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publicado em 08/06/2010 às 06h00:

Nasi volta ao cenário com trabalho respeitável

CD e DVD mostram roqueiro em ótima forma, mesmo após o confuso fim do Ira!

Juliana Damasceno, do R7

Vivo na Cena é a reviravolta de Nasi em relação ao cenário musical. Após o polêmico episódio da briga do cantor com o irmão e ex-empresário do Ira! - que culminou com a dissolução da banda -, ele volta com um novo trabalho, acompanhado por ótimos músicos e repertório, além de estar aparentemente renovado e cheio de gás para seguir adiante.

A sequência de canções, tanto no CD como no DVD, parece refletir o momento do artista. Ogun, O Tempo Não Para (Cazuza), Não caio mais (River Raid), Verdades e Mentiras (Voluntários da Pátria, grupo do qual ele fez parte), Aqui Não é o Meu Lugar parecem mais recados diretos.

Por outro lado, as versões para Tarde Vazia e Por Amor - esta com a vocalista do Ludov, Vanessa Krongold -, são surpreendentes.

Outras boas surpresas do disco são a regravação de Bala com Bala, de João Bosco e Aldyr Blanc - que ganha uma levada e arranjos diferentes - e Rockxixe, parceria de Nasi com Marcelo Nova, que participa da gravação em seu momento "toca Raul", como o próprio artista definiu.

Também uma versão western para Desequilíbrio, da banda pernambucana Eddie, que parece estranha na primeira audição, mas também é uma grata novidade.

A aula de rock que Nasi proporciona, gravada no NaCena Studios em setembro de 2009, conta também com outros bons professores. Johnny Boy, André Youssef, Nivaldo Campopiano e Evaristo Pádua integram a banda fixa que divide o palco com outros convidados ilustres.

São eles Miguel Barella (Voluntários), Apollo Nove, Manito (ex-Os Incríveis), Ivo Mineiro, Rodrigo Bento, Osmar de Aguiar, Todd Murphy e Dinho Nascimento. A produção ficou por conta de Nasi e Vagner Garcia. O lendário Roy Cicala (que já trabalhou com John Lennon, David Bowie e Aerosmith, entre outros) cuidou da gravação e das mixagens.

Difícil definir ou rotular um artista como Nasi. O eterno vocalista do Ira! transitou por vertentes que, talvez, o grande público nem imagine.

Manteve trabalhos em bandas paralelas como Voluntários da Pátria e os Irmãos do Blues, era queridinho dos punks, e chegou a produzir Corpo Fechado, um dos maiores sucessos da carreira da dupla de rap Thaide e DJ Hum.

Ex-estudante de História na USP, não tinha problemas em circular entre diferentes turmas ou tribos, desde o início dos anos 80. Talvez essa mistura de referências e a falta de pudores em relação a ritmos e tendências tenha contribuído para o bom resultado de agora. No final das contas, ele mantém-se realmente vivo na cena.

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