Posts com a tag "zé celso"

liz reis foto bob sousa O Retrato do Bob: Liz Reis, fogo puroFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

No intenso grupo de atores do Teat(r)o Oficina, Liz Reis logo chama a atenção. A atriz nascida em Santo André, no ABC Paulista, também é diretora e transita entre palco e academia com propriedade. É pós-graduada em artes pela USP (Universidade de São Paulo). Atua nas montagens Cacilda!!!, Cacilda!!!! e Cacilda!!!!!, sob direção do gênio Zé Celso Martinez Corrêa. Mas já esteve também ao lado de outros nomes potentes de nossos palcos, como Rudifran Pompeu, Marco Antônio Braz e Marcelo Marcus Fonseca, do Teatro do Incêndio. Afinal, Liz é fogo puro.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

ze celso1 bob sousa O Retrato do Bob: Zé Celso, cabeça do teatroFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O que seria do teatro brasileiro sem José Celso Martinez Corrêa? Zé Celso é pura arte viva, inquietante, provocativa. Não teme, enfrenta. Não se acomoda, inova. Tem sede de teat(r)o sem fim. Em tempos de retrocesso, no último mês precisou depor no Fórum Criminal da Barra Funda por conta de uma cena teatral. Denunciou o absurdo. No último fim de semana, fez barulho no Fentepp, o Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente. Defendeu com veemência nossos palcos acuados pela especulação imobiliária. E ele ainda prepara muita coisa para dezembro, mês farto em seu Teat(r)o Oficina. Nesta terça (2), recebe a escola de samba Nenê de Vila Matilde para uma noite de samba, já que seu grupo será a ala Um Povo que Sorri, que encerrará o desfile da agremiação e do Carnaval paulista em 2015. Vão cantar Moçambique, velha conhecida de Zé Celso no exílio. No dia 5 de dezembro, celebra o centenário da arquiteta Lina Bo Bardi, que projetou o Oficina ao lado de Edson Elito. Já entre 12 e 23 de dezembro, faz apresentações dos cinco espetáculos da série Cacilda. No último dia, acontece também o Rito da Ethernidade de Luis, que rememora o irmão de Zé Celso, o diretor Luis Antônio Martinez Corrêa, assassinado em 1987. O teatro brasileiro precisa de Zé Celso, sua cabeça. Evoé.

Saiba mais sobre o Teat(r)o Oficina

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

WALMOR Y CACILDA CLAUDIA JUNQUEIRA Zé Celso protesta pelo teatro no fim do Fentepp

Zé Celso defende o teatro em fala no Fentepp e recebe o abraço do fotógrafo Bob Sousa - Foto: Claudia Junqueira

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Quem assistiu à sessão de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe nesta sexta (28), no ginásio municipal de Presidente Prudente, interior de São Paulo, viu José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, fazer um discurso veemente em defesa dos teatros brasileiros contra a especulação imobiliária. O diretor foi motivado, sobretudo, pelo despejo do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos de sua sede, em São Paulo, no dia anterior.

O espetáculo do Teat(r)o Oficina encerra o 21º Fentepp (Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente), com a segunda sessão neste sábado (29). A organização do evento é da Prefeitura de Presidente Prudente em parceria com o Sesc São Paulo e apoio da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Foram 25 espetáculos apresentados, entre eles o do Oficina e também Nossa Cidade, com direção de Antunes Filho, que abriu o evento.

bob sousa1 Zé Celso protesta pelo teatro no fim do Fentepp

Oficina incendeia o Fentepp com seu espetáculo Walmor y Cacilda 64: Robogolpe - Foto: Bob Sousa

"Espaço sagrado"

Zé Celso falou sobre o despejo do Bartolomeu pela INK Incorporadora na última quinta (27), em São Paulo, fato que emocionou toda a classe teatral brasileira. Os pertences dos artistas foram retirados à força do local, por ordem da Justiça. Houve até acompanhamento policial para que os artistas não resistissem.

Indignado, Zé Celso bradou que "o teatro é um espaço sagrado".

— Onde for fechado um teatro deveria ser aberto outro no mesmo lugar.

Foi ovacionado pelo público. O fotógrafo Bob Sousa, colaborador do Atores & Bastidores do R7, estava na plateia e, ao fim do espetáculo, fez questão de cumprimentar Zé Celso pela atitude corajosa de defesa da classe teatral contra a especulação imobiliária. Para Bob, Zé é uma liderança necessária à classe artística.

— Um nome como Zé Celso encabeçar essa causa é muito importante para o teatro.

Zé Celso e seu Teat(r)o Oficina lutam há muito tempo também para manter o terreno no entorno do teatro, no Bixiga, que pertence ao Grupo Silvio Santos. Por conta da resistência dos artistas é que ainda não foram erguidas novas torres no local, o que prejudicaria a arquitetura do teatro criado por Lina Bo Bardi e Edson Elito há 20 anos.

Veja a cobertura do Fentepp no R7!

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

antunes ze celso bob sousa Antunes abre e Zé Celso fecha festival de Presidente Prudente, que chega à maioridade

Dois monstros do teatro brasileiro juntos no festival: Antunes abre e Zé Celso fecha Fentepp - Fotos: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

Por longos anos São José do Rio Preto abrigou o mais importante festival de teatro do interior paulista, com seu FIT (Festival Internacional de Teatro). Pois 2014 pode mudar essa tradição, com a chegada de um reformulado Fentepp (Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente), realizado pela Prefeitura de Presidente Prudente, no interior paulista, em parceria com o Sesc São Paulo e a Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo.

A curadoria foi feita por Rodrigo Elói (coordenação) e Adriana Macedo, do Sesc São Paulo; Luiz Fernando Marques, o Lubi, diretor convidado do Grupo XIX; e Denilson Biguetti, da Secretaria Municipal de Cultura de Presidente Prudente.

O objetivo é impulsionar o evento em sua maioridade, já que chega à 21ª edição entre 21 e 29 de novembro próximo. São 25 espetáculos de todo o País que fazem 47 apresentações em espaços fechados, como Centro Cultural Matarazzo e o Sesc Thermas de Presidente Prudente, e abertos, como ruas e praças da cidade. Quatro companhias foram convidadas e as outras, selecionados pela curadoria num total de 300 inscritos.

Os ingressos já estão à venda e custam R$ 17 a inteira, R$ 8,50 a meia-entrada, válida para a classe teatral prudentina, estudantes, aposentados, servidores de escolas públicas e deficientes, mediante comprovação. Já comerciários e dependentes pagam só R$ 5. Os espetáculos infantis e com classificação livre têm entrada gratuita.

Antunes, Zé e Bob

Para impressionar, a programação traz dois bastiões do teatro brasileiro. Ela abre com Nossa Cidade, o premiado recente espetáculo do diretor Antunes Filho. E fecha com Walmor y Cacilda 64: Robogolpe, do Teat(r)o Oficina de José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso.

bob sousa Antunes abre e Zé Celso fecha festival de Presidente Prudente, que chega à maioridade

O fotógrafo do teatro Bob Sousa, em autorretrato: primeira exposição do livro Retratos do Teatro

Além dos dois ícones, o evento ainda terá a primeira exposição do livro Retratos do Teatro (Ed. Unesp), do fotógrafo Bob Sousa, colaborador deste blog. Serão 20 retratos de ícones dos palcos, entre os quais estão Antunes Filho e Zé Celso, é claro.

A programação ainda traz um dos espetáculos mais aclamados de 2014, o carioca Conselho de Classe, da Cia. dos Atores,  com sua inteligente abordagem do ambiente da escola pública brasileira abandonada pelos governantes.

Mas nem só de megassucessos se faz uma programação de um festival nacional de teatro. Assim, grupos de variadas partes do Brasil foram selecionados pela curadoria do festival.

Paulistas dominam programação

Há faltas sentidas, como de um grupo mineiro, ou de representantes das regiões Centro-Oeste e Norte, que não integram o Fentepp. Há uma centralização em espetáculos paulistas, para um festival que deseja ser nacional.

O poético Sabiás do Sertão, da Cia. Cênica de São José do Rio Preto, foi um dos selecionados — outras duas peças da mesma cidade são Mundomudo, da Cia. Azul Celeste, e Expresso Caracol, da Cia. dos Pés.

A pintora mexicana Frida Khalo é homenageada na peça Obra Inacabada de Frida Khalo, do grupo local Cia. de Teatro Vermelho, único representante de Presidente Prudente no Fentepp. Ainda do interior paulista tem Quem Roubou meu Sapatinho, do Grupo Teatral InSônia, de Ribeirão Preto.

A turma da Baixada Santista, que atualmente tem um importante festival internacional também promovido pelo Sesc, o Mirada, em Santos, está muito bem representada com o grupo Teatro do Kaos, de Cubatão, que apresenta Os Sapatos que Deixei pelo Caminho.

Além de Antunes e Zé Celso, a capital paulista domina a programação, com ainda os espetáculos A Rainha do Rádio, da Cia. A Quatro Mãos, O Menino que Mordeu Picasso, da Charge Produções Artísticas, Acusação a uma Atriz, da MiniCia. Teatro, Otelo e a Loira de Veneza ou o Pancadão da Traição, da Cia. Lona de Retalhos, A Morte de Ivan Ilitch, do Núcleo Caixa Preta, Monóculo, do Tecelagem Grupo de Teatro, e Pop, da Cia. Noz de Teatro.

Outros Estados

De outros estados do Sudeste, o Espírito Santo manda Anjos e Abacates, da Repertório Artes Cênicas e Cia., de Vitória. Já o Rio envia Dá Licença, Minha Gente, do Grupo Teatral Cutucurim, de Angra dos Reis.

O Nordeste é representado por Felinda, da Cia. Carroças de Mamulengos, da cidade cearense de Juazeiro do Norte, e por Fúlvio e o Mar, do Coletivo Atores à Deriva, de Natal.

Du Sul tem a peça Das Águas, da Cia. Carona, da cidade catarinense de Blumentau, Um Dois, Três: Alice!, da Téspis Cia. de Teatro, da cidade catarinense Itajaí, e Bilie, da curitibana Dezoito Zero Um Cia. de Teatro. Além dos também curitibanos da Pivete Cia. de Arte, que apresentam a peça O Rato, e Londrina, também no Paraná, que envia Números, da Cia. Os Palhaços de Rua.

Saiba mais sobre o 21º Fentepp!

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

ze celso julia chequer r7 Zé Celso se recusa a pagar multa por cena de peça; no Fórum Criminal, atores do Oficina pedem paz

Zé Celso prestou depoimento no Fórum Criminal por conta de cena de peça - Foto: Julia Chequer/Arquivo R7/7-4-2010

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Integrantes do Teat(r)o Oficina fizeram um ato artístico em frente ao Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, na tarde desta quarta (5). A ação ocorreu durante depoimento do diretor José Celso Martinez Corrêa, do Zé Celso, 77 anos, e da produtora do Oficina, Ana Rúbia, e dos artistas Tony Reis e Mariano Mattos Martins, à Justiça.

O Oficina está sendo acusado de “crime contra a paz pública” por conta de uma encenação artística — um trecho da peça Acordes, inspirada em Bertolt Brecht — em novembro de 2012 na PUC-SP. Um padre se sentiu ofendido pela peça e deu queixa contra o grupo. Zé Celso considera a ação judicial de um “ato contra a liberdade de expressão”.

O R7 esteve no local e acompanhou a movimentação de fora. O depoimento não pôde ser coberto pela imprensa.

"Arte não é crime"

Segundo relato dos artistas, a Promotoria acusou os integrantes do Oficina de se esconderem atrás da arte que fazem para poderem incitar o crime contra a paz pública. O promotor propôs que o Oficina pagasse uma multa de um salário mínimo ao padre. Os artistas recusaram a proposta, por entenderem que esta ofendia toda a classe artística.

Para eles, aceitar o pagamento da multa implicaria em concordar que toda a arte possa ser criminalizada se alguém da plateia se sentir ofendido por algo dito em cena. O que feriria a liberdade de expressão garantida na Constituição e o próprio sentido da arte.

Zé Celso ficou indignado com o que ouviu na audiência, como contou ao R7 assim que saiu do Fórum Criminal.

— Ele [o promotor] ofereceu pagarmos um salário mínimo e ficar isso tudo por aí. O que eu ouvi do promotor é um crime contra a arte. Ele diz que nós nos escondemos na arte para dizer impropérios e incitar o crime contra a paz pública. Isso para mim é um crime contra a arte. A arte é livre!

O diretor do Oficina lembrou que muitos lutaram durante a ditadura pela liberdade de expressão artística e pelo fim da censura.

— Ninguém se esconde atrás da arte. Cacilda Becker quando vai ao DOPS acusada de fazer propaganda soviética por ler Pablo Neruda, ela diz: "Meu único partido é o teatro". Esta cena está em Walmor y Cacilda 64: Robogolpe [peça do Oficina em cartaz]. O promotor acha que a arte é um biombo que se usa. É importante ser divulgado que estão querendo tirar a liberdade da arte. Nós não somos criminosos, os artistas lutaram muito pela liberdade e a cultura livre no Brasil e, em 2014, apesar desse movimento de ódio, a censura ainda é livre. Isso que está acontecendo é uma ofensa a todos os que lutaram pela liberdade na ditudura! Não podemos aceitar.

Mariano Mattos Martins, artista que também esteve na audiêcia, falou ao R7 que " a arte está sendo colocada como o crime; a ditadura acabou faz tempo, mas parece que não."

— A gente não aceitou isso [de pagar a multa]. A gente vai continuar, porque não aceitamos ser criminosos por fazer arte. Querem colocar a cultura e os artistas na marginalidade e diminuir o poder e a importância da arte teatral.

ze celso martinez correa julia chequer r7 Zé Celso se recusa a pagar multa por cena de peça; no Fórum Criminal, atores do Oficina pedem paz

O diretor José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, foi intimado a depor nesta quarta (5) no Fórum Criminal de SP por conta de um trabalho artístico feito com o Teatro Oficina em novembro de 2012 na PUC-SP - Foto: Julia Chequer/Arquivo R7/7-4-2010

Ato artístico

Na calçada do Fórum, na avenida Doutor Abraão Ribeiro, os artistas fizeram um discurso de paz enquanto os integrantes do Oficina prestavam esclarecimentos à Justiça. Eles entoaram o cântico que traz os seguintes versos: “Paz, amor e paz. E muito mais”. A música faz parte da trilha da peça Walmor y Cacilda 64: Robogolpe, no momento em que a atriz Cacilda Becker dá depoimento ao DOPS nos anos de chumbo da ditadura.

Nesta cena, a personagem Maria Della Costa, interpretada pela atriz Juliane Elting, diz a seguinte frase: “Não achamos lógico, neste momento ilógico, nós, por personagens vividos, sermos... punidos!”.

A atriz Camila Mota, integrante do Oficina, falou com o editor de Cultura do portal R7, Miguel Arcanjo Prado, durante o ato artístico em frente ao Fórum Criminal. Veja a entrevista no vídeo abaixo:

+ Zé Celso é chamado para depor no Fórum Criminal; diretor ataca marcha a favor da ditadura militar

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

julia chequer ze celso Zé Celso é chamado para depor no Fórum Criminal; diretor ataca marcha a favor da ditadura militar

Zé Celso terá de depor no Fórum Criminal da Barra Funda, em SP - Foto: Julia Chequer/Arquivo R7-7/4/2010

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Nesta quarta (5), José Celso Martinez Corrêa, o  Zé Celso, 77 anos, terá de depor, às 14h, no Juizado Especial Criminal do Foro Central Criminal Barra Funda, em São Paulo, onde tem audiência preliminar do processo 0056740-71.2013.8.26.0050, no caso movido por um promotor da Justiça Pública.

+ Zé Celso se recusa a pagar multa por cena de peça; no Fórum Criminal, atores do Oficina pedem paz

A Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, da qual Zé Celso é diretor, é acusada de “crime contra a paz pública”. Tudo porque Zé Celso e seus artistas encenaram uma adaptação de uma cena do musical Acordes em 2012, no campus da PUC-SP.

A encenação pública do texto inspirado em Bertolt Brecht foi realizada em novembro de 2012 a convite dos estudantes em protesto contra a posse de Anna Maria Marques Cintra, que havia ficado em terceiro lugar na eleição para o cargo de reitor da instituição.

Os artistas da companhia farão um ato pela paz em frente ao Fórum no horário do depoimento.

Em texto publicado em seu blog quando a ação foi movida, Zé Celso definiu sua convocação pela Justiça de “um ato contra a liberdade de expressão”.

— Querer incriminar os artistas de teatro por esta cena é um atentado à liberdade de expressão do ator.

Assombro

O diretor vê com assombro o crescente conservadorismo no País. Ele e seus artistas também ficaram assustados com a passeata na avenida Paulista que pediu a intervenção militar no País no último sábado (1º).

Sempre antenado com seu tempo, a marcha da extrema direita estará no palco do Oficina no próximo fim de semana, quando o grupo encerra o Festival das Cacildas, com entrada gratuita. O depoimento desta quarta (5) também deverá entrar na obra.

Vítima da ditadura

O Teat(r)o Oficina foi uma das grandes vítimas da ditadura civil-militar que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985.

ze celso julia chequer r7 Zé Celso é chamado para depor no Fórum Criminal; diretor ataca marcha a favor da ditadura militar

Zé Celso, no dia em que recebeu o pedido de desculpas de representates do governo federal por ter sido torturado durante a ditadura militar, em 2010 - Foto: Julia Chequer/Arquivo R7/7-4-2010

Durante os anos de chumbo, os atores do grupo foram violentamente agredidos, e Zé Celso precisou partir para o exílio na década de 1970, após ser preso e torturado.

Mas ele e seu Oficina sobreviveram ao horror e estão aí para confrontar com arte o rompante antidemocrático da extrema direita brasileira.

Cenas reais

Zé Celso colocou no palco cenas reais dos golpistas em marcha pela Paulista, com suas vestimentas ufanistas em verde e amarelo e até discurso do cantor Lobão.

O ator Beto Mettig conta ao R7 que imagens reais passarão nos telões do Oficina.

— Tanto Cacilda!!!!! quanto Walmor y Cacilda são montagens vivas. A cada semana elas refletem o que os artistas vivem e o que o próprio País está passando, tanto no texto quanto nas interações que o espetáculo tem.

Só mais duas sessões

Serão apenas duas sessões: uma apresentação de Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada, no sábado (8), 19h, e de Walmor y Cacilda 64 – Robogolpe, no domingo (9), 19h. Ambas com legendas em inglês.

Cerca de 60 artistas desfilam pela passarela-palco do Oficina nas duas montagens, agora, mais politizadas do que nunca.

Cacilda!!!!! descortina o embate entre Cacilda Becker e Tônia Carrero, mostrando o fim de uma era do teatro nacional, marcada pelas produções luxuosas do TBC, o Teatro Brasileiro de Comédia.

Walmor y Cacilda é um espetáculo-manifesto de Zé Celso sobre os horrores praticados pelo golpe civil-militar de 1964, sobretudo no mundo artístico.

Festival e dezembro pulsante

Ainda neste mês, o grupo se apresentará com Walmor y Cacilda no Fentepp (Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente), que acontece entre 22 e 29 de novembro.

Em dezembro, o Oficina fará outra maratona: apresenta cinco espetáculos da série Cacilda um após o outro, entre 12 e 23 de dezembro. Antes, fará a Lavagem do Bixiga, no dia 2 de dezembro, e no dia 5 de dezembro uma concorrida festa em homenagem a Lina Bo Bardi.

Zé Celso e sua aguerrida turma não param. Ainda bem.

oficina2 Zé Celso é chamado para depor no Fórum Criminal; diretor ataca marcha a favor da ditadura militar

A atriz Juliane Elting em cena de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe - Foto: Gal Oppido

Festival das Cacildas
Quando: sábado (8) e domingo (9), às 19h
Onde: Teat(r)o Oficina (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia-entrada) e R$ 5 (moradores do Bixiga)
Classificação etária: 14 anos

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

 

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

elisete jeremias otto barros eduardo enomoto bob sousa Oficina ganha ala teatral na Nenê de Vila Matilde; saiba como desfilar com os artistas em 2015

Elisete Jeremias e Otto Barros são diretores da ala do Oficina na Nenê - Fotos: Bob Sousa e Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA e EDUARDO ENOMOTO

O Teat(r)o Oficina, dirigido por José Celso Martinez Corrêa, o nosso Zé Celso, terá ala especial no desfile da escola de samba Nenê de Vila Matilde no Carnaval 2015.

Será a ala 23, a última da escola, intitulada Um Povo que Sorri. Ela tem a importante missão de encerrar o Carnaval paulistano, já que a Nenê é a última agremiação do grupo especial a desfilar, com previsão de entrada na avenida às 6h do dia 14 de fevereiro de 2015.

Os diretores de ala são Elisete Jeremias e Otto Barros. Elisete já foi diretora de cena do Oficina, posto hoje ocupado por Otto, seu pupilo.

ze celso bob sousa5 Oficina ganha ala teatral na Nenê de Vila Matilde; saiba como desfilar com os artistas em 2015

Zé Celso vai expor experiência no exílio em Moçambique no Anhembi - Foto: Bob Sousa

Ela conta ao Atores & Bastidores do R7 que sua função na escola “é a mesma que exercia no teatro”. E diz que o Oficina já tem história com a Nenê.

—O Oficina já saiu em 2013 na ala Canudos, com Zé Celso fazendo o Antônio Conselheiro, e grande parte do elenco fazendo personagens de Os Sertões.

Moçambique e Zé Celso

O enredo da Nenê neste ano é Moçambique – A Lendária Terra do Baobá Sagrado.

Marcio Telles, diretor de Harmonia da Nenê, estará no Oficina nesta quinta (30), para acertar todos os detalhes do Carnaval com os artistas da companhia. Ele ouvirá ainda o depoimento de Zé Celso, que estava exilado em Moçambique quando houve a revolução no país africano, que culminou na independência do país em 1975. A experiência do diretor ajudará na dramaturgia da ala.

A encenação da ala no Anhembi está a cargo do ator e diretor do Oficina Marcelo Drummond. Luciano Chirolli, outro grande nome dos palcos, será o coordenador de evolução.

Na equipe da ala ainda estão Felipe Stucchi, que fará o registro fotográfico, e Victor Gally, responsável pela comunicação.

Há vagas

Os integrantes do Oficina terão prioridade para ocuparem as 80 vagas da ala. Mas, como revela Elisete, sobrarão vagas, que serão disponibilizadas para pessoas da comunidade artística interessadas em ir para o Anhembi ao lado da turma de Zé Celso.

— Com certeza abriremos vagas para a comunidade artística interessada. As pessoas têm de ter pelo menos 18 anos, de ter disposição, disponibilidade, disciplina para os ensaios, entusiasmo, resistência e emoção!

marcelo drummond bob sousa Oficina ganha ala teatral na Nenê de Vila Matilde; saiba como desfilar com os artistas em 2015

Marcelo Drummond será responsável pela encenação da ala - Foto: Bob Sousa

Quem tiver interesse em desfilar pode fazer um cadastro no site montado pela ala. Precisa informar nome, e-mail, telefone, número de figurino, número de sapato e dizer no campo mensagem por que deseja desfilar.

Os ensaios já começaram na quadra da escola e serão intensificados no fim do ano e também em janeiro e fevereiro de 2015.

Histórico

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Nenê de Vila Matilde foi fundada em 1949 por Seu Nenê, lendária figura do samba paulistano e é uma das mais tradicionais agremiações carnavalescas do Brasil.

A escola já levou 11 vezes o título de campeã do Carnaval de São Paulo, sendo tricampeã duas vezes. É a entidade com mais títulos durante o século 20.

Já o Teat(r)o Oficina foi fundado por Zé Celso em São Paulo 1958 e é considerado um dos mais importantes grupos teatrais do mundo.

nene mocambique 2015 Oficina ganha ala teatral na Nenê de Vila Matilde; saiba como desfilar com os artistas em 2015

Imagem oficial do enredo da Nenê de Vila Matilde para o Carnaval 2015 - Foto: Divulgação

Você tem vontade de desfilar no Carnaval?

  • Sim, é meu grande sonho. Só de pensar me arrepio. Seria a glória!
  • Não, prefiro ver pela TV. Sou muito tímido e acho as fantasias cafonas.

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

 

juliane elting walmor cacilda jennifer glass Oficina passa como furacão pelo Mirada e deixa Santos sob impacto e com gostinho de quero mais

Juliane Elting em cena de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe; em Santos, a Robocopa virou Robovoto; Zé Celso ficou chateado com Engenho do Samba vazio, ao contrário dos cartazes de "ingressos esgotados" - Foto: Jennifer Glass

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Santos*

O Teat(r)o Oficina já subiu a serra de volta a São Paulo, mas Santos ainda vive seu impacto. O grupo dirigido por José Celso Martinez Corrêa fez duas apresentações no Engenho do Samba da peça Walmor y Cacilda 64: Robogolpe pelo Mirada, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, promovido pelo Sesc.

Pouco antes de embarcar de volta à capital paulista, Letícia Coura, atriz do grupo, conta ao R7 que a nova encenação incorporou o clima pré-eleições e impactou o público. “A Robocopa virou o Robovoto. Walmor y Cacilda reflete cada vez mais o que estamos vivendo”, afirma.

O R7 apurou que uma coisa deixou Zé Celso chateado: apesar de cartazes do Sesc Santos anunciarem que as duas sessões estavam esgotadas, o espaço não lotou em nenhuma apresentação.

A turma do Oficina não entendeu o porquê e ficou com vontade de ter feito um diálogo maior com os moradores da comunidade na qual se apresentou.

Ninguém sabe se foi por isso, mas Zé Celso não apareceu na sede do Sesc Santos, preferindo ficar concentrado com seus atores.

Dança no jantar

Mas estes deram as caras nos espaços de convivência do festival. E sacudiram tudo como um potente furacão. Alguns atores até circularam sem camisa pelo Sesc Santos, arrancando olhares empolgados de muita gente graúda, como o cubano Ariel Rocha e o brasileiro Acauã Sol. Outros fizeram bonito em uma pista de dança improvisada, caso de Danielle Rosa, Tony Reis, Beto Mettig e Alessandro Leivas. Sem contar com a participação especialíssima da cantora Juliana Perdigão na festança.

Os jantares na comedoria do Sesc Santos ficaram animadíssimos com a turma do Oficina. A atriz Juliane Elting foi uma das que puxou uma roda de dança no espaço ao som da DJ Evelyn Cristina, que tocou sucessos da música brasileira em sintonia perfeita com o grupo. “Jantar com DJ é maravilhoso. A gente começou a puxar todo mundo, aí veio gente das outras companhias. Soube que muita gente quando nos viu falou: ai, que bom que chegou o Oficina”, conta ao R7. A reportagem também ouviu a frase.

Gostinho de quero mais

Foi a primeira vez que Juliane esteve em Santos. Ela ficou encantada com a cidade. “Fiquei surpreendida, porque imaginava uma cidade apenas com um porto, repleta de containers e poluição, mas é uma cidade linda, com muito verde. Estou indo para São Paulo com vontade de voltar”, revelou.

Juliane Elting se juntou a Nash Laila e Letícia Coura, outras duas atrizes do Oficina, para ficar mais um dia no festival por conta própria. “Foi uma passagem relâmpago a nossa”, define Nash. “Mas teve coisas incríveis, como o vídeo que o Sesc TV fez com as Cacildas dançando na praia. E o lugar no qual fomos instalados era incrível, apesar de não ter lotado, infelizmente. Mesmo assim, voltamos para São Paulo com gostinho de quero mais”, finaliza.

Fato é que, após a partida do Oficina, nesta quinta (11), os espaços de convivência do Mirada no Sesc Santos ficaram muito mais sem graça.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

Leia a cobertura do R7 no Mirada

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

zé celso eduardo campos Estou em estado de choque, diz Zé Celso sobre morte de Eduardo Campos

O diretor do Teat(r)o Oficina Zé Celso Martinez Corrêa (à esq.) lamenta a morte trágica do político pernambucano Eduardo Campos (à dir.) em acidente aéreo: amigo da família - Fotos: Julia Chequer/Arquivo R7 e Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A notícia da morte de Eduardo Campos, candidato à Presidência do Brasil pelo PSB, nesta quarta (12), em um acidente aéreo em Santos (SP), foi recebida com muito pesar pelo diretor teatral José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso. Leia, abaixo, o depoimento exclusivo do artista do Teat(r)o Oficina ao R7:

"Acordei tarde porque trabalhei até ás 5h. Soube da notícia há pouco tempo e estou em estado de choque neste dia 13 de agosto.

Ontem mesmo comentávamos no Studio Paraíso, onde moro, da qualidade da entrevista dele na Globo, onde se saiu muito bem, e sentimos que Campos na Presidência era uma possibilidade muito boa para o Brasil, mesmo já tendo decidido meu voto para Dilma.

Amo muito a família de Eduardo Campos. Em Paris, fui muito bem acolhido por sua tia-avó Violeta Arraes no tempo de exílio.

Tornei-me amigo de seus tios: Guel Arraes e seus irmãos.  É mais um Capítulo da Tragédia Brasileira neste dia em que há nove anos morria seu avô: o magnífico Miguel Arraes , amado pelo povo pernambucanoe brasileiro como o Rei do Baião Luiz Gonzaga.

Vai fazer muita falta no Brasil em que se conta nos dedos os políticos com o talento de Eduardo.

É como morrer uma pessoa muito próxima.

Estou de luto.

Zé Celso"

Outros artistas do teatro também lamentam morte de Eduardo Campos

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

coluna dafoe selfie Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Jovem faz selfie com Willem Dafoe após estreia de The Old Woman - A Velha - Foto: Marcelo Brammer e Thiago Duran/AgNews

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Faz uma selfie comigo?
Nem o ator estadunidense Willem Dafoe se livrou da nova moda. Assim que surgiu no saguão do Teatro Paulo Autran, em São Paulo, teve de tirar uma selfie com um jovem fã. Havia acabado de estrear em solo brasileiro a peça The Old Woman – A Velha, nesta quinta (24), no Sesc Pinheiro. Ele e Mikhail Baryshnikov, estrelas da peça de Bob Wilson, ficaram no coquetel com os convidados. Foram assediados até não poder mais...

Soneca
Um senhor idoso dormiu na primeira fila na estreia de The Old Woman - A Velha.

coluna bruna lombardi Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

A beleza de Bruna Lombardi chamou a atenção na estreia - Foto: Marcelo Brammer e Thiago Duran/AgNews

Culturete
Bruna Lombardi também foi ver a peça. Aliás, ela está mergulhada na cultura. No dia 17, foi ver Rei Lear, com Juca de Oliveira, no Teatro Eva Herz. Na segunda (21), foi ver o show de Gil no Theatro NET São Paulo. É beleza com conteúdo.

O convite
Willem Dafoe passou por uma situação constrangedora no encontro com a imprensa (leia o que eles falaram ao R7), na última terça (22). Um idoso cineasta, infiltrado entre os jornalistas, pegou o microfone e disparou: "Sou cineasta e estou captando recursos para um filme que terá cenas em inglês. Gostaria muito de ter o Willem Dafoe no elenco, mas não sei como funcionam essas coisas de contrato em Hollywood..." Não conseguiu terminar a frase. O microfone foi retirado de sua mão, sob a declaração: "Aqui não é o lugar para você fazer isso". Tadinho.

Provocação
Já que muita gente está em frenesi por conta da presença de Baryshnikov e Dafoe em São Paulo, Zé Celso, que não perde tempo, fará uma paródia da obra de Bob Wilson em seu novo espetáculo, Cacilda 5, que estreia no Oficina deste sábado (26). Ele é mesmo genial.

ze celso bob sousa5 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Zé Celso vai fazer uma provocação a Bob Wilson em Cacilda 5 - Foto: Bob Sousa

Entrevista de Quinta
Falando nisso, causou furor a Entrevista de Quinta que Zé Celso deu a este colunista, com fotografias de Bob Sousa, no banheiro de seu apartamento. Todo mundo só fala nisso. Leia também.

Contagem regressiva
Falta só um dia para a estreia de Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada. É neste sábado (26), às 19h. Um monte de gente vai.

Agenda Cultural da Record News

coluna zebrinhas Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Zebrinhas na cena de sexo na peça Não Fornicarás: mudança na temporada - Foto: André Stéfano

Troca-troca
A Cia. Os Satyros, que não tem sossego, resolveu mexer outra vez no serviço das peças E Se Fez a Humanidade Ciborgue em 7 Dias. A partir de 4 de agosto, as sete peças serão apresentadas de segunda a sexta, sempre às 19h. Cada dia da semana terá uma. Anote aí para não se confundir: Não Vencerás (segunda); Não Permanecerás (terça); Não Saberás (quarta); Não Salvarás (quinta); Não Amarás (sexta); Não Morrerás (sábado) e Não Fornicarás (domingo).

Tome nota
O ingresso para as peças dos Satyros custa R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia. Se alguém ainda não sabe, o Espaço dos Satyros Um fica na praça Roosevelt, 214, no centro de São Paulo. A nova temporada vai até 28 de setembro. Ah, a quem interessar possa, a peça com Phedra D. Córdoba cantando Beatles é Não Morrerás. E a do sexo explícito é Não Fornicarás.

Última chance
Adormecidos, também dos Satyros, encerra temporada neste fim de semana, no Satyros Um. Só tem nesta sexta (25) e sábado (26), às 19h. Depois, acaba. E pronto.

Novidade no ar
A nova peça dos Satyros, Pessoas Perfeitas, estreia em 14 de agosto. O texto é de Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, que dirige. No elenco estão Henrique Mello, Julia Bobrow, Marta Baião, Eduardo Chagas, Adriana Capparelli, Fábio Penna e Ivam Cabral. Cadê a Cléo De Páris?

submarino foto 4 divulgação Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Com direção de Pedro Granato, Submarino estreia no Teatro Cultura Inglesa de SP - Foto: Divulgação

Mergulho profundo
Direto de Nova York, onde faz curso com outros diretores de diversas partes do mundo, Pedro Granato manda avisar que sua nova peça, Submarino, estreia no dia 2 de agosto no Teatro da Cultura Inglesa de São Paulo. O tema da obra é a morte.

Repeteco
Submarino tem texto de Leo Moreira, aquele que ficou importante depois de ganhar muitos prêmios. Tudo se passa em uma piscina, onde adolescentes praticam natação. Curioso notar que outra peça de Moreira, Escuro, com a Cia. Hiato, também se passava em uma piscina com torneio de natação. É obsessão?

juliana galdino Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Juliana Galdino não gostou da lista dos indicados ao Prêmio Shell em SP - Foto: Divulgação

Cadê meu troféu?
A atriz Juliana Galdino ficou revoltada porque a peça Tríptico Samuel Beckett, que tinha ela no elenco ao lado de Nathalia Timberg no CCBB de São Paulo, não recebeu nenhuma indicação ao Prêmio Shell de Teatro de SP. A lista dos indicados do primeiro semestre saiu na última terça (22) e causou rebuliço na classe teatral. Quem foi nomeado comemorou. Já quem foi esquecido ficou irritado. Galdino resolveu dar um apelido ao famoso prêmio. Para ela, agora é “Prêmio Hell”, uma referência à palavra inferno, em inglês. Eita!

manual da bisca Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Manual da Bisca: comédia faz nova temporada no Teatro Maria Della Costa - Foto: Divulgação

Comédia
Está de volta a São Paulo a peça Manual da Bisca. No palco, Janaina Maranhão, Thiago Tavares e Guy D’vallis contam a história de uma “mulher-biscate”. A temporada é no Teatro Maria Della Costa, na Bela Vista (r. Paim, 72). Toda quinta, 21h. Ingresso a R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia-entrada.

Noveleiro
Charles Möeller, o famoso diretor de musicais, está assistindo Império, de Aguinaldo Silva. Está empolgado: "Finalmente um novelão", afirmou. Também gosta de ver O Rebu. Já quando o assunto é Em Família, de Manoel Carlos, ele resume, simplesmente: "Helenas, adeus". Então, tá.

CDC 9848 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Nathalia Timberg inaugurou o Teatro J. Safra com o monólogo Paixão, que fica até domingo - Foto: Caio Duran/AgNews

Dama
Nathalia Timberg inaugurou nesta quinta (24) o Teatro J. Safra, na Barra Funda, em São Paulo. Apresentou seu monólogo Paixão. Ao fim, recebeu flores dos produtores Maurício Machado (de azul) Eduardo Figueiredo. Foi aplaudidíssima por nomes como Eduardo Suplicy, Klara Castanho e Ana Lúcia Torre.

A pergunta que não quer calar
O que será que Ezequiel Neves, o Zeca, que era amigo da coluna, acharia do musical sobre Cazuza? Que pena que não dá mais para perguntar, já que ele está, lá em cima, com Caju, tomando mais uma dose...

CDC 8634 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Sergio Maciel, o Serginho, acompanhou a estreia em São Paulo do musical sobre seu ex-namorado, o cantor Cazuza, na primeira fila - Foto: Caio Duran e Thiago Duran/AgNews

O amor de Caju
Causou frisson nos fotógrafos a presença de Sergio Maciel, o Serginho, na sessão para convidados do musical Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, na última segunda (21), no Teatro Procópio Ferreira. Todo mundo só queria clicar o ex-namorado de Cazuza. Até porque, desde a partida de nosso roqueiro, quase ninguém da classe artística teve coragem de sair do armário. O mundo sem Cazuza ficou bem mais careta. Como ele faz falta com suas mentiras sinceras e suas verdades desconcertantes.

Como ela consegue?
Corajosa como sempre, Lucinha Araújo viu a estreia de Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz do começo ao fim. Sentadinha e concentrada. E se emocionou muito, sobretudo nos momentos em que a obra mostra a luta de Cazuza para sobreviver à Aids. A mãe de Cazuza é uma verdadeira rocha. Afinal, perdeu há pouco também seu marido, João Araújo. E viu, representados no palco, os dois homens de sua vida que se foram. Como diria o poeta, só as mães são felizes.

susan sontag Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

A intelectual norte americana Susan Sontag é o novo amor do fotógrafo Bob Sousa - Foto: Divulgação

Romance
O fotógrafo Bob Sousa anda apaixonado por Susan Sontag. Aos curiosos de plantão, a coluna faz questão de esclarecer: é platônico.

E a gente de teatro?
Tem gente que não entendeu por que a SP Escola de Teatro chamou Fábio Porchat para dar a aula inaugural deste segundo semestre...

Balancê
Quem assistir à peça Toc Toc neste sábado (26), às 21h, no Teatro APCD, em Santana, São Paulo, receberá um presente. Ganhará entrada gratuita na Festa Julina da APCD, que acontece no mesmo dia, após a montagem, na sede da associação, ao lado do teatro.

cassia eller Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Tacy de Campos vive a cantora Cassia Eller no musical que circula o Brasil - Foto: Divulgação

Fazendo as malas
Após fazer muito rock no Rio, o espetáculo Cássia Eller – O Musical (leia a crítica de Átila Moreno)faz turnê pelo Brasil. Entre 8 de agosto e 1º, fica em cartaz no CCBB da praça da Liberdade, em Belo Horizonte. No dai 19 de setembro, chegam ao CCBB da Sé, em São Paulo, onde fica até 10 de novembro. Eles ainda terão fôlego para ir a Brasília, onde se apresentam no CCBB do Distrito Federal entre 5 e 22 de dezembro, depois fazem uma miniférias, e voltam, ainda na capital federal, entre 9 e 26 de janeiro. Anotou?

Quer virar dramaturgo?
Acontece neste sábado (26), no Sesc Pompeia (r. Clelia, 93), em São Paulo, a oficina de dramaturgia com Priscila Gontijo. Custa R$ 10 a inteira, mas comerciário e dependente paga R$ 2. É preciso ter pelo menos 18 anos. Será dada entre 14h e 18h. Em pauta: exercício de criação, roteiro e escrita dramatúrgica. A ação encerra o mês de julho do projeto Cinco X Dramaturgia, ligado à peça C+a+t+r+a+c+a, que termina temporada no domingo (27). Informações pelo telefone 0/x/11 3871-7700.

coluna cleo de paris1 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Cléo De Páris nem liga que a achem pessimista: "Não vou fingir comercial de margarina" - Foto: Reprodução

Pequeno prazer
Na noite do último domigo (20), enquanto muitos paulistanos tremiam de frio, a atriz gaúcha Cléo De Páris tomava cerveja com gelo. “Sou bem louca”, definiu.

Comercial de margarina
Outro dia, ao lamentar a situação do mundo, sobretudo após o abatimento do avião na Ucrânia, cheio de pesquisadores sobre a Aids, Cléo De Páris contou que há quem fique nervoso com suas opiniões: “Perco amigos pela fama de pessimista”, confessou. Mas, nem liga. “Não vou fingir comercial de margarina”, vociferou.

Pequeninos
Avise a criançada: está de volta A Bela e a Fera. Desta vez, a obra tem direção de Andresa Gavioli e Mauro Pucca, no Teatro das Artes, do Shopping Eldorado. De 2 de agosto a 16 de novembro, sábado, 16h, domingo, 15h. Quer viver no mundo da fantasia? Então, vá.

Peça do povo
A Cia. do Miolo encena a peça Relampião no próximo dia 31 de julho, quinta, no Largo da Penha, na zona leste paulistana. Começa às 16h. Ninguém paga nada. Vai, gente!

relampiao joca duarte Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Peça Relampião terá nova sessão gratuita no largo da Penha, em São Paulo - Foto: Joca Duarte

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A
exceda.com