Pop 25 anos sem Freddie Mercury: conheça a história de uma das maiores vozes do rock 

25 anos sem Freddie Mercury: conheça a história de uma das maiores vozes do rock 

Líder do Queen morreu em 1991 por complicações do vírus da AIDS

25 anos sem Freddie Mercury: conheça a história de uma das maiores vozes do rock 

Freddie Mercury é, até hoje, uma das maiores vozes do rock

Freddie Mercury é, até hoje, uma das maiores vozes do rock

reprodução/Xaxor

A morte de Freddie Mercury, uma das maiores vozes que o mundo já conheceu, completou 25 anos nesta quinta-feira (24). Mas o legado deixado pelo integrante do Queen permanece vivo até hoje. 

Freddie Mercury nasceu Farrokh Bulsara em 5 de setembro 1946, na então colônia britânica Cidade de Pedra, em Zanzibar. Aos oito anos, o pequeno músico foi colocado na Escola de St. Peter Boarding — que aceitava apenas meninos, na cidade Bombaim, na Índia. Seu primeiro contato físico com a música foi por meio de aulas de piano, uma vez que sua principal referência era a cantora Lata Mangeshkar.

Mas foi aos 12 anos que Farrokh realmente sentiu a música na pele: ele montou a banda The Hectics, por meio da qual interpretava sucessos de artistas como Cliff e Little Richard. E já foi aí que incorporou o nome artístico que levou até o fim da vida: Freddie. Para as crianças com quem convivia, o talento do menino não mascarava seu jeito afeminado — o que fez com que sofresse bullying por muito tempo durante a infância.

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Freddie e a família se mudaram para Londres em 1964, após explodir a Revolução Civil de Zanzibar de 1964. Foi lá que o artista se formou em design gráfico pelo Ealing Art College. Entre os principais trabalhos do músico, vender roupas e ser atendente no Aeroporto Heathrow completaram o currículo. Os hobbies em bandas ainda faziam parte de seu dia a dia, até que em abril de 1970 se juntou ao guitarrista Brian May e ao baterista Roger Taylor para compor o power trio Smile, que logo virou Queen. Foi aí que decidiu adotar o sobrenome artístico Mercury

O tom de voz grave se tornou uma das marcas registradas do artista que, junto com performances inigualáveis, levavam o público do Queen à loucura. Freddie era, ainda, o principal compositor da banda: foram escritos por ele sucessos como Bohemian Rhapsody, Somebody To Love, Killer Queen, Don’t Stop Me Now e We Are the Champions.

Foi em outubro de 1986, ano de auge do Queen, que começaram a surgir boatos sobre uma possível doença de Freddie. A imprensa do Reino Unido afirmava que ele havia sido diagnosticado com HIV, no entanto, o cantor negava toda e qualquer tipo de especulação. Segundo o então companheiro de Freddie, Jim Hutton, o diagnóstico se deu apenas em 1987. Daí para frente, o Queen parou de se apresentar em público — devido às precárias condições de saúde do vocalista, que foi rapidamente afetado pela doença. Na época, o vírus da AIDS ainda era desconhecido, e não havia tratamentos eficazes que prolongassem a qualidade de vida de um portador da doença.

Em 1990, a banda foi homenageada na premiação Brit Awards, e foi condecorada por contribuir à música britânica. Freddie compareceu ao evento, mas sua aparência já entregava o estado de saúde gravíssimo. Essa foi a última aparição pública do cantor, que morreu em 1991 em decorrência de uma broncopneumonia — um dia depois de ter assumido a doença publicamente.

Freddie Mercury até hoje inspira as mais diversas gerações. Em 2006, ele foi eleito a maior celebridade africana de todos os tempos, além de o maior líder de banda da história. A votação foi organizada pela MTV americana. 

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