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publicado em 08/01/2010 às 13h32:

Jessica Biel está em Bons Costumes

Produção marca retorno do australiano Stephan Elliott

Rubens Ewald Filho, do R7

Por alguma razão, os críticos brasileiros parecem ter se encantado por esta comédia inglesa. Ela não teve maior repercussão no resto do mundo e não passa de mais uma adaptação de uma peça antiquada e datada de Sir Noel Coward (1899-1973). Muita gente diz ter sido ele o inventor do conceito do que é o britânico no século 20, a "cool Brittania", formada por pessoas elegantes e bem vestidas (sempre, até no meio do Sahara), que bebem muito, dizem frases inteligentes e nunca perdem a fleuma. São o máximo da sofisticação e frescura, esnobismo e hipocrisia, para ser mais claro. São também os ingleses que viram seu império desabar e deixaram de ser os donos do mundo. Portanto, há também uma dose de nostalgia em recordar aqueles tempos loucos que já não voltam mais.

No caso, a versão anterior da peça havia sido feita em 1928 por ninguém menos do que Alfred Hitchcock (com a estrela do palco Isabel Jeans). Aqui, quem dirige é o australiano Stephan Elliott, que havia começado uma carreira promissora com Priscilla, a Rainha do Deserto, mas depois teve graves problemas de saúde devido a um acidente de esqui que o deixou hospitalizado por meses, abalando sua carreira. Esse filme marca seu retorno.

Quem se saiu melhor na fita foi a sempre charmosa Kristin Scott Thomas, que faz a mãe do herói e chegou a ser indicada ao BAFTA e ao Independent British, embora seu papel seja a tradicional senhora moralista.

 

A atração de bilheteria do filme é a estrela (da Internet mais do que de cinema) Jessica Biel, de corpo perfeito e aparente talento, que na verdade nunca teve uma chance para dizer a que veio (o que fez de melhor foi O Ilusionista). Mas sem duvida é uma figura agradável no personagem de uma americana rica e exuberante, Larita Whitaker, envolvida em corridas de automóveis e vencedora do grande prêmio de Mônaco, no período entre as duas guerras. Ela se casa com um jovem britânico, Ben Barnes, que havia sido revelado como o Príncipe Caspian. Os problemas aparecem quando ele traz a mulher para conhecer sua família tradicional na mansão no campo e procura fazer tudo para agradar.

Novamente, temos o velho tema do peixe fora d’água, com resultados razoáveis e, por vezes, apelativos (o show onde a irmã aparece sem calcinha!). E, mais uma vez, o americano é mostrado como sangue novo que vem renovar a velharia cheia de preconceitos e arrependimentos (Colin Firth faz o pai que tem traumas da Guerra). Ou seja, uma tentativa de ressuscitar uma comédia sofisticada para uma plateia que não sei se ainda existe. Jovem não vê e nem gosta de filme de época nem mesmo quando tem La Biel. Quem sabe repercute melhor com as queridas senhorinhas do Reserva Cultural.

Leia este post e outros de Rubens Ewald Filho aqui.

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