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publicado em 07/08/2012 às 12h00:

Língua afiada, Caetano chega aos 70 como grande agitador

Cantor baiano sempre soube seduzir público e imprensa com sua fala quase interminável

Miguel Arcanjo Prado, do R7


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Caetano Veloso completa 70 anos nesta terça (7). Muitos por aí dizem que o tempo fez bem ao baiano, hoje bem mais bonito do que em sua juventude. É claro que a marcação serrada da ex-mulher-e-empresária-toda-poderosa Paula Lavigne foi crucial para reconstruir e renovar o artista, tornando-o este mito agora setentão. Afinal, desde o surgimento da tropicália nos anos 1960 e a contracultura da década de 1970, muita coisa mudou. E Caetano também.

Como poucos, ele soube acompanhar a maré das pequenas revoluções cotidianas. E jamais deixou de estar atrelado à bandeira que ele mesmo representa. Antes de mais nada, Caetano sempre soube ser Caetano.

Desde o surgimento do menino magricela vindo da Bahia para o Sudeste, para acompanhar a irmã que virou estrela da noite para o dia, Maria Bethânia, até a coragem de promover um terremoto na música popular brasileira, ao misturar tudo no liquidificador musical da tropicália, Caetano sempre foi um dos nomes mais atuantes da cultura nacional. E verborrágico. 

Veja as mais polêmicas frases de Caetano!

Jamais se negou a manifestar opinião sobre o que quer que fosse. E a opinião de Caetano sempre foi contundente. Sempre foi polêmica. Ou não. E a imprensa sempre esteve ávida por suas falas, porque rendem boas manchetes. Seja no extinto Pasquim ou em O Globo de domingo, onde escreve sua coluna atualmente, Caetano sempre tem algo a dizer, a provocar. 

Desde o começo, a indústria o colocou como opositor a Chico Buarque. Se Chico era o representante oficial da mais pura tradição da MPB, com seu jeito tímido e cheio de testosterona, Caetano representava um contraponto espalhafatoso, sem preconceitos musicais e dono de uma figura excitante na qual cabia o homem e a mulher.

Por falar em mulher, as duas que teve na vida, Dedé Veloso, a primeira, e Paula Lavigne, a segunda, foram cruciais para sua carreira. Se Dedé representava o despojamento aberto às experiências artísticas e de vida de seu tempo, inspirando Caetano em época de paz e amor, Paula, bem mais jovem que ele, representou a chegada do compositor ao mundo dos negócios, com carreira planejada para render o maior lucro possível. Paula transformou Caetano em um produto refinado da estante da música brasileira e mundial. 

Aprenda as músicas de Caetano Veloso

Veja galeria dos setentões da música

Caetano Veloso consegue ser MPB, ser rock, ser pop, ser tradicional e, antes de mais nada, ser gente. Com toda a passionalidade que isso implica. Por isso, goste-se dele ou não, ninguém questiona que ele é um grande artista.

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