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publicado em 23/02/2013 às 18h46:

Amor é o favorito ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro

O único concorrente latino-americano a essa estatueta é o chileno No

EFEEFE


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Melancólico, triste e, ao mesmo tempo, direto, o filme austríaco Amor, de Michael Haneke, parte como o grande favorito ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro nesta 85ª edição da maior premiação cinematográfica, na qual o chileno No, de Pablo Larraín, aparece como o único concorrente latino-americano.

A Feiticeira da Guerra, do Canadá; Expedição Kon Tiki, da Noruega, e O Amante da Rainha, da Dinamarca, são os outros candidatos a estragar a festa de Haneke, que já soube perder quando era favorito. Em 2009, o Oscar estava "cantado" para A Fita Branca, mas o argentino O Segredo dos Seus Olhos, de Juan José Campanella, acabou levando o disputado prêmio. 

Haneke confirma seu cinema difícil e profundo com Amor

O diretor Michael Haneke faz um cinema difícil, profundo, direto e, ao mesmo tempo, sentimental, sendo Amor um claro exemplo disso. Algo que a Academia de Hollywood reconheceu não só com a indicação ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro, mas também com outras quatro: Melhor Filme, Atriz (Emmanuelle Riva), Diretor e Roteiro.

Embora tenha nascido em Munique, na Alemanha, o diretor austríaco se destaca ao realizar um cinema muito distante do comercial, que, por sinal, é o que habitualmente rege o formato hollywoodiano.

Além de favorito ao Oscar, Amor já levou o Globo de Ouro e o BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro, a Palma de Ouro em Cannes e mais quatro prêmios do Cinema Europeu: melhor filme, diretor, atriz e ator (Jean-Louis Trintignant).

Este parece ser um caminho triunfante para um filme que narra justamente o declive, ou seja, a última fase da vida de um casal que decide passar esse momento na maior das intimidades e escondendo suas dores dos demais.

Com dois atores sublimes e uma narração cheia de sutilezas, Haneke deu vida a uma verdadeira lição de cinema e de humanidade, na qual todos podem refletir mesmo contra vontade.

Uma história que pode fazer a Áustria ganhar o segundo Oscar de sua história - o primeiro foi em 2007, com Os Falsários, de Stefan Ruzowitzky.

No: o cinema político que pode dar o primeiro Oscar ao Chile

Muito se sabe sobre a história do Chile durante a ditadura de Augusto Pinochet, mas alguns detalhes, digamos essenciais, passaram despercebidos para a maioria dos mortais.

Em No, o diretor Pablo Larraín adentra em um desses momentos fundamentais, o do plebiscito que tirou Pinochet do poder, contando detalhes pouco conhecidos da campanha que convenceu os chilenos de que essa mudança era possível.

Um filme com o qual Larraín ganhou o prêmio Art Cinema Award da Quinzena de Produtores do último Festival de Cannes e com o qual encerra uma trilogia sobre a ditadura chilena, que começou com Tony Manero (2008) e Post Mortem (2010).

Protagonizada pelo ator mexicano Gael García Bernal, o filme mistura habilmente ficção com imagens reais, tiradas da campanha do No. Neste, Larraín cuida muito da ambientação da época e também dá as pinceladas necessárias para facilitar o entendimento do cotidiano dos chilenos sob a ditadura de Pinochet.

Um filme que fez história no Chile ao ser o primeiro a estar entre os cinco indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, um prêmio que, no entanto, até Larraín considera que deveria ser entregue para Amor.

— Tudo indica que o ganhador deveria ser Michael Haneke, o que faz muito sentido para mim. Parece-me que esse filme é extraordinário. — afirmou diretor chileno após saber de sua indicação.

O Amante da Rainha: classicismo e história em um filme impecável

O cinema dinamarquês costuma ser arriscado, moderno e renovador, mas, em O Amante da Rainha, o diretor Nikolaj Arcel demonstra que também sabe fazer grandes histórias clássicas e de época com uma impecável realização, que, por sinal, se afasta do lado acadêmico britânico.

Com um estupendo trio protagonista - Mads Mikkelsen, Alicia Vikander e Mikkel Boe Folsgaard (que já ganhou o Urso de Prata de Melhor Ator do Festival de Berlim) - e um roteiro que funciona como um relógio (também premiado em Berlim), o filme desliza com suavidade pela história de Christian VII da Dinamarca.

Sua doença mental, seu casamento com a jovem e desconhecida Mathilde Caroline da Grã-Bretanha, a relação desta com Johann Friedrich Struensee - o melhor amigo do monarca -, e, sobretudo, a tentativa dos três de dar vida a uma Dinamarca submetida às normas próprias da Idade Média.

Essa vã tentativa de modernização agora contradiz com a imagem de um dos países mais avançados do planeta do ponto de vista social.

Esse é o mesmo contraste que existe entre O Amante da Rainha e o último filme dinamarquês indicado aos prêmios Oscar, Em Um Mundo Melhor, que levou a estatueta em 2010, com uma proposta totalmente afastada do classicismo.

No entanto, apesar dos elogios, O Amante da Rainha perdeu seu confronto com Amor nos prêmios do Cinema Europeu e no Globo de Ouro.

Expedição Kon Tiki, uma grande aventura que já possui um Oscar 

Em 1951, o documentário que Thor Heyerdhal filmou durante a travessia feita com outros cinco homens em uma balsa, do Peru até as ilhas Tuamotu, foi premiado com um Oscar.

Agora, 52 anos depois, uma ficção baseada nesta mesma viagem volta a concorrer ao prêmio, mas, nesta ocasião, ao de Melhor Filme Estrangeiro.

Joachim Ronning e Espen Sandberg, cujo filme mais conhecido até o momento é Vida Bandida, se dedicaram a contar uma aventura com a qual Heyerdhal queria demonstrar que a Polinésia tinha sido colonizada desde o leste - ou seja, da América do Sul -, e não do oeste, como sempre tinham acreditado.

Além de sua teoria não ter resistido ao tempo, a aventura de Heyerdhal e seus companheiros é uma história de superação e de comunhão do homem com a natureza, como demonstra o filme, e não de enfrentamentos.

O filme se movimenta de maneira ágil em um espaço muito limitado, o da balsa na qual estes aventureiros navegaram durante 101 dias, com os mesmos meios que os supostos navegantes pré-históricos chegaram à Polinésia.

Poucos e eficazes efeitos especiais, câmeras a serviço dos personagens e todo o peso sobre a história que conta é o que oferece este filme, com o qual a Noruega - ausente desde 2001, com Elling -, volta ao Oscar. 

A Feiticeira da Guerra, a dura realidade das crianças-soldado

O Canadá entra na disputa pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro este ano com uma produção que reflete todo seu multiculturalismo.

Rodado na República Democrática do Congo (RDC), em francês e lingala (idioma local), o filme dirigido por Kim Nguyen, cineasta canadense com origem vietnamita, conta a história de uma menina-soldado, uma das milhares que são forçadas a lutar nas guerras sem fim que fragilizam os países africanos.

Um filme duro, mas que não se apega aos detalhes mais escabrosos por considerar, de forma acertada, que é melhor deixar a imaginação do espectador trabalhar.

Acertada também foi a escolha da jovem Rachel Mwanza, uma menina que vivia nas ruas de Kinshasa e que foi escolhida por Nguyen ao vê-la em um documentário sobre a situação dos menores na capital da RDC.

Mwanza ganhou o Urso de Prata na Festival de Berlim pela doce interpretação de Komona, uma menina sequestrada pela guerrilha com 12 anos e obrigada a matar seus pais antes de se transformar em soldado.

Sua vida, sua forma de sobreviver e sua necessidade de encontrar algo bom e se reconciliar consigo mesma se misturam com a magia negra, os sonhos e os espíritos que dominam a vida de muitos dos que fazem parte deste submundo de guerra e horror.

Mas, apesar seus méritos, A Feiticeira da Guerra (Rebelle em seu título original em francês) é o filme que possui, segundo as previsões, menos chances de se consagrar com o Oscar nesta 85ª edição.

 

 

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