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publicado em 04/03/2010 às 06h00:

“Ainda sou uma mulher bonita”, diz Norma Bengell

Diva do cinema nacional volta aos palcos paulistanos com a peça Dias Felizes

Miguel Arcanjo Prado, do R7

A atriz Norma Bengell, 75 anos, que recentemente viveu a dona Deise de Toma Lá Dá Cá (Globo), afirma odiar quem lhe diz “Norma, você era tão linda...”. Aos indelicados, responde:

- Ainda sou uma mulher bonita. A beleza apenas muda com a idade. 

Protagonista do primeiro nu frontal de nossas telas, em Os Cafajestes (1961), de Ruy Guerra, ela volta aos palcos paulistanos nesta sexta (5), no Teatro Sesc Ipiranga, com a montagem Dias Felizes, de Samuel Beckett, dirigida pelo amigo Emílio Di Biasi.

- Minha personagem é uma otimista e eu também. Senão, já tinha morrido.

Norma prefere esquecer o falatório sobre suas duas últimas peças. Em 2007, O Relato Íntimo de Madame Shakespeare precisou ser tirada de cartaz porque a atriz esqueceu o texto, por conta de “problemas de saúde”.

No ano seguinte, no Festival de Curitiba, a montagem com ela de Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, com o grupo Os Satyros, sofreu problemas técnicos que macularam a estreia. Desse infortúnio ela se redime.

- Aquilo não foi culpa minha. Eu tenho culpa se o som pifou na hora?

A atriz diz estar acostumada às polêmicas que sempre cercaram sua vida de atriz e até de diretora. Em 1996, foi acusada de desviar dinheiro público na prestação de contas do filme O Guarani, que produziu e dirigiu. Isso lhe custou o bloqueio de seus bens até hoje. Norma, que afirma inocência, é taxativa:

- Podem falar o que quiser de mim, eu não ligo. Eles falam porque não têm outro assunto.

Questionada se é uma atriz difícil, responde:

- Eu não me meto no filme dos outros. Mas se me botar dez horas esperando no sol quente, eu reclamo mesmo. Tem de reclamar. Eu disse sim ao que era certo e não ao que estava errado. 

Norma foi até cantora. Em 1959, lançou o disco Ooooooh! Norma, no qual cantou clássicos da bossa nova que surgia.

- Aquilo foi ideia do Aluizio de Oliveira. Cheguei a fazer show com o João Gilberto no Beco das Garrafas [Copacabana]. Mas, com o tempo, o cinema foi me afastando da música.

Presa várias vezes durante a ditadura, o que a obrigou a se exilar em 1971, Norma diz não guardar mágoa do passado. Muito pelo contrário:

- Sou uma pessoa muito feliz. Eu tenho minha cachorrinha, que é linda. Vivo muito o presente.

Vive tanto, que não descarta um novo amor no futuro: 

- Por que, não? Eu gosto de pessoa inteligente. Gosto muito de rir, de quem tem humor para a vida. E tem que ter a questão de pele.

Norma Bengell e Jece Valadão
Norma Bengell contracena com Jece Valadão em Os Cafajestes, filme de Ruy Guerra - Foto: Divulgação 

SERVIÇO
Dias Felizes, com Norma Bengell
Endereço: Teatro do Sesc Ipiranga – r. Bom Pastor, 822, Ipiranga, São Paulo (SP) – (11) 3340-2000
Horário: sextas, às 21h, e sábados, às 20h
Até 27 de março, 14 anos
R$ 16


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