Sansão e Dalila

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Numa época em que os hebreus eram fortemente oprimidos e perseguidos pelos filisteus – povo inimigo que queria dominar a Terra Prometida em sua totalidade –, o poder estava descentralizado e a população, que estava submetida às ameaças, clamava por libertação. Nesse contexto, Zilá (Lu Grimaldi), uma mulher estéril que sempre sofreu por não ter filhos com o marido, Manoá (Roberto Frota), ambos hebreus, recebe a visita de um Mensageiro de Deus (João Vitti). O homem anuncia que ela conceberia um menino, cuja navalha jamais deveria ser passada em seus cabelos, como um voto de consagração a Deus. Esse menino, que receberia o nome de Sansão (Fernando Pavão), nasceria dotado de uma força incomum e começaria a livrar seu povo da dominação, transformando-se num herói justo, carismático e polêmico. Um homem capaz de derrotar, sozinho, exércitos armados e animais selvagens, mas que não resistiria à força de sedução de Dalila (Mel Lisboa).

Seguindo a trajetória desses dois personagens mais fortes que o tempo, Sansão e Dalila é uma minissérie de 18 episódios, repleta de ação, paixões, lutas impactantes, histórias emocionantes de esperança, superação e fé.

A atração de Sansão pelas mulheres do povo inimigo não tem início com Dalila. Ele se apaixona por Ieda (Rafaela Mandelli) ao vê-la numa feira. Sansão encontra oposição em sua própria casa, quando se refere à bela mulher que viu entre os filisteus. Zilá defende que ele deveria escolher uma mulher do povo dele e não entre os inimigos. Defende que a miséria em que o povo deles vive é por terem rompido a Aliança com Deus e misturar-se aos inimigos só pioraria a situação. Mas Sansão segue suas vontades. Ieda é filha de um rico filisteu e já possui um pretendente que não ama. Trata-se de Faruk (Miguel Thiré), soldado que, para crescer no exército e conquistar a confiança do pai de Ieda, planeja um atentado contra um povoado de hebreus para exterminar todos que lá residem. O povoado escolhido é justamente o de Sansão. Sansão luta com os soldados e, sem armas, derrota o exército de Faruk. Quando retorna à casa de Ieda para tomá-la como esposa, Sansão luta com um leão e triunfa sobre a fera, em mais uma prova – até para si mesmo – de sua força incomum.

Dalila, por sua vez, é uma bela filisteia que vive com a mãe e o padrasto no vale de Soreque, território filisteu. Por causa de sua beleza estonteante, Dalila atrai todos os olhares – incluindo o de seu padrasto, Rudiju (Camilo Bevilacqua). Como não encontra amparo na própria mãe, Dalila foge de casa e é amparada por uma mulher, chamada Zaira (Ittala Nandi). Ela é dona de uma casa de meretrizes, que promete fazer de Dalila uma mulher muito poderosa. De fato, é o que acontece, já que o príncipe Inárus (Marcello Escorel) assiste a uma apresentação de dança e leva Dalila para ser sua cortesã no palácio de Gaza. Lá, ela encontra rivalidades entre as mulheres que se sentem ameaçadas e enfrenta os obstáculos que surgem em seu caminho, desde tentativas de envenenamento até a obsessão de homens perigosos, como Abbas (Milhem Cortaz), superior de Faruk e sanguinário comandante do exército filisteu.

Sansão e Faruk duelam pela mão de Ieda e Sansão vence. No retorno para casa, ele encontra a carcaça do leão que matara anteriormente. Na boca do animal formou-se uma colméia, de onde pinga um viscoso mel. Daquela imagem sai a inspiração para o enigma que Sansão lança aos filisteus, que deve ser solucionado até o sétimo dia do banquete das bodas. Os filisteus não conseguem descobrir o enigma proposto. Aconselhado pelo comandante Abbas, Faruk ameaça Ieda e sua família de morte, caso ela não descubra o segredo do enigma de Sansão. O desespero de Ieda é tanto que Sansão se comove e lhe conta o segredo. Faruk desvenda o enigma e Sansão percebe que foi traído. Após um tempo distante, Sansão retorna à casa de Ieda, para entender os motivos que a levaram a traí-lo daquela forma. Mas ele tem uma grande surpresa ao ver que Ieda foi entregue pelo pai a Faruk. Inflamado, Sansão incendeia as searas dos filisteus, que respondem a altura.

Abbas ordena que incendeiem a casa da responsável por isso: Ieda. Sansão ainda chega a ponto de retirar Ieda com vida. Antes de morrer, ela conta que Faruk a obrigou a traí-lo, ameaçando sua família. Sansão destina sua ira a Faruk. Sendo que o grande inimigo de Sansão é o comandante Abbas.

Sansão retorna para seu povoado e assume o papel de juiz do povo, durante um tempo de paz. Em seu leito de morte, Manoá aconselha Sansão a estender aqueles tempos pacíficos a todas as tribos do povo hebreu. Sansão parte para Judá. O comandante Abbas descobre o paradeiro de Sansão e envia o exército para lá. Os homens de Judá são pressionados pelos filisteus e, muito assustados, vão até Sansão. Ele aceita se entregar aos filisteus, mas pede que os homens de Judá apenas o amarrem e não o matem. Diante dos soldados filisteus, Sansão arrebenta as cordas e luta, ferindo mil homens com uma queixada de jumento que encontra no chão. Após a vitória sobre os inimigos, Sansão cai ao chão, exaurido. Sentindo grande sede, clama a Deus para que não o deixe morrer nas mãos dos filisteus. É quando uma fenda se abre na pedra e dela sai água, que faz com que Sansão recobre o ânimo. Recuperado, Sansão se afasta, diante do olhar maravilhado do povo. A repercussão das vitórias de Sansão chega aos ouvidos de Dalila, que se interessa pelo guerreiro hebreu.

Perturbado com os acontecimentos, Sansão viaja para Gaza, onde passa a noite com uma meretriz. O comandante Abbas descobre, por essa mulher, que Sansão estava na cidade. Na praia, uma mulher que se banha no mar chama a atenção de Sansão: é Dalila. Ele esconde as roupas dela e logo depois devolve. Dalila não dá chances para ele se explicar e foge, deixando-o sozinho. Cercado pelo exército, Sansão retira as portas de Gaza e foge. Mas retorna e invade o palácio do príncipe Inárus, exigindo que o tirano deixe o povo hebreu em paz. Só então Dalila descobre que o homem que vira na praia e roubara suas roupas era o temido guerreiro hebreu.

Sansão permanece na cidade por causa de Dalila. E o príncipe Inárus decide usar a beleza de Dalila a favor do povo filisteu. Ele propõe que ela descubra em que consiste a força de Sansão, em troca de uma grande quantia em prata. Dalila aceita o desafio e começa a persuadir Sansão. Durante essas tentativas, Dalila conhece um amor nunca antes experimentado. Sansão ainda a engana algumas vezes, o que faz aumentar ainda mais a pressão do príncipe Inárus sobre ela. Completamente envolvido, Sansão revela à Dalila a origem de sua força; o seu voto com Deus e a proibição de passar a navalha nos cabelos. E, assim, o futuro de Sansão fica nas mãos de Dalila.

Ter as tranças cortadas pode mesmo tirar o poder de Sansão? Virar um prisioneiro pode ser o fim do forte guerreiro? Sansão surpreende mais uma vez e deixa claro por que se tornou um herói que nunca foi esquecido e que tem sua história contada de geração a geração há milhares de anos.

A produção Sansão e Dalila tem direção geral de João Camargo e adaptação de texto de Gustavo Reiz.

 

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