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publicado em 24/08/2011 às 13h19:

Quinze anos após sua morte, Renato
Russo ganha homenagem no cinema

Faroeste Caboclo e Somos Tão Jovens têm Brasília como pano de fundo cinematográfico

Gustavo Gantois, do R7, em Brasília


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Renato Russo foi um dos criadores do chamado Rock Brasil, que surgiu nos anos 80. Fez sucesso com a banda Legião Urbana, virou ícone da rebeldia juvenil e morreu, em consequência da Aids, aos 36 anos de idade.

Uma década e meia depois, a história de Renato volta à baila com o lançamento de dois filmes que abordam de alguma forma a vida do cantor e compositor.

O R7 foi às ruas de Brasília tentar resgatar o que ainda existe do enredo contado em Faroeste Caboclo, uma das canções mais emblemáticas da pós-ditadura e que será retratada no filme homônimo, dirigido pelo cineasta brasiliense René Sampaio, com previsão de lançamento para o começo do ano que vem. O roteiro é de Paulo Lins, autor do livro Cidade de Deus.

A saga de João de Santo Cristo, “que deixou pra trás todo o marasmo da fazenda, só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu”, é considerada a ópera-rock das ruas de Brasília.

Em seus mais de nove minutos de duração, a música cita lugares nos quais Renato passou a adolescência e mistura ficção com a realidade do planalto central do final da década de 70.

O passar dos anos, porém, alterou o roteiro. A chegada de Santo Cristo na rodoviária de Brasília, quando vê as luzes de Natal, teve de ser adaptada. Assim como o duelo final com o traficante Jeremias, que teve como palco o “lote 14 da Ceilândia”.

Veja fotos do filme de Renato Russo  

Ísis Valverde está em Faroeste Caboclo

Ceilândia, à época da música, tinha apenas nove anos e fora criada pela CEI (Campanha de Erradicação das Invasões). Era um local miserável, onde em qualquer conjunto havia um lote 14 com ruas de terra e cheia de barracos.

Sampaio afirma que a cidade hoje, a mais populosa do Distrito Federal, é completamente diferente daquela retratada por Renato Russo em 1979.

- A parte da Ceilândia não existe mais. As pessoas foram melhorando de vida, saindo dos barracos e madeira, a rua foi asfaltada. É o processo normal de uma cidade que está se desenvolvendo. Então ainda precisávamos de um grande descampado, com ruas de terra, mas com organização. Não podia ter cara de invasão.

A solução foi filmar a cena do duelo no Jardim ABC, bairro pobre e violento da Cidade Ocidental, bem na divida entre o DF e Goiás. Lá, a produção construiu um quarteirão cenográfico, desde a casa de Santo Cristo até a carpintaria onde ele tenta uma vida honesta.

Um dos poucos cenários que permaneceu intacto nesse tempo foi a chácara entre Brasília e Sobradinho que sediou a Rockonha. Paulo Cézar Alencar de Almeida, hoje empresário de 49 anos, foi o responsável pela festa que, na música, foi organizada por Jeremias.

- Não fiquei com fama de traficante. Depois de 30 anos, um ou outro brinca “ô seu Jeremias”, mas nem ligo.

A mistura das palavras rock e maconha somada ao convite em seda de fumo – impresso por um dos amigos de Paulo na gráfica do Senado – chamou a atenção da polícia. No papel, estava escrito: “Para matar as saudades, os delírios e as fissuras, a Rockonha vem convidar você para mais um som viajante ‘baseado’ no bosque (...)”. As caixas de som ficavam presas nas árvores.

Na noite de 30 de agosto de 1980, cerca de 700 jovens seguiram até o sítio. Elas foram surpreendidas por uma operação policial, que contou com 80 policiais militares, cães farejadores, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal, policiais da Delegacia de Menores e agentes do Juizado de Menores.

Renato Russo estava lá a tempo de ser preso pela tropa de choque junto com filhos de militares e outras autoridades e não pensou duas vezes em incluir a Rockonha em Faroeste Caboclo.

O filme também conta com a participação do único filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini, que acabou ganhando um papel na trama. 

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Adolescência

Outra produção a se apropriar de uma canção de Renato, Somos Tão Jovens, é dirigida por Antonio Carlos da Fontoura.

O filme trata da adolescência do cantor e compositor, fase em que, devido a uma doença óssea rara, o futuro ídolo tinha de permanecer em casa, lendo e sonhando com o sucesso dentro do apartamento na 303 sul, como conta o ator que interpreta Renato, Thiago Mendonça.

- É a juventude do Renato, do Manfredini Junior, do Junior. Vai dos 15 aos 23 anos, Na verdade, é a formação do mito que todo mundo conhece.

Aos 17 anos, curado, Renato forma a banda Aborto Elétrico, responsável por clássicos do punk-rock brasileiro como Que País É Este?, Música Urbana e Geração Coca-Cola. Junto aos colegas da chamada Turma da Colina, área habitacional dentro da Universidade de Brasília, começa a embalar festas pela cidade e até mesmo dentro da própria UnB, junto com outros grupos como a Plebe Rude.

Somos Tão Jovens também mostra a briga de Renato com os colegas do Aborto Elétrico, que resultou em um ensaio de carreira solo, quando passou a se apresentar como O Trovador Solitário. Renato trocou a guitarra pelo violão e passou a apresentar composições mais fortes, como a própria Faroeste Caboclo, além de Eduardo e Mônica.

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A primeira apresentação foi em 1981, no Concerto da Ciclovia, em uma área conhecida como Parque Vivencial II, na entrada do Lago Norte. Phillipe Seabra, vocalista da Plebe Rude, era filho da prefeita do bairro e conseguiu liberar a área para que as bandas pudessem se apresentar.

A área continua lá, mas, talvez pela recepção negativa do público ao Trovador, que esperava a manutenção do estilo visceral do ex-líder do Aborto, não seja muito lembrada hoje em dia. Tanto que a cena estará no filme, mas tendo sido produzida em outro local que remonta mais ao original da época: a Ermida Dom Bosco, no Lago Sul.

O filme não deixa de contar o começo da Legião Urbana, com Renato mais afinado com os colegas Marcelo Bonfá, Kadu Lambach e Paulo Paulista – os dois últimos saíram da banda e Dado Villa-Lobos entrou, consagrando a formação clássica da Legião.

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