Posts com a tag "teatro"

sobressalto matheus rocha Crítica: Eduardo Gomes cria atmosfera agonizante em Sobressalto

O ator Eduardo Gomes, em seu quarto, em cena de Sobressalto: teatro intimista - Foto: Matheus Rocha

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Numa cidade tão dura como São Paulo, onde as pessoas se empurram umas às outras sem que sejam ouvidas as palavras "desculpa" ou "com licença", um ator se propor a receber a plateia em seu quarto é um alento de humanidade. É isto que acontece em Sobressalto.

Talvez tamanha hospitalidade seja porque o ator Eduardo Gomes tenha um excesso de sensibilidade incomum na grande metrópole hostil. Talvez também porque seja baiano, povo que sempre soube exercer muito bem a arte de ser anfitrião.

Fato é que Eduardo deixa o diminuto público de cada sessão — são recebidas de uma a cinco pessoas apenas por apresentação, que agendam previamente sua ida com o próprio ator por meio de mensagem privada no Facebook — à vontade em seu apartamento.

Assim que adentra a sala, o espectador pode encontrar-se só ou dar-se de cara com os outros colegas de sessão. O ator não está por ali. O anfitrião apenas está presente nas letras a giz em um quadro com orientações de como proceder e encontrá-lo no espaço de encenação: seu quarto. Tudo é feito de forma exclusiva e aconchegante.

Sobressalto traz a angústia da morte à espreita. É resultado de uma inquietação do ator, que também dirige a obra, a partir do conto A Outra Costela da Morte, do escritor colombiano Gabriel García Márquez.

Na sessão vista pelo Atores & Bastidores do R7, em uma noite quente, cada espectador experimentou na própria pele o ar se tornar cada vez mais pesado e sufocante, enquanto o texto soava tal qual um mantra.

Quando, enfim, o ar se renovou, com a janela aberta diante de frondosa árvore em meio aos prédios, foi como se a vida voltasse outra vez, experiência sensorial que casou perfeitamente com o clima agonizante do texto narrativo saído da boca do ator.

Atento ao mínimo, Eduardo Gomes, em Sobressalto, cria atmosfera densa e propícia para que o simples respiro torne-se consciente e valorizado. Esta minúcia estética é o mérito da obra.

Sobressalto
Avaliação: Muito bom
Avaliacao Muito Bom R7 Teatro PQ Crítica: Eduardo Gomes cria atmosfera agonizante em Sobressalto

sobressalto matheus rocha 2 Crítica: Eduardo Gomes cria atmosfera agonizante em Sobressalto

Peça Sobressalto faz o espectador valorizar o simples ato de respirar - Foto: Matheus Rocha

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ENO 0117 Entrevista de Quinta: Voltamos à idade média, diz Ary Fontoura

O ator Ary Fontoura, curitibano, 82 anos, em SP com a peça O Comediante - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos EDUARDO ENOMOTO

Ary Fontoura, quando anda por São Paulo, lembra-se de sua adolescência. Foi na cidade, aos 17 anos, durante uma visita com sua turma de escola, que viu, fugido de seu professor, Cacilda Becker no palco do TBC. Ali, decidiu que ser ator era sua vida.

Deu certo o sonho daquele menino. Aos 82 anos, 50 deles como ator contratado da Globo, tornou-se um dos artistas mais conhecidos e admirados do País.

Ele está em cartaz até o dia 15 de março em São Paulo, no Teatro Raul Cortez, com a peça O Comediante. A montagem é a última direção de José Wilker no teatro, que morreu repentinamente, vítima de um infarto, em abril do ano passado, durante o processo de ensaios. Anderson Cunha, que era seu assistente, tomou as rédeas e finalizou a obra, que já esteve em cartaz no Rio, com sucesso.

O texto de Joseph Meyer mostra um ator, Walter Delon, papel de Fontoura, que vive preso às lembranças do passado e tenta recuperar o sucesso perdido com uma autobiografia. No processo do livro, revive suas lembranças, imersas numa mistura de realidade e ficção.

Nesta Entrevista de Quinta ao Atores & Bastidores do R7, Ary Fontoura fala sobre a peça, a partida de Wilker e o que pensa do teatro e do desrespeitos que artistas de sua geração sofrem nos dias atuais.

Leia com toda a calma do mundo.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você é um artista que trabalha muito, sempre com reconhecimento. Teve algum período que você gostou mais?
ARY FONTOURA — Olha, havia uma época na televisão muito boa. Falo do fim dos 1960, 1970. Eu era um dos atores preferidos do Dias Gomes, que perdemos inclusive aqui em São Paulo, num acidente de carro. Eu fiz dez novelas com ele: A Ponte dos Suspiros, Bandeira 2, Assim na Terra como no Céu, O Espigão, Roque Santeiro... Trabalhar com ele é uma saudade que eu tenho. Tenho 50 anos de Globo e foi esta a época que eu mais gostei. Você sabe como o dia começou na Globo?

ENO 0119 Entrevista de Quinta: Voltamos à idade média, diz Ary Fontoura

Para Ary Fontoura, parceria com Dias Gomes foi glória na carreira - Foto: Eduardo Enomoto

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como?
ARY FONTOURA — Ele já escrevia para teatro e cinema. E aí o doutor Roberto [Marinho] queria ele no time de autores da Globo. O Dias começou a escrever na Globo praticamente foragido, por conta da política, que naquela época era tudo muito complicado [Dias Gomes era comunista e o Brasil vivia tempos de ditadura]. O doutor Roberto sabia de seu talento e queria ele de qualquer jeito. Ele falou, eu não posso, doutor Roberto, assinar "uma novela de Dias Gomes". Vão censurar. Aí botaram o nome dele de Stela Calderón. Foi o pseudônimo que ele usou para começar. Foi a Stela Calderón que fez A Ponte dos Suspiros, a primeira novela dele na Globo e eu estava nela.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Ary, falando um pouco da peça, vocês estavam ensaiando quando o Wilker morreu. Imagino que foi um momento muito difícil para todos.
ARY FONTOURA — O que acontece é o seguinte. Eu conheço o Wilker desde 1964. Ele era do Ceará, e eu, de Curitiba. Frequentamos muito no Rio os mesmos lugares do teatro, igual aqui em São Paulo tem o Gigetto. Começamos trabalhando juntos no teatro, na época difícil da ditadura militar. Ele merece ser lembrado com humor. A ida repentina dele foi uma brincadeira.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Realmente foi uma morte inesperada naquela manhã de sábado, 5 de abril de 2014...
ARY FONTOURA — Na sexta-feira anterior à morte, soube que ele iria a Nova York, onde faria uma consulta médica dos olhos, uma cirurgia de catarata. Ele falou: "Amanhã, antes da viagem, vamos passar tudo". Aí, eu perguntei: "E a cena final?". Ele me deu aquele sorriso irônico e me disse: "A última cena a gente marca depois"... A gente se acostuma com a vida, mas não solucionou a morte, sobretudo a que vem inesperadamente. Eu demorei alguns dias para entender que ele foi embora.

ENO 0106 Entrevista de Quinta: Voltamos à idade média, diz Ary Fontoura

Ary Fontoura conta que morte de Wilker abalou o elenco, que resolveu homenageá-lo seguindo adiante com o trabalho da peça O Comediante - Foto: Eduardo Enomoto

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como vocês resolveram continuar a peça?
ARY FONTOURA — No teatro a gente lida com emoções no palco, mas não atua 24 horas por dia. Nos reunimos para tratar do assunto e chegamos a uma certeza: que o Anderson tinha de continuar o espetáculo. Ele é jovem, simpático, gentil, com as mesmas características do Wilker e com vontade de crescer. Ele é tão dedicado que tinha todas as anotações dos ensaios. Porque o Wilker era muito metódico.

MIGUEL ARCANJO PRADO — O que lhe chamou a atenção em O Comediante?
ARY FONTOURA — Queria fazer uma peça que me desafiasse. O texto é de um autor jovem. A peça é baseada em Crepúsculo dos Deuses, é uma peça muito ligada ao cinema. O Wilker queria fazer uma coisa tecnológica, aí ele foi para Nova York e voltou zangado, porque um ator do Breaking Bad estava fazendo uma coisa parecida com o que ele queria fazer, interagindo com o público e com imagens. Eu só falava para ele: "Tomara que tenha público". O equipamento que ele queria usar custava o dobro do patrocínio que tínhamos do Bradesco! E iria precisar de 18 técnicos, imagine só viajar com isso? Eu falava para ele: "Você está querendo fazer um musical da Broadway". E ele me respondia: "A gente tem de pensar grande". E eu devolvia: "Você pensa grande demais. Se você voltar outra vez a Nova York onde vamos parar?" [risos]. Depois, ele voltou e me disse. "Eu acho que a peça é muito mais que uma projeção, mas não é uma simples projeção!" [risos].

MIGUEL ARCANJO PRADO — Foi complicado estrear a peça sem ele?
ARY FONTOURA — Sim. Primeiro, achamos que fazer uma homenagem não era conveniente. Pensamos: será que não vão pensar que estávamos nos aproveitando da morte dele? Nós precisávamos era trabalhar. Voltamos para a mesma sala de ensaios. Às vezes, você precisa enfrentar. Vai doer? Vai, mas é preciso. Agora, vamos deixar o Wilker descansando.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Está certo. Você estava afastado do teatro havia cinco anos?
ARY FONTOURA — Sim. Está muito difícil fazer teatro hoje. Antes, você pensava assim: tinha 50 mil, vendia o telefone e montava uma peça. Aí... era um sucesso ou um fracasso [risos]. Agora, você não consegue montar uma peça sem um auxílio extra. Voltamos à era medieval! Você precisa de apoio de hotel, da companhia aérea, de restaurante. E cada apoio custa muito. Não existe mais o público que banca a obra. Até porque todo mundo paga meia-entrada, quando paga. Idoso, mesmo os que têm dinheiro, pagam meia, estudante, mesmo que não estude, também paga meia... Resultado, a bilheteria é fraquíssima! Não poderíamos sobreviver de bilheteria. E na política cultural dos governantes, o teatro sempre é assunto secundário.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Por quê?
ARY FONTOURA — Porque não querem deixar o povo raciocinar. Vejo colocando a gente sempre no canto. Falam de democracia do povo para o povo, é tudo mentira, tudo literatura. Isso afeta a vida de todos nós, não vai afetar a diversão? O teatro é cultura, mas também é diversão. Você precisa de cuidar de outras coisas para sobreviver. Tem de ter educação, saúde.

ENO 0105 Entrevista de Quinta: Voltamos à idade média, diz Ary Fontoura

Ary Fontoura não acredita nas promessas de políticos para o teatro - Foto: Eduardo Enomoto

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você não acredita quando os políticos dizem que vão ajudar o teatro?
ARY FONTOURA — Não. As promessas são infundadas. Quando chego a São Paulo e vejo uma maravilha de teatro como o Raul Cortez, onde a gente está agora, a gente não acredita. Eu tenho 82 anos e sempre foi assim, os governantes nunca ligaram para o teatro. Infelizmente, as coisas mudam para pior. Moro há muitos anos no Rio e lá, há 20 anos, não se constrói novos teatros. Se bem que teve esse novo, que custou milhões, o Cidade das Artes, que é um monstro cinza, não tem uma bandeira ou um cartaz na porta que diga: aqui se faz teatro. É horroroso. Até o jardim é mal cuidado. Tudo é ruim. Não há interesse no teatro. Essa é a política cultural que nos oprime. E isso é o que existe neste País.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Quais são suas lembranças de São Paulo?
ARY FONTOURA — Na verdade não sou carioca nem paulista, sou curitibano. Morava em Curitiba e, quando comecei a fazer teatro, a cidade tinha 200 mil habitantes. Eu sabia que minha permanência lá seria por tempo determinado. Aí houve uma apresentação da EAD [Escola de Arte Dramática] do dr. Alfredo Mesquita lá em Curitiba. Aquilo me bateu, eu tinha 17 anos. Pensei, eu tenho que sair daqui e ir para São Paulo, meu Deus é isso que eu tenho de fazer! Perguntei ao doutor Alfredo, que estava lá em Curitiba, como seria a vida de ator em São Paulo. Ele me deu umas coordenadas. Fiquei com isso guardado.

MIGUEL ARCANJO PRADO — E quando veio para São Paulo pela primeira vez?
ARY FONTOURA — Aí, quando eu tinha 19 anos, eu vim para um simpósio de literatura infanto-juvenil com a turma do Colégio Estadual do Paraná, no Teatro Cultura Artística. Basta te dizer que eu apareci muito pouco no seminários [risos]. Foram dez dias que vi muito teatro. Fui ao TBC [Teatro Brasileiro de Comédia], vi Cacilda Becker, me encantei por São Paulo de uma maneira tal que não queria mais sair.

ENO 0124 Entrevista de Quinta: Voltamos à idade média, diz Ary Fontoura

Ary Fontoura: "Tirava foto no vale do Anhangabaú para provar que estava em São Paulo" - Foto: Eduardo Enomoto

MIGUEL ARCANJO PRADO — E você ficou?
ARY FONTOURA — Não! Estávamos hospedados no Estádio do Pacaembu. No domingo, quando teríamos que ir embora para Curitiba, eu me escondi no banheiro, mas me esqueci que dava para ver, por cima, que eu estava lá. O maldito do professor teve a ideia de subir numa cadeira e me viu pelo alto do boxe. Ele me disse: "você  pode até ficar depois, mas agora vai ter de voltar comigo, se quiser ficar tem de vir por você mesmo". Foi a pior viagem da minha vida, 24 horas dentro de um trem, eu chorando. Foi horrível voltar para Curitiba, eu não queria ficar lá, minha família me oprimia. Depois, vim para São Paulo por conta própria. Tirava fotografia no vale do Anhangabaú para mandar para a minha família e provar que eu estava em São Paulo. Então, sempre venho com prazer para cá. O Rio acabou sendo a minha casa, o lugar que escolhi para viver, até porque comecei a fazer televisão, mas eu amo São Paulo.

MIGUEL ARCANJO PRADO — O Comediante lida com um ator mais velho que tenta voltar aos holofotes. Como é a questão do ego na profissão de ator?
ARY FONTOURA — O ego é a pior coisa de todas na vida de qualquer ator. É uma profissão onde a gente exerce sobretudo esse culto ao eu. Baseado nisso, me agrada muito que o personagem seja engraçado, porque ele é tragicômico e profundamente humano. É uma histórica que provoca uma série de problemas no sentido do futuro. A pior coisa na arte é um individuo querer aparecer novamente e não poder. Há milhares pessoas que caem de repente e não são mais tão midiáticos. E isso acontece de uma maneira cruel dentro da própria televisão. Hoje em dia, o numero de atores da maior idade estão sendo jogado de escanteio. Está certo que os jovens cheguem e tomem seus lugares. Acredito que é preciso que haja renovação, mas é preciso que haja também entendimento de que quem ainda está aí tem uma capacidade de realizar e tem uma história, que hoje em dia, em pouquíssimas ocasiões, é respeitada. Você chega e as pessoas perguntam que nome você tem. Você trabalha anos e anos em uma organização e quando vai assinar um contrato tem um executivo da vida que entrou ali outro dia e não tem nada a ver com sua área e lhe pergunta: "Você veio assinar o contrato? Qual é seu nome, por favor?". Aí, ou você fica ou vai embora, não é? O Delon, meu personagem na peça, está inserido neste contexto. É uma pessoa esquecida. E, por ser esquecido, vive todo um conflito de uma profissão.

O Comediante
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 21h, domingo, 19h. 90 min. Até 15/3/2015
Onde: Teatro Raul Cortez (r. Dr. Plínio Barreto, 285, Bela Vista, metrô Trianon-Masp, São Paulo, tel. 0/xx/11 3254-1631)
Quanto: R$ 70 (sexta) e R$ 80 (sábado e domingo)
Classificação etária: 12 anos

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agora vai erica catarina2 Bloco do teatro, Agora Vai desfila nesta terça feira

Agora Vai desfila nesta terça-feira em São Paulo, no Minhocão - Foto: Erica Catarina

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A turma do teatro paulistano já está em polvorosa para colorir de roxo e amarelo o Minhocão durante o desfile do bloco Agora Vai, que tem em sua fundação integrantes do Cia. São Jorge de Variedades, com sede na Barra Funda, em São Paulo.

 Bloco do teatro, Agora Vai desfila nesta terça feira

Roxo e amarelo são as cores do Agora Vai - Foto: Erica Catarina

A concentração está marcada para começar às 17h11 (sim, este é o horário; portanto, não se atrase), em frente ao largo Padre Péricles, nas proximidades do Boteco do Zé, na rua Marta, na Barra Funda.

Depois, o bloco segue rumo ao Minhocão, onde costuma balançar as estruturas do elevado, causando frisson em seus foliões.

O bloco Agora Vai nasceu em 2004. Segundo sua direção, ele "reúne artistas, crianças e apaixonados pelo Carnaval de rua".

Nomes do teatro paulistano, como Georgette Faddel, Bárbara Bonnie e Fagundes Emanuel, são figuras costumeiras no bloco.

A mascote do bloco é a boneca preta Jurema, sempre celebrada no marcha-samba do bloco.

Aprenda a cantar

Veja a letra do marcha-samba de 2015 do Agora Vai:

"Tem o balanço do mar
Tem o luar na imensidão
A cachoeira encantada
O arco-íris e o trovão

Tem o mistério das matas
E o sereno que cai
Pedra preciosa, joia rara
Nada disso se compara a você, Agora Vai
Pedra preciosa, joia rara
Nada disso se compara a você, Agora Va

É de roxo e amarelo
Que eu vou
O que eu mais esperava
Chegou
Chegou

Pode preparar seu coração
Vai ter Jurema
Outra vez no Minhocão (2x)"

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Ato a Quatro 1 Foto Flavio Barollo Quarteto explosivo joga com paixões em peça

Ato a Quatro estreia no dia 26 de fevereiro no Sesc Pinheiros, em São Paulo - Foto: Flavio Barollo

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Enquanto o Carnaval chega ao fim, a turma da peça Ato a Quatro faz os últimos ajustes para a estreia da montagem, no próximo dia 26 de fevereiro, em São Paulo.

A peça vai ocupar o auditório do Sesc Pinheiros (r. Paes Leme, 195),onde fica em cartaz até 4 de abril, com entrada a R$ 25 a inteira. A temporada será às quintas, sextas e sábados, 20h30.

O texto é de Jane Bodie, inglesa radicada na Austrália. A ideia de trazê-lo para o Brasil é de Bruno Perillo, que o traduziu e também dirige a obra.

Estão no elenco Edu Guimarães, Luciano Gatti, Joana Dória e Nicole Cordery.

Juntos foram um quarteto que vive um explosivo jogo amoroso, com o teatro como pano de fundo.

Para Perillo, a obra é "sobre a solidão do homem e sua incapacidade de ser livre, num ambiente global nunca tão próximo e tão conectado".

Dinâmica, a peça é apresentada sob forma de 25 cenas curtas. Chris Aizner e Nilton Aizner fizeram a cenografia, que traz projeções de imagens como destaque.

Dan Nakagawa fez a trilha sonora, calcada na música contemporânea. A atriz Janaína Suaudeau faz a assistência de direção, enquanto Igor Sane e Flavio Barollo são os responsáveis pela luz.

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stella menz alexandre guaraci foto bob sousa 2015 O Retrato do Bob: Stella Menz e Alexandre Guaraci, à espera de BeatrizFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os atores Stella Menz e Alexandre Guaraci, dois talentos da nova geração teatral de São Paulo, esperam, desejosos, a chegada dela, que é fruto de amor desabrochado pelo teatro. Já tão amada, vem dar mais poesia à vida, que se renova com sua chegada. Que venham consigo coisas boas. Saúde, amor e paz. Já nasce com nome de artista, trazendo a delicadeza a este duro 2015. Então, juntemo-nos todos a Stella e Guaraci, e esperemos, ansiosos, a chegada de Beatriz.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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TEATRÃO Veja primeiras fotos de Ensaio para um Adeus Inesperado

Douglas Castro, João Carlos Castanha e Marisa da Costa: peça de Roveri no Sul - Foto: Alisson Fernandes de Aguiar

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O Atores & Bastidores do R7 mostra, com exclusividade, as primeiras imagens da peça Ensaio para um Adeus Inesperado, de Sergio Roveri.

Com direção de João Carlos Castanha, a obra está prevista para estrear em Porto Alegre, no Rio Grande do Sil, no segundo semestre.

No elenco, estão Douglas Castro e Marisa da Costa. Os ensaios ocorrem em ritmo vertiginoso.

ENSAIO 2 Veja primeiras fotos de Ensaio para um Adeus Inesperado

Douglas Castro e Marisa da Costa em um dos ensaios - Foto: Alisson Fernandes de Aguiar

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Foto Paulo Pinto LIGASP Fotos PúblicaCarnavalSPNene de Vila Matilde2 Zé Celso é reverenciado no desfile da Nenê

Zé Celso é destaque no desfile da Nenê de Vila Matilde - Foto: Paulo Pinto/LigaSP/Fotos Pública

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um dos maiores diretores teatrais da história do Brasil, Zé Celso Martinez Corrêa, do Teat(r)o Oficina, foi destaque no desfile da Nenê de Vila Matilde.

O artista dispensou fantasia luxuosa e preferiu apostar na simplicidade de uma bata e calça branca, destacando-se em meio ao show de cores da escola.

Eufórica, a agremiação da zona leste paulistana encerrou o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial, no sambódromo do Anhembi, em São Paulo, já no começo da manhã deste sábado (14).

O enredo da Nenê foi Moçambique - A Lendária Terra do Baobá Sagrado. A tradicional escola, que já obteve 11 títulos do Carnaval paulistano, fez desfile luxuoso e embalado pelo ritmo afro.

elisete jeremias Zé Celso é reverenciado no desfile da Nenê

Elisete Jeremias, diretora da ala Um Povo que Sorri, com atores do Oficina - Foto: Divulgação

Zé Celso participou ativamente do Carnaval da Nenê neste ano, já que o diretor viveu em Moçambique durante seu exílio na década de 1970 e participou da revolução naquele país.

Cerca de 80 atores do Teat(r)o Oficina desfilaram na ala Um Povo que Sorri, sob direção de Elisete Jeremias, que foi durante muitos anos diretora de cena do Oficina. A ala teve coreografia de Marcio Telles e encenação de Marcelo Drummond.

Foto Paulo Pinto LIGASP Fotos PúblicaCarnavalSPNene de Vila Matilde3 Zé Celso é reverenciado no desfile da Nenê

Moçambique no Anhembi: Zé Celso vibra durante passagem da Nenê - Foto: Paulo Pinto/LigaSP/Fotos Pública

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Puzzled foto Adauto Perin 7 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Magali Biff em cena de Puzzle (D), que estreia em pleno Carnaval, em SP- Foto: Adauto Perin

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Sexta-feira 13
Enquanto a maioria dos brasileiros só pensa em pular Carnaval, o diretor Felipe Hirsch escolheu esta sexta-feira (13), data do começo da folia, para estrear sua peça Puzzle (D), no Teatro do Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Tudo a ver com o recado da obra.

Pesos pesados
No elenco, estão grandes nomes do nosso teatro: Georgette Faddel, Guilherme Weber, Isabel Teixeira, Javier Drolas, Luiz Paetöw, Luna Martinelli e Magali Biff. Aliás, Magali é sempre um espetáculo à parte.

Cadê a folia?
Boa parte dos intelectuais da Selva de Pedra estarão na estreia. Em tempo: a peça enfia o dedo nas feridas brasileiras (maiores a cada dia), sendo uma espécie de manifesto antiufanista (até mesmo porque, do jeito que as coisas andam, não dá para se orgulhar do Brasil). Nada mais apropriado, então, do que estrear em pleno Carnaval.

Tristeza não tem fim...
Falando em depressão em plena folia, o que é esse novo presidente da Câmara dos Deputados (cujo nome é melhor nem dizer, para que não ganhe mais fama) que só pensa em instituir "dia do orgulho hétero" e ainda em atacar famílias fora do "padrão" heteronormativo? Por que ele não se preocupa com a grave crise hídrica que vem a galopes por aí?

Atraso
Não adianta nada o Brasil ser a sétima economia do mundo e ter políticos desse naipe no cargo que é o terceiro da linha sucessória do poder. Para chegarmos ao desenvolvimento, ainda falta muito. Mas, muito mesmo...

leandro knopfholz daniel sorrentino Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

O empresário e produtor cultural curitibano Leandro Knopfholz, diretor do Festival de Teatro de Curitiba: ele não quer saber de crise - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

Sem medo da crise
Leandro Knopfholz, diretor do Festival de Teatro de Curitiba, não quer saber de tristeza porque o evento perdeu verba. Muito pelo contrário, aposta em sua tradição. Ele viu seu orçamento diminuir de R$ 6,5 milhões para cerca de R$ 4 milhões neste ano. Mesmo assim, manteve a programação farta.

"Vai continuar o maior do Brasil"
Em conversa exclusiva com o blog, disse: "Todos os anos reunimos 1.500 profissionais do teatro em Curitiba. O Festival de Teatro de Curitiba é o maior do Brasil, é a maior plataforma de lançamento de espetáculos do País. Neste ano, mesmo com um cenário econômico complicado no País, não será diferente. O Festival de Teatro de Curitiba continua o maior do Brasil. E vai continuar sendo". Leia a entrevista completa.

Heiner Goebbels ©Wonge Bergmann for iia Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Heiner Goebbels, músico alemão que dará oficina durante a MITsp - Foto: Wonge Bergmann

Reclamação
Tem muita gente por aí reclamando que não conseguiu comprar ingresso para as peças da 2ª MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Um espectador, deprimido, escreveu para a coluna, dizendo que preferia a época em que as entradas eram de graça, quando podia esperar na fila, mas se garantia, chegando bem cedo. Guilherme Marques, diretor da MITsp, explicou o porquê de cobrar ingresso ao blog. Leia.

Sem panelinha, hein?
Tem gente também que já revelou à coluna que ficará de olho na lista dos aprovados para os cursos com nomes internacionais na MITsp. É que tem muita gente com medo de só entrarem "nomes da panelinha". E já que o evento é feito com dinheiro público, o justo é que a seleção seja feita da forma mais democrática possível, modo que a coluna acredita que será. Se assim não fosse, viraria uma espécie de curso VIP para poucos bancado por todos nós. O que não seria ético.

Concentração
Voltando a falar do Carnaval, o povo do Teat(r)o Oficina quer mais é exibir sua brasilidade na avenida. A turma da Ala Um Povo que Sorri, da Nenê de Vila Matilde, vai se concentrar na sede Teat(r)o Oficina, no Bixiga, entre 23h e 3h, quando partem para o sambódromo do Anhembi. Todos juntinhos e já devidamente alimentados pelo chef Alessandro Ubirajara, que vai cozinhar um farto prato moçambicano para ninguém fazer feio no samba.

elisete jeremias guilherme godoy2 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Elisete Jeremias, no Anhembi: pronta para o desfile da Nenê - Foto: Guilherme Godoy

Derradeira
A ala, que tem 80 atores do grupo de Zé Celso, será a última a pisar na avenida no primeiro dia do Grupo Especial paulistano. É a última da escola, que encerra a abertura do Carnaval no Anhembi. Zé Celso estará por lá, arrasando, é claro. A Nenê homenageia Moçambique, onde Zé viveu durante o exílio. Elisete Jeremias é a diretora de ala. Deu a vida por esse Carnaval e merece o título de campeã.

Caipira, Pirapora
Já a turma do grupo Os Satyros vai sair na ala Romaria, da Vai-Vai, que homenageia Elis Regina em seu desfile. Como o nome indica, a ala vai representar a canção de Renato Teixeira que foi sucesso na voz da Pimentinha. Ivam Cabral vai acompanhar o desfile de casa, pela televisão. Isso mesmo, Ivam, tem de descansar um pouco da vida corrida.

Heroínas da resistência
A peça As Moças - O Último Beijo vai fazer que não viu o bloco passar. Terá sessões normais no sábado (14), às 20h, e no domingo (15), às 19h, no Espaço dos Parlapatões. A coluna dá todo o apoio. O teatro não pode parar.

Curitiba, aí vou eu!
A Trupe Temdona está feliz da vida. O grupo vai participar do Fringe, a mostra diversa do Festival de Teatro de Curitiba. Estarão por lá com a peça Iepe.

Agenda Cultural da Record News

Encontro marcado
José Fábio Nougueira, secretário de Cultura de Presidente Prudente, no interior paulista, pede para a coluna tornar público que já está definida a data do 22º Fentepp, o Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente. Será realizado entre 20 e 29 de agosto de 2015.

Glória
Em tempo: o Fentepp foi eleito o melhor festival de teatro de 2014 do Brasil pelos internautas do R7, na votação dos Melhores do Teatro R7 de 2014, que contou com mais de 200 mil votos.

WALMOR Y CACILDA CLAUDIA JUNQUEIRA Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

O diretor Zé Celso recebe o abraço do fotógrafo Bob Sousa durante o último Fentepp: 22ª edição do festival eleito o melhor do Brasil no R7 será em agosto - Foto: Claudia Junqueira

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oficina guilherme godoy2 Oficina faz jantar forte para desfilar com a Nenê

Com Elisete Jeremias à frente, ala do Oficina na Nenê ensaia no Anhembi - Foto: Guilherme Godoy

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Já está tudo pronto para o desfile do Teat(r)o Oficina na ala Um Povo que Sorri, que vai encerrar o carnaval da Nenê de Vila Matilde, na primeira noite do Carnaval de São Paulo, na madrugada deste sábado (14).

Para que os 80 atores estejam bem dispostos no sambódromo do Anhembi, haverá um jantar com comidas típicas de Moçambique na sede do Oficina, no Bixiga, a partir das 23h deste sexta (13). De lá, já devidamente alimentados, os atores partirão para o sambódromo.

Os pratos serão preparados pelo ator e chef oficial do Oficina, Alessandro Ubirajara, que também é artista plástico e faz pratos cheios de conceito. Ao R7, ele revela o cardápio: “Xima e Caril de Amendoim com Galinhas. Shima ou Xima é uma massa de milho cozida com água e sal, alimento forte que salvou a vida de muitas famílias em época de guerra ou seca”.

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Alessandro Ubirajara é o chef responsável pela comida moçambicana - Foto: Bob Sousa

A parceria do Oficina com a escola já dura cinco anos. O diretor José Celso Martinez Corrêa e a atriz e modelo Vera Valdez serão destaques da ala. Não custa nada lembrar que Vera foi a modelo queridinha de ninguém menos do que Coco Chanel. A cantora Célia Nascimento também estará no desfile.

O enredo da Nenê, sob comando do carnavalesco Magoo, é Moçambique – A Lendária Terra do Baobá Sagrado. Quando esteve no exílio, Zé Celso participou da revolução socialista no país africano. Zé aproveitou a deixa para exibir aos foliões o documentário 25, feito por ele e Celso Lucas em 1975 sobre a Revolução de Moçambique.

oficina ricardo martins Oficina faz jantar forte para desfilar com a Nenê

Ala Um Povo que Sorri ensaia no palco do Oficina - Foto: Ricardo Martins

A Nenê de Vila Matilde já conquistou 11 títulos de campeã do Carnaval de São Paulo. A ala Um Povo que Sorri é dirigida por Elisete Jeremias, e conta com o apoio de Marcio Telles, diretor de harmonia da Nenê, que também coreografou a ala ao lado de Uilson Alves. Victor Gally assina a produção executiva, e Marcelo. Drummond, a encenação.

Rodrigo Fidelis, Carlota Joaquina e Camila Mota vão garantir a boa evolução da ala na avenida, enquanto Bernardo Cruz ficará de olho na harmonia.

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Valquiria Ribeiro 7 Entrevista de Quinta   Valquiria Ribeiro faz 30 anos de Carnaval: Foi entrada para carreira de atriz

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Musa da Vai-Vai e da Mangueira, além de ser atriz da Record, a paulistana Valquiria Ribeiro conta os minutos para começar a folia. Afinal, neste 2015 ela completa 30 anos de Carnaval.

A efeméride não é para qualquer uma, ela sabe muito bem. Foi por brilhar na avenida que ela acabou galgando passos importantes na carreira de atriz.

A Vai-Vai homenageia Elis Regina em seu desfile deste ano. Já a Mangueira, no Rio, desfilará o enredo Mulher Brasileira em Primeiro Lugar. Ambas escolas destacaram lugar importante a Valquiria em sua passagem pelo sambódromo.

Em São Paulo, ela desfila na madrugada de sábado. No Rio, na de domingo. Assim, revela, nesta Entrevista de Quinta ao Atores & Bastidores do R7, que será uma correria danada o seu Carnaval.

Leia com toda a calma do mundo.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você está completando 30 anos de Carnaval em 2015. O que a folia representa na sua vida?
VALQUIRIA RIBEIRO — Eu não consigo viver sem o Carnaval. Completar 30 anos de avenida, não é fácil. É muita dedicação, empenho e principalmente saúde. Mas quando se ama, qualquer esforço vale a pena. O Carnaval, inclusive, foi uma grande entrada para minha carreira como atriz, a exposição positiva me ajudou muito quando comecei a estudar teatro e ingressar nos primeiros trabalhos.

Valquiria Ribeiro 4 Entrevista de Quinta   Valquiria Ribeiro faz 30 anos de Carnaval: Foi entrada para carreira de atriz

Valquiria Ribeiro: 30 anos desfilando no sambódromo - Foto: Divulgação

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você virá de musa da Vai-Vai mais uma vez neste ano. Qual será sua fantasia?
VALQUIRIA RIBEIRO — Vou representar a canção Aquarela do Brasil, no enredo que exalta a vida de uma das mulheres mais influentes e poderosas da história da música brasileira, Elis Regina.

MIGUEL ARCANJO PRADO — E qual será a fantasia na Mangueira?
VALQUÍRIA RIBEIRO — Em São Paulo, a Vai-Vai conta a vida de uma grande mulher e, coincidência, ou não, a Mangueira também fala sobre a força da mulher no cenário atual. Com o enredo Mulher Brasileira em Primeiro Lugar, que é o refrão de uma música de Benito di Paula, que inspirou o enredo. A escola mostrará a força e status  da mulher brasileira. Vou estar à frente do quinto carro, que fará uma homenagem às grandes autoras e escritoras, que revolucionaram a sociedade e deixaram sua marca.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você tem algum cuidado especial?
VALQUIRIA RIBEIRO — Eu malho bastante e me alimento bem. Quando chega essa época de Carnaval, eu sempre fecho a boca e troco o treino aeróbio por um treino de hipertrofia. Assim, o corpo aguenta o impacto de sambar sem parar por mais de uma hora na avenida sem ter lesões.

MIGUEL ARCANJO PRADO — E você vai aguentar desfilar em São Paulo e, logo depois, no Rio?
VALQUIRIA RIBEIRO —Olha, vou sair da avenida direto pro aeroporto! Não sei nem se vou conseguir dormir o suficiente. Me preparei psicologicamente pra isso e sei que dará tudo certo!

Valquiria Ribeiro 3 Entrevista de Quinta   Valquiria Ribeiro faz 30 anos de Carnaval: Foi entrada para carreira de atriz

Valquiria Ribeiro desfila na Vai-Vai, em SP, e na Mangueira, no Rio - Foto: Divulgação

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