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publicado em 15/06/2011 às 01h00:

Mesmo sem Brasília amarela, filme dos Mamonas agrada

Sala principal do Cine Livraria Cultura lotou para assistir ao documentário

Thiago Blumenthal, do R7


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Tinha fila virando a escadaria que dá acesso ao Cine Livraria Cultura na gelada noite desta terça-feira (14) em São Paulo. Para quem achava que o frio iria espantar os fãs dos Mamonas Assassinas e os saudosistas da alegria do grupo errou feio.

Mamonas pra Sempre, o documentário que homenageia os cinco rapazes de Guarulhos que, entre 95 e 96, deram o que falar na música brasileira, teve sua pré-estreia realizada nesta terça, em sessão gratuita, e mostrou que, a depender da animação do público que lotou a sala 1 do cinema antes, durante e depois do filme, este será um sucesso de bilheteria.

Pai de Dinho dos Mamonas revela segredos sobre o grupo

Não é para menos. Passados quinze anos do acidente que tirou a vida de Dinho, Júlio, Bento, Samuel e Sérgio, não há quem não lembre deles com uma saudade especial. Irreverente, a banda parece ainda falar para a geração de hoje, ligada em internet e redes sociais. Ou alguém duvida que Dinho não faria uma composição sobre amor, sexo, traição e pancadaria no Orkut? Na época deles, era o momento de brincar com as “novidades” da azaração em uma Brasília amarela e com as desventuras de um português em uma festinha nada discreta.

É neste clima que estão os familiares e amigos pessoais de Dinho, enquanto esperam a entrada na sala. Em declaração à reportagem do R7, Grace Kellen, irmã do vocalista, parece nem acreditar que o filme, enfim, será lançado.

- Fala se é verdade, vai. Ainda não consigo acreditar. Faz tanto tempo que estão para lançar esse filme que até perdi a esperança.

A hesitação de Grace tem uma explicação. O documentário de Cláudio Kahns, mesmo estando parcialmente concluído em 2009, quando foi exibido na Mostra de Cinema de São Paulo, passou por profundos ajustes os mais variados. Desde detalhes técnicos, como a transposição do som HD para o Dolby, como Cláudio lembrou no debate realizado com o público após a exibição do longa, até entraves burocráticos, como determinada cena de arquivo cujo detentor brigou até o fim para não liberar. Kahns se lembra de um caso bastante simbólico.

- Aconteceu isso com uma cena dos Mamonas no programa da Xuxa, na Rede Globo. A apresentadora não liberou as imagens de jeito nenhum. Tentamos até o fim a aquisição, mas depois desistimos.

Entre os inúmeros fãs, um rapaz que veio de longe para acompanhar a sessão. Hélcio Ferreira, 28, teve que tomar um trem e um ônibus para sair da Cidade Tiradentes e chegar ao Conjunto Nacional, na avenida Paulista, e ver o filme.

- Tenho tudo deles. Camiseta, chaveiro. Até fitas K-7 com demos do Utopia.

A reportagem não pôde confirmar a existência dessas raridades com músicas do grupo de Dinho antes de virar Mamonas Assassinas, mas não costuma se duvidar de empolgação de fã.

Já o debate, em que o diretor respondeu às perguntas do público, serviu ainda mais para confirmar a boa primeira impressão causada pela produção. Foram apenas elogios e muita emoção, que pareceu atingir ao próprio realizador responsável pelo produto mamônico.

Dentre as reclamações do público, a ausência da primeira namorada de Dinho, Mirela Zacanini, que não aparece em momento nenhum do filme, por exemplo. Esse e outros momentos, sem dúvida importantes para a trajetória do grupo de Guarulhos, tiveram suas ausências bastante notadas pelos fãs, às quais o diretor se justificou ao ressaltar a dificuldade que é fazer um documentário.

- É muito difícil a gente conseguir essas imagens. O trabalho de pesquisa é enorme e, mesmo assim, há depois o trabalho de negociação com quem detém os direitos, todas as vias burocráticas e, principalmente, como encaixar naquele roteiro. Senti, por exemplo, que, apesar de sua importância, não fazia muito sentido falar da primeira namorada de Dinho.

Outra ausência que o público reclamou foi a famosa Brasília amarela. Por que se esqueceram dela? Quem deu um ponto final à discussão foi o simpático Hildebrando, pai de Dinho, que se levantou de sua cadeira e falou em uma mistura de orgulho e bom humor, que nos acostumamos a ver em seu filho.

- Olha, o filme está perfeito, não tem nada em que mexer. Só concordo com quem falou aqui: a Brasília amarela tinha que abrir e fechar o filme. Aí sim ficaria 100%.

Todos caíram no riso, inclusive o próprio diretor do filme. O astral bom da exibição e do debate só mostrou que, com ou sem Brasília amarela, o documentário está de portas abertas para que todos o amem.

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