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publicado em 26/06/2010 às 17h06:

Morto aos 66 anos, Alberto Guzik fez do teatro sua vida

Crítico e diretor de teatro paulistano perde a luta contra o câncer

Miguel Arcanjo Prado, do R7

O jornalista, crítico teatral e ator paulistano Alberto Guzik, morreu na manhã deste sábado (26), no hospital Santa Helena, em São Paulo, aos 66 anos.

Ele estava internado desde fevereiro, em estado grave, vítima de um câncer implacável no estômago. O corpo foi cremado no fim desta tarde.

Seu último trabalho, que ficou em cartaz até novembro de 2009, foi o Monólogo da Velha Apresentadora, no qual deu vida ao texto de Marcelo Mirisola sob direção de Josemir Kowalick, na pele de Febe Camacho – uma dura crítica à apresentadora Hebe, bem antes da notícia do câncer dela.

Este repórter viu a peça, o primeiro monólogo da carreira de Guzik. Nela, estava bem à vontade, sob a peruca loira que compunha a personagem. A cada fala, demonstrava o grande ator que era. Afinal, aprendeu tudo vendo as melhores – e as piores também – peças brasileiras dos últimos tempos.

Autor de livros importantes para o teatro nacional, como Paulo Autran, Um Homem no Palco, Guzik, formado pela Escola de Arte Dramática da USP (Universidade de São Paulo), entrou para a Cia. de Teatro Os Satyros em 2004, por insistência de seus vizinhos Rodolfo García Vázquez e Ivam Cabral, diretores da companhia sediada na praça Roosevelt, no centro paulistano.

Integrou o elenco de celebradas montagens do grupo, como A Vida na Praça Roosevelt, Divinas Palavras e Liz, e ajudou a fundar a SP Escola de Teatro, inaugurada no ano passado no Brás. Ele ainda deixou dois livros inéditos.

O ator Ivam Cabral define Guzik como “uma pessoa absolutamente fiel e cheia de vitalidade e energia, um moleque”. Para a jornalista e crítica teatral Beth Néspoli, Guzik deu “uma contribuição longeva, dedicada e muito afetiva à essa arte tão difícil de ser feita em todos os sentidos”. 

Danilo Dainezi, também jornalista e responsável pela assessoria de imprensa da última peça de Guzik, lembra dele como “uma pessoa muito doce, que, apesar de todo o conhecimento que tinha da imprensa e do teatro, jamais foi arrogante”.

Guzik exerceu por três décadas a função de crítico teatral dos bons. Escreveu para o Jornal da Tarde, o Estadão e a IstoÉ. Em 2001, teve a audácia de trocar as redações pelos palcos. Dizia que voltava a uma paixão da infância, já que atuou pela primeira vez aos cinco anos, no teatro amador. Corajoso, de pedra preferiu ser vidraça. Vidraça que se partiu neste sábado, deixando o teatro brasileiro mais sem graça.

 

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