Posts com a tag "zé celso"

Ze Celso Pradarumfim foto Ayume Oliveira Zé Celso e Oficina voltam a texto de rádio de Artaud

Zé Celso, no palco do Oficina: de volta a Artaud 19 anos depois - Foto: Ayume Oliveira

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Após mergulho intenso na saga de Cacilda Becker, o Teat(r)o Oficina estreia seu novo espetáculo, desta vez um texto de Antonin Artaud (1896-1948). Na verdade, trata-se de uma nova montagem para a mesma peça que o Oficina montou 19 anos atrás.

A peça Pra Dar um Fim no Juízo de Deus, foi escrita para o rádio e é adaptada para os palcos por José Celso Martinez Corrêa, o nosso Zé Celso. A montagem estreia neste sábado (21), equinócio de outono, como lembram os artistas do Oficina.

A temporada será curtíssima: somente até 12 de abril, sempre aos sábados, 21h, e domingos, às 20h, no Oficina (veja serviço ao fim). E tem mais: a nova produção só dura uma hora. O que é verdadeiro milagre quando se trata do grupo mais aguerrido do teatro brasileiro.

Pascoal da Conceicao Pradarumfim foto2 Ayume Oliveira Zé Celso e Oficina voltam a texto de rádio de Artaud

Pascoal da Conceição está de volta ao elenco do Oficina na montagem - Foto: Ayume Oliveira

Zé Celso cria uma espécie de Juízo Final nos atuais tempos de "Apocalipse do Crash Global, em pleno rebaixamento do poder humano na Cultura, emerge no corpo a corpo vivo com o poder do Teatro, para refazer nossa anatomia, livre dos automatismos dos juízos que nos impedem de viver", como define.

Já praxe no grupo, as sessões terão legendas em inglês (pode levar seu amigo gringo) e também serão transmitidas ao vivo pelo site do Oficina.

Camila Mota Pradarumfim foto Ayume Oliveira Zé Celso e Oficina voltam a texto de rádio de Artaud

Camila Mota: "o rito dialoga com maneiras de reinterpretar a vida" - Foto: Ayume Oliveira

A atriz Camila Mota diz que "o rito dialoga com maneiras de reinterpretar a vida, dando voz para o texto ser ouvido no lugar em que ele precisa ser ouvido, com toda a sua contemporaneidade e para além do estigma do autor louco”, fazendo referência ao histórico do ícone do teatro na França.

Perseguido, a vida inteira, Artaud foi internado por nove anos em hospícios, só lendo libertado no fim da Segunda Guerra Mundial. A peça foi escrita pouco tempo depois, em 1948, pouco antes de sua morte.

Marcelo Drummond Pradarumfim foto Ayume Oliveira Zé Celso e Oficina voltam a texto de rádio de Artaud

Em dose dupla: Marcelo Drummond também participou da montagem de 1996 - Foto: Ayume Oliveira

A primeira montagem do Oficina para o texto foi em 1996, no Masp, o Museu de Arte de São Paulo, para celebrar o centenário de Artaud. O sucesso foi tanto que ganhou em seguida temporada no Oficina e, depois, na Casa das Rosas, também em São Paulo. A peça ainda fez turnê na Bahia, onde se apresentou na capela do Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador, pelo interior de São Paulo, em Recife e no Rio.

"Sua grande beleza de Ator, que se vê em seus filmes, estava detonada por torturas de choques elétricos do sistema psiquiátrico da época", lembra Zé Celso, sobre Artadu. "Mas a sabedoria nascida de seu Corpo machucado por todas as suas dores fez dele o grande Curandeiro do século 20. Em 1948 tinha escrito o texto para uma transmissão pela Radio Nacional Francesa - que foi proibida, mas foi gravada e  publicada, tornando-se uma Cápsula Revolucionária da Cultura do Corpo Humano”, declara.

Roderick Himeros Pradarumfim foto Ayume Oliveira Zé Celso e Oficina voltam a texto de rádio de Artaud

Carne nova: Roderick Himeros faz parte do time de jovens atores da montagem - Foto: Ayume Oliveira

O elenco traz gente nova, mas há quatro nomes que integraram o elenco da primeira montagem de 19 anos atrás: Zé Celso (Velho Artaud), Marcelo Drummond (Artaud Monge Massieu), Pascoal da Conceição (Artaud Marat) e Camila Mota (Artaud Beatriz Cenci). Eles se unem em cena aos novatos Roderick Himeros (Índio Tarahumara Xamã do Rito), Joana Medeiros, Nash Laila, Daniel Fagundes, Rodrigo Andreolli, Lucas Andrade e Ariel Roche (Artauds Despedaçados).

Fazendo a música ao vivo estão Carina Iglesias (percussão xamânica) e Felipe Massumi (cello e canto). Completam o time Marília Gallmeister e Carila Matzembacher, na arquitetura cênica, enquanto o vídeo tem direção de Igor Marotti e a direção de cena fica sob comando de Otto Barros.

Pra Dar um Fim no Juízo de Deus, de Antonin Artaud
Quando: Sábado, 21h, domingo, 20h. 60 min. Até 12/04/2015.
Onde: Teat(r)o Oficina (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia); moradores do Bixiga pagam R$ 5
Classificação etária: 18 anos

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

Foto Paulo Pinto LIGASP Fotos PúblicaCarnavalSPNene de Vila Matilde2 Zé Celso é reverenciado no desfile da Nenê

Zé Celso é destaque no desfile da Nenê de Vila Matilde - Foto: Paulo Pinto/LigaSP/Fotos Pública

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um dos maiores diretores teatrais da história do Brasil, Zé Celso Martinez Corrêa, do Teat(r)o Oficina, foi destaque no desfile da Nenê de Vila Matilde.

O artista dispensou fantasia luxuosa e preferiu apostar na simplicidade de uma bata e calça branca, destacando-se em meio ao show de cores da escola.

Eufórica, a agremiação da zona leste paulistana encerrou o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial, no sambódromo do Anhembi, em São Paulo, já no começo da manhã deste sábado (14).

O enredo da Nenê foi Moçambique - A Lendária Terra do Baobá Sagrado. A tradicional escola, que já obteve 11 títulos do Carnaval paulistano, fez desfile luxuoso e embalado pelo ritmo afro.

elisete jeremias Zé Celso é reverenciado no desfile da Nenê

Elisete Jeremias, diretora da ala Um Povo que Sorri, com atores do Oficina - Foto: Divulgação

Zé Celso participou ativamente do Carnaval da Nenê neste ano, já que o diretor viveu em Moçambique durante seu exílio na década de 1970 e participou da revolução naquele país.

Cerca de 80 atores do Teat(r)o Oficina desfilaram na ala Um Povo que Sorri, sob direção de Elisete Jeremias, que foi durante muitos anos diretora de cena do Oficina. A ala teve coreografia de Marcio Telles e encenação de Marcelo Drummond.

Foto Paulo Pinto LIGASP Fotos PúblicaCarnavalSPNene de Vila Matilde3 Zé Celso é reverenciado no desfile da Nenê

Moçambique no Anhembi: Zé Celso vibra durante passagem da Nenê - Foto: Paulo Pinto/LigaSP/Fotos Pública

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

liz reis foto bob sousa O Retrato do Bob: Liz Reis, fogo puroFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

No intenso grupo de atores do Teat(r)o Oficina, Liz Reis logo chama a atenção. A atriz nascida em Santo André, no ABC Paulista, também é diretora e transita entre palco e academia com propriedade. É pós-graduada em artes pela USP (Universidade de São Paulo). Atua nas montagens Cacilda!!!, Cacilda!!!! e Cacilda!!!!!, sob direção do gênio Zé Celso Martinez Corrêa. Mas já esteve também ao lado de outros nomes potentes de nossos palcos, como Rudifran Pompeu, Marco Antônio Braz e Marcelo Marcus Fonseca, do Teatro do Incêndio. Afinal, Liz é fogo puro.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

ze celso1 bob sousa O Retrato do Bob: Zé Celso, cabeça do teatroFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O que seria do teatro brasileiro sem José Celso Martinez Corrêa? Zé Celso é pura arte viva, inquietante, provocativa. Não teme, enfrenta. Não se acomoda, inova. Tem sede de teat(r)o sem fim. Em tempos de retrocesso, no último mês precisou depor no Fórum Criminal da Barra Funda por conta de uma cena teatral. Denunciou o absurdo. No último fim de semana, fez barulho no Fentepp, o Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente. Defendeu com veemência nossos palcos acuados pela especulação imobiliária. E ele ainda prepara muita coisa para dezembro, mês farto em seu Teat(r)o Oficina. Nesta terça (2), recebe a escola de samba Nenê de Vila Matilde para uma noite de samba, já que seu grupo será a ala Um Povo que Sorri, que encerrará o desfile da agremiação e do Carnaval paulista em 2015. Vão cantar Moçambique, velha conhecida de Zé Celso no exílio. No dia 5 de dezembro, celebra o centenário da arquiteta Lina Bo Bardi, que projetou o Oficina ao lado de Edson Elito. Já entre 12 e 23 de dezembro, faz apresentações dos cinco espetáculos da série Cacilda. No último dia, acontece também o Rito da Ethernidade de Luis, que rememora o irmão de Zé Celso, o diretor Luis Antônio Martinez Corrêa, assassinado em 1987. O teatro brasileiro precisa de Zé Celso, sua cabeça. Evoé.

Saiba mais sobre o Teat(r)o Oficina

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

WALMOR Y CACILDA CLAUDIA JUNQUEIRA Zé Celso protesta pelo teatro no fim do Fentepp

Zé Celso defende o teatro em fala no Fentepp e recebe o abraço do fotógrafo Bob Sousa - Foto: Claudia Junqueira

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Quem assistiu à sessão de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe nesta sexta (28), no ginásio municipal de Presidente Prudente, interior de São Paulo, viu José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, fazer um discurso veemente em defesa dos teatros brasileiros contra a especulação imobiliária. O diretor foi motivado, sobretudo, pelo despejo do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos de sua sede, em São Paulo, no dia anterior.

O espetáculo do Teat(r)o Oficina encerra o 21º Fentepp (Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente), com a segunda sessão neste sábado (29). A organização do evento é da Prefeitura de Presidente Prudente em parceria com o Sesc São Paulo e apoio da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Foram 25 espetáculos apresentados, entre eles o do Oficina e também Nossa Cidade, com direção de Antunes Filho, que abriu o evento.

bob sousa1 Zé Celso protesta pelo teatro no fim do Fentepp

Oficina incendeia o Fentepp com seu espetáculo Walmor y Cacilda 64: Robogolpe - Foto: Bob Sousa

"Espaço sagrado"

Zé Celso falou sobre o despejo do Bartolomeu pela INK Incorporadora na última quinta (27), em São Paulo, fato que emocionou toda a classe teatral brasileira. Os pertences dos artistas foram retirados à força do local, por ordem da Justiça. Houve até acompanhamento policial para que os artistas não resistissem.

Indignado, Zé Celso bradou que "o teatro é um espaço sagrado".

— Onde for fechado um teatro deveria ser aberto outro no mesmo lugar.

Foi ovacionado pelo público. O fotógrafo Bob Sousa, colaborador do Atores & Bastidores do R7, estava na plateia e, ao fim do espetáculo, fez questão de cumprimentar Zé Celso pela atitude corajosa de defesa da classe teatral contra a especulação imobiliária. Para Bob, Zé é uma liderança necessária à classe artística.

— Um nome como Zé Celso encabeçar essa causa é muito importante para o teatro.

Zé Celso e seu Teat(r)o Oficina lutam há muito tempo também para manter o terreno no entorno do teatro, no Bixiga, que pertence ao Grupo Silvio Santos. Por conta da resistência dos artistas é que ainda não foram erguidas novas torres no local, o que prejudicaria a arquitetura do teatro criado por Lina Bo Bardi e Edson Elito há 20 anos.

Veja a cobertura do Fentepp no R7!

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

antunes ze celso bob sousa Antunes abre e Zé Celso fecha festival de Presidente Prudente, que chega à maioridade

Dois monstros do teatro brasileiro juntos no festival: Antunes abre e Zé Celso fecha Fentepp - Fotos: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA

Por longos anos São José do Rio Preto abrigou o mais importante festival de teatro do interior paulista, com seu FIT (Festival Internacional de Teatro). Pois 2014 pode mudar essa tradição, com a chegada de um reformulado Fentepp (Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente), realizado pela Prefeitura de Presidente Prudente, no interior paulista, em parceria com o Sesc São Paulo e a Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo.

A curadoria foi feita por Rodrigo Elói (coordenação) e Adriana Macedo, do Sesc São Paulo; Luiz Fernando Marques, o Lubi, diretor convidado do Grupo XIX; e Denilson Biguetti, da Secretaria Municipal de Cultura de Presidente Prudente.

O objetivo é impulsionar o evento em sua maioridade, já que chega à 21ª edição entre 21 e 29 de novembro próximo. São 25 espetáculos de todo o País que fazem 47 apresentações em espaços fechados, como Centro Cultural Matarazzo e o Sesc Thermas de Presidente Prudente, e abertos, como ruas e praças da cidade. Quatro companhias foram convidadas e as outras, selecionados pela curadoria num total de 300 inscritos.

Os ingressos já estão à venda e custam R$ 17 a inteira, R$ 8,50 a meia-entrada, válida para a classe teatral prudentina, estudantes, aposentados, servidores de escolas públicas e deficientes, mediante comprovação. Já comerciários e dependentes pagam só R$ 5. Os espetáculos infantis e com classificação livre têm entrada gratuita.

Antunes, Zé e Bob

Para impressionar, a programação traz dois bastiões do teatro brasileiro. Ela abre com Nossa Cidade, o premiado recente espetáculo do diretor Antunes Filho. E fecha com Walmor y Cacilda 64: Robogolpe, do Teat(r)o Oficina de José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso.

bob sousa Antunes abre e Zé Celso fecha festival de Presidente Prudente, que chega à maioridade

O fotógrafo do teatro Bob Sousa, em autorretrato: primeira exposição do livro Retratos do Teatro

Além dos dois ícones, o evento ainda terá a primeira exposição do livro Retratos do Teatro (Ed. Unesp), do fotógrafo Bob Sousa, colaborador deste blog. Serão 20 retratos de ícones dos palcos, entre os quais estão Antunes Filho e Zé Celso, é claro.

A programação ainda traz um dos espetáculos mais aclamados de 2014, o carioca Conselho de Classe, da Cia. dos Atores,  com sua inteligente abordagem do ambiente da escola pública brasileira abandonada pelos governantes.

Mas nem só de megassucessos se faz uma programação de um festival nacional de teatro. Assim, grupos de variadas partes do Brasil foram selecionados pela curadoria do festival.

Paulistas dominam programação

Há faltas sentidas, como de um grupo mineiro, ou de representantes das regiões Centro-Oeste e Norte, que não integram o Fentepp. Há uma centralização em espetáculos paulistas, para um festival que deseja ser nacional.

O poético Sabiás do Sertão, da Cia. Cênica de São José do Rio Preto, foi um dos selecionados — outras duas peças da mesma cidade são Mundomudo, da Cia. Azul Celeste, e Expresso Caracol, da Cia. dos Pés.

A pintora mexicana Frida Khalo é homenageada na peça Obra Inacabada de Frida Khalo, do grupo local Cia. de Teatro Vermelho, único representante de Presidente Prudente no Fentepp. Ainda do interior paulista tem Quem Roubou meu Sapatinho, do Grupo Teatral InSônia, de Ribeirão Preto.

A turma da Baixada Santista, que atualmente tem um importante festival internacional também promovido pelo Sesc, o Mirada, em Santos, está muito bem representada com o grupo Teatro do Kaos, de Cubatão, que apresenta Os Sapatos que Deixei pelo Caminho.

Além de Antunes e Zé Celso, a capital paulista domina a programação, com ainda os espetáculos A Rainha do Rádio, da Cia. A Quatro Mãos, O Menino que Mordeu Picasso, da Charge Produções Artísticas, Acusação a uma Atriz, da MiniCia. Teatro, Otelo e a Loira de Veneza ou o Pancadão da Traição, da Cia. Lona de Retalhos, A Morte de Ivan Ilitch, do Núcleo Caixa Preta, Monóculo, do Tecelagem Grupo de Teatro, e Pop, da Cia. Noz de Teatro.

Outros Estados

De outros estados do Sudeste, o Espírito Santo manda Anjos e Abacates, da Repertório Artes Cênicas e Cia., de Vitória. Já o Rio envia Dá Licença, Minha Gente, do Grupo Teatral Cutucurim, de Angra dos Reis.

O Nordeste é representado por Felinda, da Cia. Carroças de Mamulengos, da cidade cearense de Juazeiro do Norte, e por Fúlvio e o Mar, do Coletivo Atores à Deriva, de Natal.

Du Sul tem a peça Das Águas, da Cia. Carona, da cidade catarinense de Blumentau, Um Dois, Três: Alice!, da Téspis Cia. de Teatro, da cidade catarinense Itajaí, e Bilie, da curitibana Dezoito Zero Um Cia. de Teatro. Além dos também curitibanos da Pivete Cia. de Arte, que apresentam a peça O Rato, e Londrina, também no Paraná, que envia Números, da Cia. Os Palhaços de Rua.

Saiba mais sobre o 21º Fentepp!

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

ze celso julia chequer r7 Zé Celso se recusa a pagar multa por cena de peça; no Fórum Criminal, atores do Oficina pedem paz

Zé Celso prestou depoimento no Fórum Criminal por conta de cena de peça - Foto: Julia Chequer/Arquivo R7/7-4-2010

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Integrantes do Teat(r)o Oficina fizeram um ato artístico em frente ao Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, na tarde desta quarta (5). A ação ocorreu durante depoimento do diretor José Celso Martinez Corrêa, do Zé Celso, 77 anos, e da produtora do Oficina, Ana Rúbia, e dos artistas Tony Reis e Mariano Mattos Martins, à Justiça.

O Oficina está sendo acusado de “crime contra a paz pública” por conta de uma encenação artística — um trecho da peça Acordes, inspirada em Bertolt Brecht — em novembro de 2012 na PUC-SP. Um padre se sentiu ofendido pela peça e deu queixa contra o grupo. Zé Celso considera a ação judicial de um “ato contra a liberdade de expressão”.

O R7 esteve no local e acompanhou a movimentação de fora. O depoimento não pôde ser coberto pela imprensa.

"Arte não é crime"

Segundo relato dos artistas, a Promotoria acusou os integrantes do Oficina de se esconderem atrás da arte que fazem para poderem incitar o crime contra a paz pública. O promotor propôs que o Oficina pagasse uma multa de um salário mínimo ao padre. Os artistas recusaram a proposta, por entenderem que esta ofendia toda a classe artística.

Para eles, aceitar o pagamento da multa implicaria em concordar que toda a arte possa ser criminalizada se alguém da plateia se sentir ofendido por algo dito em cena. O que feriria a liberdade de expressão garantida na Constituição e o próprio sentido da arte.

Zé Celso ficou indignado com o que ouviu na audiência, como contou ao R7 assim que saiu do Fórum Criminal.

— Ele [o promotor] ofereceu pagarmos um salário mínimo e ficar isso tudo por aí. O que eu ouvi do promotor é um crime contra a arte. Ele diz que nós nos escondemos na arte para dizer impropérios e incitar o crime contra a paz pública. Isso para mim é um crime contra a arte. A arte é livre!

O diretor do Oficina lembrou que muitos lutaram durante a ditadura pela liberdade de expressão artística e pelo fim da censura.

— Ninguém se esconde atrás da arte. Cacilda Becker quando vai ao DOPS acusada de fazer propaganda soviética por ler Pablo Neruda, ela diz: "Meu único partido é o teatro". Esta cena está em Walmor y Cacilda 64: Robogolpe [peça do Oficina em cartaz]. O promotor acha que a arte é um biombo que se usa. É importante ser divulgado que estão querendo tirar a liberdade da arte. Nós não somos criminosos, os artistas lutaram muito pela liberdade e a cultura livre no Brasil e, em 2014, apesar desse movimento de ódio, a censura ainda é livre. Isso que está acontecendo é uma ofensa a todos os que lutaram pela liberdade na ditudura! Não podemos aceitar.

Mariano Mattos Martins, artista que também esteve na audiêcia, falou ao R7 que " a arte está sendo colocada como o crime; a ditadura acabou faz tempo, mas parece que não."

— A gente não aceitou isso [de pagar a multa]. A gente vai continuar, porque não aceitamos ser criminosos por fazer arte. Querem colocar a cultura e os artistas na marginalidade e diminuir o poder e a importância da arte teatral.

ze celso martinez correa julia chequer r7 Zé Celso se recusa a pagar multa por cena de peça; no Fórum Criminal, atores do Oficina pedem paz

O diretor José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, foi intimado a depor nesta quarta (5) no Fórum Criminal de SP por conta de um trabalho artístico feito com o Teatro Oficina em novembro de 2012 na PUC-SP - Foto: Julia Chequer/Arquivo R7/7-4-2010

Ato artístico

Na calçada do Fórum, na avenida Doutor Abraão Ribeiro, os artistas fizeram um discurso de paz enquanto os integrantes do Oficina prestavam esclarecimentos à Justiça. Eles entoaram o cântico que traz os seguintes versos: “Paz, amor e paz. E muito mais”. A música faz parte da trilha da peça Walmor y Cacilda 64: Robogolpe, no momento em que a atriz Cacilda Becker dá depoimento ao DOPS nos anos de chumbo da ditadura.

Nesta cena, a personagem Maria Della Costa, interpretada pela atriz Juliane Elting, diz a seguinte frase: “Não achamos lógico, neste momento ilógico, nós, por personagens vividos, sermos... punidos!”.

A atriz Camila Mota, integrante do Oficina, falou com o editor de Cultura do portal R7, Miguel Arcanjo Prado, durante o ato artístico em frente ao Fórum Criminal. Veja a entrevista no vídeo abaixo:

+ Zé Celso é chamado para depor no Fórum Criminal; diretor ataca marcha a favor da ditadura militar

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

julia chequer ze celso Zé Celso é chamado para depor no Fórum Criminal; diretor ataca marcha a favor da ditadura militar

Zé Celso terá de depor no Fórum Criminal da Barra Funda, em SP - Foto: Julia Chequer/Arquivo R7-7/4/2010

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Nesta quarta (5), José Celso Martinez Corrêa, o  Zé Celso, 77 anos, terá de depor, às 14h, no Juizado Especial Criminal do Foro Central Criminal Barra Funda, em São Paulo, onde tem audiência preliminar do processo 0056740-71.2013.8.26.0050, no caso movido por um promotor da Justiça Pública.

+ Zé Celso se recusa a pagar multa por cena de peça; no Fórum Criminal, atores do Oficina pedem paz

A Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, da qual Zé Celso é diretor, é acusada de “crime contra a paz pública”. Tudo porque Zé Celso e seus artistas encenaram uma adaptação de uma cena do musical Acordes em 2012, no campus da PUC-SP.

A encenação pública do texto inspirado em Bertolt Brecht foi realizada em novembro de 2012 a convite dos estudantes em protesto contra a posse de Anna Maria Marques Cintra, que havia ficado em terceiro lugar na eleição para o cargo de reitor da instituição.

Os artistas da companhia farão um ato pela paz em frente ao Fórum no horário do depoimento.

Em texto publicado em seu blog quando a ação foi movida, Zé Celso definiu sua convocação pela Justiça de “um ato contra a liberdade de expressão”.

— Querer incriminar os artistas de teatro por esta cena é um atentado à liberdade de expressão do ator.

Assombro

O diretor vê com assombro o crescente conservadorismo no País. Ele e seus artistas também ficaram assustados com a passeata na avenida Paulista que pediu a intervenção militar no País no último sábado (1º).

Sempre antenado com seu tempo, a marcha da extrema direita estará no palco do Oficina no próximo fim de semana, quando o grupo encerra o Festival das Cacildas, com entrada gratuita. O depoimento desta quarta (5) também deverá entrar na obra.

Vítima da ditadura

O Teat(r)o Oficina foi uma das grandes vítimas da ditadura civil-militar que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985.

ze celso julia chequer r7 Zé Celso é chamado para depor no Fórum Criminal; diretor ataca marcha a favor da ditadura militar

Zé Celso, no dia em que recebeu o pedido de desculpas de representates do governo federal por ter sido torturado durante a ditadura militar, em 2010 - Foto: Julia Chequer/Arquivo R7/7-4-2010

Durante os anos de chumbo, os atores do grupo foram violentamente agredidos, e Zé Celso precisou partir para o exílio na década de 1970, após ser preso e torturado.

Mas ele e seu Oficina sobreviveram ao horror e estão aí para confrontar com arte o rompante antidemocrático da extrema direita brasileira.

Cenas reais

Zé Celso colocou no palco cenas reais dos golpistas em marcha pela Paulista, com suas vestimentas ufanistas em verde e amarelo e até discurso do cantor Lobão.

O ator Beto Mettig conta ao R7 que imagens reais passarão nos telões do Oficina.

— Tanto Cacilda!!!!! quanto Walmor y Cacilda são montagens vivas. A cada semana elas refletem o que os artistas vivem e o que o próprio País está passando, tanto no texto quanto nas interações que o espetáculo tem.

Só mais duas sessões

Serão apenas duas sessões: uma apresentação de Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada, no sábado (8), 19h, e de Walmor y Cacilda 64 – Robogolpe, no domingo (9), 19h. Ambas com legendas em inglês.

Cerca de 60 artistas desfilam pela passarela-palco do Oficina nas duas montagens, agora, mais politizadas do que nunca.

Cacilda!!!!! descortina o embate entre Cacilda Becker e Tônia Carrero, mostrando o fim de uma era do teatro nacional, marcada pelas produções luxuosas do TBC, o Teatro Brasileiro de Comédia.

Walmor y Cacilda é um espetáculo-manifesto de Zé Celso sobre os horrores praticados pelo golpe civil-militar de 1964, sobretudo no mundo artístico.

Festival e dezembro pulsante

Ainda neste mês, o grupo se apresentará com Walmor y Cacilda no Fentepp (Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente), que acontece entre 22 e 29 de novembro.

Em dezembro, o Oficina fará outra maratona: apresenta cinco espetáculos da série Cacilda um após o outro, entre 12 e 23 de dezembro. Antes, fará a Lavagem do Bixiga, no dia 2 de dezembro, e no dia 5 de dezembro uma concorrida festa em homenagem a Lina Bo Bardi.

Zé Celso e sua aguerrida turma não param. Ainda bem.

oficina2 Zé Celso é chamado para depor no Fórum Criminal; diretor ataca marcha a favor da ditadura militar

A atriz Juliane Elting em cena de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe - Foto: Gal Oppido

Festival das Cacildas
Quando: sábado (8) e domingo (9), às 19h
Onde: Teat(r)o Oficina (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia-entrada) e R$ 5 (moradores do Bixiga)
Classificação etária: 14 anos

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

 

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

elisete jeremias otto barros eduardo enomoto bob sousa Oficina ganha ala teatral na Nenê de Vila Matilde; saiba como desfilar com os artistas em 2015

Elisete Jeremias e Otto Barros são diretores da ala do Oficina na Nenê - Fotos: Bob Sousa e Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos BOB SOUSA e EDUARDO ENOMOTO

O Teat(r)o Oficina, dirigido por José Celso Martinez Corrêa, o nosso Zé Celso, terá ala especial no desfile da escola de samba Nenê de Vila Matilde no Carnaval 2015.

Será a ala 23, a última da escola, intitulada Um Povo que Sorri. Ela tem a importante missão de encerrar o Carnaval paulistano, já que a Nenê é a última agremiação do grupo especial a desfilar, com previsão de entrada na avenida às 6h do dia 14 de fevereiro de 2015.

Os diretores de ala são Elisete Jeremias e Otto Barros. Elisete já foi diretora de cena do Oficina, posto hoje ocupado por Otto, seu pupilo.

ze celso bob sousa5 Oficina ganha ala teatral na Nenê de Vila Matilde; saiba como desfilar com os artistas em 2015

Zé Celso vai expor experiência no exílio em Moçambique no Anhembi - Foto: Bob Sousa

Ela conta ao Atores & Bastidores do R7 que sua função na escola “é a mesma que exercia no teatro”. E diz que o Oficina já tem história com a Nenê.

—O Oficina já saiu em 2013 na ala Canudos, com Zé Celso fazendo o Antônio Conselheiro, e grande parte do elenco fazendo personagens de Os Sertões.

Moçambique e Zé Celso

O enredo da Nenê neste ano é Moçambique – A Lendária Terra do Baobá Sagrado.

Marcio Telles, diretor de Harmonia da Nenê, estará no Oficina nesta quinta (30), para acertar todos os detalhes do Carnaval com os artistas da companhia. Ele ouvirá ainda o depoimento de Zé Celso, que estava exilado em Moçambique quando houve a revolução no país africano, que culminou na independência do país em 1975. A experiência do diretor ajudará na dramaturgia da ala.

A encenação da ala no Anhembi está a cargo do ator e diretor do Oficina Marcelo Drummond. Luciano Chirolli, outro grande nome dos palcos, será o coordenador de evolução.

Na equipe da ala ainda estão Felipe Stucchi, que fará o registro fotográfico, e Victor Gally, responsável pela comunicação.

Há vagas

Os integrantes do Oficina terão prioridade para ocuparem as 80 vagas da ala. Mas, como revela Elisete, sobrarão vagas, que serão disponibilizadas para pessoas da comunidade artística interessadas em ir para o Anhembi ao lado da turma de Zé Celso.

— Com certeza abriremos vagas para a comunidade artística interessada. As pessoas têm de ter pelo menos 18 anos, de ter disposição, disponibilidade, disciplina para os ensaios, entusiasmo, resistência e emoção!

marcelo drummond bob sousa Oficina ganha ala teatral na Nenê de Vila Matilde; saiba como desfilar com os artistas em 2015

Marcelo Drummond será responsável pela encenação da ala - Foto: Bob Sousa

Quem tiver interesse em desfilar pode fazer um cadastro no site montado pela ala. Precisa informar nome, e-mail, telefone, número de figurino, número de sapato e dizer no campo mensagem por que deseja desfilar.

Os ensaios já começaram na quadra da escola e serão intensificados no fim do ano e também em janeiro e fevereiro de 2015.

Histórico

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Nenê de Vila Matilde foi fundada em 1949 por Seu Nenê, lendária figura do samba paulistano e é uma das mais tradicionais agremiações carnavalescas do Brasil.

A escola já levou 11 vezes o título de campeã do Carnaval de São Paulo, sendo tricampeã duas vezes. É a entidade com mais títulos durante o século 20.

Já o Teat(r)o Oficina foi fundado por Zé Celso em São Paulo 1958 e é considerado um dos mais importantes grupos teatrais do mundo.

nene mocambique 2015 Oficina ganha ala teatral na Nenê de Vila Matilde; saiba como desfilar com os artistas em 2015

Imagem oficial do enredo da Nenê de Vila Matilde para o Carnaval 2015 - Foto: Divulgação

Você tem vontade de desfilar no Carnaval?

  • Sim, é meu grande sonho. Só de pensar me arrepio. Seria a glória!
  • Não, prefiro ver pela TV. Sou muito tímido e acho as fantasias cafonas.
 Oficina ganha ala teatral na Nenê de Vila Matilde; saiba como desfilar com os artistas em 2015

Digite o texto da imagem:

Gerar outra imagem

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes

 

juliane elting walmor cacilda jennifer glass Oficina passa como furacão pelo Mirada e deixa Santos sob impacto e com gostinho de quero mais

Juliane Elting em cena de Walmor y Cacilda 64: Robogolpe; em Santos, a Robocopa virou Robovoto; Zé Celso ficou chateado com Engenho do Samba vazio, ao contrário dos cartazes de "ingressos esgotados" - Foto: Jennifer Glass

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Santos*

O Teat(r)o Oficina já subiu a serra de volta a São Paulo, mas Santos ainda vive seu impacto. O grupo dirigido por José Celso Martinez Corrêa fez duas apresentações no Engenho do Samba da peça Walmor y Cacilda 64: Robogolpe pelo Mirada, o Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, promovido pelo Sesc.

Pouco antes de embarcar de volta à capital paulista, Letícia Coura, atriz do grupo, conta ao R7 que a nova encenação incorporou o clima pré-eleições e impactou o público. “A Robocopa virou o Robovoto. Walmor y Cacilda reflete cada vez mais o que estamos vivendo”, afirma.

O R7 apurou que uma coisa deixou Zé Celso chateado: apesar de cartazes do Sesc Santos anunciarem que as duas sessões estavam esgotadas, o espaço não lotou em nenhuma apresentação.

A turma do Oficina não entendeu o porquê e ficou com vontade de ter feito um diálogo maior com os moradores da comunidade na qual se apresentou.

Ninguém sabe se foi por isso, mas Zé Celso não apareceu na sede do Sesc Santos, preferindo ficar concentrado com seus atores.

Dança no jantar

Mas estes deram as caras nos espaços de convivência do festival. E sacudiram tudo como um potente furacão. Alguns atores até circularam sem camisa pelo Sesc Santos, arrancando olhares empolgados de muita gente graúda, como o cubano Ariel Rocha e o brasileiro Acauã Sol. Outros fizeram bonito em uma pista de dança improvisada, caso de Danielle Rosa, Tony Reis, Beto Mettig e Alessandro Leivas. Sem contar com a participação especialíssima da cantora Juliana Perdigão na festança.

Os jantares na comedoria do Sesc Santos ficaram animadíssimos com a turma do Oficina. A atriz Juliane Elting foi uma das que puxou uma roda de dança no espaço ao som da DJ Evelyn Cristina, que tocou sucessos da música brasileira em sintonia perfeita com o grupo. “Jantar com DJ é maravilhoso. A gente começou a puxar todo mundo, aí veio gente das outras companhias. Soube que muita gente quando nos viu falou: ai, que bom que chegou o Oficina”, conta ao R7. A reportagem também ouviu a frase.

Gostinho de quero mais

Foi a primeira vez que Juliane esteve em Santos. Ela ficou encantada com a cidade. “Fiquei surpreendida, porque imaginava uma cidade apenas com um porto, repleta de containers e poluição, mas é uma cidade linda, com muito verde. Estou indo para São Paulo com vontade de voltar”, revelou.

Juliane Elting se juntou a Nash Laila e Letícia Coura, outras duas atrizes do Oficina, para ficar mais um dia no festival por conta própria. “Foi uma passagem relâmpago a nossa”, define Nash. “Mas teve coisas incríveis, como o vídeo que o Sesc TV fez com as Cacildas dançando na praia. E o lugar no qual fomos instalados era incrível, apesar de não ter lotado, infelizmente. Mesmo assim, voltamos para São Paulo com gostinho de quero mais”, finaliza.

Fato é que, após a partida do Oficina, nesta quinta (11), os espaços de convivência do Mirada no Sesc Santos ficaram muito mais sem graça.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc São Paulo.

Leia a cobertura do R7 no Mirada

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Digg
  • Facebook
  • Netvibes
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A
exceda.com