Tamires Santana tem 20 anos e conheceu o atual namorado durante as audições do programa Ídolos 2010. Nascida na Bahia, a candidata vem de uma família festeira e com muito talento musical. Após a perda da mãe, Tamires decidiu morar em São Paulo e encontrou na música uma forma de superar sua dor. Com essa paixão pela arte, a candidata se prepara para enfrentar a nova etapa do reality show, a fase dos Concertos. Confira a entrevista!
R7 - Como é a sua família?
Tamires - Minha família é imensa. Tenho um milhão de primos, de tios... Meu pai tem nove irmãos, com ele são dez. Da família da minha mãe, são mais dois irmãos. Eu morava lá na Bahia até os meus 19 anos, aí eu vim para São Paulo, morei com meus tios. Atualmente moro sozinha em São Paulo.
R7 - Quem é a pessoa mais importante da sua vida?
Tamires - Meu pai, que me deu a vida. Minha infância foi muito boa, porque ele sempre foi muito meu amigo, a gente sempre conversou sobre tudo, sempre rimos muito. Minha infância foi muito feliz porque ele sempre foi muito companheiro, e também porque ele é músico, é saxofonista, me incentivou a ter essa vida de artista. Desde pequena ele sempre me encaminhou para esse lado artístico, me inscrevia em concursos, dava toques sobre o que ele sabia sobre música, sempre me incentivando sempre a cantar e desenvolver esse dom.
R7 - Como era sua rotina antes do programa?
Tamires - Eu acordava de madrugada e ia trabalhar como ajudante-geral em uma empresa de espumas. Foi meu primeiro emprego com carteira assinada, e eles sempre me trataram muito bem. Eu tive alguns problemas, tive depressão depois do falecimento da minha mãe, e eles sempre me ajudaram e ensinaram muito... não só coisas do trabalho, mas lições de vidas também.
Chegava em casa, lia alguma coisa sempre que tinha vontade, conversava com meus amigos e familiares pela internet, ouvia música, assistia vídeos e cuidava da casa.
R7 - Qual foi o momento mais difícil que já enfrentou?
Tamires - O momento mais difícil da minha vida foi quando perdi minha mãe. Eu tinha acabado de fazer 15 anos, a época que a gente se apaixona, quer ter um namorado e precisa da mãe para dar um apoio, um direcionamento. Eu não tive isso, fiquei sem chão mesmo. Tenho uma irmã um pouco mais velha, mas ela também era muito jovem quando tudo aconteceu. Meu pai sempre fez o que pode. Foi ele quem deu a ideia de eu vir para São Paulo morar com meus tios, que eram bem estruturados aqui. Eu trabalhei com eles por um mês, mas não deu muito certo, eu não aceitava muito bem as regras, queria fazer as coisas do meu jeito, porque eu estava sofrendo. Tive que sair para procurar um emprego e cresci muito. Essa minha chefe me deu muitos conselhos, me ensinou a aceitar as coisas que são da vida e que a gente não pode mudar, falava para eu tentar crescer com isso e não me fechar para a vida, que era o que eu estava fazendo.
R7 - Qual a melhor lembrança que você tem da sua vida?
Tamires - As melhores lembranças que eu tenho são com a minha família. A gente saia muito, se divertia muito. Devido às perdas que sofremos, já que minha avó morreu logo depois da minha mãe, a gente perdeu um pouco isso. Antes, quando todos estavam presentes, a gente estava sempre fazendo festa, tudo era motivo para comemoração. Eram momentos de amor, carinho, união.
R7 - Como e quando a música passou a fazer parte da sua história? Quem te influenciou?
Tamires - Meu pai é saxofonista e me incentivou desde os seis ou sete anos. Com nove anos eu gravei meu primeiro CD em um estúdio móvel em um shopping em Salvador. Eu puxei meu pai, pedi para ele pagar meu CD e nós gravamos cinco músicas de artistas conhecidos. Foi a maior satisfação. Quando cresci, tive experiência em alguns bares. Meu pai pedia para os músicos e eles me deixavam cantar. A primeira vez que eu cantei no Pelourinho um “gringo” me deu R$ 2 como cachê, e eu achei aquilo o máximo. Meu pai disse que ia guardar o dinheiro para dar sorte, mas depois a gente precisou e ele gastou.
R7 - Qual palavra, frase ou música te define?
Tamires - Todas as músicas me definem, eu acredito que eu sou o próprio som. Eu vivo, sonho e respiro música, sinto que isso faz parte de mim, da mesma forma que a minha cabeça, meus olhos, meus pés.
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