R7 - Entretenimento

Buscar no site
Eu quero um e-mail @R7
Esqueci minha senha

28 de Julho de 2014

Você está aqui: Página Inicial/Entretenimento/Famosos e TV/Notícias

Icone de Famosos e TV Famosos e TV

publicado em 08/01/2013 às 19h22:

A volta do Ben Folds Five

The New York Times News Service / SindicatoThe New York Times News Service / Sindicato

Publicidade

A princípio, o Ben Folds Five se reuniu em 2011 sem nenhum objetivo sério; era, como Folds conta, só uma "desculpa" para gravar umas faixas para a coletânea do grupo, "The Best Imitation of Myself: A Retrospective".

Entretanto, logo ficou claro que o trio – sim, o Five é um trio – tinha algo mais a dizer e o resultado foi "The Sound of the Life of the Mind", primeiro trabalho inédito da banda em treze anos.

"Tivemos umas quinze ideias novas", conta Folds, de 46 anos, relembrando os primeiros encontros com o baixista Robert Sledge e o baterista Darren Jessee. "Eu comecei a dar sugestões, uma atrás da outra, e os caras toparam porque parecia coisa que podia ser usada num álbum futuro... e o consenso foi que, se lançássemos um disco novo, seria exatamente daquele jeito."

"Resultado: ficamos animados para fazer mais um trabalho."

Qualquer som do Five, é claro, é bem-vindo para os fãs da banda – e inesperado, principalmente depois da separação ocorrida em 2000, que foi amigável, mas com jeito de permanente.

"Nós nos separamos numa boa", afirma Folds, "mas porque estava todo mundo cansado. A gente estava um bagaço. Estava dando um duro danado e a coisa já não estava mais interessante... e se não há mais interesse, não há dinheiro no mundo que faça você se animar".

O Five vem agitando o mundo do pop e do rock moderno desde 1993, quando foi formado em Chapel Hill, na Carolina do Norte. Folds, que é da vizinha Winston-Salem, já era músico de carreira, tinha tocado com várias bandas locais, trabalhado em Nashville e estudado percussão e piano na Universidade de Miami, largando o curso com apenas uma matéria faltando para se formar. Ele tinha viajado pela Europa como percussionista da Sinfônica de Sopros da Universidade Duke e era o baterista da banda do musical da Broadway "Buddy: The Buddy Holly Story" (1990).

"Sob o meu ponto de vista, eu já era sucesso há um tempão (antes de formar o Five)", conta Folds. "Fazia minha música, ganhava uma grana boa com ela e conseguia me manter."

Apesar disso, em 1993, ele decidiu voltar à Carolina do Norte, onde, em um mês, criou um trio, que batizou com um nome propositalmente enganador.

"Sei lá por quê", confessa. "Acho que porque soa melhor que Ben Folds Three."

Ao surgir no auge da onda grunge, a configuração piano-baixo-bateria do grupo ia contra o que parecia ser unanimidade popular. A inspiração, Folds conta, veio da banda que acompanhou Elton John em sua primeira turnê norte-americana.

"Achei superlegal ele fazer os shows só com piano, baixo e bateria", diz Folds. "E saiu uma coisa tão boa, tão natural. Para que guitarra?"

"Só que a gente queria ficar pau a pau com as bandas de guitarra também", ele prossegue, "e, por isso, tocava num estilo bem diferente, uma coisa bem agitada, bem explícita".

O álbum de estreia do grupo, "Ben Folds Five" (1995), fundia as influências melódicas clássicas de Elton John e dos Beatles com a energia e a atitude punk – além do toque de humor irônico – compondo músicas como "Alice Childress", "Jackson Cannery" e "Underground", que se destacaram nas rádios das faculdades e depois nas estações de rock alternativo, até então dominadas pelas guitarras distorcidas e as letras torturadas e cheias de angústia. O grupo também se destacou por viajar com seu próprio piano, o que fez muito assistente cruzar os braços quando Folds & Cia. chegavam.

"Teve um show em Detroit em que a gente chegou e só viu uns garotos ali na frente, parecia que estavam esperando para ver o Pennywise", conta Folds. "Perguntei se algum deles tinha visto o pessoal que ia pegar o piano e um deles respondeu: 'Somos nós'. É claro que, na metade da escadaria, o problema começou. Só para confirmar, perguntei se algum deles já tinha carregado um piano na vida e é claro que eles disseram que não. Resultado: nós ajudamos os quatro moleques, mas pelo menos não tivemos que gastar nada porque por pouco eles não acabam com o instrumento."

"Aí a organização cancelou o serviço para economizar", conclui. "Sabiam que, se a gente tinha levado lá para baixo, ia conseguir trazer de volta para cima."

O frisson causado pela simplicidade do som de "Ben Folds Five" resultou num contrato com uma gravadora grande e platina para "Whatever and Ever Amen" (1997), de onde saiu a única música do grupo a emplacar o Top 20, "Brick". O Five lançou mais um álbum, o ambicioso "The Unauthorized Biography of Reinhold Messner" (1999), mas aí o excesso de trabalho já começava a se fazer sentir.

"Àquela altura a gente já estava com os nervos à flor da pele", revela Folds, "mas assim que descansou um pouco nos anos seguintes e saiu de perto um do outro um pouco, a coisa voltou ao normal".

"Só que eu tinha a minha carreira também, estava fazendo a minha música e curtindo muito e não queria me restringir a uma banda novamente."

De fato, Folds andava ocupado: durante o período em que a banda ficou separada, ele lançou cinco álbuns solo, começando com "Rockin' the Suburbs" (2001), além de uma série de EPs. Além disso, formou The Bens com os cantores e compositores Ben Kweller e Ben Lee, produziu álbuns para o ícone de "Jornada nas Estrelas" William Shatner e Amanda Palmer do Dresden Dolls, fez parceria com Nick Hornby no disco "Lonely Avenue" (2010), desenvolveu interesse pela música a capela, como fica evidente no trabalho "Ben Folds Presents: University A Cappella!" (2009), e foi jurado do programa "The Sing Off" (2009-2011), da NBC.

Enquanto isso, Sledge tocou nas bandas Brother Seeker e The International Orange e fundou a Bob Sledge Band em Chapel Hill. Jessee passou a tocar guitarra e piano no grupo Hotel Lights.

O trio fez uma única apresentação na sua cidade natal, em 2008 – e contou com a companhia do pai de Folds numa leitura ao vivo da mensagem que tinha gravado para "The Unauthorized Biography of Reinhold Messner" – mas quando os músicos foram para o estúdio para gravar as músicas da coletânea, Folds notou que havia mudanças.

"Basicamente nós amadurecemos para caramba", resume. "Tem gente que não consegue, principalmente músico. Se não rolar até os 40 anos, então, meu filho, boa sorte."

"Eu sei que cheguei trazendo meio que uma incerteza, uma humildade que resulta de tentativas frustradas", prossegue ele. "Então, nós paramos no auge, não teve o período de erro, decepção, nada disso. Guardei tudo para a minha carreira solo! A separação aconteceu num momento preservado, intacto, que voltou a florescer quando voltamos a nos reunir."

As sessões iniciais renderam três músicas para a coletânea, além da decisão de fazer "The Sound of the Life of the Mind", gravado em dezembro de 2011.

"Comecei a ter ideias, uma depois da outra, direto", ele relembra, "só que parecia coisa de outro álbum, uma coisa do futuro. Não tinha nada a ver com o que estava gravando ou tocando. Era perturbador. Se tivesse posto na retrospectiva, o pessoal não ia acreditar que era a mesma banda nem ia entender nada".

Várias ideias do trio obviamente não entraram no álbum porque eram experimentais demais para um disco que foi previsto cuidadosamente.

"(Algumas ideias eram) meio diferentes, muito ousadas", ele conta. "A gente teve que segurar a onda porque era o disco da volta, mas acho que daqui para frente vai poder ousar um pouco mais."

Porém, não se sabe quando esse "daqui para frente" vai ser. Embora Folds tenha se comprometido a sair com o Five até meados de 2013, também tem vários outros projetos, incluindo uma série de shows tocando piano com uma orquestra sinfônica, para os quais pretende começar a compor em breve.

"A gente só vai ter chance de se reunir para fazer outro álbum lá por 2015", anuncia. "E mesmo assim vai ter que se encontrar à noite e ficar sem dormir por várias semanas."

"Se for preciso, estou nessa", ele conclui, "porque quero muito continuar a trabalhar com esses caras".

(Gary Graff é jornalista freelancer em Beverly Hills, Michigan.)

The New York Times News Service/Syndicate – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito do The New York Times._NYT_

 
Veja Relacionados: 
 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!

 

 


Shopping