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publicado em 18/06/2012 às 01h08:

Quarentões, New Kids on The Block fazem
trintonas brasileiras voltarem à adolescência

Quinteto que fez sucesso nos anos 90 economizou nas danças, mas dispensou playback

De Mariana Garcia, do R7


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Não se trata de uma estatística oficial, mas pode-se dizer que 99,5%, pelo menos, do público que lotou (sim, a casa estava cheia) o HSBC Brasil para assistir ao show do quinteto de quarentões New Kids on the Block na noite de domingo (17) era formado por mulheres por volta dos 30 e poucos anos. Mas a impressão era de que tinham acabado de entrar na adolescência.

Mais de uma hora antes de Jordan, Joe, Donnie, Danny e Jon subirem ao palco paulistano, o clima já dava sinais da histeria típica de fãs fieis. Gritinhos aqui e ali para cada vulto que surgia no palco, capas de LPs da banda formada no fim dos anos 80 em Boston (EUA) dançando de mão em mão, bexigas verde-e-amarela se agitando e o povo se aglomerando.

Um DJ tocava hits da dance music que não podiam faltar nas baladas dos anos 90 até o horário marcado. E até mesmo parte da banda (tecladista e baixista) e o do staff (segurança) circulavam calmamente pela plateia, conversando com o público em inglês.

 

Confira a evolução das boy bands

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Em uma espécie de cercadinho, um grupo de dez fãs se destacou após ser reconhecido pelo segurança, assediado pelas moças ansiosas por reencontrar os ídolos da adolescência. Logo descobriu-se que o bando sortudo conheceu de perto o quinteto.

Transformada em espécie de porta-voz da patota, a coordenadora pedagógica Keka Terence, de 35 anos, logo explicou:

- Pagamos, cada uma, US$ 250 para tirar uma foto em grupo com o New Kids. Fomos ao Hilton, hotel onde eles ficaram, e consegui ver o Joey nadando de cuequinha. Mas cinco fãs foram ainda mais sortudas. Não sei como conseguiram, mas cada uma tirou sozinha uma foto com eles, pagando US$ 500.

Com apenas cinco minutos de atraso, às 20h35, os astros da noite – sonhos de consumo dessas adolescentes de outrora – fizeram sua entrada triunfal. As primeiras músicas, Dirty Dancing, One Song e Summertime, não fazem parte do repertório mais famoso dos New Kids. Mas ninguém, de verdade, se importou. A mulherada veio abaixo, gritando e pulando como se estivesse voltado 23 anos no tempo.

Galeria de fotos: Fãs enlouquecem com New Kids on The Block em SP

Com Jordan à frente dos vocais, seguido por Joey (se esforçando para reproduzir os agudos dos tempos de menino), os NKOTB já haviam ganho a noite. E as brasileiras.

Didn´t I Do It Baby, primeira dos velhos tempos, foi seguida por Valentine Girl, que deu espaço para os famosos falsetes do ainda inteiraço Jordan, 42 anos. Logo depois, foi a vez do caçula Joey, único que ainda não chegou aos 40 (completa no último dia deste ano), roubar as atenções com seu principal sucesso, Please Don´t Go Girl.

A balada teve direito a final ainda mais meloso, com o loirinho de cara angelical do passado solando e se ajoelhando no palco. Um pouco forçado, mas não o suficiente para desagradar às fãs.

Montagem NKOTB
Trintonas tiraram os LPs do quinteto do armário para matar a saudade dos ídolos da adolescência; à direita, o eterno bad boy Donnie ganhou um sutiã de presente de uma tiete mais assanhadinha em SP

Ainda mais quando começam os acordes da próxima música do set list, o principal sucesso da boy-band, responsável por ganhar de vez o público brasileiro no ano de 1990: Step by Step. No entanto, a interpretação deixou a desejar, já que a coreografia original com as cadeiras e os saltos de uma escadaria deu lugar a passos tímidos (estariam os cinco rapazes fora de forma?). Por falar em desempenho, um mérito os New Kids tiveram em sua passagem por São Paulo: nenhum traço de playback no ar. O público aprovou e fez coro do início ao fim da canção.

O show seguiu alternando altos e baixos. Donnie, atualmente alçado ao lugar de irmão menos talentoso do astro hollywoodiano Mark Walberg (que no auge dos NKOTB era mais conhecido como o rapper e garoto-propaganda de cuecas Marky Mark), encabeçou os momentos mais empolgantes, visivelmente se divertindo como se ainda estivesse no auge da fama. Chegou até a rasgar a camiseta regata, exibindo um tanquinho digno de mocinho. Mais uma vez, o mulherio foi ao delírio.

Em diversas situações, conversou com o público, inclusive em português. “Te amo, São Paulo”, “Todo mundo grita”, “Grita mais alto” foram os chamados de ordem do bad boy do quinteto.

Já a legião de fãs brasileiras devolveu em grande estilo, com a declaração de amor oficial da mulherada tupiniquim em momentos de catarse, “Lindo, tesão, bonito e gostosão”.

Então, numa espécie de desabafo (seria sincero?), Donnie pediu que o guitarrista brasileiro da banda de apoio, Rafael, traduzisse para a plateia que, após 21 anos, os New Kids “finalmente estavam de volta ao Brasil. E muito, muito felizes”.

Por outro lado, Jon e Dannie pareciam distante do restante da banda e também do público. Os dois, que nos anos 90 já tinham uma posição secundária nos vocais, ficaram ainda mais apagado desta vez.

A apresentação seguiu com Donnie, Jordan e Joe lembrando que a passagem por São Paulo era apenas a segunda após o fim da reunião com a também boy band Backstreet Boys. “Sinto falta de Brian, Kevin, A.J....”, comentou com os colegas. Então, os meninos de Boston cantarolaram I Want It That Way, um dos maiores sucessos do conjunto masculino uma geração mais nova.

Mas faltavam dois hits da fase áurea dos NKOTB para que o show paulistano fosse encerrado (com uma espécie de bis que não parecia bem um retorno), às 22h32.

À capela, vestindo branco, o quinteto deu início à Tonight, com as fãs segurando folhas de papel em que se lia “Lala”, famoso refrão da balada. Empolgado, Joey deu uma descidinha à pista vip, levando a mulherada à loucura e quase provocando um desastre.

Por fim, os garotões voltaram ao palco com a camisa do Brasil (Joey e Donnie também com as bandeiras verde-e-amarela) para encerrar o show com I Will Be loving You e Hanging Tough (num medley com We Will Rock You, do Queen) um dos seus primeiros sucessos internacionais, ainda dos anos 80.

 
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