ReutersApresentação polêmica provocou reclamações
26 de Maio de 2012
Jornalistas americanos dizem que cantor se arriscou ao fazer show polêmico
.Para o jornalista da jornalista do Entertainment Weekly Michael Slezak, Lambert ofuscou os outros artistas
- Em uma noite que teve apresentações de alguns dos maiores nomes da música -- Lady GaGa, Jennifer Lopez, Jay-Z --, a única pessoa que está atraindo comentários é Adam Lambert. Para mim, porém, o grande risco é que, em sua primeira apresentação diante do mundo, Adam possa ser visto como nada mais do que um artista de uma nota só, que emprega táticas de choque, em oposição a ser conhecido por sua música.
Mais de 14 milhões de pessoas assistiram à performance do glam-rocker gay na transmissão ao vivo do AMA no domingo, que incluiu dançarinos em figurinos de sadomasoquismo, Lambert beijando um tecladista e puxando a cabeça de um dançarino contra sua virilha.
A transmissão levou a ABC a receber mais de 1.500 queixas e a levou a cancelar a participação prevista de Lambert na quarta-feira em seu programa Good Morning America.
Aparecendo em lugar disso no The Early Show, na CBS, Lambert defendeu sua performance e disse que não teve a intenção de provocar controvérsia.
- Admito que me empolguei, mas não vejo nada de errado nisso. Percebo que as pessoas se ofenderam, e não foi essa minha intenção.
Ele disse que outras performances sexualmente explícitas atraíram pouca ou nenhuma atenção.
- Se tivesse sido uma cantora pop fazendo as mesmas coisas sobre o palco, acho que isso teria gerado muito menos ultraje.
Indagado se vai pedir desculpas, já que crianças podem ter assistido a sua performance, ele disse que não.
- Era quase 11 horas da noite. Não sou baby-sitter, sou um artista.
O furor parece ter beneficiado as perspectivas iniciais de seu álbum, enquanto Lambert procura fazer nome em uma indústria que enfrenta uma queda de 40 por cento nas vendas de álbuns nos últimos dez anos.
Lançado na segunda-feira pela Sony Music Entertainment, For Your Entertainment chegou na noite de terça-feira (24) ao número 4 na parada de downloads de álbuns nos EUA da iTunes, e foi número 1 da Finlândia e número 3 na Nova Zelândia.
(Reportagem adicional de Ellen Wulfhorst em Nova York)
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