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9/8/2013 às 10h45 (Atualizado em 9/8/2013 às 12h51)

Entrevista do Arcanjo: “Espero que ela apareça”, diz rapaz que é notícia por procurar moça da fila do banco

Publicitário mineiro Bernardo Cunha só quer saber de rever seu amor à primeira vista

Por Miguel Arcanjo Prado, editor de Cultura do R7

Bernardo Cunha, 26 anos, à procura da moça bonita com quem trocou olhares: "Eu me considero um cara legal" Arquivo pessoal

Quem nunca ouviu falar de amor à primeira vista? Pois os mineiros tiveram prova cabal de tal romantismo nesta semana. O protagonista da história é o jovem publicitário mineiro Bernardo Cunha, de 26 anos.

O rapaz postou – e jura que foi de forma inocente –uma mensagem no Facebook, tentando localizar uma bela garota com quem trocou olhares em uma agência bancária de Belo Horizonte, onde mora. A moça é “magra, branca, cabelo liso castanho claro, usava calça jeans, blusa branca e rasteirinha preta”.

A mensagem romântica comoveu não somente os belo-horizontinos como pessoas em todo o País e gerou, instantaneamente, milhares de compartilhamentos e visualizações na rede social, onde o rapaz virou fenômeno da noite para o dia. Ganhou até matérias no R7 MG, feitas pelas repórteres Tabata Martins e Márcia Costanti.

Com tanta mídia para o rapaz, além de comentarem a história, algumas moças, mais oferecidas, até anseiam substituir a garota original da fila do banco.

Bernardo, que na infância atuou no filme mineiro Menino Maluquinho, de 1994, conversou com o R7 nesta Entrevista do Arcanjo sobre este momento crucial de sua vida. Diz que tem tentando levar na boa toda essa repercussão e revelou que ainda espera encontrar seu grande amor.

Leia com toda a calma do mundo:

Miguel Arcanjo Prado – Você já localizou a moça da agência bancária?
Bernardo Cunha –
Ainda não encontrei.

Mas o que diria a ela se ela lhe procurasse agora?
Não sei o que diria. Com essa repercussão toda, ela ficaria assustada. Mas acho que se ela aparecesse, eu iria primeiro garantir pra ela que não iria expô-la, caso ela não quisesse. No mais, marcaria de encontrá-la. Afinal, é pra isso que eu comecei tudo, né? Espero que ela apareça. Se ela estiver interessada, mas assustada com a exposição, queria dizer a ela para não se preocupar, não faço questão nenhuma de mostrar pra todo mundo quem é ela. Só queria encontrá-la de novo.

Como você se sente com toda essa repercussão, lhe assusta? Como seus amigos e família estão reagindo?
Está sendo bacana, mas fico um pouco assustado, sim. Quando as coisas saem do nosso controle a gente fica com receio de onde isso vai parar. Mas, por enquanto, está bacana. Meus amigos não param de me mandar mensagens e minha família está curtindo também. Querem que eu vá com calma para não me expor demais, mas acho que isso já é impossível!

Você é publicitário. Essa mensagem não é um golpe de marketing para o banco?
Não é! Muita gente está pensando que isso teria algo a ver, e não tem. Pense, se o banco quisesse fazer alguma ação publicitária do tipo, escolheria logo um publicitário de uma agência para fazer, com o risco de todo mundo desconfiar? A agência que trabalho nem atende o banco.

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Então, você acha que o banco deveria lhe pagar pela propaganda gratuita que fez para ele?
O banco deveria me pagar se eu fizesse alguma publicidade planejada, o que não é o caso. A marca do banco está sendo falada, mas isso é uma consequência. Eles compartilharam meu post na fanpage deles e achei isso bem legal. Como publicitário, sei que dá pra explorar esse caso muito mais envolvendo a marca do banco, mas aí tem que partir deles.

Bom, então explique para a gente, com riqueza de detalhes, por favor, como foi a troca de olhares na tal agência bancária.
Foi algo muito rápido e algo que acontece todos os dias, com muita gente. Eu estava encostado na parede do banco, e ela, sentada nas cadeiras que ficam em frente aos caixas. Eu a vi primeiro, achei bonita e olhei outras vezes. Uma hora, ela viu que eu olhava e ficou olhando também. Não quer dizer que ela tenha tido o mesmo interesse que o meu, às vezes só achou estranho um cara ficar olhando pra ela na fila do banco. Mas, quando saiu, depois de ser atendida - eu ainda estava na fila -, virou para trás, como se fosse para me procurar e me olhou. Como eu estava olhando pra ela também, ela ficou tímida e saiu apressada.

Você não tem medo de a moça já ter um namorado ou marido e você prejudicar o relacionamento dela?
É bem provável que ela seja comprometida. Não quero prejudicá-la e nem a roubar ninguém de ninguém. Não tinha como eu saber se ela namorava ou não, por isso postei aquilo. Espero que, caso ela seja comprometida, que me procure pelo menos para dizer que namora e que não tem interesse.

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Você ficou com raiva de dizerem que você é ex-ator do filme Menino Maluquinho?
Raiva? De jeito nenhum. Não me considero "ex-ator". Eu atuei no filme quando tinha sete anos, em 1994. Foi uma experiência única e que vou lembrar para o resto da minha vida, porque me marcou, mas foi uma coisa de criança. Só acho que ter feito o filme não tem nada a ver com essa história toda.

Que bacana que você fez Menino Maluquinho. Também sou de Belo Horizonte e lembro-me que, quando eu era criança, meus sonho era participar deste filme. Aliás, tenho até uma colega de turma na UFMG, a Cristina Castro, que participou e hoje é jornalista... Você era qual personagem? Sente saudade deste tempo?
Conheço a Cristina! Fazia a Julieta. De vez em quando, nós conversamos! Meu personagem se chamava Toquinho, não tinha muita importância, mas apareci em algumas cenas. Era da turma da roça no filme, por isso gravei em Tiradentes [interior de Minas]. Sinto saudades sim, apesar de fazer quase 20 anos que o filme foi gravado, me lembro com muita clareza de tudo: das filmagens, de acordar muito cedo pra gravar e das brincadeiras dos bastidores, que é o que mais acontecia. Eram muitas crianças e a coisa que a gente mais fazia era brincar de polícia e ladrão, pique-esconde, essas coisas.

Você gostaria de voltar a atuar? Se recebesse algum convite voltaria à profissão de ator?
Nunca quis atuar quando pequeno. Minha mãe me levou para o teste do filme e eu passei, mas nunca demonstrei uma vontade explícita de ser ator. Acho muito bacana, atuaria sim, dependendo do que for. Acontece que não tenho a mínima ideia se seria bom ator... [risos]

Como é sua rotina de trabalho em BH?
Trabalho na área de negócios de uma agência de publicidade digital em BH. Passo o dia na agência, envolvido com os projetos e na prospecção de novos clientes, fazendo reuniões externas também.

Você é um bom partido?
É estranho responder sobre a gente mesmo... Eu me considero um cara legal, de bem, tranquilo. Se isso é ser bom partido, ótimo [risos]! Vejo muitas amigas reclamando do caráter e do comportamento de caras que elas conhecem. Você se acha bonito? Tem que achar, né? Todo mundo tem que se achar bonito. É o primeiro passo pra ter segurança nas coisas.

Está difícil arrumar namorada em Minas?
Não acho que esteja difícil não. Muitos amigos meus namoram meninas lindas, inteligentes etc. Questão de encontrar alguém que combine mesmo. Tem muita gente interessante por aí. Basta encontrar com ela, seja na balada ou na fila do banco. Muita gente fica achando que estou apaixonado pela menina, que estou carente. Nada disso. Achei a menina linda e me pareceu muito interessante. Posso estar errado, claro. Só saberia se eu a conhecesse melhor. Tenho uma vida ótima, não posso reclamar, saio sempre e está tudo bem. Levo a vida de um cara normal da minha idade.

Eu sou suspeito para falar, porque também sou mineiro, mas acho que as mulheres mineiras estão entre as mais bonitas do Brasil. Concorda comigo, meu caro?
Concordo! Já viajei para muitos lugares e as meninas de BH são especiais. O Sul tem meninas lindas, vejo muitas em São Paulo e no Rio também, mas não sei o que acontece com BH. Acho que é o jeito que elas conversam com a gente...

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Veja, abaixo, entrevista exclusiva do jornalista com a atriz portuguesa Maria de Medeiros, estrela do filme Pulp Fiction, de Tarantino, que está com peça em São Paulo:
 

 

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