Nanda Ziegler vive Naamá em José do Egito. Foto: Michel Angelo/Record

Neste segundo capítulo de José do Egito, a minissérie impressionou ao exibir o massacre ao povo de Siquém. Uma cidade inteira foi destruída pelos irmãos de José (Ricky Tavares/Ângelo Paes Leme) após o estupro de Diná (Marcela Barrozo/Samara Felippo), a única mulher herdeira de Jacó (Celso Frateschi).

Para Alexandre Avancini, diretor-geral da minissérie, as sequências rodadas na cidade cenográfica construída no RecNov, no Rio de Janeiro, foram as mais complicadas até o momento.

— É uma cidade inteira, com figurantes, atores, animais... E para realizar um incêndio deste tamanho, é preciso tacar fogo mesmo. Nós gravamos por 20 dias e foi desafiador, muito complicado. Exigiu muita concentração da parte de todos. Eu tinha uma equipe de 20 bombeiros tomando conta do local. Mas todo esforço valeu a pena. Foi uma sequência que ficou bem bacana e bem acabada.

Veja aqui a cena em que os irmãos de José incendeiam cidade de Siquém!

Avancini falou ainda sobre o trabalho da atriz Nanda Ziegler, sua mulher na vida real, durante o massacre da minissérie. A atriz vive a personagem Naamá, que perde tudo que tem no fogo ateado por Simeon (Caio Junqueira) e seus irmãos.

— A Nanda está dando um show em José. Ela teve sequências muito difíceis no massacre, quando ela perde o marido. São cenas bem viscerais, bem difíceis de fazer.

Juntar trabalho com família não é um problema para Avec. Ao contrário. Ele garantiu ao R7 que fica até mais fácil trabalhar ao lado da mulher nos bastidores de José. Quem também está no elenco é sua irmã, Andréa Avancini.

— Com a Andréa, esta é a primeira vez que trabalhamos juntos, mas conheço seu talento e sei que ela é uma ótima atriz. Com a Nanda eu já trabalhei várias vezes, então para nós é muito bom. De vez em quando nos tornamos muito escravos do trabalho, e, desta forma, a gente consegue se ver mais, ficar mais juntos. É um prazer trabalhar com ela.

Quando chega a hora de tirar o figurino e ir para casa, Avec garantiu que a labuta não para. Como trabalham com o que amam, ele e Nanda vivem ligados em referências.

— Eu estou sempre pesquisando. Como a gente lida com o artístico, sempre que vamos a alguma exposição, ouvimos uma música, vemos uma peça, a gente está ligado em referências e trocamos muita informação.