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publicado em 23/07/2010 às 23:54 :: atualizado em: 26/07/2010 às 18:07

Sou um cara muito sonhador, revela Rodrigo Valentim

Saiba mais sobre o candidato, um dos finalistas do Ídolos 2010

Do R7

Lorena Moreira/R7

Rodrigo perdeu tudo durante a enchente em Itajaí, em 2008: "aprendi que temos que ser guerreiros"

Aos 24 anos, Rodrigo Valentim é pai dos gêmeos Vitor Enzo e Vitoria Eloá, 12 meses. O candidato, “ajuntado” há quase dois anos, revela que é um pai “babão”: troca fralda, dá banho e mamadeira para os bebês. Depois de superar dois momentos muito difíceis, Rodrigo se concentra em realizar o sonho de ser o novo ídolo do país. O primeiro passo já foi dado: Rodrigo foi aprovado pelos jurados do programa e vai participar da nova etapa do reality, conhecida como fase dos Concertos. Saiba mais sobre a vida do candidato!

R7 - Como é a sua família?
Rodrigo - Minha família é a base de tudo. Meus pais são separados, mas os dois me apoiam de uma forma emocional - porque financeira, não tem como. Mas o que eles fazem por mim, é demais! Meu pai é o meu fã número 1. Minha mãe, nem se fala.... mãe é mãe, né? Toda vez que eu tive que sair de algum trabalho para tentar alguma coisa e não deu certo, ela segurou a barra. Eles são maravilhosos... Meu irmão, a Daiane, que é a minha companheira, todos me apoiam muito. Eu tô bem de família.

R7 - Quem é a pessoa mais importante da sua vida?
Rodrigo - Minha mãe, por tudo que a gente já passou junto. Meu pai é a segunda pessoa, com certeza.

R7 - Como era sua rotina antes do programa?
Rodrigo - Com 21 anos de idade eu saí de uma empresa, eu era vistoriador de contêiner em Itajaí, que é uma cidade de porto. Eu saí e montei uma dupla com o Evandro, passamos dois meses no interior de São Paulo. Não foi aquilo tudo, mas adquirimos muita experiência na música sertaneja. Voltamos para nossa cidade e começamos a cantar em botecos, mas ninguém conhecia as músicas. Quando o sertanejo virou febre, fizemos uma festa e foi um sucesso total, aí fomos montando a banda e começamos a tocar em todas as casas da região. É disso que eu vivo hoje.

R7 - Qual foi o momento mais difícil que já enfrentou? Como superou?
Rodrigo - Dois momentos me marcaram muito. Primeiro, a separação dos meus pais: eu já tinha 16 anos, mas não aceitava aquilo. Eu sofri muito, parei de cantar, a gente mudou de cidade, eu trabalhei em vários lugares para tentar ajudar a minha mãe. Tive que reconstruir uma vida aos 16 anos. O segundo momento mais difícil foi a enchente em Itajaí em 2008. Eu, minha mãe e meu irmão perdemos tudo. Mais de 90% da cidade ficou embaixo d’água, não deu tempo de salvar nada. Tivemos que demolir a nossa casa. Foi quando descobrimos que a Daiane estava grávida. A pressão foi enorme, mas eu aprendi que temos que ser guerreiros, correr atrás. Hoje a gente mora de aluguel, mas estamos bem, graças a Deus.

R7 - Qual a melhor lembrança que você tem da sua vida?
Rodrigo - Foi a primeira vez que vi meus filhos. Sou do tipo de pai que cuida muito, eu troco fralda, dou remédio, banho, mamadeira. Sou um pai “babão”.

R7 - Qual palavra, frase ou música te define?
Rodrigo
- Uma música: Não vou desistir, do Sérgio Saas. Diz assim: Confiarei em Teu amor / Sei que o Senhor vai me ajudar / Passar por estas provações / Eu sei que erro a todo instante / Pois o pecado me abraçou / Parece que não vou voltar jamais pra Sua casa / Sinto que a solidão tomou posse do meu coração, Senhor / Pai, não rejeite esta oração / De quem busca auxílio e solução em Ti / não vou desistir, não, ainda que custe a minha vida / eu não vou desistir, não, ainda que venham falar mal de mim / eu não vou desistir, não / pois confio em ti, senhor, somente em ti. Eu tenho até uma tatuagem nas minhas costas com a frase: "Eu confio em ti, Senhor". Por tudo que eu já passei na minha vida, as pauladas que eu já levei... só se pode confiar em Deus. Essa é a frase que eu tenho pra mim.

R7 - Qual é o seu maior sonho?
Meu sonho é muito grande, eu sou um cara muito sonhador. O primeiro sonho era que o Brasil inteiro ouvisse a minha voz, e isso eu já realizei aqui no Ídolos. Meu segundo sonho é ser resolvido nessa minha carreira, me estabilizar, poder dar um conforto para a minha família, dar uma casa para a minha mãe e para o meu pai, dar uma educação maravilhosa para os meus filhos. Eu também quero ajudar ou montar a minha própria fundação, ajudar as crianças, tirá-las das ruas. Eu quero fazer a diferença.