R7 - Entretenimento

Buscar no site
Eu quero um e-mail @R7
Esqueci minha senha
Você está aqui: Página Inicial/Entretenimento/Música/Notícias

Icone de Música Música

publicado em 10/03/2010 às 06h00:

Kid Vinil mantém sua fé no rock and roll

Cantor, DJ e radialista completa 55 anos repleto de projetos musicais

Fabian Chacur, do R7

Antonio Carlos Senefonte completa 55 anos nesta quarta (10). Não o conhece? Vamos facilitar sua vida, então: o nome artístico dele é Kid Vinil. Cantor, radialista, DJ e jornalista, sua vida é totalmente ligada à música.

Ele foi vocalista da banda Magazine, que fez sucesso nos anos 80 com Sou Boy, Tic-Tic Nervoso e Comeu, entre outros rocks básicos e divertidos. Comandou inúmeros programas de rádio nos quais só tocava novidades e clássicos do rock.

De quebra, é DJ em festas descoladas e escreve em jornais e revistas, além de ser o autor de um livro que vendeu mais de 20 mil exemplares, Almanaque do Rock. Em entrevista ao R7, ele fala sobre os projetos atuais, sua vida, e, obviamente, os discos, sua paixão máxima, seja em vinil, CD ou o formato que for.

R7- Em 1997, o Zeca Baleiro gravou uma música em sua homenagem intitulada Kid Vinil, na qual brincava com a aparente extinção dos discos de vinil. Como você encara a renovação do interesse do público por esse formato?

Kid Vinil - Por um lado eu acho legal. Há gravadoras lá fora como a Sundazed que relançam álbuns nesse formato e dá a oportunidade de a garotada conhecer e pegar gosto pelo formato. No Brasil, o problema é que as vitrolas não existem mais, ninguém fabrica novos aparelhos por aqui, o interessado nem tem onde ouvir os LPs.

R7 - Mas não existem algumas empresas importando toca-discos?

Vinil - Elas oferecem poucas opções com preços muito caros, em torno de mais de R$ 2.000 reais. No exterior, eles oferecem diversas opções, você compra vitrolas boas por preços que variam de R$ 200 a R$ 600. Existem lojas especializadas que vendem os discos e os toca-discos, além de selos que só lançam vinil, há toda uma cena. Por aqui, eles querem relançar LPs de vinil da Legião Urbana a preços em torno de R$ 60 ou mais, quando você encontra nos sebos esses mesmos discos a menos de R$ 20, com a vantagem de serem originais. Desse jeito, não vai pegar por aqui, vai ser apenas um luxo para alguns e não ajudará a salvar a falida indústria do disco no Brasil.

R7- Você está fazendo 55 anos. Como você se sente? Está mais para a música Too Old To Rock And Roll Too Old To Die (do grupo Jethro Tull) ou para a do Bob Dylan, Forever Young?

Vinil- A do Bob Dylan, lógico! (risos) Continuo ouvindo e tendo interesse em conhecer coisas novas, mas com um pé no passado, nos clássicos. Fico mais ligado no que a molecada de lá de fora anda fazendo, pois a cena independente no Brasil é muito pequena, as coisas não funcionam. No exterior a imprensa tem mais força, mais credibilidade, existem parâmetros de julgamento confiáveis que alimentam uma cena que se mantém e se autosustenta. Curiosamente, as grandes redes de lojas de discos estão falindo, enquanto as independentes prosseguem. Eles atingem um público mais restrito, porém fiel, que permite a manutenção da cena.

R7- Você tem atuado muito como DJ. Como encara o mercado nessa área? Não está meio vulgarizado, com todo mundo querendo dar uma de DJ?

Vinil - Ser DJ é um trabalho para mim, faço para sobreviver, mas só toco o que gosto e em lugares que tenham a ver com o meu perfil. Cada lugar tem seu estilo, mas normalmente toco músicas dos anos 60, 70 e 80, em festas e lugares como Autobahn, Astronete, Vegas, DJ Club e outros, em São Paulo e fora daqui, também. Acho que a música eletrônica e a internet facilitaram a vida de quem quer ser DJ, mas tem muita gente que entra nisso sem ter nem ideia do que está tocando, por puro oportunismo.

R7- A quantas andam os seus projetos musicais? O Magazine acabou mesmo?

Vinil- O Magazine não existe mais. Tenho participado de shows do projeto Multishow Anos 80 ao lado de Leo Jaime, Ritchie, Leo Jaime, Nasi e outros. Também tenho um grupo novo ao lado do guitarrista e produtor Carlos Nishimyia, o Kid Vinil Experience (KVX), com o qual pretendo lançar futuramente um CD de covers de músicas obscuras do rock internacional, como Louise, do Paul Revere And The Raiders, por exemplo. E vamos participar de um tributo ao grupo americano The Cramps, com a música The Way I Walk.

R7- Como você avalia a experiência de ter lançado o livro Almanaque do Rock? Pretende lançar outros?

Vinil- Foi além do que eu esperava em termos de repercussão, pois vendeu mais de 20 mil exemplares. Tenho a encomenda de escrever um Almanaque do Rock Brasileiro, projeto que ainda está no seu início. Deve ser lançado pela Editora Planeta.

R7- Como vai a sua lendária coleção de discos?

Vinil- Continuo comprando muita coisa, a coleção aumenta a cada dia. Calculo que tenha por volta de 15 mil discos de vinil e 10 mil CDs, que ocupam um quarto e uma sala de onde moro.

R7- Para você, como explicar a permanência do rock, que quando surgiu nos anos 50 era tido como um modismo passageiro e está aí até hoje?

Vinil- O rock sempre foi ligado ao jovem e atravessa as décadas se renovando e sendo trabalhado por novas gerações. É um estilo único nesse sentido, sempre tem uma cara nova, novas tendências e novos rumos. O poder dessa música rompeu e continua rompendo barreiras.

Veja Relacionados:  kid vinil,magazine,carlos
kid vinil  magazine  carlos 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!

 

 


Shopping
TV TV CompraFá R$ 1.499,90
Impressora e Multifuncional Impress Balão da R$ 233,99
Impressora e Multifuncional Impress Balão da R$ 207,10
Máquina de Lavar Roupa Máquina Shopfato R$ 1.095,00
Impressora e Multifuncional Impress Balão da R$ 167,00
Tablet Tablet Ponto de R$ 1.939,90
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A