9 de Fevereiro de 2012
Depois de dez anos de carreira, Revanche representa um desafio musical para o grupo
A banda Fresno lançou recentemente o CD Revanche. Uma das grandes novidades do novo trabalho é a evolução sonora do grupo que, segundo os próprios integrantes, abandonou de vez o som adolescente do início da carreira - herança dos tempos em que os rapazes ouviam hardcore californiano.
Agora, os gaúchos usam e abusam das experiências musicais que assimilaram ao longo dos dez anos de estrada.
Em Revanche, os arranjos se mostram elaborados, com direito a teclados, violões e cordas. Mas o peso das guitarras ainda permanece.
O R7 conversou com o vocalista Lucas Silveira para saber mais detalhes sobre o CD.
Veja.
R7 – Você considera o novo álbum, Revanche, como uma grande evolução no som do Fresno?
Lucas Silveira (vocalista) - Sim. Hoje a gente é uma banda que passou por uma evolução natural, como todo grupo já teve. E o Revanche mostra uma liberdade que nós conquistamos ao longo dos tempos.
R7 – Mas o que ele traz de tão diferente?
Lucas - É um disco bem rock. Trouxemos as guitarras para o papel de protagonistas. Temos baladas com piano, mas ele é bem rock. O Brasil está com uma carência de guitar heros. Por isso, quando as guitarras aparecem em nosso CD, aparecem mesmo...
R7 – Então, o Brasil está carente de rock?
Lucas - As rádios não tocam rock de verdade. Elas tocam apenas bandas brasileiras que fazem uma versão adaptada para a rádio, senão, eles não serão aceitos. Temos um mar de R&B e sertanejos... As grandes bandas internacionais do momento, como Muse, são alternativas por aqui. Lá fora, eles tocam em estádios! As bandas de rock daqui não têm o respaldo das rádios e TVs.
R7 – No começo, o Fresno era influenciado pelo hardcore californiano. Hoje, com a evolução da banda, como podemos definir o som de vocês?
Lucas - Não ouço mais nada de punk e hardcore. Desde nosso 3° disco, deixamos isso de lado e agora fica claro que estamos mais para um rock alternativo. Na verdade, fazemos o nosso som.
R7 – E isso também tem a ver com a idade?
Lucas – Primeiro, o importante é fazer um som que seja conivente com o que você acredita. E que tem a ver com tua idade, sim. Tem gente que faz punk rock durante toda a vida, mas a gente se abriu para um universo de influências e fomos agregando isso ao nosso som.
R7 – Quais as bandas que agradam o Fresno de hoje?
Lucas – Muse, Keane, Queen... O Freddie Mercury foi um cara que me fez querer estudar piano, me aprofundar no instrumento. Uso piano em várias composições novas.
R7 – Os fãs antigos poderão se assustar com a "nova" banda?
Lucas – Se eles nos conhecem desde o começo, sabem que nós estamos sempre evoluindo. Então, os fãs já estão acostumados.
Assista ao novo clipe Deixa o Tempo.
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