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publicado em 28/11/2009 às 01h49:

AC/DC reúne 70 mil alucinados no Morumbi

Banda de Angus Young faz um show previsível. E o estádio inteiro agradece

Thales de Menezes, do R7

Como o show foi em um estádio de futebol, fica mais fácil ainda recorrer a uma das máximas desse esporte: em time que está ganhando não se mexe. E o AC/DC, que segue ganhando fãs há 35 anos, não mexe mesmo. Cada turnê traz um show igualzinho a todos os outros, uma celebração furiosa e quase religiosa de rock and roll. Na noite de sexta-feira (27), a banda formada na Austrália por irmãos escoceses mostrou seu rock universal aos brasileiros. E 70 mil fãs saíram enlouquecidos do Morumbi, em São Paulo.

Angus Young, não tão “young” assim aos 54 anos, continua tocando como se ele, e não a guitarra, estivesse ligado na tomada. Em duas horas e cinco minutos de show, ele não parou um instante. Vestindo o eterno uniforme de estudante britânico de calças curtas, balançando a cabeça freneticamente e percorrendo o palco de um lado a outro com seu “passo de pato”, aquele jeito de andar chutando uma perna para frente enquanto saltita apoiado na outra, Angus é o motor da banda. Figura diminuta, usando uma guitarra também pequena (Gibson SG, inseparável parceira), ele solta trovões das seis cordas. Vira um gigante nos telões absurdamente nítidos do cenário de alta tecnologia erguido no gramado.

Estrela tão brilhante, Angus usa o vocalista Brian Johnson como sua “escada” para brincadeiras de cena. Ex-motorista de caminhão que virou cantor de rock, Johnson está cada vez mais caminhoneiro e menos cantor. Quando ele entrou na banda, em 1980, sua voz já era parecida com os sons emitidos por uma galinha raivosa. Agora, aos 62 anos, a voz quase sumiu, mas tudo se perdoa num cara simpático que passa o show inteiro com a barriga apertada num colete de couro. Atrás deles, os outros três integrantes tocam quase estáticos, tão discretos como se quisessem se fundir ao cenário – inclusive Malcolm, irmão de Angus e outro guitarrista da banda.

Com os personagens queridos do público e um roteiro já conhecido e adorado, esse show único dessa turnê no Brasil, 12 anos depois da última visita do grupo, vem com um ótimo bônus. Black Ice, o álbum lançado pelo AC/DC em 2008, é uma paulada roqueira. Dentro do estilo bruto e sem sutilezas da banda, é considerado por muita gente o melhor trabalho do quinteto desde For Those About to Rock We Salute You, de 1981. Prova disso é que quatro faixas dele entram no show e não destoam nem um pouco dos clássicos que formam o repertório.

O show abriu pontualmente às 21h30 com uma canção do último álbum, Rock N’ Roll Train. Em seguida veio uma dos anos 1970, Hell Ain’t a Bad Place to Be, e nessa ponte musical entre quatro décadas o AC/DC ganhou a platéia e correu para o abraço. Os elementos manjados do cenário deram as caras, como o grande sino em Hells Bells, uma boneca inflável gigante em Whole Lotta Rosie e os canhões de mentirinha em For Those About to Rock, que encerrou o show com direito a uma bateria de fogos coloridos.

Angus correu, pulou e solou, muito. Em The Jack, a canção mais blues que a banda já criou, ele fez o tradicional strip-tease para a platéia, tirando a gravata e a camisa e depois abaixando a calça de costas para o público. A diferença é que antes ele mostrava rapidamente as nádegas branquelas. Desta vez ele exibiu uma sunga com a logomarca da banda estampada.

As comunidades roqueiras na internet já estavam tratando este como o “show do ano em São Paulo”. Realmente foi. E há grande chance de que isso sempre se repita em cada ano que o AC/DC resolva sacudir um estádio por aqui.

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