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publicado em 04/03/2011 às 10h00:

Apostando em som mais brasileiro,
grupo Forfun prepara terceiro álbum

Alegria Compartilhada terá pitadas de samba e rap; R7 foi ao estúdio

Gustavo Pelogia, do R7


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Dois anos e quatro meses após renegar seu histórico pop punk com o lançamento de Polisenso, o Forfun quer surpreender mais uma vez.

Qual é o verdadeiro nome desse sambista? Faça o quiz!

É o que promete Alegria Compartilhada, terceiro álbum da banda e que brinda os dez anos de estrada do quarteto carioca.

A faceta adolescente que trouxe o Forfun à tona em 2004, com Teoria Dinamica Gastativa, já havia desaparecido em 2007, com Polisenso.

Como o nome sugere, uma miscelânea de gêneros musicais se embaralha em um álbum que rendeu ao grupo, entre muitas outras coisas, o prêmio de banda de rock de 2009 no VMB.

Com Alegria Compartilhada, a transformação continua. Além do rock, do reggae, das batidas eletrônicas, da salsa e das referências latinas, a brasilidade é o novo grande elemento da música do Forfun.
 
Mais maduros e confiantes da própria música, eles ganharam a presença de um quinto elemento dentro do estúdio: o produtor Daniel Ganjaman foi uma das grandes influências nos quatro meses em que esteve com a banda.
 
Previsto para abril, o álbum será disponibilizado inteiro para download gratuito, terá 12 músicas e muitas participações especiais: Guto Bocão, mestre de bateria da Vai-Vai; Tiquinho, trombonista do Funk como Le Gusta; e Paulinho Viveiro, trompetista que acompanha Seu Jorge, entre outras ainda não reveladas.

O R7 visitou o estúdio Vibe, em São Paulo, onde a banda finalizou as gravações do álbum, e conversou com Danilo Cutrim [voz], Vitor Iseense [guitarra e sintetizadores] e o produtor Daniel Ganjaman.

A reportagem também ouviu duas das novas faixas: no single Quem Vai, Vai, o Forfun deixa claro o novo lado mais brasileiro. 

Já em Cosmicjesus, a famosa mistura de reggae e rock dá o tom e deve agradar aos fãs do álbum anterior.

Confira abaixo trechos da entrevista:

R7 - O Polisenso foi um grande sucesso. Vocês sentem uma responsabilidade maior com o Alegria Compartilhada?

Danilo - o Polisenso deu mais confiança para gente. Mostramos novas influências e deu certo. Agora ficamos livres para criar, tanto musicalmente quando na poesia. Estamos mais maduros.
 
Vitor - O Alegria Compartilhada é um disco menos pretensioso. No Polisenso, queríamos provar algumas coisas para nós mesmos. Era realmente um desafio saber como as pessoas iam encarar essa mudança. Não temos mais essa preocupação.
 
R7 - Se vocês não fosse independentes, o Polisenso seria do mesmo jeito? Não só o álbum em si, mas todo o caminho que foi traçado por ele.
 
Vitor - O termo certo para independente é autossuficiente, pois temos muitos parceiros. Quando você tem isso, pode gerir as coisas da maneira que acha mais adequada. Caminhar com as próprias pernas tem sido o jeito mais bacana que pintou. Você pode ousar mais artisticamente.
 
O que vocês podem falar sobre o Alegria Compartilhada?
 
Vitor - Tem 12 músicas. O Polisenso já é uma miscelânea de ritmos, mas haviam coisas que nunca tinhamos feito. Agora tem uma música em que flertamos com samba-rock, algumas coisas mais suingue e rap. São ritmos com os quais não temos tanta intimidade, mas estamos tentando fazer. Tentamos colocar também uma sonoridade meio world music. E mais brasilidade também. Gravamos com o Bocão, que é percussionista da bateria da Vai-Vai [sugestão de Ganjaman]. Ele ia participar de três músicas, mas entrou em sete. Também temos trombone, trompete, sax e até flauta. Sobre as letras, é um disco menos “viajandão”. O Polisenso é mais hare krishna, o Alegria é mais botecão. Tentamos ser mais enxutos, mais objetivos.
 
Danilo - Consideramos esse o nosso terceiro disco. A gente está se envolvendo com pessoas que se relacionam com as vertentes que a gente curte. Se a parada não der certo, a culpa é exclusivamente nossa.
 
R7 - Como vocês chegaram ao Daniel Ganjaman?
 
Danilo - Várias pessoas a nossa volta começaram a falar sobre ele. Resolvemos ir atrás, mas não sabiamos se ele ia querer “namorar” a gente. Ele foi até o nosso estúdio no Rio, ouviu a pré-produção, curtiu e achou que tinha o que acrescentar.

Vitor - O Ganja é um alquimista do áudio mesmo. O artista é um cara meio vaidoso, e a maneira de ele conduzir as coisas me deixa impressionado. O cara é ensaboado, tem jogo de cintura, te convence e mostra como pode ser mais legal. Confio muito no bom gosto dele.

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Daniel Ganjaman assina a produção do álbum (Foto: Felipe Cruz/Divulgação)

 
R7 - Como tem sido trabalhar com o Forfun?
 
Daniel Ganjaman - Tá sendo engraçado pra caramba! [risos]. Entrei como um quinto elemento de ideias também e fizemos tudo muito intuitivamente. Ninguém ficou pensando muito, pois eles já tinham feito isso. Chegaram até mim com uma pré-produção que era um disco pronto. Só estava tudo muito denso, e eles queriam uma atmosfera mais leve.
 
R7 - O primeiro single do álbum será Quem Vai, Vai. Já estão preparando o clipe?

Vitor - Vamos fazer com o Raul Machado, que conhecemos através do Ganja. Ele já dirigiu clipes como Quero Ver o Oco [Raimundos], Esquadrilha da Fumaça [Planet Hemp] e Vapor Barato [Rappa]. O cara é "cascudo" mesmo. Ainda vamos gravar, mas a ideia é que saia com o disco ou algumas semanas antes.

 
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