Eric Carr: carreira, morte e a queda no esquecimento do baterista do Kiss

Ex-músico do Kiss morreu no mesmo dia de Freddie Mercury

Eric Carr, baterista que substituiu Peter Criss no Kiss
Eric Carr, baterista que substituiu Peter Criss no Kiss Divulgação

O dia 24 de novembro de 1991 foi fatal para o rock'n'roll. Além de Freddie Mercury, morreu também o ex-baterista do Kiss, Eric Carr — que acabou sendo esquecido pela mídia da época. Nascido Paul Charles Caravello, o músico faleceu aos 41 anos em decorrência de um câncer no coração e nos pulmões.

Eric foi o baterista que assumiu as baquetas deixadas por Peter Criss no Kiss. E Carr o fez com extrema competência. Criss era conhecido como o “Catman”, pelo fato de adorar gatos e se pintar como um para os shows. Para surpresa dos fãs da banda, a capa do disco Creatures Of The Night, de 1982, não trouxe nenhum gato. Logo acima da cabeça do Ace Frehley e ao lado de Gene Simmons, existe uma persona diferente.

A Raposa, ou “The Fox” era o personagem adotado por Carr durante um curto período de tempo, já que, no ano seguinte, a banda anunciou em um show transmitido ao vivo pela MTV que não tocariam mais de máscara. E assim foi até o meio dos anos 1990. Seu primeiro álbum com a banda foi o Music For The Elder (1981) — considerado um dos piores do grupo. E o Kiss já vinha de um álbum chamado Unmasked (1980), também lastimável. Ou seja, emplacaram dois álbuns fracos para, depois, lançarem o Creatures, um dos melhores discos da banda.

Mas a carreira de Carr não se restringe ao Kiss: antes de começar a tocar com a banda, ele fazia parte de um grupo de covers. Aos 30 anos, pensava em desistir da música, até que descobriu a saída de Criss. Como quem não queria nada, Carr levou uma demo onde cantava e tocava a música Shandi. O músico não apenas levou a tape, como entregou a fita em um envelope laranja, pra chamar a atenção. E a fita só foi ouvida porque o envelope era chamativo.

Nos anos 1970 e no início dos anos 1980, ninguém fora do Kiss tinha visto os integrantes da banda sem a maquiagem: Carr foi o primeiro. Quando foram tocar juntos, o baterista disse que os outros integrantes não se importavam com qualidade, só com o visual.

Carr era um baterista auto didata, que era desconhecido do público geral. E foi exatamente isso que o fez ser escolhido. Ele tocava guitarra, bateria, baixo e piano, além de ser compositor. Carr foi um dos responsáveis por dar uma cara mais hard rock ao Kiss, que tinha perdido parte da sua essência com dois álbuns fraquinhos.

Carr foi um dos responsáveis por salvar o Kiss. A pegada que estava em crescimento foi ele quem deu: tocava o simples no estúdio e destruía nos shows. Durante os espectáculos, Carr optava por usar o pedal duplo. Ele deixou a banda mais pesada, sem descaracterizá-la.
A última música gravada por Carr foi God Gave Rock And Roll To You II, para o álbum Revenge, que saiu póstumo, em 1992. Como última música do álbum, o Kiss optou por uma jam session que a banda fez durante as gravações de Elder, primeiro álbum de Carr — essa foi uma maneira da banda deixá-lo vivo para sempre. 

Apesar dos minuciosos acertos, Carr cometeu um grande erro: ter morrido no mesmo dia de Mercury. Conheça um pouco mais sobre um dos grandes nomes do Kiss: