Fique por Dentro
Daniel Rezende diz que qualidade de Fora de Controle une a televisão ao cinema
Um dos dois diretores conta que por trás de cada imagem há uma série de detalhes que foi trabalhado
9/5/2012 16h00 (Atualizado em 9/5/2012 11h06)
Andrea Martinelli, do R7
Daniel Rezende é um dos diretores, junto com Johnny Araújo, de Fora de Controle. Os dois e toda a equipe, se empenhou muito para levar até os telespectadores um produto de qualidade.
Nesta última terça-feira (8), você pode conferir o primeiro episódio da série escrita por Marcílio Moraes e todo o trabalho destes profissionais.
Em entrevista, o diretor conta que tudo foi cuidado, nos mínimos detalhes, para unir duas coisas que, por mais que se pareçam, estão sempre distantes: a televisão e o cinema.
— A gente cuidou muito da qualidade desde o roteiro até a pós-produção para ter uma série que você bata o olho e veja que tem algo diferente passando na TV, conta.
A equipe de produção de Fora de Controle é basicamente formada por pessoas que trabalham somente com cinema. A série, em suma, tenta ser realista, mas sem exageros, para retratar o cotidiano da delegacia comandada por Medeiros, um delegado muito particular.
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Leia a entrevista com Daniel Rezende e saiba qual o conceito da série, e quais as influências que os diretores trouxeram para produzir algo de muita qualidade:
R7 - Como você conceitua a série?
Daniel Rezende – A gente concebeu essa série como sendo de ação, policial, suspense, que tivesse um “look” de prime time. Uma pegada tanto narrativa, quanto visual de série de qualidade. Uma qualidade que une esses dois mundos que é a televisão e o cinema que muitas vezes são tão separados. Trouxemos toda uma equipe acostumada a trabalhar com cinema para produzir uma série para a televisão aberta, a Rede Record. A gente cuidou muito da qualidade desde o roteiro até a pós-produção para ter uma série que você bata o olho e veja que tem algo diferente passando na TV.
R7 - Quais foram as influências que vocês trouxeram para a série?
Rezende – A equipe é basicamente formada por profissionais de cinema, então, a referência era muito cinema e algumas séries internacionais. E a gente foi, na verdade, fazendo uma junção tanto da dramaturgia quanto de uma imagem, fotografia que fosse associada mais ao cinema. Trabalhamos bastante não so na fotografia, mas no movimento de câmera, zoom, e umapreocupação narrativa, cuidar da atuação, sempre cuidando para que não tenha muitos exageros, para que seja muito realista, mas sem exageros. Cada frame em um pensamento, tem uma equipe por trás. Está todo mundo trabalhando para que cada frame bata na televisão e pense: “nunca vi isso na televisão aberta”. Estamos fazendo questão que as pessoas notem quando assistam!
R7 - Fale um pouco sobre a série. De onde isso vem da dramaturgia, tem algum parentesco com o cinema Noir?
Rezende – A série é policial, e tem como personagem principal o Delegado Medeiros. A gente conta a história dele que é um cara inteligente, que resolve os crimes, que tem um faro, que vai atrás e sempre consegue o que quer, mas não necessariamente da maneira correta. Ele tem uma lei própria que ele respeita: é quase “os fins justificam os meios”. Para ele resolver o crime ele não se importa muito com o que ele vai fazer, o importante é chegar lá. Ele tem o Brandão e a Clarice. O Brandão é o braço direito dele, e a Clarice é sempre o contraponto. É uma série bem carioca, que mostra, principalmente, a zona sul do rio de janeiro e ele vai conseguir solucionar os crimes, mas, muitas vezes, não seguindo a cartilha da polícia civil.










