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publicado em 15/06/2011 às 06h00:

Pai de Dinho revela segredos sobre os Mamonas

Hildebrando Alves conversou com o R7 sobre o grupo e sobre o filme

Thiago Blumenthal, do R7*

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Nem parece, mas já se passaram 15 anos desde que o Brasil perdeu um de seus últimos grandes fenômenos na música pop do país. Os Mamonas Assassinas morreram em um trágico acidente em 1996 após uma carreira intensa e meteórica de aproximadamente um ano.

O grupo, que vendeu mais de 2 milhões de álbuns, se tornou objeto de devoção ainda maior depois da morte inesperada e chocante. Como parte das homenagens, a produtora Tatu Filmes vai lançar nesta sexta-feira (17) o documentário Mamonas pra Sempre, que relembra a história do grupo que se foi no auge do sucesso. Na época, os meninos de Guarulhos chegaram a fazer 182 shows em apenas seis meses.

Mesmo sem Brasília amarela, filme dos Mamonas agrada

Em entrevista por telefone, o pai de Dinho, líder do grupo, falou com a reportagem do R7 sobre o grupo, seu filho e o impacto na música brasileira. Hildebrando Alves revelou alguns detalhes desconhecidos para boa parte do público, como o fato de a Globo ter desejado fechar um contrato de exclusividade com o grupo.

Leia, abaixo, a entrevista completa.

R7 - Por que o Dinho era tão especial? Por que o destaque em relação aos outros?
Hildebrando Alves
- Desde criança, desde os tempos de escola, ele já se destacava em grupo. Ele sempre teve uma liderança, em sala de aula por exemplo. Aí quando ele entrou pra carreira artística, se promoveu. Na verdade, quando eles começaram, com o grupo Utopia, era mais música séria, covers. E ele decidiu que era hora de chamar mais atenção e o grupo foi pro lado do humor. Foi Dinho que deu a cara mais bem-humorada pros Mamonas Assassinas.

R7 - Como vocês lidam com a ausência do Dinho após 15 anos?
Hildebrando -
A morte ainda choca bastante. Isso vale pra todos: toda mãe e todo pai que perde o filho é tudo igual. No entanto, é gratificante saber que o trabalho que ele fez ficou marcado e ainda está no coração do povo.

R7 - O sr. acha que hoje eles teriam o mesmo sucesso se não tivesse acontecido o acidente?
Hildebrando -
Olha, o Rick Bonadio, outro grande responsável pelo sucesso dos Mamonas, que, junto com o Dinho, ajudou a dar a cara bem-humorada pro grupo e os deixava fazer tudo, sempre achou que eles teriam um bom tempo ainda de sucesso. Já havia assédio de outras gravadoras, já havia emissora de TV querendo comprar os direitos deles por dez anos.

R7 - Que emissora? Para serem exclusivos?
Hildebrando -
A Globo. Isso, eles queriam que os Mamonas fossem o novo Roberto Carlos. Contrato exclusivo.

R7 - O que o sr. achou do filme depois de finalizado?
Hildebrando -
A gente não fica totalmente satisfeito porque para a imprensa e para os cineastas, são seis, sete meses de produção. E, pra gente [família], são 25 anos. Ou seja, a impressão é diferente. A gente sempre espera um pouco mais, mas sabe que é impossível colocar tanto tempo de história em um filme de menos de duas horas.

R7 - O que faltou no filme?
Hildebrando -
Como eles viviam desde o começo, mais detalhadamente. Como eu presenciei tudo bem de perto, desde os ensaios em casa, não tem como evitar essa sensação.

R7 - Como os Mamonas eram fora dos palcos? Eram tão bem-humorados quanto a banda mesmo ou vestiam-se daqueles personagens e separavam trabalho de vida pessoal?
Hildebrando -
Olha, o Dinho sempre foi irreverente. E os outros se inspiravam muito no Dinho para poder ficar mais engraçados. O que faz a gente voltar na história de que a banda, no começo, era séria e só ganhou essa cara divertida por influência do meu filho.

R7 - E a relação com Valéria Zoppello, a então namorada de Dinho?
Hildebrando -
A Valéria sempre foi uma boa pessoa. Não nos vemos mais com muita frequência, mas respeito muito a sua pessoa, por tudo o que ela representou para o meu filho.

R7 - Ela sempre acompanhava a banda nos shows. Como era isso?
Hildebrando -
A Valéria acompanhava o Dinho em tudo, só não foi na viagem que originou o acidente. São mistérios da vida.

* Colaborou Carlos Carvalho, estagiário do R7

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