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publicado em 06/07/2012 às 14h30:

Argentina aposta em violência no cinema com Pompeya

R7 entrevistou Juan Manuel Tellategui, ator do longa sangrento de Tamae Garateguy

Letícia Mendes, do R7


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 Aclamada como o mais bem sucedido celeiro cinematográfico da América Latina, a Argentina acaba de inovar.

Conhecido por fazer produções que apostam no drama, o país lança um filme de gênero, Pompeya, que conta uma história violenta de gangsters, usando referências da série Kill Bill, de Quentin Tarantino.

No comando do longa, cheio de cenas sangrentas, está uma jovem diretora, que estreia no comando de um filme, Tamae Garateguy.

A Pompeya do título é o nome de um bairro dos arredores de Buenos Aires. No roteiro de Diego Fleischer, o local é alvo de disputa entre duas máfias: a russa e a coreana, que dominam o mundo do crime da capital argentina.

O filme, que chegou aos cinemas portenhos nesta semana, já é aclamado pelos críticos argentinos como um diferencial dentro da filmografia recente do país vizinho. Ainda não há previsão de estreia no Brasil.

No elenco, está o ator argentino Juan Manuel Tellategui, que vive em São Paulo há um ano, onde estuda teatro e começa a fazer os primeiros trabalhos no cinema brasileiro. Ele, que interpreta o jovem Alex, filho do chefe da máfia russa, conversou com a reportagem do R7 sobre Pompeya. Leia a entrevista:

R7 - O que você acha que representa um filme como Pompeya, que fala de gangsters, para o cinema argentino?
Juan Manuel Tellategui –
O cinema de gênero representa abertura de novos horizontes. O medo de muitos para fazer filmes de gênero está ligado aos custos de produção. No caso de Pompeya, se trabalhou mais com pessoas que tinham vontade de fazer cinema do que outra coisa. E isso faz com que, com os resultados do filme, outros diretores se animem a explorar novas possibilidades.

R7 - Você ficou triste de não poder ir à estreia do filme em Buenos Aires?
Juan Manuel Tellategui –
Claro. Encontrar-se com o grupo de trabalho nos bons momentos sempre é bom. Mas, por conta de novos projetos aqui não pude ir. Meu coração está lá junto com todos os que fizemos possível Pompeya.

R7 - Como você entrou para o elenco de Pompeya?
Juan Manuel Tellategui –
Tamae [Garateguy, diretora do filme] participou de filmagens de uma peça de teatro que eu fazia. E, nesse período, surgiu a ideia do filme e, imediatamente, fui convocado pela diretora para fazer parte do elenco junto de outros atores. 

R7 - Qual é seu personagem? Onde você buscou inspiração?
Juan Manuel Tellategui –
Meu personagem se chama Alex. Ele é o filho do chefe da máfia russa do bairro Pompeya, em Buenos Aires. É um jovem que joga com os limites da vida sem medir as consequências, por conta da visão de mundo na qual está inserido. Busquei inspiração em alguns casos policiais de jovens de classe social alta que, embriagados, atropelam e matam pessoas nas ruas. E algumas personalidades que se encaixam dentro desse perfil também me deram dicas na composição do personagem.

R7 - Você acha que os argentinos vão receber bem o filme? E os brasileiros?
Juan Manuel Tellategui –
A história que conta Pompeya é uma história basicamente de intriga, ação e violência. Mas tem como particularidade, dentro dessa ficcionalidade, alguns elementos facilmente reconhecíveis do bairro e outras coisas. Eu creio que em Buenos Aires terá uma boa aceitação. Em primeiro lugar, por curiosidade pelo tipo de filme, e em segundo lugar por todos esses signos. Agora, no Brasil, estou muito ansioso de que o filme estreie aqui, e, conhecendo o gosto dos brasileiros pelo filme argentino, posso dizer que vai ser um filme que também vai despertar interesse não só em ver um filme de gênero, como também desenvolvê-lo no Brasil. 

Pompeya
À esq., a diretora Tamae Garateguy orienta o ator José Luciano González durante as filmagens de Pompeya; à dir., o ator Juan Manuel Tellategui contracena com Jasmin Rodriguez no longa

R7 - Cite um filme argentino que você goste muito e diga o porquê. E o mesmo para um filme brasileiro.
Juan Manuel Tellategui –
Um filme argentino que gosto, entre outros, é Paco, porque tem um bom elenco e porque o tema do filme [que fala de um usuário de drogas] me resulta polêmico e interessante para o debate. Aqui no Brasil, eu gosto de Palhaço, de Selton Mello, porque consegue contar uma história com uma poética de elementos sublimes.

R7 - Como foram as filmagens de Pompeya? Aconteceu algo divertido nos bastidores?
Juan Manuel Tellategui –
Sempre se passam coisas nos bastidores! Um dos atores fraturou o pé em uma das cenas de luta, por exemplo [risos]. Eu estive uma semana com gripe depois da cena da piscina. Porque precisei ficar na água fria durante horas. Anoiteceu e a temperatura caiu muito e eu não podia sair daquela água fria [risos]. 

R7 - Como foi trabalhar com a diretora Tamae Garateguy? Como ela é como diretora?
Juan Manuel Tellategui –
Tamae compreende muito bem o universo dos atores. Ela é uma grande diretora de atores. E, por sua forma de ser, sempre conseguiu criar climas propícios para as filmagens. Creio que trabalhar com um diretor com essas características, sem dúvida, isso se reflete em um excelente trabalho.

R7 - Como está sendo viver no Brasil? Já fez algo em cinema por aqui?
Juan Manuel Tellategui –
O Brasil é um celeiro de novos talentos nas distintas áreas artísticas. O crescimento que o país teve nos últimos anos permitiu que as artes também se desenvolvessem por aqui. Estou tentando absorver um pouco de tudo isso que o Brasil tem para me oferecer, desde sua cultura tão próxima da argentina e tão particular ao mesmo tempo. Aiinda estou começando no cinema brasileiro. Terminei de fazer um curta-metragem, Decisões, que foi outra experiência. Espero que venham muitas mais.

O ator Juan Manuel Tellategui em cena do filme argentino Pompeya (2012)
O ator Juan Manuel Tellategui ouve orientações da diretora Tamae Garateguy nas filmagens de Pompeya

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