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publicado em 16/11/2010 às 17h20:

Medo e poder da amizade são os protagonistas de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

Com doçura, primeira parte do final da saga coloca sentimentos no centro da trama

Beatriz Cioffi, do R7

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Em sua reta final, Harry Potter não é mais uma série sobre as aventuras de um adolescente eleito, um herói escolhido pelo destino. Se é que algum dia foi somente isso.

No filme que chega aos cinemas de todo o mundo nesta sexta-feira (19), Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1, o bruxinho deixa o posto de protagonista para colocar seus sentimentos no centro da trama. Aliás, não apenas os seus, mas também os de seus inseparáveis amigos, Hermione e Rony.

O trio de adolescentes, interpretados por Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, está em busca das horcruxes – objetos especiais que guardam parte da alma do senhor das trevas e que podem estar escondidos em qualquer lugar... do planeta.

O mundo está dominado pelo mal, os três têm uma tarefa deste tamanho para cumprir, o mestre que poderia guiar essa missão está morto e não explicou o que exatamente precisa ser feito.

Como se não bastasse, os amigos não podem contar para ninguém sobre o que precisam fazer– sob o risco de colocar ainda mais gente na mira dos temidos Comensais da Morte.

E se tudo isso não lhe parecer suficiente, eles ainda têm que cuidar da própria segurança – já que uma porção de vilões está fazendo de tudo para capturar (e matar, torturar, humilhar) os três.

Em um beco sem saída deste porte, só resta ao trio sumir por aí, na caça aos objetos amaldiçoados, torcendo para acertar o rumo da missão e permanecer vivo... pelo máximo de tempo possível.

Nesta situação, você não se sentiria desesperado? Eles se sentem.

Ainda mais quando sabem que qualquer passo em falso pode levá-los a armadilhas brutais e assustadoras – como a casa da senhora Batilda Bagshot, a historiadora que... bem, não está tão viva como parece e dá medo em uma das cenas tensas do longa-metragem.

E é nesse desespero que afloram nos três alguns sentimentos, que até então estavam disfarçados.

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Hermione (Emma Watson) sussurra feitiços de proteção, após salvar Rony de um "estrunchamento" (Foto: Divulgação/ Warner Bros.)

O ciúme que Rony sente de Harry e Hermione vira astro em algumas das tomadas tocantes. A segurança que uma amizade verdadeira pode oferecer é a estrela da cena mais gracinha deste filme: quando Harry e Hermione dançam ao som de O’Child, de Nick Cave, completamente perdidos na missão que precisam cumprir, mas cientes do amor de irmãos que sentem um pelo outro.

É para fazer os fãs chorarem, claro.

Aliás, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 é claramente um filme feito para os fãs. Ele não tem muita ação visível. É um filme lento, cujos maiores conflitos são mesmo emocionais – e, talvez, perceptíveis apenas para quem acompanha fielmente a saga do bruxo. Quem não acompanha ou não vai entender ou vai achar chato.

E com tudo isso, ao contrário do que declarou Daniel Radcliffe à imprensa, esse início do episódio final não decepciona os fanáticos pela série. Ao contrário. Mesmo sem um fim, a primeira parte deixa tanta coisa para o espectador digerir, que provavelmente não restaria forças para encarar o final de fato, que chega aos cinemas em 2011.

São mais de duas horas de filme. Para quem assistiu (ou leu) à saga desde o início, ver esta primeira parte é como curtir os últimos momentos com um grande amigo que está prestes a partir. A cada abraço que Harry, Hermione e Rony trocam, quem está na poltrona, do lado de cá da tela, sente até vontade de participar do carinho.

Harry Potter cresceu. A saga cinematográfica e o personagem.

O jogo de câmeras em estilo documentário, usado em algumas tomadas, dá realidade a cenas de pânico – que neste filme, existem mesmo. Os atores que vivem os três bruxos protagonistas estão muito mais convincentes, com menos reações teatrais e mais... sentimento.

E, para os personagens, não se trata mais de matar bruxos das trevas, apenas. Agora a questão é saber o peso que é matar alguém, perder muitos outros e o quão assustador isso pode ser.

Em se tratando de um blockbuster, cujo público-alvo são os jovens acima dos 12 anos, está muito além do que se podia esperar. Mas só quem se envolveu com a aventura desde o início vai perceber.


Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1
Ano:
2010
País: Estados Unidos
Direção: David Yates
Estreia: 19 de novembro de 2010
Clique aqui e saiba onde assistir ao filme 

 

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Quem é o Harry Potter verdadeiro? Daniel Radcliffe em uma das muitas cenas "alívio cômico" de Harry Potter e as Relíquias da Morte. E todo mundo dá risada, viu? (Foto: Divulgação/ Warner Bros.) 

 


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