25 de Maio de 2013
Escritor baiano tem centenário de nascimento celebrado também na TV e no teatro
Jorge Amado completaria 100 anos em 2012 se estivesse vivo. A data não poderia passar batida.
Em São Paulo, foi aberta nesta terça-feira (17) a maior mostra sobre o autor baiano da história. A exposição Jorge Amado e Universal – Um Olhar Inusitado sobre o Homem e a Obra está em cartaz no Museu da Língua Portuguesa, na praça da Luz, em São Paulo.
A mostra, que é bastante interativa, vai até o dia 22 de junho e pode ser visitada de terça a domingo, de 10h a 17h, com entrada a R$ 6. Aos sábados, a visitação é gratuita.
As homenagens não param por aí. No segundo semestre, a Globo exibirá um remake de Gabriela, romance escrito por ele, com Juliana Paes como protagonista. No teatro, é também aguardada uma versão para a obra ainda neste ano, sob comando de João Falcão.
Em São Paulo, também está em cartaz a preço popular, no Teatro Sérgio Cardoso, o espetáculo Dona Flor e Seus Dois Maridos, com Marcello Faria e Fernanda Vasconcellos.
Jorge Amado nasceu em Itabuna, na Bahia, em 10 de agosto de 1912. O escritor morreu em Salvador, em 6 de agosto de 2001, vítima de complicações respiratórias. Jorge é um dos mais celebrados autores brasileiros no exterior. E foi também o escritor mais querido e popular por aqui.
O escritor foi um dos poucos autores a se tornar uma celebridade querida e respeitada nas ruas, onde sempre era homenageado pelo povo baiano em suas caminhadas por Salvador, cidade onde morou na juventude e também nas últimas décadas de sua vida.
O motivo de tanto carinho, além de seus livros, é claro, foi a farta adaptação que suas obras tiveram para o teatro, o cinema e, principalmente, a televisão.
Novelas como Gabriela (1975), Tieta (1989) e Porto dos Milagres (2001), adaptadas de seus livros, ajudaram o autor a se tornar ainda mais conhecido e lido.
Jorge Amado teve uma carreira marcada por romances de forte teor esquerdista - ele chegou a ser membro e deputado federal eleito do Partido Comunista - e também pelo caráter popular e sensual de seus personagens, sobretudo as mulheres criadas por ele, como Tieta, Dona Flor e Gabriela, que se tornaram parte do imaginário popular.
O cinema deu também importantes contribuições à consolidação de Jorge Amado, como a adaptação para o cinema de Dona Flor e Seus Dois Maridos, em 1976, por Bruno Barreto, até hoje a segunda maior bilheteria do cinema nacional, com 10,7 milhões de espectadores (o recorde só foi quebrado no ano passado, com o sucesso Tropa de Elite 2).
Casado com a também escritora Zélia Gattai, morta em 2008, Jorge Amado foi membro da Academia Brasileira de Letras, e deixou dois filhos: João Jorge Amado, hoje com 64 anos, e Paloma Jorge Amado, com 60.
Na exposição, há 300 fotos de Jorge com sua família.
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