26 de Maio de 2012
Polêmico cineasta ganhou o prêmio em 2003 com o filme Tiros em Columbine

O diretor Michael Moore elogiou os cineastas de não-ficção em um evento pré-Oscar em homenagem aos indicados para melhor documentário, atribuindo apetite cada vez maior por essa forma de arte a um público carente da verdade.
O polêmico diretor, que obteve um Oscar com o filme Tiros em Columbine e fez o documentário mais lucrativo da história com Farenheit 11/9, foi o anfitrião de um simpósio da Academia para os indicados para os prêmios de melhor documentário e melhor curta.
- Vivemos em uma época na qual as pessoas têm mentido muito. As pessoas estão cansadas disso e elas querem a verdade, e os documentários representam a verdade.
Ao longo de sua carreira, Moore recebeu críticas por ser muito tendencioso nos filmes que vão de Roger & Me, de 1989, sobre a demissão de trabalhadores da indústria automobilística, ao S.O.S. Saúde, filme de 2007 que faz uma análise sobre o sistema de saúde, e ao longa Capitalismo: Uma História de Amor, de 2009.
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Mas ele também recebeu muitos elogios. Desta vez, Moore usou de sua sagacidade e franqueza habituais para questionar cada um dos indicados ao Oscar deste ano sobre o trabalho deles. Ele brincou sobre se mudar para abaixo da "linha da miséria" ao debater os filmes que tratam de uma vasta gama de assuntos, indo dos ataques com ácido ao tsunami no Japão.
Os documentários indicados ao Oscar deste ano incluem: Hell and Back Again, de Danfung Dennis; If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front, de Marshall Curry e Sam Cullman; Pina, de Wim Wenders; Undefeated, de TJ Martin e Dan Lindsay; e Paradise Lost 3: Purgatory, de Joe Berlinger e Bruce Sinofsky.
Terceiro de uma trilogia de filmes sobre um caso de assassinato no Arkansas conhecido como o West Memphis Three, Paradise Lost 3 investiga como a série de filmes ajudou a garantir a libertação de três homens presos por um crime que dizem não ter cometido.
Berlinger falou com a Reuters.
- Mesmo afetando uma pessoa, é maravilhoso. E acho que os documentários têm um poder sem paralelo de modificar os acontecimentos que estão cobrindo.
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