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publicado em 13/01/2013 às 14h09:

R7 já viu: Django Livre acompanha a busca de vingança por um escravo americano

Filme foi indicado em cinco categorias tanto no Oscar quanto no Globo de Ouro

Felipe Branco Cruz, do R7


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O diretor americano Quentin Tarantino já fez filmes que contam histórias sobre gângsteres, sobre as artes marciais e também sobre a Segunda Guerra Mundial. Seu novo trabalho, Django Livre, que estreia nos cinemas brasileiros no dia 18 de janeiro, agora aborda o universo do faroeste. Apesar das temáticas diversificadas, elementos em comum permeiam todas as suas obras, como a exagerada violência, o uso indiscriminado de palavrões, diálogos criativos repletos de referências à cultura pop e humor negro. Outra característica marcante em seus roteiros é que em todos eles há uma busca insana dos personagens principais por uma desmedida vingança.

Em Django Livre não é diferente. O filme é ambientado em 1858, dois anos antes do início da Guerra Civil Americana (que teve como consequência a abolição da escravatura nos Estados Unidos). Nele vemos o caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz) vagando pelos estados do Texas e Mississipi à procura de bandidos fugitivos. No caminho, ele encontra com Django Freeman (Jamie Foxx) um escravo que conhece alguns desses bandidos. Após ser libertado e ajudar o Dr. Schultz, Django decide resgatar sua mulher Brunhilda (Kerry Williams), escrava do cruel fazendeiro Calvin Candie (Leonardo DiCaprio).

Django Livre
 Jamie Foxx e Christoph Waltz são as estrelas do faroeste de Tarantino
(Foto: Divulgação)

Django e Schultz bolam uma estratégia para entrar na fazenda Candyland para comprar Brunhilda. Porém, a dupla enfrentará uma série de problemas, em parte por conta da desconfiança de outro escravo de Candie, Stephen (Samuel L. Jackson) que descobre os planos de Django e Schultz e conta para Candie. Samuel L. Jackson, aliás, está ótimo no papel, interpretando um escravo tão cruel quanto seu dono.

Para os fãs do diretor, Django é um deleite com tudo que um filme de Tarantino tem direito. Como, por exemplo, um surreal diálogo entre uma gangue que discute a qualidade da costura das máscaras que eles usam para cometer um crime. Ou ainda a trilha sonora, que varia entre o blues, soul e hip-hop. E o melhor. Tarantino não economiza no tempo e entrega um filme com 2h45 minutos de duração.

É evidente as homenagens que Tarantino faz aos diretores Sergio Corbucci e Sergio Leone, famosos pelos westerns spaghetti da década de 60. Elementos clássicos desses filmes como super-closes nos rostos dos atores, os tiroteios e as bucólicas paisagens do deserto do meio-oeste americano permeiam todo o filme.

Django Livre
Jamie Foxx interpreta um escravo liberto que busca vingança
(Foto: Divulgação)

O costume de homenagear seus ídolos do passado é uma das marcas registradas do diretor. Ele já havia feito isso em À Prova de Morte (2007) quando homenageou o clássico road-movie Corrida Contra o Destino (1971) que tem como personagem principal o possante Dodge Challenger e brilhante trilha sonora feita pela fictícia banda J.B. Pickers. Ou ainda os filmes de kung-fu, em Kill Bill 1 e 2 (2003/2004), quando homenageou mestres como Bruce Lee, astro da série de TV da década de 60, Besouro Verde.

O longa, porém, possui uma outra característica, notada a partir de Bastardos Inglórios, quando descaradamente Tarantino mudou a história do mundo ao apresentar um filme em que um grupo de judeus-americanos mata Hitler dentro de um cinema. Em Django Livre, uma série de incoerências históricas e elementos da escravatura que nunca existiram, estão lá inventados pelo diretor. Um deles, por exemplo, é a cruel luta de mandingos, realizadas em Candyland. Nela, Candie compra, vende e promove lutas entre escravos até a morte. O resultado é uma grotesca situação que remete as rinhas de galos. Tal tipo de luta nunca existiu na história americana.

Incoerências como essas despertaram a fúria de muitos americanos que acusaram o filme de ser racista. O diretor Spike Lee, por exemplo, declarou que não vai assistir Django Livre por desrespeitar seus ancestrais. Os atores Jamie Foxx e Samuel L. Jackson, e também Tarantino, é claro, discordaram. Em declarações a imprensa internacional, eles disseram que o filme promove exatamente o contrário e mostra os negros lutando por seus direitos.

Django Livre
Leonardo DiCaprio e Samuel L. Jackson também estão no elenco
(Foto: Divulgação)

Independente de opinião de cada um, o fato é que Tarantino é um dos poucos diretores que consegue usar em seus diálogos indiscriminadamente a palavra “nigger” (que em português poderia ser traduzida por “negão”), considerada uma maneira extremamente preconceituosa pelos americanos para se referir aos negros. Segundo o diretor, era assim que os senhores se referiam aos seus escravos nos Estados Unidos e não teria sentido não usá-la.

A qualidade de seus filmes não passou despercebida pela academia que o premiou com o Oscar de Melhor Roteiro Original em 1995 por Pulp Fiction e também ao ator Christoph Waltz, em 2010, com o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante por seu papel em Bastardos Inglórios. Para este ano, Django Livre foi indicado em cinco categorias, entre elas de Melhor Filme, Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coadjuvante (novamente para Waltz). No Globo de Ouro, o filme concorre nas categorias de Melhor Filme,  Melhor Ator Coadjuvante (DiCaprio e Waltz), Melhor Diretor e Melhor Roteiro.

 

Django Livre por CineFox no Videolog.tv.

 

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