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publicado em 03/10/2012 às 17h04:

Vinny dá um tempo na música para ser professor de filosofia: “Não tenho a disposição do Mick Jagger”

Cantor lançará vinil neste mês enquanto tenta conciliar shows com mestrado na Argentina

Do R7*


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Sucesso no início dos anos 2000 com os hits Mexe a Cadeira e Uh! Tiazinha, Vinny dá uma pausa na música para se dedicar à carreira de professor. Bacharel em Filosofia, formado neste ano, o cantor agora faz mestrado em Ciências Sociais na Argentina enquanto se prepara para o lançamento de seu novo CD, o 13!.

Inicialmente, Vinny deu um prazo final para a sua carreira: 2014, o ano que abandonará a música. O cantor, no entanto, não leva esta data tão a sério. Quer apenas o tempo necessário para se dedicar aos estudos e ser um bom professor universitário. O desejo antigo de dar aulas só será possível se der uma pausa nas viagens e turnês.

Em conversa com o R7, Vinny disse que não se vê mais em turnês muito longas, ficando meses longe de casa. Tanto é que seu próximo trabalho será divulgado aos poucos. O primeiro tease do álbum 13! será o lançamento de um vinil com duas músicas com pegada mais pop ainda neste mês.

Confira abaixo a entrevista completa com Vinny:

R7- Vinny, você vai largar de vez a carreira de cantor?
Vinny -
Acho engraçado que quando se anuncia o fim de uma banda, dá uma sensação de vazio esquisito. Encaro como um hiato, não sei por quanto tempo. Nem sei por que falei 2014, o ano me veio à cabeça. Não me imagino mais viajando na loucura de uma turnê. Queria ter aquela disposição do Mick Jagger, tenho só 45 anos. Vou tentar conciliar as duas carreiras, mas poderei falar sobre isso mais seguramente depois do CD novo, que vai me dizer qual é a intensidade da coisa. Todo artista busca sucesso. Ao mesmo tempo, vem o malefício, a falta de tempo para fazer outras coisas. Vou fazer disco a vida inteira, tenho um estúdio na minha casa. Mesmo velhinho, posso gravar um disco.

R7 - De onde surgiu a ideia de ser professor de filosofia?
Vinny -
É um desejo antigo dar aula. Muitos amigos falaram para eu dar um jeito de conciliar as duas carreiras, mas para dar aulas no nível que eu quero, em universidades, é difícil. Tenho que estudar bastante mesmo. Levando as duas, ia ser uma vida muito corrida. Preciso de tempo para viver também.

R7 - Bacharel em Filosofia, agora você faz mestrado na Argentina, é isso? Por que estudar tão longe?
Vinny -
Estou fazendo mestrado em Ciências Sociais, que termino no final do ano que vem na Universidad Nacional de La Matanza, uma importante universidade do país. A Argentina respira cultura. Parte da minha família mora lá, mas escolhi este país por causa da efervescência cultural. E também domino o idioma, se não, nem me arriscaria.

R7 - Por que escolheu fazer o lançamento do seu novo trabalho em vinil?
Vinny -
Escolhi fazer assim por um desejo quase saudosista. Já lancei dois LPs por outra gravadora, e agora a gravadora é minha, o estúdio é meu. Tenho autonomia para fazer do meu jeito. Vou lançar meu novo trabalho do jeito que eu gostava de pegar antes. Tem um prazer tátil, você possuir aquilo ali, manusear. Para ouvir, é preciso ter uma vitrola, que não é barata ou fácil de achar. O vinil valoriza a música.

R7 - O que te dá mais prazer: música ou filosofia?
Vinny -
Essa é uma pergunta complicadíssima. São momentos diferentes da minha vida. Acho que a única semelhança entre as duas é que as pessoas esperam algo de você. Seja dando aula ou tocando, você espera conquistar a atenção das pessoas, e elas estão ali esperando algo, com determinada expectativa — seja dançar ou ouvir sobre Sócrates. São prazeres complementares para mim, amo os dois.

R7 - Vai ter alguma influência da filosofia na sua música?
Vinny -
Não pretendo filosofar nas minhas músicas, seria um porre, um saco. Deixo isso para quem está mais habilitado. Acho que música tem que ser sincera, sem pretensão de ensinar nada. Acho isso pretencioso e até babaca.

 R7 - O Vinny de Mexe a Cadeira ainda existe em algum lugar por aí?
Vinny -
Ele continua em algum lugar de mim. Mexe a Cadeira é uma música divertida, não tem nada de filosófico. Não foi feita para isso, foi muito mal criticada. A galera entendeu o propósito, mas os críticos falaram: “E aí, o que quer dizer com isso?”. Eu não quero dizer nada, é um momento de curtir. Os amigos mais próximos sabem que o que mais gosto de fazer é me divertir. 

R7 - O que falta para você se sentir realizado na música?
Vinny -
Poder fazer um show novo, com músicas novas, e conseguir o interesse das pessoas nessas novidades. Não que eu esteja renegando o passado, isso não vai acontecer nunca, mas é maneiro tocar em uma casa no Rio de Janeiro e ouvir as pessoas cantando ou interessadas. Isso é um privilégio para os artistas. Quero contribuir com algo novo. Esse é o meu maior sonho.

*Colaborou Ana Paula de Freitas, estagiária do R7

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