Ricky e Celso em cena do quarto capítulo, quando José aprende a ler e escrever. Foto: Michel Angelo/Record

É bonito de ver, em uma mesma cena, a experiência e segurança de Celso Frateschi e a juventude e vontade de aprender de Ricky Tavares.

Os dois atores, que vivem Jacó e José na minissérie José do Egito, gravaram uma cena emocionante que deixou evidente a forte conexão entre eles: o último abraço de pai e filho antes de José ser vendido como escravo.

Hamsa Wood, diretor da cena e um dos braços direitos de Alexandre Avancini, diretor-geral, conduziu os atores a resgatar a emoção e deixá-la pulsante na tela. O R7 estava nos bastidores e viu a satisfação de Ricky ao final da sequência.

— Antes da gravação, eu até falei para o Celso que eles [os hebreus] fazem muita falta [o ator já está gravando com o núcleo do Egito]. Quando eu gravei a cena da compra de José por Portifar (Taumaturgo Ferreira), eu comecei a lembrar da relação entre pai e filho e comecei a chorar. Hoje, foi a mesma coisa. O Hamsa falou que era o último abraço, o último carinho dos dois e eu comecei a chorar tudo de novo [risos].

Segundo Ricky, o veterano lhe deu toques que ele vai guardar para a vida inteira.

— Esse cara é demais. Eu fico igual uma esponjinha sugando todas as dicas dele. Ele me ajuda com entonação, com gestos... Ele tem muita sensibilidade... É meu pai para o resto da vida [risos]. E ele fala pelo olhar, porque a barba de Jacó toma conta quase do rosto todo. É um professor.

O elogio caminha por uma via de mão dupla. Celso também fez questão de destacar o empenho do jovem ator, que vive seu primeiro protagonista na minissérie bíblica.

— O Ricky é um ator fantástico. Ele tem uma vitalidade, uma vontade... Ele se joga de cabeça nas cenas. Isso é muito bonito e a gente aprende muito com essa molecada. Com ele, particularmente, foi um grande prazer trabalhar. A gente conquistou uma troca muito boa. Aliás, isso foi com todos os filhos. O pessoal todo é fera.

Celso atribuiu o entrosamento da família de Jacó ao trabalho de preparação de elenco. O núcleo dos hebreus estudou com Sérgio Penna e começou as gravações afinado.

— Nós tivemos vários laboratórios antes, ensaiamos, tivemos várias práticas com o Penna e isso só melhora a relação. Quando a gente começou a gravar já foi com um grupo muito unido. E você aguentar uma jornada de sete, oito meses com esse clima bom é genial. Isso é uma troca.