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publicado em 24/12/2012 às 17h39:

A volta de Jeff Lynne

The New York Times News Service / SindicatoThe New York Times News Service / Sindicato

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Jeff Lynne foi vocalista de duas bandas – The Move e Electric Light Orchestra – e integrante da estrelada Traveling Wilburys.

A verdade, porém, é que ele se sente mais à vontade nos bastidores, produzindo nomes como Ringo Starr, Joe Walsh e os colegas de Wilburys George Harrison, Roy Orbison e Tom Petty – ah, sim, e os Beatles e sua "The Beatles Anthology" (1995).

Entretanto, com dois álbuns novos e um documentário que exploram seu passado musical e planos de novos trabalhos envolvendo seu nome, esse músico de 64 anos volta a ser o centro das atenções ? e se diz satisfeito com isso.

"Nunca me diverti tanto no estúdio como nesses últimos anos", revela o britânico por telefone de Los Angeles, onde mora atualmente. "Tem sido um verdadeiro prazer. Ou você está inspirado ou não está e estou atravessando um momento bem produtivo. Venho fazendo uma música atrás da outra e isso só reforça as minhas certezas enquanto músico."

Seus novos álbuns, "Long Wave" e "Mr. Blue Sky: The Very Best of Electric Light Orchestra", revisitam diferentes aspectos de seu legado.

O primeiro remonta à sua juventude, com covers de suas músicas pop favoritas como "Mercy, Mercy", "Bewitched, Bothered and Bewildered", "Smile" e "Love Is a Many-Splendored Thing". A inspiração, diz ele, veio em parte da saudade e parte do exercício criativo.

"'Long Wave', na verdade, é um trabalho de amor", diz Lynne. "Eu tinha que fazê-lo. Era uma necessidade que eu tinha já há alguns anos. Queria trabalhar em cima desses clássicos e aprender a conhecê-los a fundo e percebi que são puro deleite. Foi como fazer uma faculdade de música e perceber as harmonias, mudanças de acorde e a beleza das composições em si."

"Foi um processo de descoberta de muita coisa ? e de diversão em termos musicais."

A seleção remete à infância de Lynne na Birmingham industrial e ao rádio de ondas longas na sala da casa de sua família, que vivia ligado.

"São só músicas de que eu gostava quando era garoto", explica, acrescentando que a mãe "não se interessava muito por música", mas que o pai era um grande fã. "São canções que têm um valor muito pessoal, ainda que de maneira generalizada. Adoro esse clima do comecinho da era do rock-'n'-roll, o som do rádio de ondas longas ? potente, grave, ao mesmo tempo suave. Um mono glorioso."

Lynne começou a desenvolver sua paixão por música quando ainda era adolescente, aprendendo a tocar o violão que o pai lhe comprou e tocando em grupos como Rockin' Hellcats, The Handicaps, The Andicaps, The Chads, The Nightriders e The Idle Race, sendo que esse último gravou dois álbuns no fim dos anos 60. E já começava também a desenvolver seu talento de produtor com um gravador Bang & Olufsen que conseguiu comprar.

Seu caminho para o sucesso começou em 1970, quando o amigo de longa data Roy Wood o convidou para fazer parte da Move, uma banda que já fazia sucesso no Reino Unido e tinha emplacado vários singles nas paradas do país. Lynne participou dos dois últimos discos da banda, compondo e produzindo os sucessos "Do Ya" (1972) e "California Man" (1972), sendo essa última a única canção do Move a emplacar nos EUA.

Ao mesmo tempo, Lynne e Wood já começavam a definir o conceito de um tipo de banda diferente, uma fusão de rock/música clássica que, em 1970, resultou na Electric Light Orchestra e contava com os integrantes do Move Bev Bevan (baterista), Bill Hunt (tecladista) e Richard Tandy (guitarrista).

"O conceito da Electric Light Orchestra não era ambicioso; éramos só uma banda com cordas", explica ele. "Não tinha nenhum sentimento filosófico profundo por trás dela, era só um lance diferente. Queria fazer algo que fosse além das duas ou três guitarras e longos solos. Queria diversificar."

Embora Wood tenha ficado só para o primeiro álbum da ELO, a ideia de Lynne acabou dando certo: o grupo vendeu mais de 50 milhões de cópias no mundo todo e colocou 27 singles na parada Top 40 norte-americana (mais do que qualquer outra banda que nunca chegou ao topo), como "Evil Woman" (1975), "Livin' Thing" (1976), "Mr. Blue Sky" (1978) e "Don't Bring Me Down" (1979), que continuam fazendo sucesso até hoje.

E é esse sucesso que torna o segundo álbum novo, "Mr. Blue Sky" meio que uma surpresa. Exceto pela novidade "The Point of No Return", ele é composto de interpretações de onze sucessos da ELO – o que, levando-se em consideração a qualidade das versões originais, pode parecer um tanto supérfluo.

"Elas não ... não estavam bem amarradas como poderiam estar, faltava muita coisa técnica", explica ele. "Se ouvia alguma delas no rádio, pensava: 'Puxa, não era bem assim que eu queria que ficasse'; foi quando decidi fazer 'Mr. Blue Sky' para ver como ficaria tudo regravado, mais redondo. Gostei tanto do resultado que comecei com uma faixa e acabei com um disco novo. Ele dá aos fãs a chance de ouvir as músicas de uma maneira diferente, talvez o jeito que eu queria que elas tivessem ficado quando foram gravadas da primeira vez."

"Não foi o desempenho em si", ele prossegue. "Talvez tenha ficado faltando alguma coisa por causa da minha falta de conhecimento como produtor. Não entendia direito algumas das coisas que estava fazendo. Você começa a trabalhar numa música e diz para as pessoas que é produtor e consegue se dar bem, mas só muito depois é que vai começar a realmente entender o que faz."

"Agora que tenho trinta anos de prática fazendo coisas para outras pessoas... sei muito mais do que naquela época, tenho capacidade de saber do que estou falando."

Ao regravar as faixas, Lynne confessa que passou a apreciá-las ainda mais.

"Percebi que muitas delas não querem dizer o que eu achava que significavam quando as compus", admite. "Tem gente que chega para mim e diz coisa do tipo: 'Cara, essa música me deixa muito para cima' e nunca pensei nela desse jeito ... ou que ajudasse o pessoal a se divertir. Tudo bem, ficaram um pouco diferente do que a intenção original da composição."

"Hoje eu as encaro com um olhar bem menos crítico", prossegue ele. "Nem todas – algumas eu continuo não curtindo – mas da maioria eu gosto. Sou menos duro em relação a elas porque percebo que foram criadas no impulso."

"Long Wave" e "Mr. Blue Sky" vêm acompanhados do documentário "Mr. Blue Sky: The Story of Jeff Lynne and ELO", que foi ao ar na BBC e em vários canais de música dos EUA e Canadá. Lynne continua revirando o baú para "ELO Live!", álbum que deve ser lançado em 2013, além de relançar o álbum do grupo "Zoom" (2001) e seu primeiro álbum solo, "Armchair Theater" (1990). Ele garante, porém, que não há chance de ressuscitar a banda, mas ele e Tandy podem fazer alguns shows em dupla ... ou não.

"Eu não gosto muito de tocar ao vivo", confessa. "É legal, mas não chega nem aos pés da adrenalina que é estar no estúdio criando um disco novo."

E é por isso que Lynne também anda trabalhando num novo álbum solo que pode ser lançado em 2013.

"São só músicas novas, é um som muito bom", afirma. "Não dá para nem para descrever. É novo e espero que fique pronto no ano que vem. Só tenho que compor mais duas ou três músicas... mas a verdade é que o lançamento desses dois discos me deixou entusiasmado para pôr coisa nova no mercado."

(Gary Graff é jornalista freelancer de Beverly Hills, Michigan.)

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