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Chico Anysio
Cobertura completa
publicado em 23/03/2012 às 15h21:

Conheça a trajetória de Chico Anysio

Mestre do humor no Brasil criou mais de 200 personagens

Do R7


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Radialista, humorista, ator, apresentador, diretor, escritor, roteirista, poeta, compositor, artista plástico, dublador. Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho – mais conhecido como Chico Anysio – foi tudo isso e muito mais. Também foi Bento Carneiro, Alberto Roberto, Bozó, Coalhada, Professor Raymundo, Painho, Divino, só para citar alguns dos mais emblemáticos dos 209 personagens criados pelo mestre do humor no Brasil, em mais de seis décadas de uma carreira de sucesso, e que povoam o imaginário do público até hoje. Todos os hilários tipos foram tirados “do mundo“, como ele sempre fazia questão de dizer.
 
Chico nasceu às 5 da manhã – a mãe não queria perder a missa das sete - do dia 12 de abril de 1931, no sítio de sua família na cidade cearense de Maranguape. Seus pais, o dono de uma empresa de ônibus Francisco Anysio de Oliveira Paula e a dona de casa Haydée, proporcionaram ao filho uma vida de “quase ricos”. Seu Francisco era chamado o tempo todo de “coronel” nos anos 1930, mas sem agir como tal. Mas todo esse status ruiu às vésperas de Chico completar oito anos de idade. A garagem dos ônibus pegou fogo. Não havia seguro e a família Paula acordou pobre.

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O acidente fez a família se mudar, de navio – numa viagem com Chico vomitando os oito dias de duração do trajeto, o que lhe trouxe pavor do mar para sempre -, rumo ao Rio de Janeiro. Fixaram-se numa pensão em Laranjeiras, perto da sede do clube Fluminense, que fez parte da juventude do humorista apesar de ele torcer pelo rival Vasco. Futebol, aliás, sempre foi uma das paixões de Chico Anysio. O sonho dele era ter sido jogador de futebol.
 
E foi a bola a responsável pela entrada dele na carreira artística, em 1947. Chico jogaria uma partida no campo do Fluminense com amigos, mas para não estragar a grama do estádio, os atletas deveriam estar descalços. Mas na última hora, o jogo passou para outro lugar, onde exigiria-se as chuteiras. Ele foi em casa pegá-las quando se deparou com a irmã Lupe saindo com um amigo para fazer um teste na Rádio Guanabara. Chico se submeteu a dois testes e passou em todos, para rádio-ator e locutor. Em 1949, contratado da emissora, entrou para o humor, ao criar três programas e resolver investir no talento que tinha para imitar vozes famosas na época.

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Começava aí uma trajetória de sucesso. Na década de 1950, ele trabalhou nas rádios Mayrink Veiga, Clube de Pernambuco e Clube do Brasil. Paralelamente, atuava em filmes da Atlântida e escrevia roteiros para as produções do estúdio. O primeiro foi O Primo do Cangaceiro, de 1955, dirigido por Mário Brasini. A TV apareceu na vida de Chico em 1957, na extinta TV Rio, com o programa Noite de Gala. Dois anos depois, estreou o Só Tem Tantã, que mais tarde virou Chico Total. Chico se destacou pois além de representar, escrevia seu próprios textos, sempre com humor elegante.
 
Na década de 1960, levou seu Chico Anysio Show para a extinta TV Excelsior. Em 1968, Chico se mudava para a TV Globo. Nas décadas de 1970, 1980 e 1990, o humorista comandou diversos programas, como Chico City, Chico Anysio Show, Estados Anysios de Chico City, Chico Total e Escolinha do Professor Raymundo, esta última ficou no ar durante 13 anos, até 2002, sempre alcançando muito sucesso. Em 1960, o humorista também começou a fazer shows pelo Brasil e pelo exterior. O primeiro foi “Chico Anysio Só”.
 
A partir de 2002, com o fim da Escolinha do Professor Raymundo, Chico entrou para a temida “geladeira” da Globo. Contratado da emissora, passou a atuar mais como ator do que como humorista. E mais esporadicamente. Foi o Saraiva do Sítio do Picapau Amarelo em 2005, o Everaldo de Sinhá Moça no ano seguinte, um cigano em Pé na Jaca (2007), um padre em Guerra e Paz (2008) e Namit Batra na novela Caminho das Índias, em 2009, quando também ganhou um especial de fim de ano na Globo, Chico e Amigos. Também voltou ao Zorra Total, onde atuara em 1999, com o personagem Bento Carneiro, o Vampiro Brasileiro.
 
A língua afiada sempre foi uma característica de Chico. Em 2009, assim que soube que ganharia um especial de fim de ano, o humorista revelou considerar “uma esmola, um cala-boca” o programa, mas o fez e brilhou, como sempre. Depois de alguns anos soltando sua verve contra atrações da própria Globo – o que lhe gerou suspensões e saída da grade no passado -, Chico teve de engolir, em contrato, a cláusula “não opinar sobre a programação do canal”. Mas isso não o fez pensar em trocar de emissora. “Vou morrer na Globo”, disse ele em 2009. O humorista sempre lutou pela volta da sua Escolinha – lançada no rádio em 1950, na Mayrink Veiga – à TV. Em entrevista em 2008, Chico disse que “além de ser meu personagem mais marcante em todos os aspectos, lançou muita gente boa, como Costinha, Castrinho e Mussum”.
 
E sobre a morte, Chico sempre o tratou o tema espinhoso com muita naturalidade. Em entrevista à Agência Estado em outubro de 2009, ele afirmou: “Morrer é natural. Eu não tenho medo de morrer, tenho pena”. E foi além: “Acho que medo de morrer é uma bobagem. Não devia existir. Mas ao mesmo tempo chega uma hora, e eu me lembro da minha mãe, que dizia ‘Meu Deus, me leva’. Porque chega uma hora em que a própria pessoa não aguenta mais. Não aguenta mais viver. Isso é uma coisa que eu entendo. Porque quando você não pode mais jogar futebol, não pode mais viajar porque a viagem faz você ter de caminhar. Quando não há mais nada que você possa fazer, você fica à toa. É uma vida à toa. E essa via à toa é muito desagradável”.
 
Família
 
Chico Anysio – que teve os três irmãos na carreira artística (a atriz Lupe Gigliotti, o compositor Elano de Paula e o cineasta Zelito Viana) – sempre foi muito ligado à família.

Casou-se – e divorciou-se (“são seis e divórcio é uma coisa muito cara”, disse certa vez) - várias vezes e teve uma grande prole.

O humorista deixa oito filhos: Lug de Paula, ator, do casamento dele com a comediante Nancy Wanderley; Nizo Neto, comediante, e Rico Rondelli, diretor de imagem, da união com a atriz e vedete Rose Rondelli; André Lucas, filho adotivo; Cícero Chaves, DJ, da relação com a ex-As Frenéticas Regina Chaves; Bruno Mazzeo, humorista, do casamento com a atriz Alcione Mazzeo; e Rodrigo e Vitória, da união com a ex-ministra da Economia Zélia Cardoso de Melo.

Desde 1999 era casado com a empresária Malga Di Paula, com quem não teve filhos.

 

 

 

 
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