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publicado em 14/03/2010 às 05h27:

Guns N' Roses mostra força no show de SP

Banda toca grandes hits e novidades em quase 3 horas de show

Odair Braz Junior, do R7

É verdade. O Guns N’ Roses não tem mais relevância no cenário do rock atual e não pode nem ser chamada de “a banda mais perigosa do mundo”, como foi um dia. Uma lacuna de quase vinte anos separa a geração que viu o grupo no auge e o público jovem de hoje.

Dito isso, Axl Rose e seus comparsas fizeram um grande show na madrugada deste domingo (14), no estádio do Palmeiras, em São Paulo. A apresentação, prevista para começar no sábado (13) só teve início a 0h37 e acabou às 3h17. 

A banda que tocou é completamente diferente da que veio ao Rock in Rio 3 em 2001 (com exceção do baixista Tommy Stinson e do pianista Dizzy Reed). Aquela era um Frankenstein maluco que parecia um freak show sobre o palco. Agora, nove anos depois, Axl parece ter conseguido criar alguma unidade com seus novos colegas.

O Guns atual começa a soar mais orgânico e caminha para ser uma banda verdade e não apenas um amontado de músicos. D.J. Ashba, o integrante mais recente do grupo (ele não gravou nada em Chinese Democracy) surge como uma ótima surpresa, toca muito, tem carisma e agrada a mulherada. Em certos momentos até consegue fazer o público esquecer Slash. Os outros guitarristas – Ron Bumblefoot e Richard Fortus – também mostram raça e virtuosismo em seus instrumentos. Frank Ferrer (bateria) e Chris Pitman (teclados e efeitos eletrônicos) completam o time que dá suporte a Axl.

E ao contrário do que muita gente vem falando, Axl não está sem voz. Ela é igualzinha ao que era nos anos 80 e 90? Não, seria quase impossível. Mas ele continua muito bem nos vocais e consegue reproduzir ao vivo praticamente tudo o que mostra nos discos, tanto no Appetite for Destruction como no mais recente, Chinese Democracy. Mas a voz não é tudo. Rose ainda é incrivelmente carismático e é um dos últimos (o último?) grande front man do rock. Olhe ao redor e tente encontrar alguém que se compare a ele. Missão complicada, né? Mesmo mais lento e pesado do que antigamente, Axl controla todas as ações em cima do palco e atrai os olhares como sempre fez.

 O SHOW

Apesar do grande atraso e de quase três horas de apresentação, ninguém reclamou. O público aguardava ansiosamente a entrada do Guns no palco e enquanto não chegava a hora, pode assistir aos shows dos brasileiros Forgotten Boys e também do americano Sebastian Bach, ex-Skid Row. Bach parece o mesmo dos anos 90. Aos 41 anos ele está igual, inclusive em sua performance.

O cantor veio para divulgar seu trabalho mais recente, o álbum Angel Down, mas obviamente seu show foi recheado de clássicos de sua ex-banda. Ele tocou durante uma hora e vinte e  mandou ver em sucessos como Slave to the Grind, 18 and Life, In a Darkened Room, Monkey Business, I’ll Remember You e Youth Gone Wild.

O público do Skid Row era praticamente o mesmo do Guns nos anos 90, por isso o jogo estava mais do que ganho para Bach. Mesmo assim ele fez questão de se esforçar e caprichou nos vocais e nos em seus tradicionais solos de cabeleira (que continua intocada). Da segunda metade em diante, Sebastian vestiu uma camiseta amarela onde se lia “Tião”, o apelido que recebeu dos brasileiros. Fora um populismo aqui e outro ali – como pegar a bandeira do Brasil e repetir que amava o público – Bach e sua banda serviram como um bom aquecimento para o prato principal que vira (bem) mais tarde.

O público – formado por gente que já passou dos trinta, mas também por muitos adolescentes (o Guns está renovando seu público?) – já estava cansado da espera, mas qualquer dor no joelho ou costas passo quando a banda pisou no palco. Como já é praxe, o show começou com Chinese Democracy, canção que dá nome ao mais recente disco do grupo e também à turnê.

Já neste início Axl – com chapéu e uma jaqueta – mostrou que continua o mesmo: parou a música no meio após alguém do público jogar um objeto em sua direção. Ficou bravo e parecia que o sujeito poderia estar de mau humor. Ainda bem que a previsão não se concretizou. O vocalista estava feliz e foi mostrando isso ao longo da noite. Já na sequência, o grupo tascou logo Welcome to the Jungle e tudo foi pelos ares. O palco gigante, com telas para exibição de vídeos e vários efeitos pirotécnicos, explodia sem parar em cores, mas não ofuscava a atração principal.

Como dito no início, o Guns N’ Roses não tem mais uma grande importância no cenário atual do rock. Isso foi provado no lançamento do aguardadíssimo Chinese Democracy, que vendeu muito pouco. Apesar disso, o álbum é muito bom, tem grandes canções e Axl acredita muito nelas. Tanto que das 27 canções tocadas, nove são deste trabalho mais recente (que tem um total de 14 faixas).

Quer dizer, o Guns poderia muito bem fazer o mais fácil: escolher três ou quatro canções do Chinese e apenas repetir o passado desfilando seus hits matadores de Appetite for Destruction, Use Your Illusion 1 e 2 e dos EPs. Mas foi além, e deu mais do que seus fãs queriam. Muita banda não tem coragem de fazer isso. É verdade que nem todas elas funcionam sensacionalmente ao vivo e também é fato que não há entre as novidades nenhuma Welcome to the Jungle ou uma Sweet Child O’ Mine. Mas aí também já seria pedir demais.

Depois do susto inicial, com Rose parando a primeira música, a coisa transcorreu muito bem. Entre hits e novidades, houve ainda solos dos guitarristas, trechinho de Another Brick in the Wall (do Pink Floyd), Axl ao piano e muita agitação no palco.

O vocalista falou pouco durante o show, mas comentou o tal do show secreto que o Guns faria em São Paulo na noite de quinta-feira (11). Ele contou que estava com a garganta ruim e entre decepcionar um estádio inteiro e um grupinho de pessoas, ficou com a segunda opção.

De resto, o que se viu foram todos os músicos se esforçando muito no palco, suando a camisa e muita vontade de dar o máximo. Quem já viu o Guns N’ Roses com os membros originais sabe que não é a mesma coisa. Aquela sensação de uma bomba relógio prestes a explodir não existe mais, mas com seus novos membros, a banda pode vir a trilhar rumos interessantes século 21 adentro. Apenas com um velho e carismático líder.

E pelo sorriso dos fãs – jovens e "clássicos" – ao final da apresentação, Axl parece estar no caminho certo.

Veja o setlist do show de São Paulo:
 
Chinese Democracy
Welcome to the Jungle
It’s So Easy
Mr. Brownstone
Sorry
Better
Solo do guitarrista Richard Fortus (James Bond Theme)
Live and Let Die
If the World
Rocket Queen
Solo do pianista Dizzy Reed
Street of Dreams
IRS
Solo do guitarrista D.J. Ashba
Sweet Child O’ Mine
You Could Be Mine
Trecho de Another Brick in the Wall
November Rain
Solo do guitarrista Bumblefoot (trecho do Tema da Pantera Cor-de-Rosa)
Knockin’ on Heavens Door
Nightrain

Bis

Madagascar
Shackler’s Revenge
This I Love
Patience
Paradise City


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