Foto: Michel Angelo / Rede Record

A história de José conta a saga de um homem de Deus, íntegro e indulgente, que após ser vendido como escravo pelos irmãos é levado para o Egito, onde é injustiçado, caluniado, preso e humilhado. Mas tudo o que José toca prospera porque Deus lhe deu o dom de interpretar sonhos. E é assim, prevendo fartura e fome para o Egito, através dos sonhos que atormentam o Faraó, que José se transforma no governador de toda aquela nação. Mais tarde, quando o mundo não tem o que comer, é José quem alimenta os irmãos que tanto o odiaram no passado. A vida de José é um exemplo de pureza, paciência, amor e perdão.

Por volta de 1716 a.C., em Harã, região da Mesopotâmia, nasce José, fruto de um milagre. É filho de Raquel (Mylla Christie), uma mulher estéril e a esposa mais amada de Jacó (Celso Frateschi), que já está na velhice quando o filho é gerado. José logo se torna o filho favorito.

À medida que o tempo passa, José (Ricky Tavares/ Angelo Paes Leme) se mostra cada vez mais diferente dos outros. Jacó também deixa transparecer sua nítida preferência pelo filho caçula. Todos os outros descendentes são filhos das outras mulheres de Jacó e cultivam inveja e ódio pelo filho favorito, por isso passam a desprezá-lo. Raquel defende José como pode e Jacó sempre lhe dá razão. O jovem hebreu tem bom coração e faz de tudo para conquistar a amizade dos irmãos, mas a sua inteligência, seu comportamento de quem sabe que é o predileto, e a forma como seu trabalho prospera mais do que o dos outros provocam ainda mais a ira de seus irmãos.

Após a morte de Raquel durante o parto de seu segundo filho Benjamin, a situação piora. José recebe uma túnica ornamentada de Jacó, simbolizando que ele foi escolhido como seu sucessor. Ele é separado dos trabalhos pesados e passa a ficar mais tempo em casa, tendo a oportunidade de aprender a ler e a escrever em hebraico com o seu pai e a estudar Matemática, privilégios que só um filho primogênito teria.

Inconformados com a decisão do pai e tomados de inveja, os irmãos, incitados por Simeon (Caio Junqueira), decidem dar uma lição em José, atirando-o em um poço fundo e sem saída. Ruben (Guilherme Winter) não concorda em derramar o sangue de José, afinal, teme que Deus lhes cobre pelo crime. Judá (Vitor Hugo)concorda e consegue convencer a todos que a melhor alternativa é vender o irmão como escravo. Enquanto Jacó sofre por acreditar que seu filho favorito foi morto por animais selvagens, José é levado ao Egito.

É nessa fase da vida que o jovem hebreu conhece Azenate (Anna Rita Cerqueira/Maytê Piragibe), filha do sacerdote Pentephres (Eduardo Lago). José e Azenate se apaixonam ao primeiro olhar, mas escondem o que sentem já que seria impossível um amor entre uma moça egípcia muito bem nascida e criada e um escravo estrangeiro. Outro forte empecilho para seu amor com José é que ela está sendo preparada para se tornar uma sacerdotisa e, se quiser se casar, terá que abrir mão do sacerdócio – o que causaria um profundo desgosto em seu pai.

Foto: Michel Angelo / Rede Record

Mesmo assim, eles passam a se encontrar escondidos, até que José quase coloca a vida de Azenate em perigo. Decidido a proteger sua amada, pois sabe que nunca poderá tê-la como mulher, José decide terminar o romance.

O jovem hebreu se torna servo de Potifar (Taumaturgo Ferreira), chefe da guarda do Faraó Apópi(Leonardo Vieira), e logo começa a ascender no Egito, graças à sua inteligência e bondade. Com o passar dos anos, Sati (Larissa Maciel), esposa do comandante, começa a alimentar um desejo ardente por José, que a rejeita para não pecar contra Deus e trair Potifar. Dominada pela luxúria, Sati não desiste facilmente. Ela investe em seu poder de sedução e faz de tudo para conquistá-lo, mas acaba sempre mal sucedida. Furiosa, ela se vinga de José, mentindo que o hebreu tentou violentá-la. Extremamente decepcionado, Potifar decide poupar a vida de seu servo, mas o manda para a prisão.

Abalado pelo duro golpe, o filho favorito de Jacó padece na cadeia por muitos anos. O curso de sua vida, entretanto, é alterado mais uma vez devido a um grande acontecimento. O Faraó Apópi, casado com Tany (Bianca Rinaldi), começa a ser atormentado por estranhos pesadelos e, ao descobrir que José possui o dom de interpretar sonhos, solicita sua presença no palácio real. Depois de ouvir o relato de Apópi, José revela que o Egito passará por sete anos de fartura, que logo serão substituídos por um longo período de fome. José ainda diz que será preciso armazenar mantimentos suficientes no período de fartura para abastecer o povo durante os tempos de lamúria. Impressionado, Apópi exalta José, dá a ele o seu anel e o coloca como o seu chanceler e governador de todo o Egito, declarando que apenas o Faraó é maior que ele. Pentephres fica furioso, mas não pode fazer nada.

Apópi também lhe dá Azenate por esposa, provocando ainda mais a ira de Pentephres. Nos próximos anos, José terá que enfrentar as maquinações de seu sogro, que deseja prejudicá-lo de todas as formas.

Depois de se casar com Azenate, José, também chamado pelo nome egípcio de Zafenate-Paneia, elege Mitri (Joelson Medeiros), que o ensinou a ler e escrever na língua local, para ser seu assistente e ajudá-lo a governar o Egito. Agora como braço direito do Faraó, José inicia a primeira grande reforma agrária da história. Ele manda irrigar as terras, distribui sementes para as plantações, cria celeiros gigantes e passa a cobrar de todo o povo um quinto da produção para o Faraó. Tudo acontece exatamente como o previsto, inclusive a chegada da fome, que assola todas as terras.

Quando a fome chega em Canaã, Jacó manda os filhos buscarem comida no Egito, pois fica sabendo que é o único lugar na terra onde há alimento. Ele não deixa que Benjamin (Gustavo Leão), que na ausência de José se torna seu filho predileto, vá para poupá-lo da viagem perigosa. Partem assim os dez irmãos de José, os mesmos que o venderam como escravo, rumo à terra que agora é comandada por ele.

Ao chegar diante do respeitado governador do Egito, os filhos de Jacó não reconhecem o próprio irmão debaixo dos trajes egípcios. Mas José os reconhece e é obrigado a se esconder para chorar, em profunda dor, quase vinte anos depois da traição. Agora, só José poderá salvar os irmãos que o fizeram sofrer tanto no passado.