21 de Maio de 2013
No dia de seu aniversário, autor relembra cena de Carol Dieckmann em Laços de Família
Manoel Carlos, mais conhecido como Maneco, chega aos 80 anos nesta quinta-feira (14) com uma boa notícia para todos que ainda sonham com suas telenovelas: “Não penso em aposentadoria”.
Autor de folhetins que marcaram época como Felicidade, Por Amor, Laços de Família e Mulheres Apaixonadas, foi ele quem levou para a casa do brasileiro o bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. Todo apaixonado por teledramaturgia já percorreu as ruas do famoso bairro carioca na companhia de suas fortes e arrebatadoras “Helenas”. Em seu último trabalho, Viver a Vida, Maneco criou a primeira Helena negra, vivida pela sempre boa Taís Araújo, e presenteou Alinne Moraes com Luciana, a modelo que fica tetraplégica após sofrer um acidente.
Antes do sucesso como contador de grandes dramas familiares e histórias de amor, Maneco já era pedra fundamental na televisão. Participou, nos anos 50, do Grande Teatro Tupi, e dirigiu, na década de 60, a Família Trapo, um marco da Rede Record. "Estou na TV há mais de 60 anos. Praticamente desde que ela foi inaugurada em 1950", conta.
Recentemente, no Twitter, ele revelou que sua próxima novela deverá ser a última, com Júlia Lemmertz no papel principal, já que a mãe da atriz, Lilian Lemmertz, foi a primeira Helena de Manoel Carlos, em Baila Comigo.
Em entrevista ao R7, Maneco fala sobre seus planos para os próximos anos. E a nossa torcida é para que sejam ainda muitos.
R7 - Nestes 80 anos, quais são as suas maiores alegrias na vida pessoal e profissional?
Maneco - Tenho uma vida profissional muito longa e posso dizer que vivi e vivo ainda momentos de grande alegria no meu trabalho. Estou na TV há mais de 60 anos. Praticamente desde que ela foi inaugurada em 1950. Fiz muitos amigos e pretendo continuar fazendo enquanto estiver na ativa. Não penso em aposentadoria.
R7 - Você ainda sonha fazer alguma coisa na TV ou algo para satisfação pessoal?
Maneco - Continuo sonhando. Sonho, por exemplo, fazer Vale Abraão, romance português de Agustina Bessa-Luis, como minissérie. A TV Globo comprou os direitos, a meu pedido, em 2001. Não desisto desse sonho. Quanto à minha vida, tudo que quero é ver filhos e netos felizes. Só isso.
R7 - Qual cena de suas novelas te emocionou mais até os dias de hoje? Quem é o ator ou atriz que mais te emocionou?
Maneco - Foram muitas, mas a cena da Carolina Dieckman em Laços de Família, diante do espelho, com a cabeça sendo raspada por causa da leucemia, foi – sem dúvida – de forte emoção e impacto. Jamais será esquecida. Por mim e por qualquer pessoa que tenha assistido a esse momento na novela. Quantos aos atores, muitos me emocionaram. Seria injusto citar algum em particular.
R7 - O que você acha da televisão de hoje em dia em comparação a quando você começou nas telinhas?
Maneco - A televisão evoluiu muito, com todo esse universo tecnológico em permanente expansão. Obviamente que quando comecei, havia uma humanidade em tudo que fazíamos que hoje é mais difícil encontrar. A emoção muitas vezes tem sido substituída pela fotografia, a luz, a cenografia, etc. Isso foi inevitável, mas acredito que voltaremos a dar mais atenção ao trabalho feito com o coração, como foi o caso do Grande Teatro Tupi, do qual participei e que me enche de orgulho até hoje.
R7 - O que podemos esperar da sua próxima novela?
Maneco- Podem esperar uma história simples, humana, como tudo que tenho feito. Ainda estou compondo a história, sem poder garantir que abordarei este ou aquele tema específico. Estou trabalhando muito. Mas confiante.
Cena inesquecível de Carolina Dieckmann na novela Laços de Família (Globo) (Foto: Reprodução)
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