Elas só mudam de endereço! Mãe de Faro revela que até hoje filho liga para avisar que chegou em casa

Com exclusividade, Vera Lúcia fala sobre maternidade e curiosidades sobre o apresentador

Rafael Molica, do site oficial

Vera Lúcia posa ao lado dos filhos: Rodrigo e Danilo
Vera Lúcia posa ao lado dos filhos: Rodrigo e Danilo Reprodução/Instagram/Montagem/R7

A emoção esteve à flor da pele no palco do Hora do Faro de domingo (14). Durante as comemorações de Dia das Mães, o apresentador preparou homenagens para a mulher, Vera Viel, e para a mãe, Vera Lúcia. As filhas Clara, Maria e Helena, e o irmão, Danilo, também participaram do programa. Em uma tarde comovente, a família pôde relembrar momentos felizes e desafiadores da própria trajetória. Após as gravações, a mãe de Faro recebeu o site oficial da atração no camarim de Rodrigo em entrevista exclusiva, onde contou detalhes sobre suas experiências com a maternidade e fez revelações curiosas sobre o apresentador.

As homenagens acertaram em cheio Vera, que pôde fazer um passeio pelas próprias memórias.

— Foi uma coisa que eu nunca pude esperar, recordar de todas as coisas positivas e negativas, que servem para gente crescer também. Foi muito bom, emocionante e gratificante. E é tão bom a gente saber que os filhos são reconhecidos, quem você ama de paixão. Fiquei muito feliz!

Vera Lúcia conta detalhes da criação dos filhos
Vera Lúcia conta detalhes da criação dos filhos Reprodução/Instagram

Coruja assumida, a matriarca se orgulha das atitudes de sua família e o que foi herdado ao longo das gerações.

— O que acho importante, e que aprendi, é que a vida inteira meus pais me ensinaram certos valores, certas virtudes que tentei passar para os meus filhos. E eles estão passando para as minhas netas. O mundo de hoje está tão feio, cheio de coisas ruins, os pais não estão mais presentes. O pai e a mãe não estão trabalhando exatamente o educar; eles acham que é a escola que tem que fazer tudo. Meus filhos estão passando isso, principalmente o Rodrigo para as meninas. São crianças que sabem falar bom dia, boa tarde, boa noite, muito obrigado, que são coisas que eu aprendi, ensinei para eles e eles estão passando para frente. Isso é muito bom.     

Se por um lado o que não faltou foram lições dadas para os filhos, por outro Vera se vê com todo o direito de mimar as netas.

— Se eu puder paparicar, paparico. Os filhos, a gente não estraga; a gente educa. Mas os netos não têm jeito. Tem aquele ditado: “Em casa de vó, pode tudo”. 

Carinho de mãe

Embora Rodrigo tenha 43 anos e o irmão 41, Vera, que ganhou a vida como professora, os enxerga da mesma forma que os via quando ainda brincavam e traquinavam pela casa.

— Eles são meus eternos bebês. Esses dois meninos só vieram alegrar minha vida. Perderam o pai cedo (Gil Vicente Faro morreu quando o apresentador tinha 13 anos de idade) e trabalharam lado a lado comigo. Enquanto eu trabalhava na escola, na faculdade, eles faziam os trabalhinhos deles. Era muito engraçado que eu sentava os dois e dizia assim: “Isso aqui vai para isso. Aquilo vai para aquilo. Isso aqui vai para a sua poupança”. Eu os tratava desde pequenininhos como adultos, dando satisfação de tudo o que eu fazia, tanto o que entrava meu, como o que entrava deles. Era tudo dividido direitinho.

A mãe de Faro gosta de compartilhar cliques da família na web
A mãe de Faro gosta de compartilhar cliques da família na web Reprodução/Instagram

Jeito menino

Aos olhos observadores de Vera, o apresentador possui uma vocação nata de divertir a todos que o rodeia, o que costuma fazer no palco e nas reportagens do Hora do Faro.

— O Rodrigo é um eterno crianção. Mas desde pequenininho, aos 3 anos de idade, já dançava na escola de Ney Matogrosso. Me chamavam na escola para ver que na hora da brinquedoteca ele se vestia e ficava dançando. Quando junta os três, meus dois e mais o meu sobrinho, Fabrício, aí você não aguenta mais [de tanto rir]. É só brincadeira o tempo inteiro.

Outra característica latente de Faro foi pontuada diariamente pela mãe.

— Sempre ensinei uma coisa para o Rodrigo: ninguém é melhor do que ninguém nesse mundo, todo mundo é igual. Se todo mundo é igual, os fãs é que fazem o artista. Então, ele tem que ser igual com todo mundo - como ele é em casa. Ele é assim comigo, com o fã, com a pessoa que trabalha na casa dele, com a babá das meninas e isso é o certo, é assim que a gente tem que fazer. O fã é aquele que levanta ou pode também denegrir o artista.

Ao longo das gravações da atração da Record TV, o apresentador costuma interagir com a plateia e atender aos pedidos de fotos. Após a finalizacão do trabalho no especial de Dia das Mães, por exemplo, Faro foi ao encontro de uma fã em especial que foi às lágrimas ao receber um abraço apertado dele.

— O Rodrigo é muito natural. Hoje mesmo conheci dona Marli, uma senhora cadeirante que estava chorando e pedindo [a atenção dele].  Ela me fez lembrar minha mãe [dona Di] que também está na cadeira de rodas. Eu vi e falei para o Danilo: "Avisa o seu irmão que tem uma senhorinha que pediu para tirar foto". Já imaginou que alegria para essa senhora? Ela chorava. É uma coisa tão pequena, satisfazer esse desejo de uma senhorinha, e que para ela isso é um mundo.

Apresentador reúne a família para selfie nos bastidores da atração
Apresentador reúne a família para selfie nos bastidores da atração Reprodução/Instagram

Desafios de mãe

Para Vera, o significado da maternidade é absolutamente claro.

— Ser mãe é estar presente em todos os momentos na vida de um filho. Incentivar. Sempre fazer com que seu filho tenha sonhos e ajudá-lo a construí-los. Acho que todos os “sim” na vida são prazerosos, mas quando aparece um “não” você tem que ser muito mais forte para ajudar seu filho a superar essa negativa e seguir em frente.

A palavra "não" também pode ser uma grande professora para quem cria um filho.

— Às vezes, se aplica até para a gente. Quando o Rodrigo deixou a minha casa e foi para o Rio de Janeiro, aquilo foi a morte para mim. Era grudada nos dois o tempo inteiro, mas tinha que dizer não: “Vai, abre as suas asas, vai embora. É a sua vida. Eu já vivi a minha”. Não é fácil. A gente sofre, mas não podemos demonstrar isso porque você dá uma insegurança fora de série para eles. Quando você coloca na cabeça da criança, do jovem e do adulto a condicional “e se”, ele deixa de sonhar, começa a perguntar para o outro, para aquele que o cerca, para aquele que o ama, se está certo ou errado, se deve ou não. Um filho tem que ir fazer aquilo que gosta, o que quer e foi o que aconteceu com o Rodrigo.

Esse processo de distanciamento foi especialmente delicado para Vera.

— Sofri muito com a tal da Síndrome do Ninho Vazio, quando saiu esse aqui também [aponta para Danilo], que foi o que se mudou e eu falei: “Meu Deus, o que vai ser de mim?”. Mas aí a gente vai se adaptando.

Mesmo assim, certos hábitos persistem com o objetivo de acalmar o coração de mãe.

— Sou aquela mãezona: “Oi. tudo bom? Já chegou? Todo dia você liga e fala: ‘Mamãe, cheguei’". É assim não tem jeito.

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