23 de Fevereiro de 2012
Never Say Never chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira (25)
Com ares de “show da vida” da carreira de Justin, cenas do evento, incluindo a participação dos colegas Jaden Smith e Miley Cyrus no palco, são intercaladas com imagens da infância do cantor; depoimentos de familiares, cenas de bastidores e, claro, de muitas fãs completamente tomadas pela "bierbermania". É realmente impressionante ver como as garotas o veneram.
No longa, grande parte do nascimento desta paixão das admiradoras é justificada pelo uso das redes sociais, como o YouTube, onde ele postava vídeos em que aparecia cantando, e o Twitter, onde Justin diariamente se comunica com seus seguidores.
A importância da internet também é citada por Scooter Braun, empresário que descobriu o cantor através do YouTube. O agente fala que, no início - logo após apostar no talento do artista mirim - recebeu várias respostas negativas de gravadoras, que viam Justin apenas como mais um jovem talentoso que fazia sucesso na internet. Isso porque ele não tinha o apoio da Disney ou da Nickelodeon, empresas que abriram portas para Miley Cyrus, Jonas Brothers e outras estrelas teen.
Entretanto, depois de várias portas se fechando, Usher surgiu na vida de Justin e mudou tudo. A relação do garoto com o rapper é intensa e o carinho de Usher por Justin é nítido. Com o apoio do artista, o jovem conheceu o executivo musical e produtor L.A. Reed, que também é um dos donos da Island Def Jam, atual gravadora do cantor teen.
O importante nome da indústria musical descreve Justin como um “Macaulay Culkin da música”, em referência ao ator que estourou ainda bem novo com o filme Esqueceram de Mim. Reed ainda fala que viu algo no menino e em seu cabelo que, aliás, em alguns momentos vira um personagem à parte no filme. Alguns minutos do longa-metragem são dedicados apenas à famosa (e extinta) franja de Justin.
Não dá para negar que Justin tem talento, tem um brilho. Nas cenas iniciais, quando é exibida a infância do garoto, dá para ver que ele já nasceu com o dom para a música - com apenas quatro anos, ele já tocava bateria naturalmente. Talvez o filme tire essa má impressão que, querendo ou não, rodeia o astro, muitas vezes considerado apenas mais um artista pop sem qualidade.
Mas julgamentos negativos parecem não atingir Justin. Bem acompanhado de suas fãs e com o mantra “nunca diga nunca”, o garoto ainda vai ter muita história para contar - não que isso, necessariamente, tenha que resultar em um novo filme.
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