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publicado em 25/12/2012 às 20h47:

Saúde pessoal: quando o estresse vira estilo de vida

The New York Times News Service / SindicatoThe New York Times News Service / Sindicato

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Eu estava prestes a dar uma palestra de uma hora para centenas de pessoas quando um dos organizadores me perguntou: "Você fica nervosa quando faz discursos?". Minha resposta: "Quem, eu? Não. Claro que não".

Mas isso foi uma meia verdade. Eu sou uma pessoa um pouco preocupada, e uma coisa que me deixa ansiosa é me preparar para esses eventos: me preocupo se eu preparei o discurso certo, se levei as roupas certas ou se esqueci alguma coisa importante, como meus óculos.

Ansiedade é um fato da vida. Eu ainda não conheci ninguém, não importa o quão otimista, que tenha deixado de passar por momentos, dias, ou até mesmo semanas de ansiedade. Recentemente eu sucumbi quando, morrendo de pressa pouco antes de uma viagem de Dia de Ação de Graças, eu fui avisada que meus pneus estavam muito carecas para serem usados com segurança e deveriam ser trocados.

"Mas eu não tenho tempo para fazer isso agora", eu resmunguei.

"Você tem tempo para sofrer um acidente?", perguntou meu vizinho especialista em carros.

Então, com o coração acelerado e sem ideia de como faria para compensar o tempo perdido, eu saí para comprar pneus novos. Deixei o carro na oficina e consegui me acalmar durante a caminhada de volta para casa, que me ajudou a voltar para o trabalho que eu precisava fazer antes da viagem.

Parece uma coisa muito insignificante agora. Mas o estresse do dia a dia se acumula, segundo Tamar E. Chansky, psicóloga em Plymounth Meeting, Pensilvânia, que trata pacientes com transtornos de ansiedade.

Você será muito mais capaz de lidar com um desafio sério e inesperado se diminuir sua carga de estresse diário, disse ela. Quando a preocupação é uma constante, "demora menos para que você se desequilibre e se sinta agitado ou atormentado por sintomas físicos, mesmo em situações menos importantes", ela escreveu em seu livro muito prático "Freeing Yourself From Anxiety" ("livrando-se da ansiedade").

Quando as calamidades são reais

Obviamente, frequentemente existem bons motivos para a ansiedade. Certamente, as pessoas que perderam seus lares e tesouros de vida – e algumas vezes entes queridos – no furacão Sandy dificilmente podem ser culpadas por se preocuparem com o futuro.

Mas para algumas pessoas, a ansiedade é crônica, um modo de vida que muda a vida, constantemente deixando-as afogadas em medos que as impedem de tomarem atitudes que poderiam enriquecer sua vida.

Em uma entrevista, Chansky disse que quando as calamidades reais acontecerem, "você estará em melhor forma para lidar com elas se não der valor às catástrofes irrelevantes".

Com "irrelevantes", ela quer dizer que muitas das preocupações que se acumulam ao longo da vida diária não são merecedoras reais de tanto do seu capital emocional – as preocupações que temos com coisas que não irão mudar ou que simplesmente não importam tanto.

"Se você se preocupa com tudo, isso irá impedi-lo de se preocupar com o que você realmente precisa", ela explicou. "As melhores decisões não são tomadas quando sua mente está descontrolada, se antecipando com previsões de como as coisas nunca mais irão melhorar. Uma energia preciosa é gasta quando você sempre pensa sempre no pior."

Ao encarar desafios sérios, é de grande ajuda dividi-los em coisas específicas que você pode fazer naquele momento. Para mim, a sugestão mais valiosa de Chansky para sair de uma ansiedade paralisadora ao encarar uma tarefa descomunal é "manter-se no presente – não ajuda pensar no futuro".

"Tome uma pequena atitude hoje, e valorize cada passo que você dá. Você nunca sabe qual passo fará a diferença. Isso é muito melhor do que não tentar fazer nada."

Chansky me disse: "Se você está preocupada com o seu trabalho o tempo inteiro, você não vai conseguir fazer nada dele". Ela sugeriu que ao invés disso, as pessoas façam as coisas por partes. Os que são propensos a se preocuparem deveriam reservar uma pequena parte do dia simplesmente para se preocupar, disse ela – e então, deixar os anseios de lado e passar o resto do tempo fazendo as coisas acontecerem.

Pensando possivelmente

Muitas pessoas preocupadas acham que a solução é pensar positivo, Chansky recomenda outra coisa: pense "possível".

"Quando estamos presos a um pensamento negativo, nos sentimos sem opções, então para sair disso, precisamos ser lembrados de todas as opções que temos", escreveu ela em seu livro.

Se isso não é algo que você pode fazer facilmente sozinho, converse com outras pessoas em busca de sugestões. Durante minha caminhada matinal com meus amigos, nós frequentemente discutimos problemas e inevitavelmente alguém aparece com uma solução prática. Mas mesmo que nenhuma de suas sugestões funcione, pelo menos eles diminuem os caminhos possíveis a serem seguidos e fazem o problema parecer menos impossível. "Se as outras pessoas não estão presas no mesmo rodamoinho que você, elas podem ter ideias que você não teria", pontuou Chansky. "Geralmente fazemos isso com coisas pequenas, mas quando algo maior está acontecendo, hesitamos em pedir conselhos. Ainda que seja quando mais precisamos."

Chansky chama isso de "um esforço de limpeza comunitário", o que pode trazer mais do que conselhos. Durante períodos especialmente desafiadores, como lidar com uma doença séria do cônjuge ou com a perda da casa própria, amigos e familiares podem ajudar com problemas práticos como comprar comidas, oferecer refeições, limpar a geladeira ou pagar as contas.

"As pessoas querem ajudar quem precisa – é assim que o mundo funciona", disse ela.

Veja como exemplo os milhares de voluntários que prepararam comida e entregaram roupas e equipamentos para as vítimas do furacão Sandy. Até o menor favor pode ajudar a diminuir o estresse e permite que as pessoas se foquem produtivamente no que elas podem fazer para melhorar sua situação.

Outra dica valiosa de Chansky é "se soltar". Ao sentir-se pressionado para descobrir como arrumar as coisas no exato momento, "afaste-se por alguns minutos, mas prometa voltar". Como com um computador que para de funcionar repentinamente, Chansky sugere que você "desconecte e reinicie", talvez ao "fazer uma pausa para respirar", inspirando e expirando calma e intencionalmente.

"Quanto mais você pratica a respiração calmante, mais ela irá te ajudar quando você precisar dela", ela escreveu.

Ela também sugere uma pausa para fazer algo físico: "Movimentos mudam o momento". Faça uma caminhada ou ande de bicicleta, ligue para um amigo, folheie um álbum de fotografias ou faça alguma pequena limpeza como arrumar o seu criado mudo.

Quando sua mente está limpa e você se sente menos carregado, você será melhor capaz de descobrir qual será o próximo passo.

The New York Times News Service/Syndicate – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito do The New York Times.

 
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