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publicado em 26/04/2013 às 00h15:

Criador de site que faz "boicote" a restaurantes rebate críticas: “O foco não é boicotar os chefs de cozinha”

BoicotaSP criou uma discussão sobre o quanto se paga por uma experiência gastronômica

Andréa Martinelli, do R7


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Com quanto reais se faz uma coxinha? E com quantos reais se paga uma coxinha fora de casa? Para expor a indignação de muitos consumidores e internautas, as queixas sobre o valor abusivo dos restaurantes de São Paulo deixaram de ser apenas uma conversa de bar e ganharam uma tribuna democrática no começo deste mês.

Com uma plataforma online, mais de 40 mil seguidores nas redes sociais, o BoicotaSP colocou em discussão o valor que se paga por uma experiência gastronômica fora de casa em uma das maiores cidades do país e causou o desconforto de alguns empresários.

Os organizadores afirmam que, apesar da grande quantidade de opções de gastronomia, cultura e lazer, "São Paulo está virando uma cidade sem noção". Na página no Facebook, eles explicam a função da plataforma:

— Não somos o Procon, nem o Reclame Aqui, propomos algo mais simples: vamos listar os lugares que exploram demais e nos tornar um grande guia de boicote aos estabelecimentos, eventos e qualquer coisa que saia do razoável.

Ao deixar de ser apenas uma conversa de bar, o site se transformou em polêmica. O chef de cozinha e empresário Olivier Anquier, em sua coluna publicada no jornal Folha de São Paulo nesta semana, demonstrou sua indignação e classificou o site como “covarde”.

Em uma das partes do seu texto, o chef questiona o valor de uma experiência gastronômica como um todo: desde você sentar e comer uma boa comida, até apreciar o lugar que está comendo que, para ele, tem alma. Para ele, vale o quanto custa.

“A primeira pergunta a fazer é: "Por que a pessoa saiu de casa para pedir um omelete no Dona Onça?”. Provavelmente pelo prazer de sair para se divertir, de comer um omelete de qualidade, em um estabelecimento que um empresário corajoso idealizou, apoiando-se em anos de trabalho para montar um lugar agradável, com alma”, escreveu em sua coluna.

Para Olivier, os aspectos citados em seu texto devem ser levados em conta na hora de justificar por que um indivíduo pagaria um preço diferente em um restaurante em São Paulo. O chef ainda apontou o custo da matéria prima, muitas vezes adquirida de uma forma selecionada e diferenciada.

“Que esse ovo [de um omelete] seja bem mais caro que a média não justifica, porém, o troféu que São Paulo ergue como a cidade dos restaurantes mais caros do mundo; este se deve aos pesadíssimos impostos embutidos no preço final e seus impactos no custo da matéria prima -basta ver o tomate mais caro do mundo”, escreveu.

Em entrevista ao R7, Danilo Corci, publicitário, paulistano e um dos criadores do BoicotaSP revelou que ele, e mais um grupo de amigos resolveram criar o site “para melhorar a cidade” e criar um debate sobre a situação atual do “preço” que se paga por algo em São Paulo, seja em restaurantes, em shows, atrações culturais, etc. Para ele, as pessoas estavam "sem referência" e por isso o site fez tanto sucesso.

— Nós achamos que todo mundo pode falar. É o começo de um debate. As pessoas estavam sem referências de porque as coisas estavam tão caras, mas tão caras! Nós sabemos que certas coisas têm maior custo, mas culpar o custo Brasil por todo preço abusivo não é certo, porque todo porque todo mundo convive com o custo Brasil, não só os donos de restaurantes. A conversa tem que ir além disso.

Danilo ainda rebate algumas críticas feitas por Olivier e diz que o objetivo do movimento não é dizer que as pessoas não devem pagar para ter a experiência de ir a um restaurante e comer algo diferenciado.

— O foco não é boicotar os chefs de cozinha. Só questionamos preços de lugares que, aparentemente, não têm nada de diferente de outros mais baratos, que oferecem a mesma coisa. Como padarias, por exemplo. Nosso objetivo não é criticar um restaurante como o D.O.M [famoso restaurante do chef Alex Atala].

Sem fins lucrativos, o BoicotaSP começou quando alguns amigos, incluindo Danilo, deixaram de ir ao bar que sempre frequentavam por causa dos preços. De um ano para cá, eles começaram a gastar o dobro, consumindo os mesmos produtos, no mesmo lugar.

— Nós somos um meio e não o fim. Os consumidores falam e a outra parte pode se defender. Não fazemos pesquisas de preço, mas a plataforma acaba sendo autorregulada pelos usuários que frequentam vários lugares em São Paulo e podem falar sobre a experiência para nós.

Visite o site: http://www.boicotasp.com.br/

*Colaborou Marcela Paes, estagiária do R7

 

 

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