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publicado em 27/02/2013 às 00h01:

“Eu quase morri”, diz Deborah Blando depois de deixar o vício das drogas

Cantora pop deu a volta por cima e agora prepara seu mais novo disco; veja mais

Daniel Vaughan, do R7


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Deborah Blando está de volta à música depois de uma pausa que durou sete anos. Nesse meio tempo, Deborah colocou a vida em dia. Ela se livrou dos remédios, da cocaína e dos fantasmas que enfrentava desde criança.

Para Deborah, seus problemas de depressão foram se acumulando ainda na infância, quando era uma estrela prodígio. A cantora começou sua carreira artística aos sete anos de idade. Porém, a vida profissional de uma menininha não é fácil, como a própria cantora relembra.

— Até me identifico com o Michael Jackson, que também começou muito cedo. Ser uma estrela infantil não é normal. É complicado.

Depois de conhecer o fundo do poço, a compositora renasceu com a ajuda da psicanálise e do budismo.

Veja as letras de Deborah Blando

Hoje, Deborah prepara a volta triunfal com um novo CD e shows. Recentemente gravou um clipe em Nova York e emplacou uma música em uma novela. E também não descarta a ideia de escrever um livro sobre a experiência de vida.

O R7 conversou com Deborah Blando; veja a seguir.

R7 — Muita gente conheceu você nos anos 90, no auge do sucesso, mas você se tornou profissional ainda criança.
Deborah Blando —
Sim. Comecei minha carreira aos sete anos. E com 12 anos eu já tinha gravado meu primeiro disco. Quando cheguei da Itália pequenininha, todo mundo adorava me ouvir cantar músicas italianas. Eu cantava no coral, gravei com a Orquestra Sinfônica de São Paulo... Ou seja, comecei a trabalhar muito cedo. Eu não tinha uma vida normal de criança.

R7 — Você sentiu muita pressão por ser uma criança "importante", que já cantava em público?
Deborah Blando —
Acho que chegou uma hora que eu não aguentei mais me identificar apenas como cantora. Lembro que, com doze anos, tive que fazer um show com febre. Não dava mais... Eu queria fazer isso, mas ficou muito pesado. Daí, dei uma “rebelada”. E uma hora ia explodir, né? Comecei a entrar em um buraco, porque não sabia mais quem eu era. Até me identifico, em outro patamar, com o Michael Jackson, que também começou muito cedo. Você ser uma estrela infantil não é normal. É complicado. Se um dia eu tiver um filho, ele será um artista profissional só quando tiver maioridade. É importante aproveitar a infância.

R7 — Mas quando foi que você sentiu que era hora de buscar ajuda médica?
Deborah Blando —
Eu explodi internacionalmente com 21 anos. E já tinha uma carreira longa! Nos anos 90, eu tive diversas músicas em novelas, shows, as pessoas me paravam nas ruas... Mas quando eu não aguentei essa pressão, acabei tendo síndrome de pânico. A partir daí, a história só piorou. Tive que me internar. Porém, eu nunca me dei bem com remédios, o que acontecia nas clínicas. E os remédios te levam às drogas ilícitas.

R7 — Você se envolveu com remédios e com a cocaína devido a depressão. Mas você nunca havia provado nada disso antes dos problemas surgirem?
Deborah Blando —
Sempre fui careta! Tanto é que quando me envolvi com drogas, os amigos não acreditaram. Foi o excesso de remédio que me levou às drogas. A cocaína foi por um tempo curto, mas os remédios foram os piores. E, geralmente, eles te enchem de remédios nessas clínicas! Quando me limpei dos remédios e da droga ilícita, comecei a me recuperar de verdade.

R7 – E, mesmo fora das clínicas, como você se livrou do vício?
Deborah Blando —
Eu mesma fugi dos remédios. Foi em um templo budista, na Inglaterra, que joguei fora todos os meus remédios. Foi uma loucura, porque tive que ficar sem o remédio para dormir, que é o pior. Fiquei duas semanas sem dormir direito. Eu estava perdida e me recuperei. A solução foi a união da psicanálise com o budismo. Eu troquei a medicação pela meditação. Eu quase morri, mas nasci novamente. E hoje sou uma pessoa muito mais forte.

R7 – Como surgiu a ideia de gravar novamente?
Deborah Blando —
Por meio das redes sociais, os fãs me pediam para voltar a cantar. Então estou de volta para alegrar as pessoas, assim como um ensinamento budista. Meu novo CD, que será lançado pela Som Livre, traz uma mistura de pop com eletrônico. E regravei Meu Anjo para a trilha da novela Guerra dos Sexos (Globo).

R7 — Você fala sobre tudo isso de maneira aberta. Você já pensou em escrever um livro e, depois, adaptá-lo para o cinema?
Deborah Blando —
Sim, eu gostaria de escrever uma autobiografia para passar a minha história para outras pessoas precisam de ajuda. Ou seja, seria para ajudar os outros, porque eu já sei da minha trajetória. E depois de entrevistas que dei, muitos fãs me escreveram para saber mais sobre o vício em remédios. O filme... Ainda não tinha pensando no assunto, mas quem sabe depois do livro.

 

 

 

 

 
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