Larissa Maciel posa como a perigosa Sati. Foto: Michel Angelo/Record

Analisando Sati friamente, não é correto classificar a sensual egípcia de Larissa Maciel como vilã. Nas cenas já exibidas o telespectador pode perceber que tudo que mais importa para a mulher de Potifar (Taumaturgo Ferreira) é se sentir desejada e ter prazer próprio – material e sexual.

Para atingir esses objetivos é que Sati é capaz de qualquer coisa. Mas e como fica o tal medo supremo que os egípcios tinham do julgamento após a morte? Larissa questionou a mesma coisa quando construiu sua personagem para a minissérie José do Egito.

— Ela acredita tanto na deusa Hathor, que é a deusa do prazer, da luxúria, do desejo, que ela acha que na hora do julgamento a deusa vai intervir para defendê-la dizendo que ela viveu para ter prazer. Segundo a minha própria composição, ela acredita que Hathor vai interceder por ela no final. Sati não tem preocupação de que será punida, porque ela acha que é especial.

Larissa Maciel mostra como é a confecção da perucas usadas em José do Egito

A absurda ideia de ser uma pessoa única justifica a ausência do rótulo de vilã no currículo de Sati. Para Larissa, a partir do momento em que ela age apenas para seu bem, ela foge de ser a “malvada” da turma.

— Ela mente, trai, é dissimulada, é vingativa, mas não é do tipo que fica tramando maldades para prejudicar as pessoas. Ela prejudica o José em uma reação instintiva a uma rejeição que ela sofreu. Ela se protege, na verdade.

Na história, Sati, que se relaciona com vários homens pelas costas do marido Potifar, seduz José (Ângelo Paes Leme). O que ela não esperava era que o escravo recusaria seu cortejo.

— Na hora, de cabeça quente e tomada de ódio, Sati torceu a situação e disse que José que deu em cima dela. Por isso, ele acaba preso. Foi instintivo.

A superioridade de Sati não vai parar por aí. Em capítulos futuros, quando o Egito já estiver no período da seca, a egípcia não vai aceitar ter seu jardim destruído por falta de água.

— É um egocentrismo louco. Na seca, ela não pode tomar banho de piscina e o jardim dela fica feio, porque não tem água. José manda racionar a água não para ela não tomar banho de piscina, mas ela, do alto do seu pedestal, acha que ele está fazendo isso para prejudicá-la. Em nenhum momento Sati pensa que existe uma seca, que as pessoas não têm água para beber e que, por isso, sua piscina precisa ficar vazia. Ela é mimada.

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