Música Aos 12 anos, MC Pedrinho se lançou cantando funk proibidão, mas nunca beijou na boca 

Aos 12 anos, MC Pedrinho se lançou cantando funk proibidão, mas nunca beijou na boca 

Funkeiro está faturando R$ 150 mil por mês, mas vai pegar leve na letras por causa da idade

Aos 12 anos, MC Pedrinho ganha R$ 150 mil por mês cantando proibidão

Mc Pedrinho vai deixar de cantar músicas proibidonas por achar que não combina com sua pouca idade

Mc Pedrinho vai deixar de cantar músicas proibidonas por achar que não combina com sua pouca idade

Divulgação
MC Pedrinho não quer saber de namorar

MC Pedrinho não quer saber de namorar

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MC Gui está fazendo escola. Depois do sucesso do Justin Bieber do Funk, outros novinhos passaram a se aventurar na ostentação e no proibidão. Aos 12 anos, MC Pedrinho começou cantando a versão mais pesada do funk, mas resolveu mudar o estilo para conseguir ser melhor aceito em todas as idades. Em entrevista ao R7, o novinho diz que preferiu mudar por conta de sua pouca idade.

— Estou mudando totalmente o estilo do funk e vou ter mais espaço.

Na versão proibida de Dom Dom Dom, sua atual música de trabalho, ele fala de sexo oral. Já na permitida para menores, ele elogia o rebolado da novinha no baile. E assim ele pretende fazer com seu repertório.

Com uma média de 30 shows por mês e faturando cerca de R$ 150 mil por mês, MC Pedrinho afirma que escolheu ser funkeiro não só pela visibilidade do gênero atualmente, mas porque sempre gostou do pancadão de artistas como Bonde do Tigrão e Marcinho.

Com olhos verdes e já fazendo pose de galãzinho, Pedrinho não se deslumbra muito com o assédio. Ele diz que não dá bola para as meninas por enquanto por se achar muito novo para namorar, tanto que confessou ter dado somente um selinho.

— Às vezes eu acho uma menina bonitinha. Não sou cego, eu tenho que olhar as coisas boas.

Confira a entrevista completa com MC Pedrinho.

R7: Como é o assédio na escola agora que você é um funkeiro famoso?

MC Pedrinho: Eu fui conhecer a escola, com minha mãe. A diretora quis mostrar a escola e estava no intervalo. Quando passamos pela cantina, as meninas gritaram e saíram correndo. Aí eu falei “Não vou me dar vem, não, porque vai ficar muita gente em cima e eu não vou conseguir estudar”. Depois de um mês, todo mundo pegou amizade, jogo bola, mas tem gente que se controla para não fazer aquela festa.

R7: Você sempre gostou de funk mesmo antes dessa onda ostentação e de todo o glamour que o funk está tendo agora? O que você gostava?

MC Pedrinho: Antigamente eu ficava ouvindo funk, Claudinho e Buchecha, Marcinho, Bonde do Tigrão, porque meu pai era DJ e ele só tocava música antiga. Até que um dia, eu falei “vou cantar” e cantei.

R7: O fato do estilo render cachês melhores ultimamente ajudou na hora de virar funkeiro e ter a aprovação da família?

MC Pedrinho: Quando era pobre, não tinha o que eu tinha agora, eu gostava de funk muito, muito e, se você procurar na internet “Pedrinho vem de Camaro, vem de Camaro” ou Medley. Eu gosto de funk pra caramba. Funk é minha vida. Não só pelo dinheiro, mas também pensei em ajudar minha família e aqueles que me ajudaram.

R7: Quem cuida do seu dinheiro, já que você é tão novinho?

MC Pedrinho: Minha empresa e minha mãe que cuidam do meu dinheiro.

R7: Já deu pra realizar seus sonhos materiais? O que você já fez com o dinheiro que ganha no funk?

MC Pedrinho: Eu não fiz tudo o que eu queria, mas eu vou realizar. Com o dinheiro do funk, nós conseguimos um apartamento, é alugado, mas já estamos  juntando para comprar um. Comprei tênis, roupa, comida, tudo, tudo mesmo.

R7: É verdade que sua mãe não deixa você namorar? Mas você sai com algumas meninas ou ainda não quer pensar nisso?

MC Pedrinho: Eu vou ter a idade certa para namorar, igual diz minha mãe. Mas às vezes eu acho uma menina bonitinha. Não sou cego, eu tenho que olhar as coisas boas. Minha mãe fala que eu não estou na idade certa, quando eu estiver na idade certa, eu vou namorar.

R7: Você já deu o seu primeiro beijo ou sua mãe ainda não deixou?

MC Pedrinho: Eu já dei um selinho, já.

R7: Seus amigos ficam com inveja de você ter tantas meninas no seu pé agora?

MC Pedrinho: Eles não têm inveja, não. Eles falam “a gente está com Pedrinho, a gente vai pegar também” (risos).

R7: Você não é um garoto pegador, então, de onde vem tanta imaginação para os funk proibidões?

MC Pedrinho: Eu tenho inspiração em todos que cantam proibidão.

R7: E sobre a mudança no estilo do funk, conta um pouco sobre deixar o proibidão e cantar versões mais light. De quem partiu a ideia e como tem sido essa mudança?

MC Pedrinho: Na mídia eu vou ter mais espaço, mas é bom mudar um pouco, porque eu sou uma criança de 12 anos. Estou mudando totalmente o estilo do funk e vou ter mais espaço.

R7: Como sua família vê seu trabalho? Eles aprovam você cantar letras mais pesadas?

MC Pedrinho: Minha mãe não apoia. Ela deixa, mas deixa como se fosse um sonho pra mim. E é um sonho pra mim. Ela fala “se é seu sonho eu vou com você até o final”.

R7: Quantos shows você está fazendo por semana e no mês e como está fazendo para conciliar sua vida de adolescente com o trabalho?

MC Pedrinho: Às vezes são três em um dia, dois em outro, um no sábado, outro no domingo. Primeiramente, a gente pensa no estudo, porque sem o estudo a gente não vai poder cantar. Tem tempo para estudar, ir ao shopping, ir no Hopi Hari, brincar, jogar videogame. Tem que ter tempo pra tudo.

R7: Qual seu maior sonho no funk?

MC Pedrinho: Meu sonho no funk é ser lembrado, igual Daleste. Ser lembrado, passar cinco anos, sete anos e aí o MC que surgir cantar “dom dom dom” e o público acompanhar “dom dom dom”.

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