que o grupo quer dialogar cada vez mais com a cidade. "Já nos apresentamos no Largo do Café, no Vão Livre do Masp e no metrô. As crianças sempre adoram. Queremos fazer a arte na rua e conversar com a cidade", afirma. Veja a galeria com imagens do fotógrafo Eduardo Enomoto!

ENO 0270 Corpos em Fluxo faz performance protesto na Satyrianas

O diretor do Corpos em Fluxo, José Sampaio, diante dos atores Vinicius Tabarini e Emanuela Araújo - Foto: Eduardo Enomoto; veja a galeria!

Veja a cobertura do R7 na Satyrianas!

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agenda cultural21112014 1 Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 21/11/2014

O editor de Cultura e colunista do R7 Miguel Arcanjo Prado dá as melhores dicas culturais em todo o Brasil na Agenda Cultural da Record News: toda sexta-feira, ao meio-dia, tem diversão para você - Foto: Reprodução

No telejornal Hora News, da Record News, o editor de Cultura Miguel Arcanjo Prado, colunista do R7, dá as melhores dicas no quadro Agenda Cultural. Tem Criolo em BH, Zé Ramalho no Rio, Fentepp (Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente), exposição Retratos do Teatro de Bob Sousa, Satyrianas, Globe Theater em São Paulo no Sesc Pinheiros, exposição Arquitetura Política de Lina Bo Bardi, além dos filmes Sétimo, com Ricardo Darín, e Elsa & Fred. Veja o vídeo:

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