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publicado em 21/01/2013 às 17h05:

R7 já viu: Os Miseráveis é um musical belo e pesado!

Filme recebeu oito indicações ao Oscar, um dos prêmios mais importantes do cinema

Felipe Gladiador, do R7


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Qual é o poder de uma canção? Dar forças para um homem honesto continuar vivendo, mesmo com todos os problemas? Ajudar uma mãe que luta de todas as formas para salvar sua filha? Instigar um exército de jovens com uma causa? Embalar um romance de contos de fadas? Talvez nada disso, talvez tudo isso e muito mais. O que importa é que, para os personagens do musical Os Miseráveis, uma canção pode ter várias utilidades.

O filme se passa na França do século 19 e conta a história de Jean Valjean (Hugh Jackman), homem condenado por roubar um pão. Mesmo depois de pagar por seu crime, ele é perseguido por anos pelo policial Javert (Russell Crowe). Certo dia, a jovem Fantine (Anne Hathaway) entra no caminho de Valjean e se torna responsável por mudar sua vida.

Como o próprio nome sugere, o filme é forte e de difícil digestão. Inspirado no clássico de Victor Hugo, Os Miseráveis traz para a tela dramas pesados em meio a um mundo de confrontos, tudo contado através de belas músicas e de uma produção impressionante.

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Os cenários são grandiosos, os figurinos detalhados e a maquiagem ajuda a transformar radicalmente alguns dos atores. O orçamento, estimado em cerca de R$ 124 milhões (US$ 61 milhões), foi muito bem aproveitado e se justifica em cada cena. Assim que o filme começa, já é possível perceber a grandiosidade do investimento.

O elenco é outra aposta que dá certo. Hugh Jackman se entrega ao papel do sofrido homem de bom coração que desiste de uma possível vida de crimes. Em algumas cenas, o ator, conhecido por ser galã, aparece irreconhecível de tão "acabado". E na parte da cantoria, Jackman também não decepciona e se mostra uma das vozes mais fortes do elenco. A atuação de Jackman é muito boa, mas comenta-se que ele "deu azar", já que foi indicado ao Oscar de Melhor Ator no mesmo ano em que o ator Daniel Day-Lewis foi indicado por Lincoln, favorito ao prêmio.

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Se o eterno Wolverine vai levar a estatueta, só vamos saber no próximo dia 24 de fevereiro, data em que ocorrerá a premiação. Agora, uma coisa é certa: Anne Hathaway dificilmente perderá o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. A intérprete de Fantine não tem tantas cenas em Os Miseráveis, mas consegue roubar todas aquelas das quais faz parte. Assim como Jackman, Hathaway mergulha de cabeça no sofrimento de sua personagem. A atriz chegou a se separar temporariamente do marido porque, segundo ela contou em diversas entrevistas, ele a faz muito feliz e qualquer tipo de felicidade a atrapalharia na construção de Fantine. Além da emocionante interpretação, Hathaway é responsável por cantar a música mais conhecida do longa. E não faz feio. Em uma tomada seca, com a câmera focando apenas em suas expressões faciais, ela consegue dar uma tocante versão para o clássico I Dreamed a Dream.

Outros destaques do elenco são Sacha Baron Cohen, famoso pelos personagens Borat e Brüno, e Helena Bonham-Carter, a Bellatrix Lestrange da série de filmes Harry Potter. Em um filme com temas tão pesados, os dois atores aparecem como um ótimo alívio cômico, mas sem forçar a barra. A novata Samantha Barks, que interpreta Eponine, surpreende com sua poderosa voz e Amanda Seyfried, que já tinha participado do musical Mamma Mia, também mostra uma grande técnica musical.

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O único que está um pouco deslocado é Russell Crowe. Sua voz anasalada causa estranheza em várias cenas e não combina com o bom desempenho vocal do restante. Não que ele estrague as músicas, mas elas poderiam ganhar mais força com outro intérprete.

Vale ressaltar, no entanto, o quão corajosos foram os atores e o diretor Tom Hooper. Isso porque quase todas as canções foram "gravadas ao vivo". Ao invés de colocar os atores para gravar em estúdio e depois fazê-los dublar no set de filmagens, eles cantavam ao vivo na hora da cena, acompanhados de poucos instrumentos e, na pós-produção, a orquestra completa foi acrescentada. Os altos e baixos das performances vocais dão muito mais emoção às cenas.

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O filme é quase que 100% cantado, pouquíssimas cenas tem diálogos, digamos, comuns. Isso não é um problema para quem curte musicais mais tradicionais, mas pode gerar desconforto para quem não está acostumado. Afinal de contas, ver alguém que acabou de sair do esgoto, coberto de "sujeira", cantando a plenos pulmões não é lá a cena mais normal do mundo.

Se o estranhamento inicial for deixado de lado, a produção se torna envolvente, já que os personagens e o roteiro são bastante carismáticos. Rolam alguns momentos forçados aqui e ali, mas tudo dentro dos conformes para um filme deste tamanho e que dura quase 3 horas. 

Esse poderoso épico musical é denso, belo e com atuações dignas de prêmios. Não ser unanimidade é normal, mesmo porque, cada um tem seus gostos musicais e cinematográficos. Uma canção, afinal de contas, tem o poder que cada um quer dar a ela.

O filme deve chegar aos cinemas brasileiros no dia 1º de fevereiro. Assista ao trailer abaixo!

 

Os Miseráveis - Trailer legendado por cinema10 no Videolog.tv.

 

 
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