Carnaval 2013

9/2/2013 às 08h05 (Atualizado em 9/2/2013 às 10h12)

Cantando João Nogueira, Águia de Ouro fecha com atraso a primeira noite de desfile

Escola acelerou o ritmo, mas ultrapassou em um minuto o tempo máximo permitido

Thiago Calil, do R7

Cinthia Santos desfila pela Águia de Ouro como madrinha de bateria Eduardo Enomoto/R7

O sábado (9) já havia amanhecido quando a Águia de Ouro entrou na avenida para encerrar as apresentações da primeira noite de desfiles em São Paulo. Apesar do avançado da hora, a escola conseguiu segurar a animação dos seus foliões em homenagem a João Nogueira. Mesmo assim, a agremiação terminou seu desfile com um minuto de atraso.

Vale lembrar que no desfile de 2012 a escola teve o mesmo problema. Para que o cronômetro não ultrapassasse o tempo limite, a escola correu na avenida e acabou perdendo ponto em evolução. Neste ano, apesar do enredo bem desenvolvido e da boa harmonia apresentada, é possível que a escola sofra as consequências do atraso na avenida.

Na comissão de frente, anjos guardiões, com asas que chegavam a três metros, traziam a alma imortal de João Nogueira. A bateria entrou logo atrás, fantasiada de sambista. No posto de rainha, Milena Nogueira, nora de João. O enorme abre-alas trazia os arautos anunciando a chegada da escola da Pompeia. Uma das destaques era Ângela Nogueira, viúva do homenageado pela escola.

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Os primeiros passos do sambista na folia estavam nas alas seguintes, como o bloco Labaredas do Meyer. O Boteco do Arlindo, bar frequentado por João, onde ele fundou o Clube do Samba, estava na segunda alegoria. A irmã do sambista, Gisa, foi quem ocupou o posto de destaque.

As baianas fizeram homenagem à Portela, escola do coração de João Nogueira e madrinha da Águia de Ouro. No terceiro carro, espaço para a devoção, com referência a São Jorge e São Sebastião.

No meio do desfile, a madrinha de bateria, Cinthia Santos, teve problemas com o costeiro e precisou tirar o acessório. Sem o peso das plumas, a Índia Potira, da Escolinha do Gugu (Record), compensou a perda de parte da fantasia com mais samba no pé.

O quarto setor voltou a homenagear a Portela. A alegoria trouxe a águia símbolo da escola carioca e uma grande escultura de Clara Nunes, umas das mais ilustres portelenses.

A principal música de João Nogueira, Espelho, ganhou uma ala exclusiva e foi lembrada no último carro alegórico. Nele, estava o sambista Diogo Nogueira, herdeiro do homenageado, simbolizando a tradição de família sendo passada de pai para filho. O técnico Joel Santana também pegou carona entre os destaques do carro.

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