25 de Maio de 2012
R7 conversou com Matthew Lewis, que interpreta o simpático personagem
De repente, na manhã desta quinta (18), aquele jovem com uma aparência madura e firme entra na sala do hotel reservada à imprensa. Nem parece o mesmo Neville Longbottom dos primeiros filmes da série Harry Potter. E, de fato, como afirma o próprio ator Matthew Lewis, ele amadureceu.
Neville Longbottom ficou conhecido por muito tempo como o aluno tímido e introvertido, sempre no seu canto. Grande amigo de Harry, os dois aprenderam juntos a crescer sem os pais. Os pais de Neville, especificamente, foram torturados até a loucura por Comensais da Morte [grupo de bruxos das Trevas que seguem Lord Voldemort], deixando o filho aos cuidados da avó.
De fato, para quem acompanha a série desde o seu início, fica fácil perceber como Neville soube superar todas as dificuldades e sua timidez. Em entrevista ao R7, Lewis, que interpreta o ator desde os 11 anos (ele tem 21), afirmou que o personagem o ajudou a evoluir não só como ator mas também como pessoa.
- Fiz Neville por metade da minha vida. É muito tempo. E, como ele, sempre fui muito tímido. Pode parecer estranho um ator falar isso, mas é verdade. Logo quando eu aceitei o desafio de interpretar o personagem, tive que amadurecer muito e em muito pouco tempo.
Lewis hoje é um jovem confiante, que fala com desenvoltura aos repórteres e parece não lidar mal com a fama. Apesar do ritmo alucinante de gravações por dez anos da série nos cinemas, e da tietagem dos fãs, ele ainda encontra tempo para um estilo de vida mais tranquilo, de volta às origens.
- Sempre que posso, vou todo fim de semana para Leeds (no norte da Inglaterra). Reencontro minha família e meus amigos. Sinto que lá, distante do caos de Londres e de Harry Potter, posso voltar a ser "normal". Vou ao cinema com os meus amigos, jogo bola, é tudo muito feliz.
Sobre futebol, aliás, o ator adora o esporte e sempre joga. Nessa breve passagem pelo Brasil, inclusive, Lewis quer tentar jogar um pouco com a equipe que o acompanha.
- Tenho até uma tatuagem com o número 11, em romanos, no braço direito. Indica a minha posição favorita.
Fã declarado da série de J.K. Rowling, Lewis sempre soube que Neville era o personagem ideal para ele: o final da série, a ser revelado na segunda parte de As Relíquias da Morte, revela muitas surpresas para o bruxo da Armada de Dumbledore.- O objetivo máximo de Neville é acabar com os Comensais da Morte. Quando tudo parece perdido, eis que surge Neville para representar uma nova esperança.
O ator considera que seu personagem começa a mudar e ganhar real importância na quinta parte da série, ou seja, em A Ordem da Fênix. Foi nesse filme que Neville ganhou confiança - e tudo isso graças à ajuda de seu amigo Harry.
Sobre o final da série, Lewis está muito orgulhoso pelo sucesso astronômico dos filmes e dos livros. Segundo o ator, a sensação é de conquista, de algo que foi construído pouco a pouco. Houve até um momento especial em um dia de gravação que ele faz questão de relembrar.
- O set vivia cheio de gente. Produtores, equipe técnica, outros atores etc. Mas, em um momento, ficamos apenas eu, Emma Watson [Hermione], o diretor David Yates e Tom Felton [Draco Malfoy]. Ficou um silêncio, um olhou para o outro, e pensamos: "Bem, acho que conseguimos". Foi muito emocionante.
Lewis, que tem Sylvester Stallone e Jodie Foster como seus atores favoritos de todos os tempos, gosta sempre de tomar como exemplo a carreira do diretor de Rocky e Rambo.
- Quando jovem, diziam que ele não era um bom ator, que não era inteligente, que não sabia nem atuar. Sequer dirigir. E ele provou o contrário. Vejam como o filme Rocky tem cenas sensacionais, dignas dos grandes diretores da história do cinema. Gosto de me inspirar na vida de Stallone.
Planos para o futuro? O ator pretende se dedicar agora ao teatro e inclusive está no elenco de uma peça que deve estrear já em 2011.
Lewis ainda deu um recado final para os fãs brasileiros.
- Estou adorando o país, queria ficar até mais tempo. Quando contei a Daniel Radcliffe [Harry] e Emma que viria ao Brasil, eles ficaram com tanta inveja. Eles devem estar em algum lugar frio agora, lamentando muito, enquanto conversamos aqui com esse solzão lá fora.
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